ISLÂNDIA - TERCEIRO DIA DE TOUR DE OITO DIAS - Terra dos Icebergs e Areia Preta

23/10/2019

No terceiro dia de tour passamos por áreas incríveis que me pareceram de lava resfriada formando um terreno cheio de sulcos e musgo, impressionantes e diferentes de tudo que já vi. Infelizmente, eles aqui devem achar isso normal ou até sem graça porque não tivemos uma parada para apreciação e fotos. Mesmo com muita explicação. As fotos que tirei foram com o carro em movimento.

Ainda pudemos apreciar mais praias de areia preta e vegetação quase escassa. A quantidade de rochas de tamanhos diferenciados, desde enormes montanhas até pequenas pedras para todo lado que você olha. E muita, muita água mesmo.

Num determinado momento o micro teve que parar na estrada para a travessia de um rebanho de ovelhas, guiadas por um cão pastor e um peão em seu cavalo. Foi uma sensação entre os ocupantes do micro.

Uma cadeia de montanhas com os picos gelados denominada Parque Nacional Skaftafell foi nosso próximo alvo de admiração, mas tudo à distância, por enquanto.

Até que chegamos a Lagoa Glacial de Jokulsarlon, onde o grupo iria para uma excursão nas cavernas de gelo e eu ficaria novamente para trás. O Robert chamou o motorista da Van que ia levar meus companheiros para falar comigo e me explicar sobre as facilidades, pois este é espanhol. Mas mesmo assim eu não quis. Não tenho roupas adequadas para tamanho frio, não queria enfrentar esta adversidade e não vou. A única coisa que eu não sabia, ao contratar o passeio, é que, se não vai no passeio opcional, também não vai fazer mais nada. Está bem, não é tanto assim. Nos dois dias eu pude apreciar com cuidado a área externa à atividade.

Hoje o Robert não acompanhou o passeio e pedi a ele a gentileza de pegar minha mala, se possível, assim eu poderia ficar escrevendo sobre o passeio do segundo dia, que ainda não tinha relatado. Mas antes de escrever, eu queria passear pela lagoa e apreciar seus icebergs, que desprendem das geleiras e flutuam pela lagoa, chocando-se às vezes, e fazendo ruído para chamar a atenção dos olhares ansiosos por este momento. São azuis, brancos e alguns até apresentam pontos negros do basalto vulcânico. De formas e tamanhos variados. Que pude apreciar desde a margem da lagoa até a montanha próxima.

O passeio pela caverna de gelo ia durar 3 horas, eu gastei mais de uma hora nesta andança. Depois fui para o micro e comecei a escrever. O Robert voltou para o micro e começamos a conversar, do jeito que eu consigo, devagar e pensando primeiro em português para depois tentar a frase em inglês. Ele ligou o Google Translate e começou a falar em português. Foi engraçado. Aí propôs uma atividade. Ele perguntava em português, com a ajuda do tradutor e eu respondia em inglês, do meu jeito. Ele saberia se falou certo de acordo com meu entendimento. Foi engraçado quando falamos sobre o café da manhã, que sempre tem cucumber (pepino) e hoje tinha radish (rabanete). Eu disse a ele que costumo comer pão com manteiga, queijo e presunto. Ele colocou no tradutor e tentou ler, falando cueijo. Fico contente em perceber que as mesmas dificuldades que tenho com a sonoridade das palavras em outros idiomas, também os estrangeiros a tem com o nosso. Foi um exercício válido, divertido, e fez passar o tempo muito rápido. Quando olhamos em volta, a Van com nossos amiguinhos já estava desembarcando-os.

Assim que o grupo chegou, nosso guia nos avisou que devíamos comer por ali mesmo, teríamos ainda uma parada e depois hotel. E já eram 15 horas. Eu não tinha comido também. Quando terminei o passeio pela lagoa entrei em uma das lanchonetes procurando o Robert e senti um aroma muito agradável. Voltei ali mesmo, apesar de haver outras opções, e pedi uma sopa de cogumelos. Cogumelo é outro alimento muito comum por aqui. E falando em comida, minha amiga Elisa me alertou que o COD, que tanto tenho falado e apreciado, é o bacalhau, só que aqui se come fresco, já que é originário destas regiões. Eu até imaginei, pois a outra opção constante em termos de peixe é salmão, assim como nos outros países Escandinavos que visitei. Mas na dúvida, usei o nome atribuído por eles: COD.

Bom, comprei a sopa, um chocolate e um suco de laranja envazado. A ordem médica é evitar doce, além de batatas, mês não resisti ao chocolate. A sopa fazia jus ao cheiro. Depois de pagá-la, recebi um copo de isopor e eu mesma me servi. Junto veio um pãozinho. A colher estava num recipiente junto com os guardanapos. E, me parece que ninguém se serve mais de uma vez, já que é selfie-service. Isso é confiança, com tratamento das pessoas como adultos, cada um se responsabilizando por seus atos. E os demais observando no que atrapalhar o coletivo. Admirável!

Findo o lanche seguimos para a foz da Lagoa, se assim posso chamar. Dado seu percurso, muitos dos icebergs acabam depositados na areia, para alegria dos turistas, rendendo belas fotos.

Nosso divertido e calorento amigo arrancou a camiseta e fez algumas poses impagáveis no gelo. Acho que ele não tem termômetro interno. Por mais que eu seja calorenta, com o vento frio tirando o calor de meu corpo, não aguento ficar muito tempo exposta. Mas rimos muito com as poses que ele fez para sua esposa tirar fotos.

Pude observar bem de perto os blocos de gelo e a transparência de alguns, as cores de outros, tudo magnífico. Um deles até tinha umas ondulações parecendo escamas de peixe.

As meninas, Pink, Joy e Elen se ofereceram para fazer fotos minhas nos icebergs, e eu aceitei, evidentemente.

Meu tempo de 'friaca', como diria meu falecido sogro, já dera. Voltei para o ônibus e fomos para o hotel, chegando ao meu apartamento às 17 horas de um dia que começou às 9h30. Como a atividade era demorada e os percursos longos, praticamente a atividade na lagoa foi a única de hoje. Eu tive aula uma prazerosa aula de inglês, mas esta foi 'free'.

Como no almoço só fizemos uma rápida refeição, o jantar precisava compensar, e as meninas me convidaram para ir com elas a um dos restaurantes próximo ao hotel. Marcamos para 18h30.

E foi no caminho que descobri que era o aniversário da Pink, quando falei que o meu seria no próximo domingo. Se alguém aí não se recordava, está dado o recado. Kkkk

Fiquei sabendo também que elas são da mesma família, e que viriam em quatro, uma cancelou um pouco antes. No restaurante, a Elen e eu pedimos Salmão. A Pink caranguejo do Pacífico, e a Joy pediu outro tipo de peixe. Elas sempre pedem pratos diferentes entre si para poderem experimentarem umas das outras. Tomaram água. Eu pedi uma taça de vinho branco. E conversamos dentro de minhas limitações. Elas falam um pouquinho de espanhol, e vamos misturando tudo, e, se ainda assim não nos entendemos, o Google ajuda. Mas evito ao máximo, e percebo que já aprendi várias coisas, as que mais uso. Obrigada Senhor por todas estas oportunidades.

Como chegamos cedo ao hotel, mesmo saindo para jantar, ainda voltei cedo o suficiente para escrever um relato. Ainda assim estou atrasada um dia. Mas adiantada na vida, no modo de viver e desfrutar. E quando não dá de um jeito, dá de outro. Espero ter uma noite agradável. O espaço do quarto é bom. O lugar é tranquilo, apesar de estar bem em frente a um cais.