LOS ANGELES - PARA CRIANÇAS E ADULTOS

03/06/2019

Minha programação para hoje promete ser a melhor de todas. E ainda bem que estou bem descansada. Apaguei assim que deitei, cedo para meus padrões, e às 7h estava de pé. Pensei em sair às 10h para o ZOO, mas resolvi tomar banho logo que levantei, já tomar o café e terminar o relato de ontem logo em seguida, antes de iniciar o lazer do dia.

Como fui cedo para o café, achei mais itens de consumo como pão de forma e cream cheese. Já ficou bem melhor. Estava conversando com a espanhola quando a Fernanda apareceu. Disse que o UBER demorou e no meio do caminho, quando percebeu que ia chegar ao ZOO após o encerramento, trocou o destino e foi para o observatório. Eu informei rapidamente quais foram os meus passos, e que ia voltar hoje para fazer o Zoo e o Observatório. Ela sentou-se à mesa perto de nós e logo também apareceu a Abigail, que sentou-se ao meu lado. A conversa seguiu animada. Logo o Lucas sentou ao lado da Fernanda e os apresentei, informando que são do mesmo estado, ela de Florianópolis, ele de Tubarão. E nisso, ao lado dele mais um catarinense se pronunciou, de Lages. A espanhola saiu, eu pedi licença que ainda queria escrever e combinei com a Fernanda, que disse que ia aproveitar a minha companhia para conhecer o ZOO e depois iria ao Grove Shopping Mall, nos encontrarmos na recepção às 10 horas.

Quando cheguei no quarto, descobri que a nova companheira (estamos novamente em 3) fala espanhol, está morando em Vegas e pensava vir morar aqui, mas está apreensiva com os preços de locação de imóvel e custo de vida, além da pouca oferta de emprego, e ainda para mão de obra desqualificada. Disse que um apartamento menor que o quarto em que estamos, então de uns 40m2 custa em torno de US$ 1500 ao mês. WHAT???

Ela disse ainda que considera a cidade perigosa e suja, que se eu fosse a Downtown, onde ela estava até o dia anterior, ia entender do que falava ela. Ontem, quando cheguei à Santa Mônica, tanto o motorista do UBER quanto o passageiro me disseram para evitar ir para o lado esquerdo do Pier, para quem se encontra de frente para o mar, por questão de segurança mesmo.

Tanto 'conversê' e retornei ao meu blog já eram 8h30. Coloquei o despertador para 9h55 senão me distraio e ia largar a moça na recepção me esperando.

Quando deu umas 9h30 ela bateu na porta. Fui atender e ela informou que mudou de ideia e ia percorrer a vizinhança antes de ir ao Grove. Não achei ruim, gosto de minha companhia, além de aproveitar bem do meu jeito quando estou só. Tem certas coisas que só é bom fazer na companhia de que partilha dos mesmos gostos.

E, lógico que eu ia me atrasar com a publicação do Blog, assim que só fui sair do Hostel Walk Of the Fame, 6820, Hollywood Boulevard, para quem gostou de minhas acomodações e referências, perto de 11h30.

Perfeito, o UBER não tinha nome espanhol, mas assim que deixou a outra passageira que já estava no carro, mas no banco de trás, fez uma pergunta e eu expliquei que não falo bem o inglês. Mesmo assim, conseguimos entabular uma conversação. Contei que sou brasileira. Ele disse ser sírio, já está aqui há 5 anos, fala inglês, francês, italiano e árabe. Mas não fala espanhol. Falei que é minha primeira vez nos Estados Unidos e contei a programação de trajeto. E ele:

_ " Alone?"

E eu falava quanto tempo. Ele:

_ " Alone?"

E eu dizia pra onde...

Até que na terceira vez eu despertei.

_ " Yes, yes, alone.", sim, vou sozinha.

O caminho de entrada para o ZOO estava congestionado e ele me informou que em L.A. é comum ter trânsito. Iamos demorar 11 minutos para fazer meia milha.

Eu comentei que isso se devia, provavelmente, ao fato de ser domingo e as pessoas desejarem ir com a família ao Zoológico. Ele observou os passageiros dos carros e confirmou.

Bom, agora vou conhecer o ZOO de Los Angeles. Meu interesse está em alguns animais distintos que nunca vi, e que li na internet que aqui eles têm exemplares e observar às famílias desfrutando do convívio num domingo no parque. Gravei em  minha mente que eles têm aqui o Dragão de Komodo e o Diabo da Tasmânia, mas depois tive a impressão de ler algo que me deu a impressão de estar extinto esse histórico animal, O Diabo.

Comprei meu ingresso de US$ 21, individual adulto, e ingressei no ZOO exatamente ao meio dia. Primeiro banheiro, depois comer algo pois, com as necessidades satisfeitas, aproveito melhor a atração. 

Antes dos restaurantes, já vejo os Aligators e Flamingos.

