PISMO BEACH - PRAIAS DO PACÍFICO

05/06/2019

Estava preocupada por minha primeira incursão por terra em solo estrangeiro. Levantei-me uma vez no meio da madrugada, como de costume, mas um pouco depois das 6 horas eu acordei e, como não conseguia mais pegar no sono, levantei. O despertador tocou e eu já estava no banheiro, nesse horário, ainda bem vazio.

A companheira de quarto de San Francisco partiu bem cedo, antes das 6h. A outra ainda dormia. Vesti-me fazendo o menor ruído possível e desci para o café da manhã. O hostel tem dois andares, primeiro e segundo, no térreo só a porta de entrada. No primeiro andar estão as salas de convivência e refeições, bem como a cozinha, há também alguns quartos e o banheiro masculino. No segundo andar tem uma saleta, os quartos e o banheiro feminino. e São dois corredores de quartos.

A espanhola, que agora sei que se chama Lourdes, já estava iniciando seu café, me servi e sentei-me com ela. Ambas questionaram como foi o domingo da outra, ela ainda com bastante dor no quadril, de tanto caminhar, apesar de ter descansado bastante. Esqueci de dizer, Lourdes, se estiver lendo-me, eu tomo um complemento vendido aqui nos Estados Unidos, que me ajuda bastante na resolução deste problema, e foi recomendado por um ortopedista brasileiro. É o Osteo bi-flex. Este da foto aqui abaixo. Recupera as cartilagens da articulações. E olha que eu tinha muito problema no quadril e nos joelhos. Do quadril, sumiu. Do joelho, melhorou bastante.

Aproveitando as recordações, amiga Elisa, não me canso de agradecer sua sugestão de compra do Chip T-Mobile da Easysim4U, está sendo minha salvação, ter 4G em todo lugar me dá muita segurança, posso pedir o UBER, verificar o Google Maps, consultar horário das atrações, achar restaurantes próximos ao meu local, tudo sem necessitar de WiFi. Gratidão amiga!

Bem, voltando ao café, tomamos conversando, passei o endereço do blog para ela acompanhar-me e sugeri o aplicativo Worldpackers para sua filha, que é jovem e só pode viajar nas férias. Essa é uma boa opção que troca trabalho por hospedagem, e tem ofertas no mundo todo. Foi um grande prazer conhecê-la. Espero que os assuntos que a levaram a Los Angeles se resolvam prontamente, e favoravelmente. 

No quarto, ajeitei os últimos detalhes, conversei um pouco com a companheira e fui ao banheiro antes de sair levando minha bolsa somente. Pois na hora de voltar ao quarto, cadê minha chave? Procuto no banheiro, procuro na bolsa, bato na porta e desacomodo a moça, que estava deitada. Não sei se levei minha chave ou não. Sumiu de minha mente. Tiro as malas do quarto e coloco junto à escada dos fundos. Vou até a recepção e...

_ " I lost my keys."

_ " Ah! Ok. Ten dólares."

Que dinheiro jogado fora mas, menos pior... Tive que subir, tirar a roupa de cama, trazer para baixo e depositar numa abertura na parede. Subir de novo para pegar minhas malas, uma moça que estava subindo se ofereceu para ajudar a descer a mala grande, o que aceitei prontamente.

Levei-as pelo corredor até a recepção e pedi ao recepcionista.

_ " Can you help me?"

Ele levou sozinho a mala grande para baixo, assim o segui com a mala de mão e a mochila.

Pedi o UBER para a Union Station, o Carlos não demorou a chegar, 8h07 ele me pegava em seu Toyota Corolla azul e me conduzia por caminhos alternativos pois disse que o aplicativo indicava para pegar a Free Way, que naquele horário, estava muito cheia. Chegamos a Union Station às 8h47. Ó my God, o meu transporte sai às 9h10 e eu não sei nem que tipo é.

