SACRAMENTO – UM NOVO DIA

13/06/2019

Tirei a segunda-feira para descansar, fazer malas e despejar todos os meus sentimentos, latentes,aqui já relatados.

Sai do hostel no início da tarde, sob sol de 40 graus, só para comer meu primeiro hambúrguer em solo americano, no Burguer King, perto do hostel. Estava bom, os nossos não ficam devendo, a não ser pelo tamanho. Sim, porque para mim estou fazendo a promoção, compre um e coma em duas refeições. São BIG. Agora, a máquina de soda está me dando um baile, muito xarope pra pouca água, não consegui ainda acertar o ponto.

Guardo parte do lanche e volto ao hostel. Este dia está sendo muito bom para recompor-me. Minha amiga Cristina diz que já estou com saudades da família, que alguns lugares desencadearam este sentimento, e que San Francisco tem assim uma energia as emoções. Acho que pode ser um pouco de tudo isso e algo mais. Mas sinto-me feliz e renovada, até porque tenho uma boa expectativa com relação à Sacramento. Até me arrependi de ter reservado só um dia para esta cidade quando fui apreciar as possibilidades de atrações.

A saída foi pela San Francisco-Oakland Bay Bridge. A que vimos nas fotos da Baía de San Rafael, perto do Porto de San Francisco, e de tantos outros lugares, porque ela é enorme e prateada. Mas seu uso é só veicular. Garanto que me proporcionou uma boa despedida. A sensação da saída de San Francisco é semelhante a de saída ou chegada à São Paulo, ou Rio de Janeiro, ou ainda Belo Horizonte, muito tráfego, normalmente, pela manhã, mais de entrada do que de saída.

Eu, até então, evitei comprar passagens antecipadas por desconhecer o ritmo e as distâncias em tempo dos locais por onde passei. Mas já fui pegando o jeito e não quero mais ficar em 'saia justa'. Quase tudo aqui é também no sistema de auto-service. Queria pegar o Megabus das 9h saindo da San Francisco Station, o mesmo lugar onde desembarquei, de trem. Então o embarque seria em outro lugar... Levantei às 5h15. Comi as sobras de comida que comprei, cerejas, pão com queijo e cream cheese, um restinho de iogurte e café.

Fui chamar o UBER umas 6h30 e.... bingo, descobri como não caminhar no Pool. Tem um pino que já vem ativado quando aparece a informação: Ande um pouco para economizar xxxx dólares. Como eu nunca queria andar, eu só confirmava e não tinha percebido que a confirmação é a condição inicial. A tempo de não ter que sair correndo com as malas. No Pool a viagem saiu por US$ 23 dos US$ 53 que aparecia para vir no UBERX quando cheguei. Eu fui a primeira a embarcar, paramos em Larspur para outro embarque, e depois da ponte Golden Gate para o último. Eu fui a segunda a desembarcar por volta de 7h40.

Perguntei para um guarda da estação de trem onde fica a parada do Megabus. Notem que já estou me fazendo entender no inglês. Tenho certeza que daqui por diante ele será cada vez mais necessário.

Eu entendi ele dizer que era no lado externo, na Towsend com a 5th, na mesma calçada. Fui. Parei no lugar certo, mas muito cedo, e não tinha ninguém, nem ônibus nenhum. Aí resolvi colocar no Google Maps. Ele me mandava andar uns 100 pés. Então atravessei a rua para a esquina da 5th. Vai que entendi errado. Mas o Google dizia que ainda faltava uns 50 pés. Aí vi umas faixas no chão escrito Stop Bus. Fui pra lá. Nada de sombra. Ninguém para confirmar. Nada adianta perguntar para quem está passando, numa hora destas. Ou é gente que está 'turistando' como você, ou não presta atenção porque só está ali de passagem.

