LOULÉ e ALBUFEIRA - Algarve, Portugal

17/01/2020

A ansiedade junto com a vontade de fazer xixi toda hora não me deixou dormir direito. e nesta noite estava incrivelmente quente, comparado com os demais dias. Depois vi que a temperatura mínima ficou em 10 graus. Já faz diferença com os demais, oscilando entre 1 e 6 graus. 

Constatei também que, aos moldes do que já me aconteceu antes, quando morei em Cotia, sozinha, que a casa provisória tem que dar o aconchego de lar, mas não pode ser acolhedora demais para que não se tenha a vontade de ficar mais que o necessário. Por causa do calor excessivo, ou do frio excessivo, e dos banhos inadequados para ambas as situações, por mais que fique confortável na casa, tenho vontade de procurar logo um lugar que ofereça o que está faltando ali.

E começo outra viagem. Meu roteiro dessa vez incluiu o Algarve na última hora, já que sairei para Marselha num voo a partir de Faro, na segunda feira, dia 20.

E o mês de Janeiro já está indo para o saco.

Depois farei Sicília, Sardenha e Nápoles. Espero que não esteja muito frio. Não penso em pegar onda, só observar as maravilhosas prais e conhecer um pouco da história dessa gente.

Hoje pela manhã, quando o portão não abria para a entrada do táxi, aproveitei para fotografar a ilustre vizinha ( ou seria O ilustre vizinho?), aproveitando que os pastos estão bonitos pois, nos meses de inverno têm chovido no Alentejo, e gado bovino e caprino eu tenho visto pela vizinhança.

E ajeitada a confusão, cheguei ainda faltando 10 minutos para a partida do ônibus. Saiu às 10h20 e só chegou a Faro às 13h20. Daí chamei um UBER para o aeroporto porque aluguei um carro lá, assim devolvo lá mesmo, antes de embarcar, mas vou ficar mesmo é em Albufeira.

A Liz chegou com um Dacia (sabia que aqui a Renault monta alguns carros com este nome?) azul, e fomos batendo papo. Ela é brasileira, mas mora há 28 anos em Portugal pois foi casada com um português e disse que, mesmo depois de separada, já não se acostuma mais com o jeito do Brasil. Eu acredito! 

Conversamos bastante, eu falando de minhas viagens. Ela perguntou-me se acostumei ficar sem trabalhar. Hahaha. E eu que pensava que teria alguma dificuldade quando parasse de trabalhar, afinal, foram 32 anos, às vezes acumulando dois empregos ou escola e trabalho. Mas me adaptei muito bem. Não consigo ficar parada. Lá isso é verdade. Estou sempre inventando algo. E Agora são as viagens com planejamento e o blog.

Ela me deixou pertinho da Guerin locadora de Veículos, porque foi o nome que falei para ela. Depois de passar no balcão da Guerin e não ter reserva é que vi que o meu era com a Centauro. E teria que pegar uma Van no Parking 4, longinho. Mas nada assim, absurdo.

O motorista da Van confirmou meu nome da lista de reservas, já que não passei no balcão dentro do aeroporto e fomos para um lugar bem bem distante. Hahaha. Mas aproveitei para pegar umas dicas de locais interessantes, como o carvoeiro, e ainda me ensinou como lidar com os pedágios nas estradas. Se não tenho a Via Verde (que é uma espécie de Sem Parar aqui de Portugal), tenho três dias para pagar os pedágios no Correio, senão sou multada.

Toda essa história me tomou um tempão e tive que revisar meus planos. Já eram quase 15 horas e eu ainda não tinha almoçado. Resolvi parar em Loulé, que a moça da Centauro me disse que é uma cidade histórica., e estava bem perto e no caminho para  Albufeira, onde estou hospedada.

Cidade charmosa, ruas em obras, achei uma vaga na rua, com estacionamento pago. Mas com um euro pude garantir 1h20 no local. Daria para almoçar ou comer qualquer coisa e alinda dar uma volta rápida pela cidade.