Vou entrando e perguntando, numa mistura de idiomas e mãos que devem ter feito sentido para alguém porque vou para no guichê da Amtrak. Na fila, ao chegar minha vez, o atendente me indicou a sua companheira que acabara de desocupar. Chego a sua frente e ela me olha, fechando a porta de vidro do atendimento, reabre, esboça um sorriso e se dirige a mim.

Ela não falava espanhol mas consegui pedir minha passagem para Pismo Beach. Ela me disse que o nome da estação era Grover Beach. Tentou me perguntar que tipo de passagem eu queria, não entendi e ela me forneceu a mais barata. Ainda bem.  e agora, pra onde vou? Ela me indica para virar a primeira a direita e procurar o portão 8B, vou rapidamente, uma rampa de acesso com duas malas e um moço se enganchando com as suas malas no caminho. Ele muda a tática de carregamento e libera a passagem. Encontramos na plataforma um comissário e descubro então que irei de trem. O moço pergunta algo e ele diz que tem que esperar. Mostro minha passagem e ele me dia que o trem é aquele mesmo. Olha para minha bagagem e pede que eu ande um pouco e embarque a dois vagões a frente. Junto a porta, umas grades para colocar a bagagem. Arrumo-as e procuro um assento, que não é marcado.  Junto ao assento uma tomada de energia. òtimo. Assim posso manter-me conectada.

São 9h e eu finalmente me tranquilizo. Já estou dentro do trem . Tem uma poltrona solitária e vaga, mas depois de assentar-me, noto que não tenho janela. Como vou ver as paisagens se não tenho janela. Mudo de lugar, e quando observo melhor, é um local reservado para pessoas com inabilidades, ou seja deficiências motoras e outros. Volto ao meu banco solitário. Depois de um tempo lembro que tinha uma escada, resolvo subir e lá em cima está cheio de gente. Não tem nenhuma janela disponível, com exceção a uma em que os bancos estão posicionados frontalmente, para famílias ou grupos, e tem um cara dormindo espalhado, de modo que a poltrona de frente fica inviável. Sento-me no corredor mesmo, mas não ao seu lado, e sim em frente, pelo menos terei mais espaço e melhor visão.

Ele desperta quando sento, mas continua deitado. Pontualmente o trem parte e vai deixando para trás a cidade grande, os edifícios vão diminuindo de tamanho até virarem casas, depois vão rareando as construções. Meu companheiro se recompõem e inicia uma conversação. Digo que não falo muito bem o inglês mas isso aumentou o interesse em conversar. Que bom! Ele pacientemente conversa comigo, explicando que está vindo de San Diego, que preferiu vir de trem porque é uma longa e cansativa viagem para vir dirigindo sozinho. Pergunta de onde sou, de onde venho, se passei por San Diego, quanto tempo vou ficar nos Estados Unidos, e ainda se conheço a linguagem de sinais, porque sou muito boa com isso. Gargalhei. Então é por isso que estão me entendendo. Explico que, por causa de italianos e espanhóis, usamos muito as mãos para falar. Ele disse que mora a meia hora de distância e já vai saltar. Diz que é um prazer ter me conhecido e eu respondo:

_" Nice to meet you."

Ele desceu pouco depois das 10h em Simi Valley, 5 estação após Los Angeles.

Troco para o lugar dele sabendo que podia ter problemas com e comissário, pois em cada estação ele passa verificando os bilhetes de quem entra, faz uma anotação do destino e coloca sobre a poltrona, num lugar adequado. Já fico treinando mentalmente minha frase de explicação.Um senhor ocupa minha poltrona anterior. Logo em seguida aparece o comissário, mas para em outro lugar onde a passageira explica que trocou de vagão, tentando achar sua passagem. Ele pergunta a ela qual seu destino e explica que ela tinha que ter levado o papel que estava sobre seu lugar. Ela se desculpa sem ainda ter encontrado a passagem. Quando ele chega a mim eu digo:

_ " I change my seat."

Ele pergunta qual o meu destino duas  vezes até que eu compreenda, e responda:

_ " Grover Beach" e ele confere o papel e o troca de assento sem mais problemas.

