REDDING - SAINDO DA CALIFORNIA EM GRANDE ESTILO

14/06/2019

Pode parecer logo ali, mas já subi por todo o Estado da Califórnia e Redding será minha última cidade neste Estado incrível. Dadas as dimensões do país, os Estados Unidos da América contemplam também, como o Brasil, uma enorme diversidade de paisagens. Como toda a sua porção continental está acima do Trópico de Câncer, a diversidade da flora tende a diminuir quanto mais nos aproximamos da zona Polar, ou seja, quanto mais ao norte vamos seguindo.

Observei uma secura intensa no ar, que só tem piorado. Estranho que isso aconteça aqui em Redding com tantos rios e lagos no entorno. É que estamos na estação seca do ano, onde chove pouco ou nada. E já são 20h30 e ainda não escureceu, mesmo considerando o horário de verão, estamos no aproximando do dia mais longo do ano, com mais de 15 horas de luz solar. Feitas estas observações, vamos conhecer esta cidade maravilhosa.

Vim com o ônibus da Greyhound após tomar um bom café da manhã em Sacramento e chegar na estação sem maiores transtornos. Paguei US$ 49 pela passagem, e tive que pagar mais US$ 20 pela mala extra. De ônibus. E a gente reclama do avião.

Foi uma viagem relativamente rápida, apesar de parar em vários locais, e 12h30 eu estava em Redding. Comi o restante do pastrami no caminho e assim não precisei almoçar. Vim direto ao Hotel reservado através da Bancorbras, acomodei minhas malas, dormi um pouco porque o sol estava escaldante e sai, perto de 16 horas para conhecer a Sundial Bridge e adjacências. 

Precisava comprar água, e o Niosporin, que é o correspondente do Nebacetin por aqui. Fui passando nas lojas e conveniências de posto, só achei água. Vi uma loja da Hertz, fui tentar alugar um carro. Sabia que aqui as atrações eram distantes e o UBER poderia sair caro, ou não ter sinal para solicitar. Não teriam carros disponíveis nos ´próximos dois dias. Perguntei o caminho para a ponte e fui seguindo. Próximo ao Arboretum Garden, resolvi colocar o GPS e passei por dentro do parque, com um pouco de receio pela solidão, mas apreciando a beleza.

 Logo vi movimento próximo a ponte, ainda sobre o Rio Sacramento, e fiquei mais tranquila. A ponte é só para uso de pedestres e seuu chão é de peças de vidro não transparente. Um marco do lugar, dentro do Turtle Park. 

Neste lugar de paz e beleza, eu quis me por mais bonita e fui passear com a pulseira que minha tia Marilene me deu antes de iniciar a viagem. Inscrita paz, que me desejou e carrego comigo, o desejo e a recordação.

Saí pela outra entrada, junto ao estacionamento e mais habitual para quem visita a ponte. Porém isso me fez andar mais que o dobro na volta, passando pelo centro da cidade, o que foi conveniente pois eu queria encontrar o remédio. E caminhar me possibilita ver detalhes exclusivos.

Antes de conseguir o remédio, vi foi uma loja de donuts. Será que aqui fazem os donuts mais tradicionais já que nota-se uma  presença latino-americana bem menor? Pedi por algum recheado. E pedi um chá , não muito quente.

_ " Make the little colder?", disse o atendente.

Eu repetindo... make de lirou colder...

_ " Oh! Yes.". Entendi. Sim. É isso mesmo que quero.

E sim, o donut estava delicioso, um creme gostoso, leve. A massa também bem leve e adocei o cjhá desta vez. Gastei US$ 3,70 e sai satisfeita. 

Numa outra loja, comprei pistaches por US$ 4,99. Servirão para completar este lanche da tarde. Não vou jantar. 

E num mercado, finalmente achei o Niosporin, com ajuda de una chica e un chico. Eu já tinha pesquisado os princípios ativos e coincidiram.

Passei sobre outra ponte sobre o Sacramento, vi uma represa. E agora estava próxima ao hotel de novo. Andei uns 8 quilômetros.

Ainda está claro mas já são quase 20h. A lua está bonita no céu azul.

Como tirei o cochilo a tarde, fico escrevendo no blog até 2h da manhã. Penso em levantar umas 8 e pouco mas, 7h30 estou de pé. 

O café daqui é o melhor, até agora. Tem até waffle, mas não sei fazer. Comi um negócio ralado, salgado, que demorei a perceber tratar-se de batatas. Suco, Iogurte. Cereal. Pão razoável. Enfim, bom.

Terminei de colocar as fotos no relato sobre Sacramento e chamei o UBER para me levar às cavernas do Lago Shasta. 

Shasta é o nome de um pico nevado com 4322m de altitude, que dá nome ao Condado e a um monte de coisas por aqui.

Gastei US$25 de UBER e fui com o simpático Sr.Edward, que ainda procurou conversar com a funcionária do local explicando que eu não falava muito bem o inglês e estava preocupada em conseguir chamar o UBER para retornar. Tudo isso ele soube conversando em inglês comigo, porque ele falava bem pouquinho italiano.E inglês.

Por sorte a garota morou no México, e é filha de uma das funcionárias da recepção do hotel onde estou. Ela me conduziu para dentro, vendeu-me o bilhete de entrada de US$ 30 e disse que o próximo Tour teria início às 11h30. Eles saem de meia em meia hora e têm duas horas de duração.

