LOS ANGELES - E LÁ VOU EU...E.U.A

01/06/2019

Último dia no Panamá

Já que cheguei tarde do baile e tenho que fazer o chekc-out até 11h30, resolvi arrumar minhas malas e ficar por aqui mesmo. Começou a chover após meu retorno ao hostel e chovia ainda pela manhã. Não tem problema, já estou indo embora mesmo e decidi deixar para trás o Panamá Viejo para outra ocasião.

A saga das malas foi mesmo uma novela. Sou bem organizada, mas queria passar algumas roupas limpas para a mala menor e as que não foi possível lavar, para a mala maior. A mala maior está sem um puxador do carrinho do zíper, assim que só puxo um por toda a extensão e tenho que olhar bem o lado de baixo para não despencar todo o conteúdo (já aconteceu). Abri a mala de mão e com cuidado guardei o cadeado com a chave do quarto. Coloquei a grande deitada no chão do pequeno quarto e fiz o mesmo mas, o cadeado, não consigo imaginar até agora onde o coloquei. Tenho que estar atenta ao que faço se não quiser ter prejuízo. Quarto pequeno, muitos manejos, suei muito, mas como já disse anteriormente, havia combinado de ficar na área comum e poderei tomar um banho antes de viajar.

Resolvi almoçar em frente ao mini mercado, num restaurantes mexicanos que notei.  Solicitei tacos de bisteca e queijo. Pedi um suco de abacaxi e, aparentemente, como manda a tradição espanhola, pediu bebidas, acompanha tapas. Logo foi colocado à mesa uma peça com vinagrete, nachos, limão e tempero picante. Os tacos vieram em seguida, numa porção mais do que generosa. Gastei US$ 12 já com a gorjeta.

De volta ao hostel, o sono estava forte, mas não tinha onde me encostar e fiquei usando a internet até a hora de banhar-me. O box já estava sem piscina. Tomei um banho gostoso e chamei o taxi às 15h. Ia chegar cedo, mas ficaria mais barato. O horário de saída do trabalho no Panamá é às 17h e antes disso o trânsito já começa a ficar complicado. Agora pasmem, me atendeu uma BMW. :0

O caminho estava até vem tranquilo, e o motorista era conversador. Gastei menos do que a metade do que com o táxi da vinda,  US$ 12,70. Ele me disse que um carro como o dele custa em torno de US$ 45 mil, então, não é tão mais barato que no Brasil. Mas nunca peguei uma BMW de UBER por lá. kkkk

Pensei que chegava cedo no aeroporto, mas tinha que fazer o check-in no balcão e havia uma enorme fila. O atendente da Copa foi muito simpático e já esteve no Brasil, e conversamos em portinhol. Ele já fez ali as perguntas que achei que só seriam feitas na entrada dos Estados Unidos: quantos dias vou ficar, onde, motivo da viagem, data de saída. Minhas malas estavam dentro do peso, mas um oriental antes de mim teve que deixar para trás uma toalha de banho. Observei também que muitos estrangeiros não colocam cadeados nas malas, nem nas despachadas, e o embarque não coloca lacre, com o acontece no Brasil se a mala estiver sem cadeado. Próxima etapa, passar pela inspeção de malas, e tem que tirar o sapato. Depois dar saída no passaporte, e dirigir-me ao portão de embarque. Nisso já eram 17 horas. Sentei-me e logo uma moça pedia para sairmos para passar por novo check-in de bagagem. O que? De novo? Pois é, de novo, tirando o sapato e tudo. Não sei se os portões com embarque para outros destinos que não os E.U.A também têm este check-in duplo de bagagem. Nesta etapa encontrei duas gaúchas de Pelotas, uma com minha idade, mais ou menos, e outra com quase oitenta anos. São amigas, filhos de ambas vivem em Los Angeles. A mais nova vinha pela primeira vez, aguardava a vinda da outra como companhia. A mais velha era então a guia. Perguntei:

- "É sua primeira vez nos 'Esteites'?

- "Não. É a oitava." _ "Então fala inglês?"

_ "Não. Eu carrego um papel comigo que diz que não falo inglês. E dá tudo certo."

Isso me deixou bem mais tranquila, mas tinha uma pequena dor no pescoço, de ansiedade. A mulher mais jovem estava também muito ansiosa. Disse que nunca tem dor de cabeça, mas agora estava com dor.

