ISLÂNDIA - QUARTO DIA DE TOUR DE OITO DIAS - Fiordes, Florestas e Lagos

23/10/2019

Hoje o dia teve início para as atividades, às 8 horas. Apesar da cama estar confortável, eu tive um sono agitado e estou um pouco cansada ainda.

O Robert nos avisa que teremos um largo caminho pela frente e, realmente, só fizemos curtas paradas para apreciar outras paisagens desta ilha surpreendente.

Não coloquei minha roupa impermeável hoje, contando que não chovesse, já que, pelo que li da programação, não vamos fazer nada molhado. E a segunda pele me esquenta demais quando estou dentro do carro. Esse negócio de põe blusa, tira blusa, não faz parte de meus hábitos culturais aprendidos. Acabam me irritando. Não consigo ficar de blusa dentro do carro porque sinto muito calor, e nem sem elas no lado de fora porque faz muito frio. Como chovia suave de manhã, a temperatura não estava tão baixa, em torno de 8 graus. Mas o vento dava a sensação de temperatura negativa, pelo menos para mim.

Nossa primeira parada foi em outra praia de areias negras, e com ondas muito fortes. Pudemos percorrer alguma distância entre as várias rochas que dão um ar peculiar a esta praia. Na parte de praia, propriamente dita, as ondas formam um degrau enorme e depois chegam lambendo a praia, às vezes ultrapassando o limite do degrau. Cada qual foi pra um lado, e ficamos andando para lá e para cá procurando as melhores vistas. O casal americano, Justin e esposa, tiveram a mesma ideia que eu quando vimos a força com que as ondas batiam num conjunto de pedras, subindo muitos metros, mas quando fomos nos aproximando, passamos por um córrego que deixou tudo enlameado. O único que se arriscou e prossegui foi o Justin, sujando toda a barras da calça, mas certamente obteve belas fotos. O Robert também aproveitou para tirar umas fotos. Ele é este de blusa azul turquesa.

Mais a frente nova parada para apreciar, de cima, outra praia no mesmo estilo, mas com suas diferenciações que a tornam única. E estas montanhas, que parecem as que já vi em filmes sobre os desertos de areia do Saara. Só que negras, não são encantadoras?

Aqui também aparece alguns membros de meu grupo e o nosso micro.

E nem sei mais quantas paradas fizemos apreciando estas belezuras. Vi um pequeno pássaro sobre uma grande rocha no mar, e consegui capturar e trazer mais para perto, só não consigo saber a espécie. Certamente ali ele está bem protegido, pelo menos de nós. Os pássaros que por aqui vivem têm que ser adaptáveis às condições climáticas adversas.

Daí, enquanto rodávamos observei o céu com curiosidade. Uma nuvem se estendia parecendo um campo cultivado, com varias fileiras de nuvens plantadas, e parecia que chegavam a uma cerca da propriedade do vizinho, e cessava a plantação. Em uma das imagens abaixo ainda pego o reflexo da plantação na água.

Começamos a percorrer um trecho da rodovia entre os fiordes islandeses. Não sei se o mar permite navegar entre eles como na Noruega, mas observá-los de perto e ver sua formação em camadas, comprovando a longevidade através desta deposição de material. O Robert deu as explicações, posso pesquisar na internet, mas lamento muito não entender o que ele fala, pois gosto muito destes conhecimentos, sou uma curiosa da natureza e por natureza.

Na sequência paramos numa pequena cidade junto a um porto. Primeiro o guia procurou um local onde pudéssemos ir ao banheiro. Depois rodou mais um tanto e levou-nos a conhecer o Rock Man, eu diria. O Homem da Rocha.