As Paisagens estão se alternando, de planícies agricultáveis, para montanhas sedimentares, vegetação de baixo porte indicando áreas semi-desérticas, flores que vi também no deserto do Atacama e recordo-me que estamos no final da primavera deles. Ah! Que lindas. 

E o mar vai surgindo bem às margens dos trilhos, por vezes só existem eles entre a montanha e o mar, que está acinzentado, e o céu todo nublado, 

As estações vão ficando cada vez mais longe umas das outras, e cada vez menores, com paradas breves para embarque e desembarque de passageiros.

O condutor é alegre, o que posso perceber pelo seu tom de voz, e informa frequentemente a estação que está por vir, quanto tempo até ela, ou se algum transtorno vai deter ou atrasar nosso comboio. Entendo o suficiente para me situar.

Se aproxima de meio dia e vou ficando com fome, penso, só vou chegar ao meio dia, não vou aguentar sem comer nada até lá. Só tenho água comigo, pois perto do hostel não achei nenhum lugar para venda de snacks. Percebi algumas pessoas passando com cafés logo depois que partimos e decido perguntar ao cavalheiro se tem restaurante no trem. Ele tenta me explicar, mas não o entendo. Ele gentilmente se levanta e pede que eu o acompanhe. Aperta um botão na porta entre os vagões e ela se abre, o mesmo no próximo vagão. Andamos um pouco e ele me mostra que o restaurante está fechado, sai andando e eu fico ali parada, sem entender nada. Ele, lá adiante, olha para trás e vê que não o segui. Por seu olhar entendo e vou atrás dele. Ele me mostra um café.

_ " Want you too?"

_ " No, no, thank you."

Lá embaixo tem uma espécie de conveniência de posto de combustível. Seleciono um pacote de nachos e um chá que o atendente me disse não conter açúcar. OK. Mas não imaginei que não continha também adoçante. Era um chá de ervas um tanto amargo, mas que caíram muito bem . 

Quando subo e sigo toda feliz para sentar-me em meu lugar, onde deixei minha mochila, passo duas portas, e mais duas, muitas caras estranhas, resolvo voltar e descubro que entrei na classe executiva. Definitivamente, não é aqui meu lugar. Consegui me perder dentro do trem. :o

Logo depois o homem desceu e fiquei só nos meus 4 bancos.

Quando uma família que estava ocupando os assentos do outro lado do corredor desembarcou em Santa Bárbara, observo o mar trocando de cor, O céu não está mais nublado, então levanto-me e de pé, vou tirando fotos e filmando. É muito lindo, tanto o lado do mar como o das montanhas e planícies, talvez ainda a composição de ambos. A passageira que vai descer em Guadalupe e se encanta com meu entusiasmo. Fala comigo em inglês mas ao descobrir que sou brasileira, começa a falar em espanhol comigo. Em outra poltrona uma brasileira, da minha idade creio, se manifesta, dizendo que ela já mora nos Estados unidos há algum tempo e não costuma ver brasileiros fazendo esta viagem, que acha tão encantadora.

Descobri depois que alguns brasileiros a fazem sim. Vejam também este link com informações bem precisas sobre esta linha de trem que vai de Los Angeles a Seattle.

https://www.fromriotolatour.com/california-de-trem-amtrak-coast-starlight/

Muito de repente vejo uma mancha marron na água e vamos sendo absorvidos pelo famoso fog , e tudo se transforma novamente em cinza. 

Resolvo comer algo mais e volto ao vagão de café, pego um copo com bolinhas de donuts . Não queria tomar mais líquido já que já frequentara o banheiro, até bem passável, mas preferia não ter que ir novamente. Na hora de subir, lembre-se que tem que virar a... sei lá, mas fui de novo parar na classe executiva, mas desta vez não entrei, quando li o aviso na porta. Lamentável! Como posso ser tão sem direção, e olhe que eu estava prestando a atenção, mas coisas iguais me confundem mesmo.