Elas entraram no atendimento preferencial de modo que nos afastamos.

Fiquei na poltrona 23 C, no corredor como solicitei. Quando cheguei, estavam os três lugares livres. Um negro americano, no corredor contrário da mesma fila, conversava animadamente com a aeromoça. Ao lado dele, mas na janela, uma outra negra com os cabelos trançados. De repente, chegou outra bela negra, com roupas provocantes e um enorme casaco de pele no braço e conversou com o homem, que de lá saiu e sentou-se à janela do meu lado. Entendi parte da conversa e já me movimentei para que ele entrasse.

Passado algum tempo, a moça se dirigiu a mim querendo trocar de lugar. Disse-lhe que não entendia pois não falo inglês, mas achei muito esquisito, depois dela ter tirado o cara de lá, querer sentar perto dele. Como a moça da janela falava espanhol, ela nos ajudou, porque eu queria fazê-ls entender que só trocaria se o lugar do meio ficasse vago, como estavam em ambos os lados. A moça da janela então explicou-lhe que era melhor aguardar o término do embarque, e eu fiquei rezando para chegar alguém e sentar entre elas para eu não precisar trocar de lugar. Fico preocupada com estas trocas extra-oficiais. E se acontece algo e registram a ocorrência pelo número do assento, por exemplo. Eu podia me meter numa fria. Entra o F.B.I. e prende a moça 23 F que é conhecida como Mary Dark & Strong e sou eu que estou lá porque troquei de lugar? Ando assistindo muita comédia???

Mas, no fim, um homem sentou ao meu lado, um peruano, que falava espanhol e me ajudou com a  mídia e a comunicação. No fim fui eu que vim apertada, pois ela não falou mais em troca. No problem.

Neste voo deixei minha mochila junto com a mala de mão, no compartimento acima. A perspicaz comissária de bordo já se coloca sobre o braço da poltrona e ajeita minha bagagem. E faz isso de forma muito eficiente para muitos passageiros. Merece crédito e elogio. Tive mais espaço para as pernas. Mas o tênis incomoda um pouco porque vai apertando conforme a circulação do sangue fica limitada. Não quis tirá-lo para não incomodar ninguém, mas ao descer notei que meu companheiro tirara o seu, e o outro ainda, estava de chinelos. E fui no banheiro duas vezes, para não passar o sufoco do primeiro voo, e para mexer as pernas.

Fomos avisados que o avião ia parar longe e seriamos transportados de ônibus até o Terminal aeroportuário. Mas a gente não desce no meio do nada não, tem uma estrutura de concreto, com rampas de acesso e tudo, para daí chegar no ônibus com um motorista passando as instruções de acomodação em inglês e gesticulando muito.

Estou em L.A. e sigo muda a multidão. Primeiro passo, polícia de entrada. Uma verdadeira multidão na fila de não cidadãos. Vi algumas pessoas mexendo nuns totens, mas ignorei e segui a fila. De repente me mandam seguir para uma lado, quando todos os demais foram par ao outro. E lá só tinham os totens. Perguntei para um jovenzinha que fazia o procedimento, em espanhol, se precisava fazer aquilo. Ela disse que facilitava. Eu não queria facilitar, ou melhor, eu não sabia facilitar... Vi uma agente do aeroporto e perguntei se falava espnhol.

- "Não."

Como eu falo mesmo???? Oh my God.

Entendi que tinha que usar a máquina. Então, fazer o que não é mesmo?

Mas na primeira parte e o software disponibiliza a opção de escolha de idioma. _Fantástico!!! Portuguêssssss.

E aquelas perguntas que costumam estar num formulário distribuído dentro do avião, na língua local... Traz algum produto de origem vegetal? Tocou em algum animal de gado? Tem algum equipamento que supere o valor limite? Etcetera e tal.

Agora coloque o VISA no local indicado, e os 4 dedos da mão direita no outro local, tire os óculos se estiver com eles para ser fotografado. A câmera se ajusta a sua altura e nem dei um sorrisinho, com medo de ser ofensivo. Retire o impresso. Beleza, sai com um papel com minha foto e meus dados, para outra fila. Mais rápida agora. 

Fico observando mas não tentando entender para não me enervar. Cada caso é um caso, não devo me esqecer.

Quando chega minha vez, o atendente policial pega meu passaporte e pergunta:

_ "Quantos dias vai ficar aqui?"

_ "Twenty two."

