OS CASTELOS OU FORTALEZAS ENTRE BEJA E ELVAS

02/07/2020

Na segunda-feira eu saí por volta de 10 horas do Hostel, e tinha planejado passar por alguns castelos no caminho de volta.

Não achei um local para tomar meu café da manhã por perto do hostel e comi um pêssego que tinha trazido de casa.

Minha primeira parada foi no Castelo de Juromenha, que na verdade é uma ruína mas, mesmo assim, com grande parte das muralhas em pé. E de lá de cima avistei o Rio Guadiana, e mesmo sem saber, do outro lado eu via a Espanha.

A maior parte do caminho era semelhante ao da ida para Elvas, e na sequência fui conhecer o Castelo de Alandroal. As edificações levam os nomes das cidades onde estão instalados, normalmente. E este já está bem conservado. Deixei o carro numa vaga com sombra, bem em frente a uma cafeteria, mas fui ver o castelo primeiro. Usei uma escadinha de aço para entrar pela primeira porta que avistei. Atravessei uma parte e passei por outra porta. Depois uma escada para baixo e cheguei em frente à igreja, e dali percebi outras duas portas, escolhendo uma delas para deixar o local, caminhando junto à muralha até atingir o ponto de partida.

Agora já era um bom horário para fazer o desjejum, e na cafeteria de porta de vidro, com uma vasilha de álcool em gel sobre o balcão e com duas atendentes mascaradas, pedi uma tosta mista e um galão. E fiquei observando o ir e vir das pessoas no local. E pensando que, ao sair, teria que higienizar minha mão com o álcool em gel que trazia no carro, por causa da porta, principalmente.

O Castelo de Terena eu pude observar já da estrada. E são as melhores vistas que temos destas obras tão grandiosas, à distância. Mas a princípio eu não tinha onde parar. Fui de carro até bem próximo a ele. E novamente achei uma sombra confortável onde deixar o carro. Com o calor estúpido que fazia, voltar e encontrar o carro fresco é uma benção. Na rua que levava ao Castelo havia um muro com dois pedaços desmoronados, e pude avistar parte da Albufeira da Barragem de Lucefécit. Nome bem estranho, mas a água que embeleza e dá via ao lugar. E depois de observar o exterior do pequeno castelo, adentrei por sua porta em arco. Será que era mais fácil construir os arcos nos tempos antigos?

Mas quando voltei para a estrada, e já sabia que teria que retornar pelo mesmo caminho, pois o próximo destino ficava na margem oposta à estrada principal pela qual eu trafegava, achei uma vicinal perpendicular que me deu a oportunidade de parar e contemplar o Castelo de Terena, de longe.

Retornei e fui além, até a Vila de Viçosa. Mas já lá do outro lado da estrada, eu vi entulhos de material que pareciam de demolição de prédios, pelo colorido. Mas como pode? Não há grandes cidades por aqui, quem dirá prédios. E um caminhão ia colado em mim. Mas eu mantive a calma e a paz e fui percorrendo o caminho com curiosidade, e não passando dos 90 km/hora.

Quando fui chegando perto da Vila de Viçosa, compreendi o que eram os entulhos, e eles foram aparecendo com mais frequência, em maior volume, e cada vez mais próximos de mim. Era mármore. Montanhas de mármore e terra. E na Vila de Viçosa existem infinitas marmorarias. E até bonito de se ver, aqueles blocos enormes, já faceados. Imagino o peso daquilo. E as gruas trabalhando. E também lâminas de mármore, já prontas para a venda e utilização na construção civil.

E meu destino na Vila era o Paço Ducal de Vila Viçosa, com a estátua de um imponente cavaleiro montado, Dom João IV, bem no meio dele. E a fachada do prédio toda em mármore, é óbvio, é imponente. Foi propriedade da família de Bragança e casa de Veraneio da realeza quando o Duque de Bragança foi feito rei de Portugal, em 1640.

Saí dali para a cidade de Redondo, em busca do último Castelo, passando por uma estrada mais rural, e encantando-me com as parreiras, os sobreiros, e alguns pastos do lugar. As parreiras aumentaram e muito. E logo vi a Adega Cooperativa de Redondo, e até deu vontade de parar, mas por ser segunda-feira, não era provável haver visitação. E o Castelo de redondo é o mais bem conservado já que, dentro dele, entrando pela rua do Castelo, estão várias casas ainda habitadas, e tem até o Hospital do Concelho. E pelo lado de fora, o jardim repleto de flores semelhantes à Lavanda, ou até podem ser elas mesmas, não conheço o suficiente para ter convicção. Atravessei o castelo até o Pelourinho, do outro lado, de onde se pode também apreciar a Torre sineira do relógio e a vizinha Igreja da Misericórdia.

A volta pelas estradas tranquilas de Portugal foi prazerosa. E novamente passei pelos campos de girassol. Mas desta vez guardei só para mim o deleite. E às 15 horas já chegava em casa, em Beja, depois de um belo final de semana.

A próxima viagem será em 06 de julho, e percorrerei por dez dias a vizinhança de Lisboa.