ÓBIDOS - FESTIVAL MEDIEVAL

03/08/2019

Sábado

Já fui dormir toda travada, por causa do frio, do medo, por ter andado demais de dia, e ficado sentada demais a noite. Tomei um tramal para ver se ajudava a relaxar a musculatura para dormir. A cama de cima do beliche tem guarda, mas fica um espaço mínimo para passar. Tive um baita trabalho para subir, me agarrando onde podia. Fui dormir tarde, já era quase uma da manhã. A internet estava ruim e não ia conseguir carregar as fotos mesmo.

Minha companheira de quarto, a Paula, ainda não havia chegado, nem sei a que horas chegou, mas sei que num determinado horário ouvi-a dar um gritinho, como se tivesse algum inseto na cama, e eu perguntei se estava tudo bem. Acho que ela levantou em seguida, não tenho certeza porque minha mente estava sonada. Mais tarde estava agoniada, e tive a impressão que ela se levantou novamente. Ouvi vozes no corredor, mas de novo dormi. Depois fiquei com vontade de ir ao banheiro, como sempre, e preocupada se ia conseguir descer da cama. Quando resolvi me movimentar, ela acendeu a luz para me facilitar a descida. Levei o celular e o óculos, como sempre faço, o que foi bom porque, quando tentei ingressar no quarto, a senha não funcionou. Tentei algumas vezes, mas não queria que aquele barulhinho chato acordasse a moça, assim, desisti e fui para a sala. Aproveitei para carregar as fotos, já que eram mais de 5 horas e estava todo mundo dormindo. Quando voltei ao quarto já eram mais de 6 horas. 

Quando acordei, às 10 horas, fui logo completar o blog com as fotos, e antes de sair para tomar café, encontrei a Paula na cozinha. Perguntei se não a havia incomodado durante a noite e ela gentilmente disse que não. Mas além do tropé para descer, das dores para me movimentar, ainda o ronco... Sei lá. Sei que dormi mal...

Ela já estava fazendo o check-out, apesar de seu ônibus estar marcado só para às 19 horas. Quando falei que ia sair para tomar café da manhã, me ofereceu umas frutas que comprou em quantidade e que sobraram. Mas eu não aceitei. Ainda não estava com fome e fui primeiro olhar o carro se estava tudo bem. Andei um pouco além e fiz algumas fotos da estrada, onde vi a estrada de ferro, plantação de peras, outra parte da muralha do Castelo e uma árvore ou ramada com umas frutinhas, que talvez sejam a Ginja, do licor.

Antes de ir tomar café, passei ainda na recepção do hostel e perguntei se eu poderia mudar para a cama de baixo. Expliquei para a moça que estava com dores, e ainda tinha o problema da idade e do peso, e que sempre me levanto de madrugada para ir ao banheiro, às vezes mais do que uma vez. Comentei:

_ " A minha companheira de quarto pensou que era terremoto quando eu desci da cama. "

Ela riu gostoso e me disse que eu podia usar a cama de baixo e que talvez não precisasse colocar ninguém mais no quarto comigo. Melhor, assim durmo mais sossegada e não atrapalho ninguém. Decidi fazer isso logo porque, vai que eu demoro, e quando volto do café já tem outra pessoa no quarto. 

Fui tomar café no mesmo lugar de ontem, pedi um pão que já fica pronto coberto com queijo e ervas, eles chamam de pão de pizza, um pastel de nata com ginja e uma média. Tinha pensado em ir até o lado de fora pela porta da Vila, mas decido voltar ao hostel, passar de novo no banheiro e arrumar minhas coisas para deixar livres as camas para as arrumadeiras. 

