Na Orla de FUNCHAL – ILHA DA MADEIRA

22/12/2019

Nestes dias aqui na Ilha da Madeira estou tirando férias das férias. O fato de ficar 20 dias, de ter contratado um guia para se preocupar com alguns passeios, a maresia, a 'pseudo' calma do local...Tempo para descansar a mente.

Levantei-me num bom horário para tomar o café da manhã, mas ainda com sono. No entanto, já que o dia estava bonito, limpo e ensolarado, vamos aproveitar para conhecer a orla por aqui.

Hoje consegui entender porque alguns portugueses dizem que houve muita interferência humana na paisagem da Ilha. A Ilha é de origem vulcânica com mais ou menos 5,6 milhões de anos, e os últimos fluídos magmáticos ocorreram há 6500 anos. Está na placa africana. E como rocha que surge no meio do oceano, de erupções com expulsão de material, é como uma barreira que surge na ondulação do mar. Não é uma terra que vai se elevando paulatinamente e formando as praias, como estamos acostumados. E para oferecer este espaço de convívio e prazer à população, foram construídos balneários nas encostas pedregosas. Neles você encontra piscinas e muitas áreas para se esticar ao sol, mas são espaços artificiais. Não os considero feios, ao contrário, considero admirável. Como disse no texto de ontem, o fazer funcionar e proporcionar um local aprazível parece-me um lema.

Assim, passei pelo balneário Lido e foi quando fiquei ciente dessa maneira de fazer as coisas. Penso que, desde que a interferência com o meio ambiente não seja devastadora... mas parece-me bem o contrário. O ambiente é um tanto inóspito, e a gente que se adeque. Desde o descobrimento, há 600 anos, eles já foram vítimas de um terremoto, duas aluviões e explosões da guerra mundial.

Fui em direção ao cais do carvão. E por ele cheguei ao Jardim Panorâmico do Funchal. Também construído em plataformas, cheguei por baixo e fui subindo os estágios, me admirando das enormes buganvílias e do sol no mar.

E ainda tive tempo e privacidade para fazer umas selfies.

Lá no alto de novo, passei no Pingo Doce para almoçar e renovar as provisões de água e lanches para amanhã. E aproveitei para fazer um almoço leve.

De volta ao hotel, juntei as fotos ao relato de ontem e publiquei o post antes de tirar um cochilo de 2 horas. Um pouco antes das 17 horas, eu me levantei e me arrumei para ir ao centro de Funchal novamente.

Queria provar o sanduíche de bolo do caco e ver mais alguns locais iluminados. Sai já eram 18 horas, e fui direto ao Jardim Municipal, ao lado do Mercadito de Natal que fazem na Avenida Arriaga. Lá também tem um palco e estavam cantando músicas portuguesas. Passei olhando as decorações com mais cuidado, vi um grupo de garotas caracterizadas com aqueles chapéus de elfos. E fui buscar meu lanche.

Pedi aos atendentes se podia fotografá-los. Eles fazem o pão ali mesmo, a partir de bolas de massa. Talvez por isso se chame bolo. A moça me sugeriu o recheio de queijo e bacon, com manteiga de alho. Eles enrolam em papel pardo como uma bala, torcendo as pontas, e depois cortam ao meio para se comido. Veio quentinho, com a manteiga e o queijo derretidos, hummm.

Continuei andando e apreciando as luzes de Natal. Vivi uma situação de Natal, que logo em seguida me foi recompensada.

Não sabia onde era a outra rua que tocava música e as luzes piscavam, apesar de ter o Antonio me mostrado, mas foi de dia e eu ainda estava confusa na cidade. Resolvi registrar as travessa e cada diferente decoração. E de repente, chego numa rua e, naquele exato momento, as luzes começam a piscar e uma canção se faz ouvir. E fiquei ali, maravilhada, me movendo para gravar todo o espetáculo. E acabou a primeira música, e outra iniciou e eu fiquei olhando emocionada para todo aquele show de luzes e sons, muito agradecida. Se passo ali uns 5 minutos antes, eu não as veria. Quinze minutos depois, não as veria. Cheguei às 18h59 e o show iniciou às 19 horas (assistam ao vídeo no Facebook Meyre Lessa).

A rua é junto à vila de Natal, e eu a percorri, tirando até uma selfie com o Papai Noel, Pena que ele estava congelado com o frio do Polo Norte. Tudo muito lindinho, era hora de voltar.

O movimento hoje estava fraco, as pessoas devem ter ido a Feira do Mercado São Vicente, do outro lado da Ilha. Mas eu não quis ir, e achei até melhor estar mais vazio, comi com mais calma e apreciei com mais cuidado.

No retorno, senti falta de uma bebida e sobremesa. Parei para tomar chá gelado e sorvete. O sorvete estava bem cremoso, mas o sabor não era marcante. Escolhi baunilha e passas ao rum, dois dos meus preferidos, e só foram refrescantes.

E de volta ao hotel, passavam das 21 horas. E amanhã tem tour de dia inteiro pela Costa Oeste. Preciso estar descansada.