O tempo limpou novamente mas não estamos junto ao mar, vejo um rio que me parece ser o Colorado,  várias áreas cultivadas multicolores, e um trechos erodidos entre elas. O tipo de solo mais a ampla exploração certamente contribuem neste processo.

Chego a Grover Beach, a estação de Pismo Beach e já são quase 15h. Um UBER me atende para conduzir-me até o Palomar Inn. Como eu imaginava, em cidades pequenas não vou encontrar fácil quem fale em espanhol E vou ter que me virar como posso. E usar o vocabulário recente que my teacher Jaqueline me ensinou. Ao longo do caminho, não tão distante, vou me encantando com o que vejo das praias, pedras e mar azul.

Chegamos. Descubro que não é um hostel. Tem mais o estilo dos motéis americanos e fico instalada num chalé, bem próximo a recepção. Um quarto gostoso com chão acarpetado e uma bela cama queen size só para mim. TV, microondas, cafeteira elétrica, secador de cabelo e até tábua de passar. Que bom. Vou aproveitar para passar a roupa que não passei... o que? nos últimos 25 anos. kkkkkkk . Mas a diária é de US$ 68.

Guardo minhas coisas e vou procurar algo para comer antes de ir a Praia Shell. No quarteirão seguinte encontro um lugar que vende açaí. Não quero, mas imagino que posso encontrar algo leve para complementar meu almoço. Solicito um toast com avocado, tomates cerejas e cebola roxa, que eles chamam de vermelha. O valor é de US$ 7. Acho que está bem até ver o lanche, de uma única fatia de pão de forma. Eles têm uma promoção de 2 fatias por US$ 12, mas não me interessou. Ainda bem que comi aquelas bobagens no trem e só isso será suficiente; Em compensação, a simpática proprietária do estabelecimento faz o que pode para entender-me e ajudar-me a achar um meio de ir a Edna Valley no dia seguinte para degustar uns vinhos. Pelo jeito, que vem aqui para isso, usa carro próprio ou alugado porque não tem nenhuma agência promovendo os tours como eu queria e imaginava.

Sugeriu o UBER mesmo porque dista de menos de 10 minutos. E me deu uma propaganda de Sauselito Canyon Vineyard, para degustação. Terminei meu lanche, agradeci e disse que ela é muito amável. Interessante que ela estabeleceu a nossa comunicação ao elogiar a cor de minha blusa, dizendo combinar comigo. Uma simpatia só.

Mas percebi que essa não é uma qualidade exclusiva dela por aqui. Na empresa de aluguel de caiaques a moça também foi muito prestativa. Aliás, quem gosta de esportes náuticos de aventura, pode vir que tem. O único mais tranquilo, que eu poderia fazer, não disponibiliza o serviço na quarta, e como quinta eu já vou embora... 

Andando nas ruas extremamente retas, de um só quarteirão que levam à avenida Ocean encontro várias pessoas que me cumprimentam, perguntam como eu estou... Que pena que não falo inglês nem o suficiente para responder, quem dirá para estabelecer uma conversação.

O mar é admirável, mas são poucos os trechos de praia. E a ingênua aqui deixou um biquíni fácil para usar neste lugar. Mesmo que tivesse prais, o sol está forte mas o vento é gelado e cortante.  

Vou caminhando e tirando fotos do mar e das casas, que me parecem tipicamente americanas, sem muitas influências como nas grandes cidades. Um americano médio, pois viver na beira do mar é caro em quase qualquer lugar do mundo.

Peço para uma adolescente tirar minha foto ao que ela atende sorridente. 

Depois uma oriental que passava com seu namorado se oferece para tirar fotos minhas ao que aquiesço também.

Me incomodo quando uma casa chega ao extremo da escarpa, interrompendo o passeio público e fazendo-me dar uma enorme volta já que os quarteirões não tem interrupção. Ia ter que voltar a Shell Road, por uns 500 metros, andar um quarteirão de uns 100 metros, e descer mais 500 novamente até a rua da praia.