_ "Por que?"

Pera aí, ele está falando em português ou espanhol comigo. Ufa!

_ "TURISMO" num sonoro português brasileiro. 

_ "Passe."

O que? É só isso mesmo? Nem estou acreditando. Tanta aflição...

Bom, mas agora, onde estão mesmo as malas despachadas?

Vou descendo e como não encontro no painel o meu voo, que aliás, o aplicativo da alfândega já sabia, começo a procura pela cara de algum passageiro conhecido. Vejo uma mulher se dirigindo a uma esteira e vou atrás dela e... Voilá, lá está minha mala, já fora da esteira, bonitinha, me esperando. Ainda há uma passagem de conferência onde entrego o papel que foi impresso pela máquina e sou liberada.

Na saída um monte de gente no aguardo dos desembarques. Uma família aguarda a mãe, que chega de cadeira de rodas e é recebida com um vaso de flores e um filho ajoelhado. Muito emocionante. Continuo meu caminha, só e altiva.

Decidi não colocar o Chip da Easysim4u dentro do avião com medo de perder dada minha cegueira e o limitado espaço. Então, "vou de táxi, você sabe... tava morrendo, de .... cansaço".

Antes dos taxis achei umas vans com a palavra Shuttle (transporte???), pedi orientações e a maior parte deles falava espanhol. Tirei o voucher impresso com os dados do hotel e mostri. Ele informou-me o valor de US$ 60. Uau! É muito. 

- "Essa hora? Se for de taxi pagará quase o dobro.."

Chorei. Não de verdade, só pechinchei.

_ "Cinquenta então.'

- " Mas este é todo o valor que ia gastar aqui durante minha estadia."

Chega um outro motorista, eles conversam todos em inglês, me pede para aguardar que vai tentar achar mais alguém indo para Hollywood. Chega mais um e mais outro, estes agora mais jovens e bonitos. Estranham minha presença e questionam os demais. E eu continuo ali parada até que, o único que não fala espanhol diz que me leva por US$ 50. O outro que está ainda procurando alguém para compartilhar a corrida diz que ele faria por US$ 40 se houvesse outro pagante. Um dos carros já saíra com uma família de 5 pessoas e combinaram por US$ 64 a viagem, mas não sei para onde iam e não tenho base de comparação. 

Logo de cara, vejo que o motorista leva o celular na mão para acompanhar o itinerário. Tudo bem que o carro é automático mas... Daqui um pouco estamos aguardando um semáforo abri, quando abre e vamos iniciar o movimento, passa um carro feito louco. Já é mais de meia noite, o horário de verão já começou e são só 4 horas de diferença de fuso horário com o Brasil. O motorista está um pouco resfriado, e num dado momento, abre a porta para dar uma cusparada. Bom, por enquanto estou notando muitas semelhanças com o que já conheço.

Quando estamos a menos de 200 metros do destino, ele entra num estacionamento onde está um casal de namorados. /abre o vidro e pergunta sobre o endereço e se falam espanhol. Ele queria alguém para me explicar que teria que terminar a pé pois não é possível para na Hollywood Boulevard. Achou um que fala espanhol e também o português, pois tem uma irmã que mora no Brasil e já passou uns tempos com ela. Gostaria de praticar para aprender nosso idioma, mas normalmente não encontra com quem.

Carregando minha bagagem, já sabia que haveria escadas, encontro logo depois de virar a esquina um lugar de nome Walk of the Fame, mas está com uma placa de Closed. Vou até uma lanchonete e pergunto, em espanhol, se sabem onde fica. Um dos atendentes que fala espanhol, confere o endereço e me acompanha até a porta. Estou gostando desta gente simpática.

_ "Muchas gracias!!!"

Toco a campainha e entro com as 2 malas, a mochila e a bolsa. Um moço já desce correndo para me ajudar com a mala maior. Este local me custou US$ 177,50 para quatro dias.

Já são quase duas horas? Nossa, o dia voou junto comigo.

Pude deixar a mala grande num quarto do primeiro andar, pra pegá-la no dia seguinte. No quarto compartilhado só por mulheres, 3 beliches, sendo que duas camas só estavam ocupadas. de modo que peguei a terceira de baixo. Uma asiática dormia com a luz acesa. Um pouco depois de mim entrou uma garota bem loira, e saiu novamente. Fiz a inserção do Chip após colocar o aparelho em roaming e tirar o chip da claro, deixando o da Eaasysim4u na posição 1 e sozinho, conforme orientação recebida por e-mail no dia anterior ao início de funcionamento solicitado. Maravilha!!! Já estou conectada.

