ISLÂNDIA - PRIMEIRO DIA - TOUR DE OITO DIAS- Golden Circle

19/10/2019

Coloquei o relógio para despertar às 6h20 e ainda assim, encontrei o banheiro ocupado. O moço demorou uns 15 minutos ainda para sair do banho. Fiquei esperando na porta, para não ocorrer como no outro dia. Ah! Sim, no outro dia foi ontem, mas faço tanta coisa em 24 horas que parece que faz um tempão.

Eu estava ansiosa e preocupada, é horrível comprar as coisas assim, meio no escuro, por mais que eu sondei na internet a repeito.

Tomei meu café logo às 7 horas, fui para o quarto e mandei mensagens para os amigos e familiares e faltando 15 minutos para as 8 horas, subi com minha mala. Calcei o tênis, me despedi do proprietário, ele estava mais bem educado depois da recepção, e foi até bem gentil. Desejou-me uma boa trip. E sai.

Fiquei esperando do lado de fora, com receio de não ser vista. O dia estava bem claro e limpo, com 1 grau no termômetro. O tempo foi passando e eu angustiando, e nada de ninguém aparecer. Tinha deixado o único papel impresso referente a viagem já no jeito, e já sabia como pedir ao dono da casa para ligar, se preciso.

Passados uns 30 minutos, ele abriu a porta e perguntou da agência, eu expliquei que eles disseram que podia atrasar até uns 40 minutos. Ele recomendou-me entrar pois estava frio. E assim o fiz, mas fiquei na porta para não ter que tirar o tênis.

Mais meia hora e nada, daí eu mostrei o papel para ele, achei o número de telefone, e ele ligou. Desligou e me informou que em três minutos chegariam. E assim aconteceu. A na que me pegou tinha já um casal, e nos levou até onde estava o micro-ônibus, só esperando a gente. Aconselho se, alguém que estiver lendo minha saga, resolver fazer esta trip, escolha, como eu, um hotel onde eles passam, pois é possível pegar também em pontos de ônibus próximo a rede hoteleira. Já imaginou se estivesse chovendo, ou ainda mais frio, e eu no ponto de ônibus???

Nosso guia e condutor será o Robert. Um ruivo alto, barbudo, jovem, simpático e bonito. E chega. Falei para ele que não falo inglês muito bem, e sempre espero para ele me dar as instruções importantes após falar com os demais. Quando não entendo ele usa o Google tradutor.

Nossa primeira para foi no Parque Nacional Velingvellir, nele é possível ver as placas tectônicas da Eurásia e da América do Norte.

O céu, de azul intenso de outono, sem nuvens, ajudou para tornar a paisagem ainda mais deslumbrante. Nós descemos do micro, e fomos orientados a encontra-lo no final de uma descida. Minha intenção era seguir os demais turistas do grupo, mas foi impossível porque se misturaram logo com outros tantos que ali haviam. Ademais porque entre os 15 ou 17 passageiros de nosso tour, 8 ou 10 são orientais. Eu contei 4 casais, sendo um de orientais, e as demais são mulheres. Só eu e mais uma viajando sozinhas.

As passarelas de madeira já estão todas cobertas com uma fina camada de gelo, e tive que prestar muita atenção para não escorregar. Ainda não peguei o sapato apropriado que adicionei ao tour, por 11 euros. Desci por entre as rupturas da terra e sai no estacionamento, mas o Robert me indicou para seguir adiante para ver uma cachoeira, vire a esquerda, esquerda, esquerda. E depois volte aqui.

O horário marcado de retorno era 11h30. Virei a esquerda, esquerda e segui o fluxo de gente, mas andei bastante e não ouvia o barulho de água. Perguntei para duas moças que vinham em sentido contrário. Não, para lá é o cânion. A cachoeira é do outro lado. Voltando, passei por uma placa com o desenho da cachoeira, toda escrita em Islandês, e aí vi que era a terceira vez à esquerda.

Voltei para o micro a tempo, e não fui a última a chegar, ainda bem.

Dali seguimos para os Geysers, um deles mais surpreendente, porque jorra água quente numa altura extraordinária a todo instante. Fiz um pequeno vídeo de um minuto e peguei duas explosões de água quente (80 a 100 graus). O vídeo está no Istagram e no Facebbok (@ lessa meyre, Meyre Lessa). E consegui tirar umas fotos. Mais porque assustava e batia o dedo, kkkk

Nessa parada recebemos a recomendação de nos encontrarmos junto á área de restaurantes e tivemos 1h45 para toda a atividade, inclusive comer. Quando fui em direção aos banheiros e restaurante percebi que só poderia atender a primeira necessidade, tinha deixado a carteira no micro. Também, não estou acostumada a este tipo de passeios, ainda mais que dentro é quente, fora é gelado, e eu fico num tira e põe blusas, e luvas, e cachecol...Acabei largando lá a carteira. Ainda bem que tinha ali umas guloseimas que comprei seguindo a orientação de um blogueiro. Comi uma banana, um iogurte deles que, é firme, mas tem consistência diferente da do iogurte grego. E também é diferente no sabor, pouco doce e com adição de frutas. E umas bolotas de chocolate com um recheio macio que tem um leve sabor de anis. Gostei muito. E foi meu almoço.