De repente sai um homem de um prédio e começa a varrer a calçada. Dirigi-me a ele. Ele me disse que era do outro lado, em frente. Bem onde eu estava. Perguntou-me se eu era brasileira e à minha confirmação, abriu um sorriso dizendo também ser, de Petropólis, (RJ). Que coisa boa, como ainda estava longe o meu horário de partida, pudemos conversar uns minutos. Ele, que já está há mais de 20 anos em San Francisco, diz que está na hora de voltar ao Brasil. Tem um irmão com 76 anos, e mais 3 irmãs. Ele já está com 58 e logo poderá se aposentar. É solteiro, sozinho, sem filhos, vive numa casa com mais pessoas. Circula sempre de bicicleta e demora uma hora até sua casa. Levanta muito cedo porque gosta muito de limpeza e espera todos saírem para trabalhar e limpa a casa, diariamente. Chegando ao serviço, que foi onde o abordei, por volta de 8 horas. Manda dólares pra casa, pra ajudar os irmãos. O Bernardo diz que quer voltar para cuidar do irmão, é uma pessoa de muita fé e alegria. Nos despedimos, afinal, eu já o estava atrapalhando.

Fiz todo o caminho de volta. Mal cheguei, vira um ônibus escrito Megabus to Sacramento. São 8h05, será que posso ir neste?

Vou até a auxiliar de embarque que agora surgiu por ali e pergunto. O ônibus só sairá em 55 minutos. Ou seja, é aquele mesmo. Estou com minha passagem comprada pela internet, usando o notebook, porque pelo celular não dá, como já expliquei, feliz e aliviada. E ela ainda oferece para eu colocar as malas no bagageiro e ir tomar um café na estação de trem. Aceito, mas ainda desconfiada, com receio de ficar sem minhas malas. Gato escaldado tem medo de água fria, diz o ditado. O domingo baixou um pouco meu nível de fé na humanidade.

Na estação comprei água, suco, e fui ao banheiro para garantir a viagem tranquila. Seria uma viagem sem paradas.

Fiquei fazendo hora na porta da estação, observando as bicicletas e patinetes alugados que estão invadindo as grandes cidades. Por aqui, muita gente anda de bicicleta. Observei também que é possível sim, dar prioridade para pedestres e ciclistas sem com isso travar o trânsito. É só uma questão de hábito. Nos pontos onde o cruzamento de todos é demasiadamente intenso, os semáforos determinam as prioridades e ponto.

A paisagem não tem muita diferenciação neste curto trecho entre San Francisco e a capital do Estado da Califórnia, Sacramento.

Chegamos à Sacramento às 10h27, o que já é um bom presságio, minha data de nascimento. O ônibus para num lugar tranquilo, o trânsito em volta é disciplinado e menos nervoso. Vejo um Grafite e vou ao registro. 

De lá avisto uma lanchonete, na calçada diametralmente oposta. Boa hora para almoçar e depois chamar o UBER.

O Beach Hut Deli me fez pensar em praia, comida árabe e indiana num só nome. Nada disso, um ambiente meio surfista, onde até as mesas são pranchas, tem televisores sintonizados em esportes diferentes, máquinas de game. E sanduíches excepcionais. Eu, que provei pastrami pela primeira vez no dia anterior a minha saída do Brasil, já vou comê-lo de novo junto com queijo suíço e abacate. Num pão tipo forma, mas saboroso e bem tostado. Uma maravilhosa combinação chamada de Malibu. Tomei com uma garrafa de limonada artificial, de 600 ml. E comi só meio lanche de novo. Guardei o resto, mas não quero comer no jantar como fiz com o de ontem. E gastei só US$ 14,65. Registrei no TripAdvisor (quando gosto muito ou pouco), com 5 estrelas.

Chamei o UBER e aprendi também que tem uma lampadinha que dá para apertar. O seu celular fica com uma cor que é informada para o motorista. Você o deixa visível para que o motorista te encontre. Vi o moço fazendo isso de manhã. Já tinha visto a lampadinha, até apertado, mas foi vendo-o estender o braço com o celular verde que me fez relacionar as coisas.