Fui caminhando até um Parque, muito florido, aumentando o encanto do lugar. Pessoas caminhando com seus cães, um bebedouro para gente e animais, crianças brincando no parque, algumas pessoas apreciando o mar...

Vou voltando agora pela rodovia pois quero achar um mercado e comprar algo para o jantar, café da manhã de dois dias, e algo para levar na viagem para Monterey, meu próximo destino. Achei uma Glocery. Adquiro alguns produtos e um  suco de laranja embalado de um jeito que me leva à certeza de que estou nos E.U.A., igualzinho ao que vemos nos filmes.

Volto para o Hotel e tomo um banho. Irei à praia mais tarde especificamente para ver o Sundown. 

Mas este só vai se por depois das 20 horas. Então dá tempo de um monte de coisas...

Faço uma custa caminhada até a rua Vista do Sol e nela me dirijo à praia. Chego em boa hora e o astro rei me dá a honra com seu espetáculo. Só é difícil parar de olhar...

Volto antes que escureça completamente.

O quarto é aquecido, até demais. Termino os relatos sobre Los Angeles e vou dormir.

Acordo cedo e coloco as fotos do último dia em Los Angeles antes de publicar. Tive minha melhor noite de sono desde o dia 27 de maio. Dormi tranquila, confortável, e acordei me sentindo bonita, dada a alegria e o descanso.

Decidi sair depois das 10 horas para Edna Valley, e foi o que fiz. Cheguei lá quase 11 horas. Pretendia almoçar por lá e, ainda bem que dispunham de acompanhamento para os vinhos. A degustação de 5 vinhos fica por US$ 15. Pedi ainda uma taça de um vinho tinto mais leve, apropriado para o dia de sol e calor, que não foi o meu preferido durante a degustação. O que menos gostei foi o primeiro. 

Ainda enquanto degustava chamei a moça e perguntei:

_ " Have you cheese to eat here?"

_ " Yes. One moment." e voltou com 3 embalagens plásticas, cada uma com um sortimento diferente de acompanhamentos, uma tinha picles como diferencial, outra continha uvas, escolhi uma com 2 tipos de queijo, salame, amêndoas defumadas, figos e damascos secos, estavam deliciosos e me serviram de almoço. Incluindo a degustação, gastei US$ 30,30.  Como sou alegre e simpática, não fico sozinha, e uma pug veio me fazer companhia.

Contando o UBER ida e volta, o dia ficou em US$ 80. Estou imaginando um gasto diário de US$ 200 em média. Contando todo o transporte, inclusive aéreo, hospedagem, alimentação e passeios. Seria um bom preço se o nosso dinheiro não estivesse tão desvalorizado frente ao dólar.

Quando termino, aviso que vou caminhar pela redondeza e que volto para charmar o UBER. 

Observo que a dominação é de parreiras, mas outras culturas, talvez de subsistência estão sendo cuidadas no local. Vejo couve, abóbora. Junto às parreira um pomar com manga, limão, pêssego, certamente para influenciar no sabor da uva, e atrair a atenção de insetos, como já aprendi em outras visitas à bodegas. 

Vejo um homem passando com um xortador de grama. O cumprimento.

Uma mulher está regando as flores, e até se assusta com minha presença. Vem conversar, mas só fala inglês, ainda assim conta que seu marido tem câncer e que o seu parceiro está ajudando a cuidar da plantação, e que ele fala espanhol, já que expliquei que sou brasileira, viajo só porque meu marido morreu há 3 anos.

Na saída falo com o homem em espanhol, mas só poucas palavras de cortesia. Vejo que por aqui quem domina outro idioma são as pessoas simples, contratadas para os trabalhos manuais.

Já são duas horas e penso em voltar, relatar a estadia em Pismo Beach e ir dar mais uma volta na praia, mas ao nos aproximarmos de carro vejo que ainda está nublado. É o tal fog que envolveu  o local e deixou todo o dia e a praia cinzentos. Como pode? A pouco mais que 10 quilômetros de distância estava um sol maravilhoso. Vou ficar no quarto e continuar meu descanso porque amanhã sigo viagem.