Num destes retornos ao hostel, ainda encontrei a Paula, e conversamos mais um pouco sobre a vida. Ela já estava há quase três meses pelas bandas de cá. Seu pai é português e ela pensa em obter a cidadania e quem sabe vir embora de vez. Já não se sente mais feliz em Montreal. Comentei com ela que ao longo do caminho, nestes três últimos anos de andanças por aí, encontrei muita gente se buscando, assim como eu. Que cada um traz seus carmas e sua cruz, cada qual tem um bom motivo para procurar a mudança. Sugeri que encontre um lugar para chamar de seu. Que isso e mais o blog, que é minha forma de compartilhar minhas vivências com alguém, é o que está me facilitando a vida distante das pessoas e lugares que conheço e amo. Mas que, ao mesmo tempo, este lugar não pode ser confortável demais, porque senão, tendemos a ancoragem. A zona de conforto se estabelece e você fica procurando desculpas para não mudar. Ela entendeu bem, pois um desconforto está provocando seu movimento. É isso. Beja, para mim, trás muitas coisas que desejo num lugar, mas ao mesmo tempo, algumas são tão extremas que, se eu ficar tempo demais por ali, fico entediada. Então, é o lugar ideal para eu estar. Um lugar acolhedor, 'pero no mucho'. Terminamos nos despedindo num abraço, que eu precisava, mas que foi provocado por ela. Ainda fico insegura em manifestar o jeito caloroso brasileiro, e fazer como fiz com o Homayon, e sair dando beijinhos no rosto.

Hoje o Festival iniciou às 11 horas e vejo que haverá uma competição de bestas e arco e flecha às 14h30. Já são quase 14 horas e sigo para a festa. Passo primeiro pela Igreja de Santiago, que está aberta, e me surpreendo ao ver que foi transformada numa charmosa biblioteca.

Neste horário não tem tanta gente no Festival e posso apreciar bem a planta do evento. Lgo no caminho de entrada tem cabeças penduradas, vestimentas como de fantasmas. No Arco de entrada, algumas personagens medievais representam o povo pobre e doente, cheio de chagas, lepra, com uma pintura bem real e incômoda. 

Caminho de um lado para outro assistindo algumas apresentações de música e dança. 

Quando estou perto do dragão, alguém chega por trás de mim e grita em meu ouvido:

_ " BOA TARDE!"

Era um dos personagens medievais, louco varrido, ou muito bom ator. Engraçado que, em vez de assustar-me, achei que alguém me reconheceu. Ou talvez fosse uma esperança.

Nem as crianças eles perdoavam dos sustos... 

Nas minhas andanças cheguei ao local onde estavam os animais do desfile, o cachorro preso a uma corda, agradecia e ficava feliz com toda manifestação de carinho. Só p que tirava sua concentração eram outros cachorros passeando com seus donos. O falcão estava vem na dele. Nem o teria notado não fosse o comentário de um homem. Os dromedários descansavam tranquilamente. E tinha também um burrico, que não vi passar no desfile. Faltavam os cavalos e os gansos.

Estou com sede e acabo comprando Hidromel, que segundo disseram, foi a primeira bebida alcoólica produzida pelo homem, numa mistura de mel e água deixada fermentar. Além das cervejas amanteigadas, tinha hidromel no Harry Potter também né?

Vou procurar alguma porção para comer junto, mas nada encontro. Vou observando melhor cada área e seus elementos.

Ao invés disso, vejo uma parte da apresentação de bestas e arco e flecha. 

Quando passo à procura de meu almoço, vejo o cercado de gansos. Já tinha passado por ali antes sem tê-los notado. Sua dona está junto e pergunto para ela:

_ " Eles não se estressam?"

_ " Sim, quando tem muita gente querendo passar a mão, e olha o resultado...", me mostra a camisa com duas enormes manchas de coco mole de ganso, que ela está tentando limpar com um pano molhado.

Pelo jeito ela ficará um tempo cheirando a coco. Acho que ela prefere assim do cheiro de cigarro, por exemplo.

Depois vou atrás de um lugar que vi que faziam crepe. Será meu almoço. São bem grandes, mas com recheio pouco, adequado eu diria. Pedi de queijo e cogumelos, temperado com orégano. 

Sento-me numa arquibancada para comer ao mesmo tampo que acontecem algumas apresentações musicais. Os artistas são muito comunicativos e têm uma ótima interação com o povo. Assisti tudinho e já ia embora, para tomar um banho e retornar mais tarde.