O Hostel estava em reforma, pensei até que tínhamos errado de lugar. Minhas malas foram colocadas na calçada. Perguntei para um operário oriental e ele me disse que era ali mesmo o local. Subi a escadaria com a mala menor e a mochila, deixei na porta e voltei buscar a outra. Não havia ninguém na recepção. Aproveitei para apreciar e fotografar as salas daquele andar. Não entendo de estilos de decoração, mas diria Vitoriano, me pareceram bem 'realescos' e antigos. Kkk

Pouco depois apareceu uma moça dizendo que o check-in era só às 15h. Mas podia colocar minha bagagem no quartinho apropriado. Perguntei onde era o banheiro. Fui até lá e depois, como um mapa que ela me arrumou em mãos, dirigi-me ao Capitol Park, onde fica a sede do Governo. Passeando pelo parque vi meu primeiro esquilo, e o primeiro esquilo é como o primeiro amor, a gente nunca esquece. Moradores de rua também vi, não são muitos, mas tem pra todo lado.

Antes de lá chegar, vi a Cúpula do que me pareceu uma igreja. Fui aproximando-me até encontrar a construção. Entrei. Estava sendo celebrada a missa. Ajoelhei, rezei, agradeci, sentei e fiquei assistindo, até o final. Recebi o Santíssimo Sacramento. E ouvi tudo, sem entender nada. Mas reconfortada pelo ritual conhecido. É assim que fazem as empresas de Marketing. Aprenderam a conhecer as necessidades humanas e as usam contra, ou a nosso favor. Sou católica, batizada, praticante e aprendiz cristã, mas não frequente. Porém, este ambiente com ritual pouco diferenciado de missa me trouxe uma paz do conhecido.

O Capitol é um prédio estiloso, grande, poderoso. Em cada uma de suas faces ocorria uma manifestação, como é muito comum nestes lugares. São diversos grupos de interesse buscando o apoio dos representantes do povo. Em torno dele muitos jardins com grandes ávores e muitas flores.

Várias estátuas e um mural com nomes homenageiam as vítimas da Guerra do Vietnã, e um Obelisco em homenagem aos californianos veteranos de diversas guerras.

O mais gostoso destas cidades planejadas são os nomes das ruas, aqui letras e números. Estava na H próximo a esquina com a décima. Fui até a L com 15th, onde queria apreciar o Rose Garden, aproveitando o final da primavera.

A numeração abaixa conforme nos aproximamos da Old Downtown. Cheguei até a Rua O com a 3th, onde encontrei o Museu de Arte Crocker. A cidade é muito arborizada, o que talvez a faça menos quente. Mas estou derretendo. Imagine se não houvesse tanta vegetação! Chego no Museu louca por um pouco de água.

Primeiro vou à lanchonete, adquiro um suco de maçã. E depois vou conhecer este Museu que integrou uma antiga edificação a uma super contemporânea. A mistura deu certo, e atravessamos os portais do tempo de uma lado para outro, tanto na arte plástica como na de arquitetura.

Além da expressão artística isoladamente, também apresenta na arte a expressão religiosa, de diversas crenças e culturas.

 Por exemplo, nunca vi Buda representado de tantas maneiras diferentes...

E o Palacete é deslumbrante. Suas escadarias, seus pisos, suas estantes, seu acervo...

Registrei de tudo um pouco, mas sempre aquilo que me agrada aos olhos... A arte africana me chama demais a atenção. Suas cores e formas...

Na pintura, gosto realmente deste realismo, com a presença da luz.

Exploro bem os espaços enquanto me refresco na sombra e ar-condicionado.

Agora vou procurar a Tower Bridge, que deveria chamar Golden, já que é desta cor que está pintada. Mas li que a cada 20 anos ela é redecorada, passando já por diversas cores. Ela se abre para passagem de navios. 

No caminho vi passar um cachorrinho, com sua humana. Ele de óculos de sol e sapatinhos. Não resisti e pedi a ela se podia tomar uma foto de seu cão, quando eles já se recolhiam.

