Novamente em PENICHE, cidade encantadora.         .

11/03/2020

Peniche é muito perto de Lisboa, coisa de uma hora. E eu queria ir pelas estradas vicinais, mas errei a saída, e teria que fazer uma grande volta para consertar. Encostei o caro no acostamento e alterei os parâmetros do Google Maps, e seguimos por aquela mesma estrada. Tudo na vida tem vantagens e desvantagens. A vantagem de seguir por uma autoestrada é chegar ao destino mais rápido. A desvantagem é não poder apreciar tão bem o caminho.

Fomos direto ao Cabo Carvoeiro, o cabo mais ocidental da costa continental portuguesa. Ao contrário de quando aqui estive, em julho, o local estava quase vazio, e coloquei o carro com sossego no estacionamento junto ao Farol. E fomos caminhando devagar entra as rochas calcárias e procurei um local de onde a Cristina pudesse avistar a Nau dos Corvos, nome de um rochedo muito interessante junto ao Cabo. E ao fundo pudemos avistar as Ilhas Berlengas.

Todo o encantamento que tive com este local, queria compartilhar com ela e com todos que me visitarem em Portugal. Caminhamos um pouco mais entre as pedras, onde alguns caminhos de areia se definiam, para apreciar as falésias.

E propus a ela fazer o mesmo que fiz, parando em pontos aleatórios da descida para apreciar as lápias e as falésias calcárias sobre vários ângulos diferentes. E lá fomos nós, de carro, e de quando em quando eu parava e nós íamos de novo para a beirada.

Paramos três vezes, uma dela junto ao Miradouro da Cruz dos Remédios, e ali aproveitamos para chegar até a pequena Capela de Nossa Senhora dos Remédios, onde pedimos saúde para todos, pois o momento pareceu mais que adequado para um pedido como este.

Na parte externa fizemos foto junto aos arcos que tanto gostei na vez anterior.

Eu li na internet sobre a Gruta de Furninhas. E este lugar eu não conheci antes. Fica logo depois do Cabo Carvoeiro, na curva da Marginal do Farol, e avistamos outras lindas praias com as mesmas formações rochosas e uma área verde com florzinhas amarelas, brancas e roxas. Muito lindo. Eu fui caminhando pelo trecho mais acidentado sozinha e a Cris foi pela estrada, até que vi uma falésia lindíssima e orientei-a a seguir em frente, pela estrada mesmo, onde achei que ela teria uma boa visão do local.

Mas ali era a Cova do Dominique. A Gruta ainda não era ali. E tirei uma foto dela parecendo a Noviça Rebelde antes de nos reunirmos novamente e seguirmos pela estrada até além da gruta. 

Um casal de portugueses, jovens, moradores da zona de Santarém, me pediram para fotografá-los. E fomos a indicação de madeira com peixinhos no extremo, que me pareceu ser indicação das trilhas. Dali segui sozinha, e cheguei até o mais próximo da beirada que tive coragem. Tinha um caminho com uns degraus até largos na encosta, mas sem corrimão, sem nenhuma proteção e muito íngreme. Não fui.

Era hora de pensar em almoço. E dali até o centro da cidade, junto à Fortaleza é muito perto. A Fortaleza não seria um destino porque de segunda ela não abre, e eu já sabia disso. Observamos o seu exterior, coloquei o carro no estacionamento pago, logo nas primeiras vagas ( na outra vez quase não encontro vaga) e fomos aos poucos restaurantes abertos no inverno.

Entramos no único que servia refeições. Os demais eram de tapas ou lanches. Estávamos com muita vontade de ir ao banheiro e assim que escolhemos nossos pratos já o procuramos.

A Cristina pediu um espeto de lula, muito grande e bonito, com um pouco de cebolas e cheiro verde e coentro, em pouca quantidade, ainda bem, porque ela não gosta deste tempero. Acompanhado de batatas assadas com casca, canouras e brócolis cozidos ao ponto e embebidos em azeite. Ela disse que estavam deliciosos.

Eu pedi arroz de mariscos e tamboril, e recebi uma panelinha de cerâmica enorme, parecendo uma caldeirada com arroz. Estava excelente, mas a quantidade era excessiva. Ainda assim comi a maior parte dos pescados que estavam dentro, camarões, lagostim, marisco, caranguejo( que não comi pois vieram na casca) e peixe.

E a entrada tinha sido de marisco ao vinagrete e pão com manteiga.

Meti o 'pé na jaca'. Ainda comi um mousse de limão e ela também. Mas gastei 33 euros em tudo. Como estou dirigindo não estou tomando bebidas alcoólicas. Só tomei um suco de laranja mesmo.

Perguntamos ao garçom se era seguro ir ver as ondas gigantes na Supertubos.

_ " Nunca houve nenhum incidente."

E nos explicou como chegar. Assim mesmo coloquei no Google Maps. E desta vez consegui chegar, seguindo ambas as orientações. E realmente, passei longe na outra vez.

A Praia dos Supertubos ou Praia do Medão é onde ocorre o Campeonato Mundial de Surf, etapa Portugal. Observamos um pouco os surfistas pegando as ondas de pouco mais de 4 metros de altura. Já é fim da temporada das ondas gigantes, que iniciam em outubro e terminam em março. Depois nos sentamos numa lanchonete, onde poderíamos nos sentar e observar o mar por trás de vidros transparentes, que cortam um pouco a ventania.

E ali nós ficamos, tomando um café americano (parecido com nosso café na relação entre pó e café) servido numa xícara cheia. Os cafés aqui, em geral, são os curtos. Muito fortes. E foi uma delícia relaxar um pouco, conversando e vendo o mar.

Dali nós seguimos para Baleal Norte, de onde podíamos apreciar as baías formadas por penínsulas muito estreitas que avançam no oceano.

E sentadas no carro mesmo, para evitar o vento, pudemos ficar tranquilamente observando o mar. E muitas pessoas faziam o mesmo, sem nenhum medo, com uma completa sensação de segurança.

Fomos para o hotel, fizemos o check in, e percebemos que teríamos o sol poente bem na janela. 

Foi quando aproveitei para editar o material do final de semana, postar, tomar banho e sentar e esperar o por do sol. Que não nos decepcionou. Poder olhar o por do sol do quarto quando se está cansado é um conforto inestimável.

E eu queria voltar a uma Gelateria, Mor, que também apreciei em julho do ano passado. Fazer um lanche e tomar um sorvete. A tosta era sem graça, tomei com um chocolate quente com menta. A Cristina pediu um meio amargo.

Depois disso eu pedi um sorvete que é cheio de cerejas e amarena, por acaso o mesmo que da outra vez, e eu que não gosto de repetir. E terminei o dia com mais 10,70 de gasto.

O dono da Gelateria conversou um pouco com a gente. E o assunto é Corona Vírus. Esse assunto está afetando demais os negócios. O turismo já está ausente. É uma pena. Terror se espalha mais rápido que vírus.

O Hotel tinha uma cama com colchão mais firme e isso foi muito bom para compensar o que o colchão mole fez na nossa coluna.