Para todo os lados que você olha tem algo interessante acontecendo ou para ser registrado, e consegui captar muitos momentos de quem estava ali também apreciando e curtindo.

No caminho encontrei a barraca de doces e o pão de rala, que na verdade é uma pão recheado com doce de gila, que minha amiga Cristina recomendou altamente. Muito bom mesmo.

Quando estou passando no Parque dos Trovadores uma aula sobre armaduras do século XIII. Sentei-me para comer meu doce e fiquei assistindo. O palestrante vai usando um auxiliar e colocando nele a armadura, peça por peça, e explicando como é feita e porque, como era antes, qual o peso de cada peça. A armadura completa tem cerca de 45 kg. Depois ele mostra os escudos e as armas. Bem interessante. O cara da platéia bebendo no corno foi um extra.

Na saída, o controlador de tráfego bate uma dezena de carimbos invisíveis em meu braço, pois eu disse que ia sair para banhar-me e retornar mais tarde.

Quando a gente está se divertindo sempre tem a sensação de que fez muito mas que o tempo voou. Pois é, tendo acordado tarde, cheguei de volta ao hostel já passavam de 18 horas, e às 19h30 eu já estava pronta e agasalhada, a medida do possível, já que não trouxe roupa de frio, para voltar à festa e assistir aos confrontos medievais de lança com cavalor e de espadas. E às 20 horas teria apresentação de música.

Só que agora tinha uma fila enorme para entrar, em volta do campo de batalhas um multidão, considerando o tamanho do local, e fiquei sem visibilidade. Nestas horas é bom ser alta. Ativei a câmera de aproximação da imagem, levantei o celular e eu mais uns vizinhos detrás víamos pela telinha.  As pessoas torciam para um dos participantes, enquanto o outro, que acho que era um  mouro, era vaiado. Todos entram no espírito da brincadeira.

Antes de terminar a peleja eu já fui para a área dos Trovadores onde aconteceria a apresentação musical e consegui um bom lugar, sobre um saco de feno, melhor que os degraus gelados da arquibancada. E assisti e bati muitas palmas para um grupo musical italiano, divertidíssimo. Fiquei impressionada como as pessoas por aqui são participativas.

Num determinado momento a única mulher integrante do grupo sugeriu uma dança, chamou as dançarinas que acompanham o grupo e pediu para que todos que quisessem dançar ficassem de pé. Vocês acreditam que a maioria das pessoas levantou? Essa dança era no próprio lugar e todos os que se levantaram, dançaram. Até eu, sentada mesmo. 

No momento seguinte ela convidou quem quisesse para ir ao palco, pois um grupo bem grande logo se prontificou, em sua maioria, de mulheres. Mas também homens e crianças.

Fiquei pensando e isso deve ser cultural. Eles têm auto confiança, não temem ser envergonhados ou fazer feio, e quem não se prontifica pode estar perdendo uma oportunidade. Alguém arrisca algum palpite sobre isso?

Quando terminou já passavam das 21 horas, eu não tinha jantado e não queria comer ali pois tudo estava muito cheio. Mas muito bonito com as luzes acesas. Uma camada de nuvens cobria o céu. E o sol poente fez um reflexo rosado lindo para emoldurar o cenário. Será que mais alguém se deu conta da sorte que têm?

Procurei um restaurante que fica logo acima do hostel, e ainda deu tempo de comer um sanduíche de presunto e tomar um suco de laranja.

Agora é voltar pra caminha e tentar dormir melhor hoje, já que as dores quase sumiram. Com exceção do torcicolo. É isso que dá envelhecer. Tudo dói. Mas só dói quando eu ando, quando eu falo, quando eu como, quando eu passeio, quando eu leio, quando eu sorrio, quando eu brinco... E quando eu vivo!

Domingo

Não tenho hora para nada, então decido dormir até quando eu quiser. Já explorei toda a parte interna às muralhas, já explorei bem a festa, agora só falta ver alguns pontos interessantes na parte externa. 