Apreciei-a um pouco à sombra de uma árvore, num banco de ferro que chapeou minha bunda de tão quente, isso porque estava na sombra. Depois desci umas rampas para chegar mais próxima ao Rio Sacramento. Adoro a sensação que a água me passa, e a beleza que ela proporciona à paisagem. Então por que tanto temor? Talvez justo pela imensidão de poder da natureza, neste elemento que significa vida e morte.

Dali tive outros ângulos de visão da ponte, avistei os barcos, e o que tocou meu coração. Um grande barco hotel, que deve fazer longos passeios pelo rio e me trouxe doces imagens de livros e filmes que nem recordo os nomes.

Ainda com sede, entro numa lanchonete e peço um ice cream, a garçonete, sem me entender pede ajuda a um colega que fala um pouco o espanhol, diz que eles não tem helado.

Mas eu só quero me refrescar, e agora que ali entrei, vou ficar, gostei da ambientação. Está sobre o rio. O moço trás o cardápio.

Peço uma bebida que vai um Root beer, bebida doce como uma Malzibier, mas estava no não alcoólicos, servido com uma taça com duas bolas de sorvete de creme. Hum! Peço também uma torta de maçã. Quando chega à mesa, também vem servida com uma bola de sorvete. Hum! Que parte do Ice Cream vocês não entenderam??? Jovens. Ou será que aqui não se oferece nada além do que foi solicitado?

Não preciso falar de novo que eram enormes, né? Comi menos da metade da massa da torta e todos os pedaços de maçã. E tomei quase todo o drink, que eu mesma ia fazendo a mistura. Foi meu jantar e gastei outros US$ 15. As coisas aqui são menos caras. Apesar de ser a Capital do Estado, com 500 mil habitante, é uma cidade bem menor que San Francisco, com seu quase um milhão e outro tanto de turistas, ou que Los Angeles, com seus 4 milhões. E menos turística.

Dali vou conhecer a Old Downtown, com calçadas de madeira, nos fazem sentir no velho Oeste. Dá até para fazer umas fotos de época.

Vejo uma loja e entro procurando um chapéu de tecido, que possa ser dobrado e transportado na mala. E uma bolsa do tipo mochila. Se saio com a mochila grande, acabo levando muita coisa dentro... Se levo a bolsa, depois de um tempo de longas caminhadas, sinto que o peso concentrado provoca dores nas costas. Certo é que tenho andado de 3 a 6 km por dia, debaixo deste sol quente, que eu não imaginei que podia ser tanto. As oscilações de temperatura são então muito grandes, considerando invernos com neve e verões com temperaturas de 40 graus... Mas eles não tem nenhum dos produtos requeridos, e olha que o dono se esforçou para me atender.

Continuo passeando pela calçada quando um luminoso me chamou a atenção. TATOO. Interessante! Antes de sair em viagem, comentei com minha filha mais nova e minha mãe sobre o desejo de fazer minha primeira e única tatuagem para encobrir a cicatriz abdominal d extração do rim direito, de três anos atrás. Durante parte do percurso entre San Francisco e Sacramento, fiquei pensando como queria a Tatoo. E , de repente, eis me aqui, frente a um tatuador. Vou entrar.

Esta parte merecia um capítulo a parte, mas não o farei, e deste modo, só quem está me acompanhando pelos relatos e fotos saberá da novidade. Os demais só quando me virem nua por aí, kkkk. E daqui um ano ou mais.

O Brenam, que me atendeu, estava fazendo uma tatuagem de lobos num garoto de pouco mais de 20 anos. Era a segunda sessão de 6 horas. Disse que ainda levaria umas duas horas, seu eu podia voltar mais tarde.

Eu mostrei uma foto que peguei na internet para ele entender a ideia principal e desenhei uma parte do que eu queria. Sou boa em desenho técnico então, tenho boa perspectiva e noção de dimensão, mas não sei desenhar artisticamente. O preço deles é de US$ 120 a hora e ele estimava uma duas horas para realizar.Isso é caro? Não sei. Mas várias coisas fizeram-me sentir que essa era a hora. Quando ia saindo, voltei-me para fotografar os comércios no entorno. Do jeito que sou perdida...