Junto com o bilhete de ingresso recebi uma mapa do ZOO e percebi que tinha já alguns pontos para alimentação junto à entrada. Parei no Reggie's Bistro. Olhei o cardápio e tive a ideia de pedir um prato kids, já que os pratos daqui são todos enormes. Pedi um Kids Turkeys com salada. A moça apontou o tipo de salada para que eu escolhesse, depois queria saber o molho, mas não a entendi, de modo que ela pediu ajuda a uma amiga que arranha o espanhol. Quando ela disse balsâmico, já entendi do que se tratava. Escolhi o molho french, pedi um Gatorade apontando-o, e só tiver que responder qual sabor:

_ "Lemon."

Como eu previa, os kids daqui comem muito. Minha amiga Cristina comentou que as saladas daqui são fantásticas. É minha segunda e estou gostando da criatividade nas variações. Hoje tinha rúcula com tomates cereja, nozes, cranberry em passa. Uma delícia. Acompanhou um tipo de crepe frio recheado de presunto e queijo. Hummm!!! Só de lembrar, deu água na boca. Gastei US$ 14 deixando as moedas de gorjeta.

Adoro zoológicos, despertam minha criança interior. Em vez de seguir qualquer orientação do mapa segui instintamente, através das placas e escolhi ir primeiro onde estava o koala.  Quando para lá estou me dirigindo vejo uma placa e entendo que, aos domigos, à 1h30 da arde, os DIABOS DA TASMÃNIA são alimentados. O que? Eles não estão extintos? E comem aos domingos? E hoje é domingo. E são 13 horas agora. Deus seja louvado. 

Vou olhar o restante do espaço enquanto não chega o horário. Entro numa construção e adivinha que está lá? O Dragão de Komodo, me esperando fora d'água. Resolve até dar uma voltinha para eu vê-lo bem. Depois que tiro fotos e gravo um vídeo, ele fica mostrando só os olhos por trás da pedra (ah, sim, quem quiser ver o vídeo, me segue no Instagram @lessameyre). Só posso acreditar que o domingo estava reservado para satisfazer meu desejo. Gratidão!!!

Alguns animais estão separados por região de incidência. É o caso dos que são encontrados na região da Austrália e Nova Zelândia.

O Dragão de Komodo fica encerrado numa jaula envidraçada. O vidro atrapalha um pouco as fotos, mas ele colabora e se movimenta para minha apreciação. Fico feliz com os presentes que estou recebendo, diariamente.

Volto ao Diabo por volta de 13h15 e já percebo uma certa movimentação de aguardo. Pego lugar na primeira fila, junto à grade de contenção. Pontualmente, às 13 horas, a funcionária do ZOO surge com alguns pacotes de papel com carne dentro, pois tratam-se de animais carnívoros. Ela arremessa do alto os pacotes e eles saem da toca feito uns tiros. Disputam a comida. Que gracinha, conheci agora o bicho que inspirou o Taz, desenho animado da Looney Tunes.

Observei muito o movimento das famílias, a forma de lidar com as crianças, o comportamento das mesmas. A maioria dos pais que vi não são permissivos, e a maior parte das crianças não se mostra mimada.

Vários tipos de antílopes ou assemelhados.

As girafas também dão um show a parte, pegando comida da mão de crianças. Um macho animado percorria atrás de uma fêmea no cio. Alguns adolescentes se mostraram enojados, os adultos acharam cômico, só as crianças pequenas encararam com naturalidade. Eles ainda não enxergam o mundo com a maldade que ensinamos.

Vi também um lemur de olhos azuis enormes que tinha visto num documentário.

Vários tipos de macacos e gorilas...

Rodei, rodei, e voltei ao começo do parque zoológico para rodas no Carrossel. Por US$ 3 fiz minha pequena incursão nesta perigosa aventura. Perigosa se eu soltasse a minha criança interior, talvez assustasse as demais crianças d 0 a 80 anos que vi por lá.

Uma seção dedico só aos elefantes...

Depois de 4 horas caminhando pelo parque, procurando os felinos, só vi a jaguatirica, que estava junto com os bichos da América do Sul.

Terminei comendo pipoca doce com sal. Chamou-me a atenção quando eu entrei, porém queria almoçar primeiro e depois do almoço, estava já satisfeita.

Comprei o menor pacote, o maior é tamanho família.

Na saída, às 16 horas, passei de novo no banheiro e chamei o UBER para o Observatório Griffith. O rapaz que me pegou era bem flexível e buscou logo uma rota alternativa para o destino, passando por dentro de um bairro chiquérrimo, tendo me informado que as propriedades ali são muito caras, passamos também em frente a um campo de golf.

Aponto o campo e pergunto:

_ " Golf?"

_ " No, I"m not Golf." e completou dizendo que ao lado sim estava um campo de golfe.

Eu olho pra ele e disse: 

_ " Funny."

Ambos achamos graça.

Estou desenvolvendo a técnica de alguns colegas da viagem, com relação ao inglês, quando não entendo só balanço a cabeça e sorrio. Ou seja, pareço aquele cachorrinho de cabeça mole que enfeita os carros. Passo o tempo todo balançando a cabeça e sorrindo. hahahaha

Fiquei triste por não estar com o celular na mão e fotografar as belas mansões do Bairro Los Feliz. Acho que também eu ficaria feliz. Mas sou feliz sem isso mesmo.

