LOS ANGELES - UMA GRANDE CIDADE

02/06/2019

Finalmente, esta noite consegui dormir 7 horas ao menos, com uma pequena interrupção. Já acordei mais descansada, pouco depois das 7 horas. 

Como a programação do Hostel para tour só inicia às 10 horas mesmo, fiz tudo que precisava antes deste horário. 

Hoje no café da manhã resolvi experimentar os muffins. E não é que são bons. Peguei um pra provar e depois que vi que são fofinhos e úmidos, peguei mais dois, com suco de laranja, banana e rosca doce. Sinto falta de frios, só tem manteiga salgada.

Hoje o grupo que acompanhou o tour foi menor, umas 10 pessoas. E fomos à Beverly Hills.

Gastei US$ 5,50 porque foram dois do cartão para o Metrobus e três e cinquenta da passagem. Hoje a caminhada foi em ritmo mais lento, no plano e com uma distância menor. Quem continuou a subida de ontem, levou mais 40 minutos e estavam todos com pés ou joelhos doloridos, mas disseram que a vista valeu a pena.

No ônibus sentei ao lado do marroquino e conversamos bastante, já que ele fala espanhol fluentemente. Nem prestei atenção no caminho. Ele tem 49 anos, separado, sem filhos e pelo jeito, viaja bastante. Esteve na Grécia em março, está aqui agora e em agosto pretende visitar a Escandinávia. Até o Brasil ele conhece, este em São Paulo. Rio de Janeiro, Búzios e Angra dos Reis.

Chegando a Beverly Hills, caminhamos por uns 4 quarteirões observando as casas, e seus carrões. Aliás, tem até mais carrão do que casa. Muito Audi, Volvo, BMW e Mercedes. As casas são amplas, em terrenos grandes e nem sempre muradas, algumas construídas em madeira. 

Interessante observar que eles têm ruas estreitas no fundo das casas onde é depositado o lixo, assim as ruas não ficam feias. 

O marroquino me disse que perto em Casablanca os mais ricos tem uma bairro semelhante, mas com terrenos muito maiores, de hectares de terra.

Os transeuntes são turistas. O povo local anda de carro. Abaixo nosso pequeno grupo.

Observei por todo o caminho alguns detalhes que dão charme ao lugar, principalmente com árvores, flores e estátuas.

Chegamos ao ponto de partida da caminhada para tirar uma fotos no emblemático letreiro com o nome do bairro. 

E dali seguimos para Rodeo Drive, que possue várias lojas de marcas famosas, como Gucci, Tiffany e Rolex. Os amigos babaram nos rolex.

A parte mais comercial do bairro me pareceu mais atraente, apesar de suas lojas caras. É muito charmosa e seja a ser acolhedora.

O balcão dom o nome do Richard Gere, se não me engano, é onde morava a Julia Roberts, no filme: "Uma Linda Mulher". 

O guia perguntou se eu queria conhecer por dentro o Hotel onde se hospedaram.

_ "Só se eu fosse me hospedar aí."

_ "A diária de hospedagem é acima de US$ 500."

_ "Então, só se o Richard Gere estiver por aqui e pagar pra mim," kkkk, a esperança é a última que morre.

Me contento com uma foto esterna mesmo. Não sou tão deslumbrada assim.

Uma parte do pequeno grupo se desprendeu ali. Pegamos o Metrobus e descemos perto da Orange Street, junto a uma estrutura laranja e prata que me pareceu um Museu. 

Tiramos umas fotos junto a uma estrutura de colunas que já foi cenário de filmes. Como muitas coisas por aqui.

Passamos por uma praça onde encontramos a Pedra Lacma. Parecia-me mais pesada. kkkk

Pegamos um ônibus de volta para o Hostel. O dia está esfriando, e como a intenção é de ir para o Zoo e Observatório, numa área mais aberta, melhor me agasalhar melhor, e comer algo pois, passa de 13h e tenho fome. E não sou só eu. As amigas Abigail, da Argentina, e Fernanda, de Santa Catarina, Brasil, também.

Almoçamos no Hooters e preferi uma porção de camarão aos lanches, deveras demasiado grandes, como tudo por aqui. Achei uma coisa pequena na lanchonete, as roupas das garçonetes. Aliás, percebi isso também na frentista de um posto de gasolina. Aqui tudo é vendável, até o corpo das mulheres, em demasiada exposição para atração dos olhos. É um tanto deprimente, mas já estão acostumadas. E, apesar do frio, se vestem com micro shorts e camisetes bem justas, e meia calça, para aquecer um pouco. Mas são sorridentes, e tive que comunicar-me em inglês para fazer o pedido e pagar, mas tinha a amiga argentina para ajudar na confirmação de meu entendimento. A conta ficou em quase US$ 23, e a moça ficou contente com o pago de US$25, agradecendo muito. Tomei uma sangria para variar.

A Abigail não ia nos acompanhar ao observatório. Vi que o Zoo encerra a visitação às 17h, e tentei ir mesmo sabendo que talvez não desse tempo. A locomoção de Metrobus é barata, mas muito demorada, e voltar ao Hostel tornou o tempo aparentemente ainda mais perdido. Digo aparentemente e já vou relatar o motivo.

A Fernanda aconselhou pedir um UBER Pool, compartilhado, pois o preço saia pela metade. Não estou acostumada a solicitar este tipo, assim que não troquei a quantidade de passageiros. Quando chegou o carro, o motorista informou que era só para um passageiro, e eu fui. 