Entrei no Cantinho de Mestre, na mesma rua, só que bem mai abaixo. Foi uma das refeições mais caras que fiz em todas estas viagens. Paguei 10,70 euros. E vocês dirão: "Só?". Ela já pagou muito mais que isso em outros lugares. Eu cheguei e a cozinha já estava fechada. Mas a atendente me disse que se eu quisesse um espaguete à bolonhesa, poderia providenciar. Aceitei, é óbvio. Ela muito cortês e educada. Pedi também um sumo de laranja.  Bem, veio logo, o espaguete estava quentinho, mas o molho à bolonhesa parecia de isopor, nem sal tinha direito. Comi tudo, estava com fome. O sumo de laranja veio com uma pedra de gelo tão grande que ocupava metade do volume do copo. Quando terminei pensei em deixar a sobremesa para comer em outro local. Mas veio ela, toda solícita novamente e me disse quatro opções de doces. Escolhi a sobremesa de Oreo. Uma espuma sem graça, com um pouco de bolacha moída e, a única coisa melhorzinha foi uma bolacha Oreo, mergulhada na espuma, úmida, que adoçava a sobremesa. Então achei caro sim. Porque só satisfiz minha fome, mas não me proporcionou nenhum prazer ao paladar. 

Não sou de reclamar das coisas. E estou feliz passeando novamente. E o atendimento do local foi ótimo. Então... vamos dar uma volta e registrar o exterior de uma ermida, do Castelo, do Mercado Municipal e uma ou outra construção interessante.

Pelo horário, não adianta mais eu querer ir ao Carvoeiro. Então vou direto ao Hotel Santa Eulália. Coloco o endereço no Google Maps. Esqueci que no carro alugado não teria suporte para o celular, mas estou me virando. Ele me indicou um caminho sem portagens com duração de 30 minutos. Maravoilha! Caminho tranquilo.

De repente eu vi que falta só um minuto e a mocinha do Google me disse que meu destino estava à direita. Mas vi um baita dum hotel bacana, dos tipos que não tenho frequentado nestas viagens pelo Primeiro Mundo, com preços em dólares ou euros.

arei o carro ao lado e entrei só com a pochete. Vou conferir, vai que tem outro com nome parecido.

_" Eu gostaria de saber se há uma reserva em meu nome pelo Booking?"

_ " Sim."

Fui mexer o carro do lugar que estava mal estacionado porque não havia vaga quando cheguei. Voltei, fiz o check in, recebi uma chave para entrada no estacionamento, que é gratuito, mas tem um caução para a chave, de 10 euros. E subi para o apartamento, no terceiro andar. Depois de andar por um monte de corredores, seguindo as indicações, entrei no quarto e nem acreditei. Fazia tempo que não usava um hotel assim. Pensei: " Quanto eu estou pagando na diária destes apartamentos?"

Acreditem se quiserem, mas seriam 84 euros por 3 dias, mas como sou cliente Genius, ficou por 76 euros. Pouco mais que 25 euros por dia. Nada como passear durante a baixa temporada. Olha a alegria refletida no espelho. Lógico que para quem quer entrar no mar não é uma época muito agradável. Mas como dizem, no algarve tem sol o ano inteiro. 

A moça da recepção me mostrou no mapa onde está a praia mais próxima e lá fui eu.  Uns 10 minutos de caminhada e cheguei na Praia de Santa Eulália. O por do sol estava previsto para 17h41. Eu lá cheguei às 17h38, depois de colocar o caro no estacionamento. E já sabia que o sol desceria a minha direita, não no mar, pela posição geográfica que estamos, ao sul de Portugal, e a ponta da praia impedia de ver o astro rei, mas não seu reflexo nas nuvens. Muito bonito!

E fiz até uma brincadeira de duplicar-me que me ensinou a minha Doutora e Mestra, Carla, que está fazendo uma vigem fantástica pelo oriente e postou uma fotos assim. Só que, no caso dela, o marido que bateu as fotos. Eu tive que improvisar, afinal sou eu e eu mesma ( não esqueci de Deus não, mas, como diria minha mãe, Ele está implícito).

Voltei para passar no Intermarché, que fica um pouco além do hotel, para quem vem da praia, como eu. Precisava comprar água e, aproveitando que o Ap tem cozinha, já levar itens para o café da manhã, que não está incluído no preço. Esqueci-me de dizer que o hotel é também SPA. Hahaha

E amanhã tem mais.