Levantei às 10 horas. Novamente com o sino de alguma igreja batendo dez badaladas. Me preparo, não estou com fome ainda. Será que na parte exterior tem algum lugar para tomar café decentemente? Este adjetivo final significa sentado a uma mesa em local coberto.

Não acho. Saio da rua principal que está cheia de barraquinhas de roupas principalmente. Tem até uma lenha amarrada com um cartaz  brincando com os passantes.

 Pego uma transversal à direita. Vejo o Museu do Santuário, a porta do cemitério, e um caminho todo arborizado e tranquilo.

Não sei onde vai dar, mas decido segui-lo. Um cheiro bom de temperos tipo manjericão e de pinho. Algumas oliveiras pelo caminho. Uma casa tem um pomar que ultrapassa os altos muros, e apresenta, além das frutas, algumas hortênsias.

Lá na frente o caminho faz um bico, posso seguir, subir ou descer e voltar ao burburinho. Volto. Ainda não encontrei onde tomar meu café da manhã. 

Avisto o aqueduto e resolvo que já é hora de fotografá-lo, antes que acabe ficando sem registro. Ele é muito extenso. Não vou acompanhar todo seu caminho.

A Porta da Vila está em manutenção, assim como as muralhas, e não estão à vista seus famosos azulejos. Só tem uma placa do festival e uma personagem. A moça dos gansos está ali de novo, pronta para mais um desfile pela rua principal da cidade.

Não tem nada do que procuro aqui fora, o jeito é entrar. Pelo jeito irei para o mesmo lugar de ontem. Mas eis que acho uma cafeteria logo no começo da Rua Direita.

Só tem duas moças no balcão e bastante gente para ser atendida, elas se desdobram. Primeiro escolher e pagar, depois sentar, esperar e apreciar as delícias da culinária portuguesa, principalmente da doceria. Comi um folheado de espinafre e salmão, uma média, um pedaço de bolo de caramelo e um suco de frutas vermelhas, por 8,40 euros. No hotel ligado ao hostel queriam cobrar 20 euros pelo café da manhã, certamente bem completo, mas bem caro.

Agora vou pegar o carro e ir até o Santuário do Senhor Jesus da Pedra. É uma construção recente perto de tudo o mais por aqui, só tem pouco mais que 270 anos. A edificação tem sua estrutura sextavada, e três portas em 3 faces do sextavado. É a igreja que se avista lá embaixo, junto à Rodovia. Fui bem rapidinho, de carro. Mas só consegui fazer fotos externas, apesar de ser um dia em que deveria estar aberta. A folga é na segunda-feira, segundo uma moradora local com quem conversei.

Vi esta senhora e seu marido descansando no quintal da frente de sua casa. Como tinha um lindo pé de pêssegos ao qual fotografei, e justo onde eles estavam uma árvore com uns frutos enormes, verdes. Aproximei-me para conversar e pedi autorização para fotografar o pé de toranja, esta com o miolo verde e um pouco amarga. O senhor me disse que o fruto chega a ficar do tamanho de uma bola de futebol. Óóóóó. E eles têm também a toranja mais comum, que é rosada por dentro, esta menor no tamanho. Pela quantidade que vi, perguntei se eles dão conta de consumir toda a carga ou se há desperdício. Eles disseram consumir tudo, 'in natura' ou como suco. 

_ " E vocês fazem doce com ela?"

_ " Não."

_ " Mas tem a casca grossa?"

_ " Sim."

_ " Então é boa para doce. Apesar de que, quando vamos envelhecendo não devemos comer muitos doces... E o amargor é bo para o fígado. Então deixa como está."

Ambos concordaram. Me despedi e resolvi ir até a Lagoa de Óbidos, fazer o lado Sul, que é o que faria amanhã cedo, a caminho de Foz do Arelho, que fica na face Norte da Lagoa. Mas já que estou com tempo...