Como já é de manhã no Brasil, aviso minha família e alguns amigos de que já estou hospedada em L.A.

Deito-me às 2h40 e programo o despertador para 8h30, mas acordo logo depois da 7 horas com a bexiga cheia e sabendo que tenho que tomar banho cedo pois quero aproveitar um tour guiado pelo pessoal do Hostel.

O quarto é amplo e arejado, tem uma sala com armário a cadeado, dá de frente para a calçada da fama, o que lhe impinge certo barulho constante. E iluminação. Mas tem cortinas cortas luz, e tela para evitar mosquitos nas janelas.

O banheiro compartilhado é mais como um vestiário feminino, no final do corredor, com 4 cabines de vasos sanitários, 4 de duchas, espaço para troca de vestimentas, lavatórios externos com sabonete líquido e toalhas de papel. É amplo, limpo e acomoda muito bem.

O café é servido no primeiro andar, perto da recepção, tem rosquinhas massudas, muffins, que não comi, uma rosca doce, gostosa. Peguei ainda suco e banana. Procurei uma mesa com lugar vago e sentei-me ao lado de um argentino, que teve a sorte de ganhar a passagem por causa de uma atraso num voo no ano passado que resultou na perda de uma conexão. Chegou depois de mim num ônibus, vindo de Las Vegas. Uma outra mulher à mesa, espanhola, e assim entabulamos boa conversação.

Mais tarde encontrei a espanhola na escada e ela ajudou-me a trazer a mala grande para cima. O Tour iniciará às 10h e vai para o famoso letreiro de Hollywood. Não estava em meus planos por causa da distância mas já que terei guia e só vou gastar US$ 1,00 de condução entre ida e volta... 

Seguimos um bom trecho a pé pela Hollywood Boulevard até encontrar a Vine Street, onde esperamos o ônibus. Ali observei mais um pedaço da Calçada da 1fama e refleti que é bem apropriada a homenagem, pois para se tornarem estrelas reconhecidas mundialmente, os representados foram certamente pisoteados muitas vezes, carregaram o peso do fanatismo e do estrelismo, como ainda o fazem, mesmo em representação, e muitas vezes foram ignorados.

No ônibus aqui não necessita o cartão, as moedas são depositadas num recipiente de acrílico. Ao meu lado senta um marroquino que fala espanhol. Vamos conversando e descobrimos que temos receios similares com o idioma que postergaram nossa visita aos U.S.A. Mas ele já vem praticando o inglês há 3 anos, de modo que se comunica muito bem nessa língua, pelo menos conversa com todos e se entendem.

Após descer do ônibus, passamos em um mercado para comprar o que achássemos necessário. Peguei uma água saborizada e um pacote de Donuts e gatei US$ 12,23, Este será meu jantar. 

Enfrentamos uma longa e tortuosa subida pelo asfalto sem calçada e com trânsito leve. Meu fôlego sofre e o ar falta. Agradeço as paradas para descanso, mesmo sentindo que alguns não necessitam dela.

Mais 3 brasileiros estão fazendo a caminhada, descubro-os através de uma delas que é Au Pair aqui, em Connecticut. Juntamo-nos todos para uma conversa e uma foto.

Eu não gosto deste tipo de passeio, mas se assim não fosse, eu não conheceria o letreiro e de lá também se tem uma bela vista da cidade. Não gosto porque só o destino é perseguido, sem apreciar o caminho. Muita gente leva a vida assim. 

Vi um pequeno jardim externo a que chamaram de jardim do Mágico de Óz e não pude fotografar na subida, quando passei a seu lado. Na descida estava do outro lado, a foto já não ficou boa. 

Ainda assim valeu muito a pena, não só pelas fotos mas pela aproximação com outros hóspedes, muitos falando em espanhol e com alguns até troquei umas poucas palavras em inglês.

O grupo se separou porque alguns foram até o topo, caminho que levaria mais 40 minutos, segundo o guia. Precisava urinar de novo, o que há com minha bexiga?

Desci com o guia e um diminuto grupo que  incluía o Lucas, de Santa Catarina. Ele me ofereceu o compartilhamento do UBER, junto com um molo inglês com quem ele conversava. Tinha horário marcado com uma amiga e já estava atrasado, por isso o UBER. Ficou só US$ 2,50 para cada, mas paguei US$  2 porque ele não queria moedas.

