MESSINA – na Sicília (ITÁLIA)

27/01/2020

Messina

Sai bem cedo de Palermo, satisfeita em saber que volto para lá e poderei explorá-la um pouco mais.

Os trens têm sido bem pontuais. Sentei-me num local, confirmei com uma família ao lado se estava correto o destino e quando o trem partiu, lembrei-me que eu queria sentar do lado esquerdo para apreciar as praias. Troquei de lugar assim que vi o mar.

E foi muito bom porque é lindo de se ver. O dia está muito claro, com céu de azul intenso, e o mar aparece verde nas margens e azul mais adiante. E o Mediterrâneo é quase uma piscina. Pelo menos assim tem me parecido. Aliás, com esta história de comunicar-me em muitos idiomas, tenho parado para pensar nas palavras e sua formação. Mediterrâneo, nunca pensei neste nome como sendo no meio de terras. Alguém mais como eu? Ou é tão óbvio e eu que sou lenta mesmo?

As fotos foram tiradas de dentro do trem em movimento.

A distância entre Palermo e Messina é de 2h30. E cheguei às 11h17, conforme previsto. E eu sabia que ao meio dia, na Catedral da cidade, todos os dias, o badalar do sino é seguido de uma movimentação de estátuas na torre principal. E queria ver, pois só fico até pela manhã, bem cedo.

Até a Catedral, partindo da Estação de trem, tem 1,4 km. O terreno é plano, mas aqui na Sicília, assim como em Marselha, os pedestres não têm a preferência e é um salve-se quem puder. Já sei de quem herdamos esta forma de ser. Ainda bem que a cidade estava tranquila, por ser domingo. A Valentina bem me avisou. Percebi, depois, que tranquila até demais.

Cheguei uns 15 minutos antes do evento. E algumas pessoas já se aglomeravam para observá-lo.

Fiz umas fotos e resolvi fazer um vídeo, entrecortado, porque a movimentação toda demora quase 15 minutos.

E o movimento começa embaixo, com a vida sendo ceifada pela morte. Vou fazer minha interpretação livre, não li nem ouvi isso em nenhum lugar, está bem?

O homem foi criado para ter a vida eterna. Mas devido ao pecado, a morte passou a fazer parte de sua existência.

Depois um leão ruge, e eu o vejo, sendo o rei dos animais, anunciando a vinda do rei dos reis. Em seguida o galo vai cantar, e é chegada a hora de nascer o menino Deus.

A estrela se apresenta como guia. E o anjo o anuncia.

Os magos vêm conhecer e presentear o Cristo Jesus na etapa seguinte.

E depois os apóstolos são abençoados por Jesus (o vídeo está no Facebook - Meyre Lessa).

Eu vi que a Catedral estava aberta, mas eu precisava urgentemente ir ao banheiro. Resolvi então ir direto para o Hotel, distante mais 1,9 km. No caminho, quase reto, fui fotografando algumas casas, praças e monumentos.

Cheguei ao hotel muito cansada. Nada, nada, foram, 2 km do hotel de Palermo até a estação, e aqui mais 3,3 km com as malas. Mas só usei o banheiro e saí em busca de almoço.

Enquanto caminhava notei que não tinha quase nada aberto, e vi muitas pessoas se dirigindo às pastesseries e trazendo pacotes bem embrulhados, com comida, para comer em casa. Mas estes lugares não têm mesas para servir no local.

E lembrei de novo da Valentina falando que é uma cidade parada aos domingos.

Resolvi colocar no Google Maps a busca por restaurantes. E fui no Piero, que não era longe. E que bom que estava aberto. Era um restaurante de padrão médio. E não tinha muita gente.

Pedi um risoto com aspargos, camarão e pistache. Fantástico! Pena que não fotografei porque o garçom levou meu celular para carregar. E tomei um vinho tinto. Depois pedi uma cassata siciliana e foi uma grande surpresa. Nada parecida com as cassatas de sorvete que comi no Brasil. Essa eu tirei foto de um cartaz que vi depois. É uma massa branca de ricota, macia, envolta em duas finas camadas de bolo tipo pão-de-ló e recoberta com uma camada de marzipã colorido, e fruta cristalizada por cima. Depois eles me deram um licor para tomar comendo o doce. E tangerinas. Eu disse que ia levar para o hotel e ele embrulhou em papel laminado. Paguei 28 euros e sai satisfeitíssima, com a qualidade da comida e do atendimento. E o garçom se lembrou de devolver-me o celular. Ainda bem. Só ia notar quando fosse colocar o Maps, já na rua.

Depois disso fui caminhando até a Catedral, e como eu temia, ela já estava fechada. Então resolvi andar por instinto, olhando no alto as construções que me interessavam.

E ao ir andando e tirando mais fotos, cheguei a conclusão que as janelas daqui são todas verdes. Alguns lugares não têm janelas, só vidros ou persianas, mas os que têm janelas, podem até estar desbotadas, mas são verdes. Será que tem algum incentivo?

Tentei chegar no mar, mas era uma região portuária e no máximo, o que consegui foi ver os navios cargueiros.

E resolvi voltar para o hotel, descansar. No caminho ainda fotografei as tangerinas e tirei uma foto minha, sem querer. Ficou melhor do que as que faço pose.  Fiquei esgotada. Chegando no hotel, dormi das 17h às 19 horas. E depois me levantei para escrever. Mas lembrei-me que era o último dia de uma promoção da Ryanair que a Maria Cristina, minha amiga, me avisou. E fui ver se conseguia aproveitar. No fim gastei um bom tempo programando as viagens de maio, comprando as passagens e não consegui fazer a publicação no blog, pois ficou tarde.

E ainda assim não dormi bem. Eu conseguia ouvir o roncar de alguém no quarto vizinho, e imaginei que também conseguiriam me ouvir. E estava preocupada, cansada, com frio. Dormi de roupa porque o ar-condicionado era muito barulhento e não fazia o serviço direito, então o desliguei, e não havia cobertores na cama. Só um lençol e uma colcha, fina.

Pensei em tirar fotos na região da estação, e cheguei cedo. Tive tempo de tomar um café cappuccino, que também é diferente do nosso. Eles o inventaram, mas o nosso é mais gostoso, kkkk. E comi um canudo com creme, muito bom. A comida italiana é a que mais agrada o meu paladar. E a gente italiana é também muito calorosa e receptiva. Se tivesse me recordado disso, não teria ficado tão preocupada com essa viagem. Agora, detalhe, cuidado ao atravessar as ruas. E a mendicância é bem grande até, comparada com os outros países que visitei. Marselha também não fica atrás neste quesito.

Ainda conversei com dois homens, em frente a estação, que pensaram que eu procurava o ponto de ônibus ou algo assim, achando que eu estava chegando e não indo embora.

E entrei na estação 45 minutos antes do horário de partida do trem.