A gente desce umas escadinhas até a beira do lago Shasta, entra num barco para o atravessar até a parte das cavernas. O lago é belíssimo. 

Na entrada das cavernas, um boneco de urso quer tirar foto comigo. Me ofereço para ajudar outros turistas com suas fotos, e quando veem que o urso colocou o braço sobre minhas costas, querem fazer o mesmo. kkkk . Eu causando, como diria minha amiga Dalva.

A guia dispara num inglês sem boa dicção e eu fico lá, tontinha. Mas entendo que falou algo sobre só levar água. Levanto minha garrafa com suco de laranja e ela dispara novamente. Peço para falar mais devagar pois não entendi e não falo inglês. Para minha sorte uma família de Los Angeles estava no passeio e falam também espanhol, traduzindo que eu poderia levar o suco, mas não abrí-lo no caminho. Ele me explica que também não posso tocar em nada. Essa parte eu entendi, digo.

A caverna está mais para a Caverna do Diabo, no interior de São Paulo, com passarelas, escadas, corrimãos, luzes, mas é muito ampla e interessante. Lá dentro um contrastante frio agradável. Como já estive em muitas cavernas, as explicações sobre a formação não me fizeram falta. São muitas escadas subindo e descendo em túneis feitos pelo homem. Isso tirou a naturalidade da caverna.

Achei interessante uma formação de estalactite que parece um pano secando. diferente e bonita. Saímos por um lugar diferente da entrada, com belas vistas aéreas do lago. Na vinda, já sentei do lado direito do ônibus, conforme dica que peguei em um blog e tive visão privilegiada.

Interagi bem com o grupo, mesmo sem falar inglês. Às 13h30 em ponto estávamos desembarcando.

Subi, comprei uma blusa de frio com capuz por US$ 32. E comecei tentar chamar o UBER. Sinal eu tinha, mas ninguém para atender meu chamado. Ninguém vai pra lá sem carro. E não há agência de viagens que programe estes Tours. São sempre viajantes particulares. Desisti. Pedi ajuda das meninas, assim como indicação de restaurante. Não hamburguer, não pizza, não sanduíche, comida.

No fim elas chamaram um taxi, que obviamente ficou bem mais caro, e o Damon me atendeu. Acho que é assim que se escreve. Ele é muito falante e se esforçou para me entender. Disse que tenho muito bom humor. Já estou me fazendo entender. Good!

O táxi só chegou às 15h e minha fome começava a me perturbar, então comi um pouco de castanhas que carreguei comigo. Assim. quando cheguei ao Guadalajara, não tinha tanta fome, mas pedi um prato com camarões no alho, por favor, sem nenhuma pimenta. 

A comida é aquecida no prato e o garçom avisa para ter cuidado porque está muito quente.

O tempero... não dá. Comi umas duas garfadas de arroz com feijão, toda a salada, que não era muita, e todo o camarão, deixando a cebola e algo mais que não identifiquei. Gastei US$ 23 com gorjeta.

Chamei um UBER para voltar ao hotel. Andei demais ontem. O Kyler me disse que aprendeu um pouquinho de espanhol na escola regular, por 3 anos. E conversamos misturando as duas linguagens. Ele pensa em  ir morar no México. 

No hotel, começo a fazer planos para o dia seguinte, após um cochilo de 2 horas. Resolvo comprar a passagem de ônibus para às 23 horas do dia 14. Sold Out. Por uma semana. Não tem mais passagens por uma semana?  O QUE???????????

Meu Deus! E agora. Quais são minhas opções, ir para outra cidade próxima e de lá.... Não. Aqui é a maior da região. Ir de avião. Pode ser uma opção, será que consigo comprar???

Vou até a recepção, está lá um atendente bonitinho e simpático que já me ajudou com a questão do remédio. Explico minha situação e pergunto se pode me ajudar. Ele consente e volto para o quarto em busca do Notebook e do cartão de crédito.

Mostro para ele e ele vai me orientando. Não fala nada em espanhol. A compra não se confirma, vejo um alerta e mostro para ele. Ele disse que não seria possível comprar para dia 14. Tento dia 15, vou até o fim  e o site volta para o início sem informação. Ele vai atendendo quem chega e me ajudando quando peço.

Nada! Nada! Nada! Ponho a s informações umas 6 vezes e não concretiza a compra. Peço alternativas. Ele sugere a Amtrak. Mas passa o trem por aqui também? No Google Maps não consta. 

Sim, passa, mas de madrugada.

Resumo da história, comprei a passagem para 3h da manhã, daqui menos de 3 horas. Vou viajar 12 horas de trêm. Só deu tempo de tiomar um banho, arrumar as malas, escrever sobre estes dois dias e daqui a pouco estou partindo para mais uma aventura.

Isso me deixou desesperada e depois aliviada. Não sei o nome do recepcionista, ele foi embora às 23h, mas agradeci muito. Ele disse para eu ter cuidado ou que tenho cuidado. Eu disse que sou louca, me vi presa aqui por alguns momentos, mas acho que não perdi a compostura. Nunca imaginei que podia ficar sem condução em algum lugar daqui, afinal, Helloooo, estou nos Estados Unidos da América. Usamos um pouco o tradutor para terminar a conversação, mas consegui me fazer entender e me fazer ajudar sem ele.

Os desafios não param. e eu em construção... Mas talvez goste disso. Senão, que graça teria. Mas chega, não quero mais graça.