Voltei ao hostel e com isso andei uns 26 quarteirôes. Tomei um banho pois já eram mais de 17 horas. E se eu ia voltar lá por volta de 19h, iria permanecer por lá até umas 21 oras e no dia seguinte partir antes das 8h30, não ia ter tempo para muita coisa mais tarde. Quando terminei de arrumar-me, já era hora de voltar. Perdi-me e a foto possibilitou a alguém ajudar-me.

Quem ia fazer minha tatoo era o Chris. Mas para ele conceber o desenho eu precisava explicar. Sabia que não iria conseguir explicar em inglês, então fiz uma pequena redação no tradutor. Copiei e colei minha amiga Cris, que já devia estar dormindo. Passavam das 20 horas. Ele ainda me pediu um tempo de uns 15 minutos, que deve ter ido lanchar ou outra coisa qualquer. Acho que eram 20h40 quando começamos. Sim, começamos, eu entrei com a ideia e o caderno que, diga-se de passagem, tinha uma folha amassada e velha, mas em branco, e ele entrou com o pincel e a arte. A folha continua velha, mas ilustrada divinamente.

O texto dizia em poucas palavras o que relato abaixo, em muitas. (Risos)

Quero costurar esta cicatriz devida a extração do rim por motivo de câncer. Teremos um carretel, com as Iniciais de meus pais, O e C. O carretel ficará na parte de baixo da cicatriz, e sobre o ventre, simbolizando a origem da vida carnal. Dele parte a linha de minha vida. O carretel representa meus pais. O bordado de minha vida inicia representado por meus 3 filhos. O primeiro, com um a minúsculo, um anjo que não vingou. Depois vem as iniciais de minhas filhas, na ordem de nascimento, Débora e Brenda, em letras maiúsculas, corrida, num desenho leve, solto e harmonioso. Duas lindas e leves mulheres. O R eu pedi que fosse maiúsculo, mas de tamanho pequeno, porque representa o Roberto, meu falecido marido. O tamanho pequeno em função de achar pouco os 21 anos em que estivemos casados. Não queria que fosse letra de mão, e sim um tipo mais forte, robusto, que representasse a fortaleza de seu ser e ao mesmo tempo como amarrou, num bom sentido, minha vida. Foi como dar pontos de sustentação ao bordado. O Chris não entendeu essa parte e colocou um r minúsculo em letra de mão, mas eu entenderei o significado logo adiante. Depois vem meu M, repetido, como quem caminha só. Representa um desejo, uma esperança. Sou eu me repetindo mas ao mesmo tempo me reinventando, E o bordado da vida continua, pedi a ele que pusesse bastante linha no carretel.

As iniciais de meus pais eu pedi ao contrário. A letra O de Orestes externamente ao C representado o pai que protege a família. Mas ele também colocou ao contrário. E, de certa forma, acho que minha mãe fez mesmo este papel. Não só a proteção de segurança do homem provedor que vem à minha imaginação. Minha mãe sempre foi o braço forte, apesar da minha grande identificação com o passionalismo de meu pai.

Depois observo que as letras menores não estão mais entre nós. Talvez nosso ego ainda nos faça querer ser grandes e, de outra forma, isso não faz a menor diferença. O importante é o que cada um significou e de que forma ficou registrado em seu bordado de vida.

Fica então devidamente registrado e abaixo assinado, os pilares de sustentação e formação de meu ser, no passado, presente e futuro.

E também meu agradecimento a estes, a Deus e ao Chris Gemmell que captou a arte da vida na arte gráfica.

Voltei ao hostel só para comprar minha passagem para o dia seguinte, no quarto escuro onde todas já dormiam, e tirar algumas poucas horas de sono.

Detalhe, como eu previa, não senti dor. A zona próxima à cicatriz é morta, devido ao grande corte de tecidos. Doeu bem pouquinho quando ele saiu dessa área próxima às costelas. Ele chegou me oferecer uma placa. Não sei para que seria. Não me mostrou. Será que para morder???