Nosa próxima parada foi na Gulfoss, ou Golden Falls, que entendi o Roberto dizer que a Niágara Falls perdia longe. E eu creio que sim, só não perde em beleza e volume de água para a nossa Foz do Iguaçu. Nessa atração ele parou bem perto, mas só tivemos 20 minutos. Este seria um lugar que, se eu viesse por conta própria, ficaria mais meia hora pelo menos. Ainda assim, entre a opção de subir e observar o complexo de cima, ou descer, elegi o segundo que me pareceu mais curto. Um dos casais que viajam comigo fez uma foto minha, depois, descendo, um homem chamou o filho para tirar foto do arco-íris. Aí levantei o olhar, que estava fixado no chão escorregadio, e vi um lindo colorido devidamente registrado.

Segui tranquila e lá no fim tive que subir com dificuldade algumas rochas. Fiz as fotos e... se não fosse a ajuda de um senhor que acabara de ajudar a esposa, ia ter que sentar a bunda ( com perdão da palavra) no chão.

Voltei ligeirinho para não atrasar o horário marcado. O grupo tem sido bastante pontual.

Nosso próximo destino dividiria o grupo ao meio. Sete de nós ficamos numa fazenda para cavalgar os cavalos islandeses, os demais não sei o que fizeram.

O cavalo islandês é de mais baixa estatura, tem pernas curtas, o dorso bem curvo, crinas grandes e bastante pelo, parecendo de pelúcia. A sela que usam nele também é pequena, bem diferente das que conhecia. Nós assinamos um termo, recebemos capacetes, e fomos montar. Avisei que eu teria dificuldade de montar, por causa dos joelhos, mas as meninas, ficaram uma de cada lado, e na contagem progressiva até 3, dei uma impulso, uma me puxou e a outra me empurrou, e olha eu lá em cima.

Tive que colocar luvas por causa do frio. E isso atrapalhava as fotos, mas assim que cavalo e eu nos tornamos mais familiarizados, eu segurava a rédea com uma mão, tirava uma luva, tirava o celular do bolso do casaco, e consegui fazer umas fotos da bela paisagem rural. Um cachorro da fazenda nos acompanhou o tempo todo, às vezes indo na frente, de tão conhecido o caminho. Em dado momento ele viu uma ave em uma dos lagos pelos quais passamos, e foi de encontro a ela, a ave correu, voou um pouco e tornou a pousar num lugar mais fundo, o cachorro não se deu por vencido. Imagino que pensou assim: " voar eu não sei, mas nadando eu te pego." Kkkk

Eles ficaram nesta brincadeira por uns bons minutos, divertido. Nós passamos por dentro de dois pequenos riachos, e imagino o quanto devia estar gelada aquela água. Nos espelhos d'água mais finos já se pode observar a cristalização da água.

Aqui o céu já está com nuvens, mas junto com o sol fazem um grande espetáculo.

Percorremos uma extensa área até chegar num mercado, alguns talvez evitassem o jantar com esta parada. Não será o meu caso porque estou faminta. E logo ao lado estava o Hotel.

Fui a última a entrar pois pegava instruções com o Robert, saída às 8h15. A água pode ser consumida da torneira mesmo, é fedida por causa do enxofre. Li que o enxofre é até necessário para a saúde. Mas não sei se consigo ficar tomando água fedida. E se eu não quiser comer no restaurante do hotel, tem outras opções no entorno. Mas está chovendo, e o cardápio do hotel, ele me disse, terá lasanha e sopa. Está decidido, vou jantar no hotel.

Arrumei minhas coisas e fui tomar banho, mas como é difícil ajustar a água quente aqui, ela sai pelando. Ajustei o melhor que pude e fiz a primeira sopa no banho.

Fui de chinelo e meia para o restaurante. Já não estou mais esquentando com estas coisas. Já guardei meu tênis na mala e trouxe pouca coisa mesmo.

Uma das garçonetes me orientou direitinho sobre o serviço. Tomei a sopa de tomate com cebola. Aliás, pelo que entendi, tomate é um dos cultivos importantes daqui, criam ovelhas, muito felpudas que parecem bolas de feno, e a piscicultura é outra atividade importante.

Depois peguei salda de folhas, com tomates e pepinos, lasanha e uma mistura vegetariana. Bebi só água. Tinha ainda batata souté, que deixei para pegar depois, se ainda tivesse vontade.

Daí chegou um grupo com uns 40 pré-adolescentes, todos meninos, e uns 4 adultos acompanhando. E foi uma chiadeira só, mas se comportaram muito bem. Quando estavam terminando de se servir, fui lá pegar um pouco de batata para provar, e fiz bem porque estavam deliciosas.

Quando fui pagar foi a outra garçonete que me atendeu, e perguntou de onde eu era, quando disse Brasil se abriu em sorrisos e começou a falar portinhol. Disse estar se preparando pois, em dezembro irá com uma amiga para a América do Sul, e pretende passar um ano. Conversamos um pouco e elea me entendeu bem. Quando no sdepedimos ela disse:

_ " Nos vemos ainda no café da manhã."

Acho que vou passar para ela o endereço do blog, ela pode aproveitar as experiência que tive naquela parte do globo. Kkk, Estou me achando.

Agora vou dormir e descansar os ossinhos que ficaram se esfregando no cavalo.