Visitando os Portos em ÓLBIA, Sardenha – ITÁLIA.

06/02/2020

Em meu último dia na cidade de Ólbia, resolvi continuar seguindo as recomendações da Susi, dona da Casa Solmes. E vi que o ônibus para Porto Istana era às 9h05. O café da manhã só começa ser servido às 8h30 e eu, nessa hora já estava na porta, à postos. E ainda disse para ela o horário do ônibus, de modo que também se apressou a ferver a água para meu chá e dispor de um ou outro artigo que trouxe da padaria. Ainda sinto falta de coisas salgadas para comer no café da manhã. Para o café de amanhã, terei solução para isso.

Tomei o café em menos de 15 minutos e fui para o ponto, que ficava a 550 metros, apenas. O ônibus passou no horário e só demora meia hora para chegar ao destino. E o ponto final é quase dentro da praia.

E quando peguei aquela ruela de uns 50 metros e à minha frente de novo, lá estava ele, aquele mar de cor impressionante, que não canso de olhar. Até dá vontade de entrar, ou ao menos molhar os pés, mas para isso teria que trazer um par de chinelos, uma toalha, nem que pequena. E a água é fria. Mas olhando da praia, parece possível entrar muitos metros sem afundar. E a praia é de areia fina, na maior parte, como estamos acostumados no Brasil.

Começava a caminhar para a direita quando duas jovens apareceram e me passaram, muito rapidamente, e não as avistei mais. Acho que estão em alguma moradia da região. Mas ao menos sinalizaram para mim a possiblidade de passar de uma praia a outra.

O local é uma imensa baía de águas verdes e azuis, ao fundo algumas montanhas de rochas calcárias. E algumas rochas avançam na água, vez por outra, forçando a separação em 4 praias menores. Mas estas muito mais fáceis de chegar e caminhar.

O entorno dela tem alguns restaurantes, poucos, e a vegetação é bem preservada, com as casas mais distantes e não tão concentradas.

É um lugar para relaxar mesmo. Tanto que consegui ficar uma hora por ali, olhando, fotografando, andando, e sozinha. É quando aproveito para fazer minhas palhaçadas, já que não tem ninguém para ver. Eu, minha sombra e meus passos.

E a água aqui parece estar ainda mais bonita que ontem, em tonalidades que não consigo classificar.

Mas só ia ter ônibus de novo às 14h40. Horário de inverno. E ainda eram 10h30. Mas o Google Maps me dava uma alternativa. Caminhando 2,3 km um ônibus com parada em Muerta Maria passaria às 11h35. Oba, uma boa opção.

E lá fui eu, pela estrada, na maior parte com calçada. Mas o vento previsto para hoje, e que na praia estava evitando a formação de ondas porque seu sentido era da terra para o mar, na estrada estava me castigando. Não podia levantar muito o pé ao trocar o passo senão ele levava minha perna e colocava em lugar diferente do que eu planejei, fazendo-me caminhar como bêbada. E ainda por o pé sobre uma pedra, ou desnível. Todo cuidado é pouco.

Quando cheguei no local indicado como ponto do ônibus, não havia nenhum placa. E perguntei a um casal que caminhava com o cachorro, e eles me informaram para voltar um tanto, ou ir bem adiante. Voltei, mas não me conformei e fui perguntar numa quitanda. Por sorte naquele bairro havia comércio e moradias habitadas. E a moça me indicou o local exato, em frente a uma tabacaria, no terceiro sentido, nem o do Google, nem o do casal.

E lá já havia uma moça esperando o ônibus, o que facilitou a localização.

O vento estava tão forte que tive que usar a técnica que o Rafaele ensinou em Catânia. Distanciar as pernas uma da outra e criar uma base maior de sustentação.

O ônibus atrasou uns minutos, e no caminho ainda ficou parado 3 minutos num ponto, enquanto o motorista discutia com dois passageiros que estavam descendo e reclamaram de algo. Pelo jeito os motoristas daqui não são muito amigáveis ou bem quistos. Uma pena.

Mas cheguei em Ólbia ao meio dia e restava a dúvida: ir ou não ao Porto Rotondo?

Estava ventando tanto...

Mas ainda era cedo!

E quando olhei no Google Maps, um ônibus passaria exatamente no mesmo local em que desci às 12h35. Deve ser para eu ir. Mas desta vez eu não tinha pizza, tinha só água e dois bolinhos Kinder Bueno. Então fui a um bar bem ali, na esquina junto aos trilhos do trem, e pedi uma focaccia e um suco de abacaxi. E demorou porque ela foi aquecer a focaccia de muçarela com tomate, que escolhi. Mas cheguei no ponto e comi tudo antes da chegada do ônibus.

O Porto Rotondo é alcançado pela mesma linha 5 do ônibus ASPO, no sentido oposto ao Porto Istana (que aliás, não vi Porto nenhum). Então, entre um e outro tem uma hora de ônibus, em um percurso de 16 quilômetros aproximadamente.

O Porto Rotondo é um bairro grande e chique, com muitos restaurantes, que o obviamente, só abrem nos meses de calor. E é a região mais badalada por aqui. E as praias do local, não pude ver. Por que? O vento estava de meter medo. Junto ao Porto, pra onde fui dar uma olhada, o vento passava assobiando entre as embarcações e balançando fortemente as copas das árvores.

Fui caminhando insegura, por uma rua beira mar, me colocando o mais distante possível da água, e lá no final pude ver o mar verdinho, parecendo uma piscina agitada. Lá o vento soprava do mar para a terra, provocando muitas ondas. E eu não quis ficar pra ver muito não. Só dava eu ali. E sou meio âncora, mas, e se o vento me carrega para o mar. Eu hein!

E voltei. Achando que ia ter que esperar muito ou andar um pouco mais para pegar outra linha para voltar. Mas dei sorte. Às 13h45 o ônibus saia comigo dentro, voltando para Ólbia. Acho que o lugar me reservaria boas surpresas, e não quis deixar de tentar. Não posso me acusar de não tentar.

Mais ao norte deste local está a famosa Costa Esmeralda, região comprada pelo príncipe Karim Aga Khan IV, e transformada num precioso complexo hoteleiro atualmente conhecido e desfrutado por celebridades mundiais e também por meros mortais. Mas não cheguei até lá. Não desta vez. E não sei se haverá próxima. Dei-me por satisfeita com o que vi. E se há melhor, depende de como te toca. E a mim Ólbia tocou divinamente.

Agora volto ao hotel, descanso, tomo um banho e vou ao mercado comprar jantar e lanche para a viagem de amanhã. Que sera meu último dia na Sardenha. Amada Sardenha. Obrigada.