A motorista do UBER é de origem mexicana, assim que tínhamos uma boa mescla no carro, e eu, na frente, vinha conversando com ela enquanto o Lucas dava atenção ao inglês.

Passei no hostel, resolvi meu problema e fui procurar onde almoçar. Passei em frente a um lugar, novamente de comidas mexicanas. Descobri que estamos acostumados demais a sermos servidos. Pedi uma salada com frango e molho de mel mais um chá de máquina. A moça me chamou pelo número quando estava pronto o pedido e me deu o copo para servir-me. Até aí, parece que esta tudo bem, fui com o copo e peguei o chá, provei, achei muito doce, então coloquei menos de meio copo.

Fui pra mesa. Levei sal e talheres. Passei por um aparador com molhos.

Sentei-me. e comecei a comer. Pensei, resolvi perguntar se as salsas estavam incluídas. Sim? Então escolhi dois tipos e coloquei nos copinhos, ainda bem porque se coloco sobre a salada, como havia pensado, tinha estragado tudo. Muito picante.

Sentei-me e comecei a beber. Pensei. Será que tenho que colocar gelo? Isso está parecendo um xarope. Sim. No meio da máquina tem um distribuidor de gelo. 

Sentei-me. Comecei a comer e senti falta do canudo, e do guardanapo. Agora enfim eu me servi de tudo que preciso. 

A salada tinha abacate, maçã, alface, tomate, rabanete, frango e molho, um tanto picante, mas estava deliciosa. Gastei US$ 12,84.

Dali fui ao Teatro Chinês, logo em frente, mas não entrei, só apreciei as marcas de pés e mãos de alguns famosos. Não imaginei que seria tão tiete, mas quando vi alguns nomes de atores de filmes da Sessão da Tarde exibida na TV aberta, até hoje, que assistia nos meus tempos de pré-adolescente... Não resisti, sendo talvez os de Clark Gable e de Richard Widmarrk (este último em homenagem a minha mãe), os meus preferidos. 

Subi pelas escadarias de uma espécie de Shopping do Teatro e encontrei uma sorveteria. Primeiro lugar em que tenho que me virar com meu parco inglês mesmo.

Consegui um Chocolate Devotion por US$ 6,99, que só fez aumentar a minha devoção por chocolate.

Agora vou ao Madame Tussauds, um museu de cera com as personalidades artísticas locais. Sei que eles têm algumas filiais pelo mundo, não sei se o tema é sempre o mesmo. O ingresso não é muito barato, um pouco mais de que 38 dólares, mas foi o lugar em que mais me diverti, até agora. 

Logo que iniciei, pelo terceiro andar, já fiquei parada esperando um turista terminar de tirar uma foto. Demorei alguns instantes até compreender que era um boneco. E dada a qualidade das feições, tinha a impressão o tempo todo de estar acompanhada. Quando os bonecos se mexiam, eu descobria que aqueles eram gente mesmo. 

O primeiro espaço é uma espécie de discoteca e pude dançara com os presentes. Estava bem vazio o museu quando entrei. As estátuas são em tamanho real, e a maior parte dos artistas eram ou são bem baixinhos mesmo.

Encontrei alguns dos meus loiros favoritos e não resisti a uma selfies olhos nos olhos.

Dei entrevista...

Não rejeitei também algumas selfies com amigos e amigas artistas que muito me encantaram com suas prósperas carreiras.

Dancei com Elvis Presley...

Fiz graça com o Jim Carrey...

Alguns épicos me encantaram..

Revivi meus 18 anos com John Travolta...

Quase tenho o cabelo cortado pelo Edward...

Sentei-me com Jack Nicholson enquanto fumava um charuto.

Fui fotografada por um casal que falava espanhol junto a algumas personagens emblemáticas.

Finalmente, entrei sozinha numa piscina de bolinhas e quase me afogo, pois depois que afundei, não conseguia apoio para levantar-me, achando que ia passar a vergonha de ter que esperar alguém vir me socorrer. Sobrevivi.

Valeu cada tostão. Foi uma ótima diversão. 

Encerrando, dei uma voltas no entorno e fiz fotos da igreja na rua de trás, do shopping, e adjacências.

Amanhã tem mais.