A entrada do Parque Griffith é uma graça. Quando passo, penso, vou voltar caminhando para tirar umas fotos. Idem para o Teatro Grego, mas a subida é longa, e demorada porque todos os carros querem levar seus tripulantes para o por do sol lá no alto.

Eu tinha outro objetivo em ir neste horário. Queria assistir, no planetário, o show das Valquírias, falando da aurora boreal.

O Observatório Griffith me remete ao Taj Mahal, mesmo que este último eu só conheça por fotos, ou talvez, por isso mesmo.

As vistas lá de cima são ótimas, o dia está bem limpo e até o letreiro de Hollywood, ao qual eles chamam de sinal, é avistável.

Circulo primeiro por fora, fazendo algumas fotos e depois decido entrar, logo procurando o lado esquerdo, onde está a bilheteria, pois algum blogueiro comentou este detalhe que achei importante guardar, pensando que fosse um hall imenso. Não é. Apesar da estrutura imensa do observatório. Mas nem todas as áreas estão disponíveis. E a maior parte das que estão, tem acesso gratuito.

O show vai começar às 17h15. O ingresso custa US$ 7. Já são 16h45. Ela me orienta a já procurar o recinto, e devo passar pelo corredor em frente e no final deste virar à esquerda. Era um corredor bem curto e no final para que lado virei? esquerda, só que não. Não achei nada. Retornei e quando ia perguntar novamente, lembrei que minha mão esquerda é a outra. :|

Agora sim, à esquerda tem uma porta de vidro, e lá fora, fitas azuis demarcam uma fila que já se iniciou. Ainda assim, sou uma das primeiras a chegar. Achei até que o espetáculo não teria quorum, mas me enganei.

Uma senhora, com um globo de leitoso e iluminado em suas mãos, inicia a narração em inglês. Pena! Queria entender tudo. Mas como conhecia o tema, consegui acompanhar basteante de sua explicação, com voz clara e boa dicção. O show não pode ser filmado ou fotografado. As cadeiras são amplas e confortáveis. Ficamos quase deitados olhando o céu de estrelas sobre Los Angeles, e depois sobre a Escandinávia, e observando os fenômenos do sol da meia noite e da aurora boreal, no Norte, porque no Sul é aurora Austral, mas ambas as auroras polares, e a explicação para sua formação. 

Dali sigo para as repartições internas e todas as explicações sobre as estações do ano, eclipse, fazes da lua, movimento de rotação e translação, o tamanho das estrelas comparados ao nosso sol (muito oportuna esta mão que aparece apontando nosso Sol), a tabela periódica, ó, a tabela periódica. Mas tudo ali é visto de forma dinâmica, facilitando a compreensão. 

A minha leitura do inglês é boa, quando sei do que se trata. As fotos ajudam. Mas conheci alguém que estaria encantado aqui, iria ler tudinho porque sabia inglês, tendo aprendido sozinho, e ia me explicar os fenômenos sem precisar ler nada. Aliás, meu grande interesse e bom conhecimento se dá por essa vivência preciosa. Gratidão! Este foi meu terceiro presente de hoje, uma lembrança doce, sem dor, só com alegria. E algumas lágrimas.

Do lado de fora vejo uma plaquinha no chão informando tratar-se da rota de translação de Júpiter. Opa!! Então tem também doa demais planetas, e sim, no chão em frente ao observatório com o sol ao centro, nenhum em proporcional tamanho, mas sim as distâncias entre os planetas, de Mercúrio até Saturno.

Agora vou descer para chamar um UBER, porque se chamo daqui de cima vai ficar mais caro por causa do trânsito, penso eu. E vou descendo até a bifurcação entre as vias. Mas ali não tenho sinal de internet. Desço um pouco mais, até o Teatro Griffith, sento-me e nada de sinal. Continuo descendo e tentando, até que, junto a entrada do Parque, tendo feito diversas fotos pelo caminho, tenho sinal e sou atendida por um oriental. Num baita carrão. Ia pedir para sentar no banco da frente quando uma porta deslizante automática se abre, e escolho meu lugar entre os 5 da parte de trás. Viajo só e calada, pois achei que ele só falava inglês e talvez chinês ou japonês... Um Toyota Sienna. Nunca antes tinha andado em tanto carro chique. Rs

Quando estava perto de descer, o motorista falou comigo e descobri que falava espanhol. Pena, não deu tempo para estabelecer uma boa conversação. Gastei US$ 25 nas 3 conduções do dia.

Desci na calçada oposta ao hostel e fui procurar algo para lambiscar, que serviria de jantar. Comprei churros Sticks, e como não tinha um mix, pedi dois copos, um de canela e um oreo. Gostei mais do oreo até porque não eram recheados. Costumes diferentes. Eles também têm os recheados, maiores. Gastei mais US$ 10. Tinha ainda um pouco de Gatorade. Comi parte ali mesmo, numa mesinha que encontrei vazia, só com o lixo do ocupante anterior. Os meus lixos, carrego comigo quando não encontro um cesto de lixo.

Quarto, banho, quarto, internet, sono, dormir. Amanhã tenho que levantar cedo. Às 9h10 parte minha condução da Union Station.