Ele tem o chama de jardim de rocha, onde ele cultiva com rega, que é o que vai alisando as rochas, tirando suas asperezas e dando-lhes aspectos mais arredondados, como faz o rio com suas pedras. Mas aqui as pedras tem as mais diferentes cores em função dos materiais depositados ao longo de milhares de anos, de acordo com sua dureza, e outras condições climáticas. Mas sou geóloga também para explicações mais apuradas, e nem entendi tudo o que ele falava, mesmo que falasse de forma clara e mais pausada, o que me ajudou bastante. Seu neto, de oito anos, acompanhou-o nas explicações ao grupo, completando as frases do avô. Certamente já o ouviu repeti-las milhares de vezes, e como as pedras, teve fixação, neste caso em sua memória. Fazendo este comparativo, percebemos que estas pedras trazem a memória da história da Terra, e pensando assim, isso é fantástico. Ele também vende artigos confeccionado por ele em pedras, e madeiras, é um artista. Fiquei encantada com uma pedra caracterizada em pirata. E com as pedras multicoloridas.

Saindo dali fomos para um restaurante ou lanchonete, nem sei, ainda na cidade, mas eu já tinha tirado meus agasalhos, estava um vento danado lá fora e eu não tinha fome de comida ainda. Tinha alguns snacks e uma maçã que peguei no café da manhã. E fui a única que não desci do carro. Fiquei ali acho que uns 50 minutos sozinha. 

Ventava tanto que me perguntei se tinha tomado a decisão acertada porque o micro balançava. Eu olhava o Lago Lagarfjort, em frente, e era tanto vento que ele não parava de ondular, com pequenas ondas, que faziam espuma e formavam pequenos riscos brancos na água azul. Quando vi de longe as manchas brancas, achei se tratarem de aves. A foto não conseguiu captar essa visão e nem a sensação.

Seguimos pelos fiordes, e vimos uma cultura de salmão.

Nossa próxima parada foi para ver mais uma linda cachoeira, Nykurhylsfoss. O rio tem em torno de 30 cachoeira ao longo de seu percurso de 20 km. O tamanho do rio e das cachoeira varia em cada estação do ano.

E como na Noruega, a Terra sangra através de seus vários cursos de água.

A estrada serpenteava por uma montanha e eu avistava, do lado oposto ao que eu estava sentada, um vale incrível, e tentando registrar em foto, e o micro não parava de subir. Minha esperança era que lá no alto houvesse um miradouro. E conformou-se. Vista espetacular. Como era Verde o Meu Vale, podia falar daqui.

E os topos de montanhas nevadas começam a surgir, vimos uma manada de renas correndo em direção aos tops. Li que elas não são nativas daqui, foram introduzidas na tentativa de serem domesticadas, sem sucesso. E agora vivem em sua forma selvagem, sendo esta a região mais provável de encontrá-las. Estamos chegando a Floresta de Hallormstadaskogur. Não consegui fotografar as renas porque estavam do outro lado do caminho.

E paramos num hotel fechado e foi como pudemos ter contado com a floresta islandesa e eu ver algo das cores de outono que imaginava.

Eu ganhei da Pink um saquinho quentinho. Eu já tinha visto elas abrindo umas embalagens e agitando uns saquinhos nas mãos. Imaginei que aquecesse, mas nunca tinha visto nada semelhante, até porque a gente precisa é de gelo para esfriar, no Brasil. Peguei o meu saquinho quentinho e coloquei no nariz, que estava parecendo uma bolinha de gelo nesta hora. É da Hothands.com. Depois ela me viu com o saquinho já frio nas mãos e falou que eu tinha que jogar fora, pois não aqueceria mais. eu comentei que queria guardar para falar sobre lele no blog, e depois ia fazer chá. E ela representou-me tomando e morrendo. kkkkk

Depois disso fomos para o hotel, e depois do banho, já que não almocei, procurei o restaurante e encontrei as meninas da Filipinas e o casal de chineses que vivem em São Francisco. Resolvi provar o 'lamb', que o Tradutor me informa ser cordeiro. Extremamente macio. Delicioso. servido sobre um cuscuz marroquino, acompanhado de molho e salada. E pedi o único vinho tinto que constava na carta de vinhos como possuindo meia garrafa na adega. Talvez o escolhesse de qualquer forma porque tratava-se de um italiano saborosíssimo.

Mais tarde nosso guia também se juntou a nós, mas foi por pouco tempo pois já estávamos nos recolhendo. Ainda foi possível pedir a ele para encomendar um bolo de aniversário para comemorar o da Pink e o meu, na quarta ou quinta feira.