O Miguel fala espanhol pois é nascido em El Salvador, e vive em Los Angeles há 20 anos. Sentei na frente como gosto e conversamos o tempo todo. Trata-se de um longo caminho, ainda mais porque ele pegou um outro passageiro, asiático, que entrou mudo e saiu calado. Conversa vai, conversa vem, ele entrou em assuntos mais filosóficos e descobri um semelhante. Confirmo assim minha teoria de que os iguais se atraem. Ele tem até uma página no Facebook, onde coloca frases de sua criação, de incentivo e esperança. Uau! Começo a entender o que me levou a pegar este UBER, já que cheguei ao Zoo às 16h30 e a bilheteria estava fechada, as famílias já abandonavam o local sorridentes, e eu aguardei a Fernanda até 17h, quando chamei outro UBER, o Nelson, para ir ao Pier de Santa Mônica. Assim tiro estas paragens de minha programação, porque voltafei ao Zoo e observatório amanhã.

Não seria admirável dizer que o Nelson, americano, descendente de El Salvatorianos, também é uma alma iluminada co mo o Miguel???? Nossa corrida foi ainda mais longa e nesta conversação ele falou mais do que eu, se é que isso seja possível. Tem 49 anos, é solteiro e tem uma filha. Nunca saiu dos EUA, pois tem medo de fazê-lo e não poder voltar, mas nossa conversa abriu possibilidades de realizar sonhos de conhecer outros países e suas culturas, e ficou muito contente por perceber a semelhança de nossos pensamentos, se sentiu como eu me sinto quando encontro um igual, não estou sozinha. Nessa corrida (aliás, em espanhol recorrido, porque corrida é algo que não se deve falar :| ) compartilhei com um californiano loiro, americano típico, mas que entendia espanhol e arriscou falar um pouco. Disse que foi criado em meio a amigos que falam este idioma, assim que não pratica, mas gosta e entende. O Nelson pensa que agora que sua filha já não depende tanto dele, pois tem 20 anos, talvez se arrisque por outras paragens. Talvez eu esteja fazendo bem meu trabalho. Acender esperanças.

Gastei US$ 9,32 na viagem com o Miguel, e US$ 13,92 com o Nelson, só para conhecê-los e trocar experiências. Se a Fernanda estivesse junto, talvez a conversa se concentrar-se em outros temas. Gratidão!!!

Pier de Santa Mônica, por que és tão famoso?

Percebo que os americanos vendem muito bem sua imagem, enquanto que nós, de países explorados (também chamados de subdesenvolvidos), vendemos a imagem da insegurança, pobreza e sujeira.

O Pier estava super movimentado, apesar do vento frio, mas acho que gosto mais de Porto de Galinhas, por exemplo. Tem uma Parque de diversões no final da rampa de acesso e a única coisa que me interessava no parque não pude fazer por estar sozinha, andar na roda gigante. É obrigatório pelo menos duas pessoas em cada banco, e eles não misturam as pessoas.  

Preciso urgente de um banheiro. Por que será que tenho tanta vontade de urinar? A não ser pelos baldes de sucos que tomo, a água carreguei o dia inteiro sem sorver nem um gole.

Já que não dá, vou andar. Tirar umas fotos. O mar não estava tão bonito pela falta de sol. Talvez seja mais colorido na presença deste. 

Não digo que aqui é tudo grande. Olha o tamanho do churro.

Uma gaivota pousou para foto.

 Um Veleiro. Um barco arratando um paraglider. A roda gigante iluminada. Como fiz esta foto em arco?

Quero algo para aquecer meu interior e que me sirva de jantar. Já passam de 18h. O dia voou e tive a sensação de ter feito pouco. Mas foi de grande intensidade pelas conversações.

Passei por uma café, e resolvi voltar a ele para me alimentar. 

_ "Please, one hot chocolate and one blueberry mufin."

_ " Blablabla vlablabla blablabla."

_ " What?"

E ela mes mostra dois copos, que me pareceram iguais, e diz novamente:

_ " Larger or blablabla."

Adivinha qual eu escolhi. kkkkk

O chocolate estava muito bom e também o Muffin.

Mas não tem mesas internas de modo que tive que me aquecer no frio. Rs. Mas estava bem agasalhada. Na hora de perguntar as coisas, estou invertendo, mas as pessoas simpáticas não me corrigem e aquiescem.

_ " I can seat here" , em tom de pergunta.

Um aceno com a cabeça e o consentimento. Ótimo. Mas me dou conta de que falei errado.

Bom, vou caminhar um pouco pela calçada, na praça junto a praia e esperar anoitecer, porque quero ver como fica o Pier com a iluminação noturna.

De certo, se veem alguns malucos pela cidade. Mas tem muitos turistas de todas nacionalidades. É gostoso caminhar pelo calçadão, mas nas praias brasileira se veem mais lindos, numa expressão mais espanhola.

Me encantou uma casinha com a trepadeira Primavera...

Chamo um UBER para voltar, aguardo mais que 10 minutos e ele cancela a viagem. Chamo outro. E o Robert demora muito a chegar, já estou ansiosa porque está escuro e não consigo ver direito para o identificar. Quando chega com mais dois passageiros e pergunta meu nome, num sotaque que não me reconheço, -o-, vou conferir a placa e levo um buzinaço. Acho que foi para mim. Entrei perdida, queria pedir desculpas, mas o sorry nunca me ocorre nestas horas. Falo uma mistureba de coisas ininteligíveis e sento muda até o final da viagem. Fui a última a chegar ao destino. O sono me perseguindo. Na despedida o motorista me dirige um simpático sorriso e me deixa bem ao lado do hotel, Gastei US$ 15,90 nesta viagem compartilhada. Óóóóóóó.

Só consegui escrever parte do relato do dia quando percebi que meus olhos se fechavam. Vou aproveitar que assim estou me sentindo e entregar-me aos braços de Morfeu. Já são 22h. Boa noite!!!