Vou parar junto ao Restaurante Covão dos Musaranhos. Ali tem vários carros estacionados, alguns esportes náuticos sendo praticados, e uma estradinha de terra que margeia a lagoa. Vou caminhando por ali. Vejo uma cidade lá na ponta e supus ser Foz do Arelho. Sabe aquele lugar que parece que você está sozinho mas não está? Muitos lugares aqui em Portugal são assim. Não tem uma densidade demográfica muito grande, as pessoas estão bem espalhadas por todo território. Assim, você sai para caminhar num local ermo, mas vez por outra encontra outro caminhante, ou alguns carros, um pescador, uma família fazendo piquenique, um casal de namorados e até um pato solitário. Mas ninguém perturba a paz de ninguém.

Chego a uma prainha com alguns barcos aportados. E algumas pessoas curtindo. A cidade está mais próxima agora.

Retorno no maior sossego. Preciso ir ao banheiro, beber algo... Então talvez aproveita para almoçar, mas ainda são pouco mais que 14 horas, para quem terminou o café às 11h40...

Chegando lá olho o cardápio, mas ouço a moça falando da sopa de peixe, que era uma indicação dos blogueiros como comida típica da região, imperdível. Sopa ém mais leve. Vai servir.

_ " E que cerveja é aquela que a mulher loira está tomando? Não é calara, não é escura..."

_ " Ah, é ruiva", disse a garçonete.

_ " Quero uma daquela."

É uma cerveja tipo Marzen. Provei e aprovei.

Sopa deliciosa, encorpada, com peixe esfarelado e alguns pedaços... Cerveja combinou perfeitamente. Uma panacota de sobremesa. Conhecia só de nome. Não cheguei a uma conclusão sobre o doce. É bom e refrescante.

Não vou voltar ainda, estou na ponta da lagoa, vou explorar um pouco melhor o lado Sul. Vou serpenteando por uma estradinha que passa por dentro de uns povoados, ou aldeias praianas, pelo tipo de casas, de padrão classe média para mais. Chego à Foz. Encantadora. Bastante gente na praia, que tem um enorme banco de areia, tornando tudo bem raso no encontro com o mar. E a cidade que estarei amanhã, logo ali, do outro lado.

O Google me traz de volta a um ponto intermediário chamado Praia da Lapinha. Bem de lagoa ou rio... cheia de pedras nas margens. Pouca gente, uma delícia. Cada cantinho melhor que o outro. Hoje só vim para conhecer, amanhã, do outro lado, vou com roupa de banho para curtir um pouco mais.

Hora de retornar a Óbidos, parte do caminho foi o mesmo, mas cheguei por outro lado. E já conheço bem o caminho. Fui entrando até a rua que margeia a muralha, e achei um lugar. Não sabia se estava próximo. Mas ando uns passos e já vejo a cava que dá acesso para pedestres ao lado interno. É mais próxima ao Hostel do que o Arco N. Sra. das Graças. Louvado seja o Senhor.

Vou direto para tomar uma última Ginginha. Saúde para você que queria tomar uma também. Tomo em seu nome... E tenho uma cúmplice que acresceu uma frutinha, tirou a foto e não cobrou um centavo além do 1 euro normal.

Ainda vou encher minha barriguinha (para não dizer pança) de doces antes de ir para o Hostel. Quando entrar e tomar meu banho, não saio para mais nada. Vou à cafeteria que mais gostei. Peço uma quiche de brócolis com kani-kama.  Não gostei da combinação. Brenda, suas quiches dão de 10 a zero nesta daqui. Agora, este chocolate quente feito na Europa... é tudo de bom. Estava com saudades.

Vou à doceria e quero comprar coisas para comer no quarto, mais tarde. Hoje terei um jantar só de doces. Um negócio que parece pastel de nata, mas vai limão no creme, e a massa não é folhada, um quindim, um bolinho diferente... E água, que já tenho no quarto. Não vou aumentar muito a imagem para não pensarem que os doces são grandes. kkkk

Escrever, e descansar as perninhas... o torcicolo está um pouquinho melhor. O ciático já não está incomodando tanto, mas este demora mais a sarar.