ESTOCOLMO – SOL E CALOR

17/09/2019

Nosso voo hoje estava marcado para 11h15, o hostel que ficamos voltando de Turku era mais próximo da região central de Helsinque, tomamos o café preto, cortesia do hostel, e eu comi o strudel que sobrou de ontem. Já disse que o melhor mesmo é o de maçã? Levantei às 7 horas, ainda antes da Elisabeth pois fiquei preocupada com o horário. Quando voltei ao quarto, depois de me arrumar, vi que ela já estava acordada, peguei minhas coisas e saí para arrumar tudo do lado de fora. Ela me viu saindo com tudo e, atordoada, pensou que estava ficando para trás. Mas tomamos café juntas e, caminhamos quase um quilômetro até a Estação ferroviária central. 

Lá compramos o bilhete de trem por 4,60 euros e 8h46 estávamos pegando o trem para o aeroporto.

Como a vinda foi pelo mesmo caminho, só economizamos o bondinho, em tempo e dinheiro, e já estávamos mais familiarizadas.

Na hora de passar pela vistoria das malas a Elisabeth demorou um tempão. Estava com muitos potes de líquidos, que já haviam passado nas outras inspeções, mas cada país tem seu critério. Além disso, desmontaram o aparelho dela de oxigenação, e fizeram-na escolher quais os líquidos que queria levar. Teve que deixar quase metade.

Mas como estávamos adiantadas, isso não interferiu no resultado. Ainda deu tempo de passar com calma pelo Duty Free e esperar o voo com calma. O embarque é engraçado, sem conferência de documentos pessoais, você só coloca o código de barras na leitora e passa. Com seu código de localização e seu último nome, você faz o check-in On Line, pode mandar por What'sApp o código de barras para alguém que você deseje que embarque e esta viaja em seu nome.

A viagem é de uma hora e o voo foi bem vazio. Fiquei na janelinha sem ninguém ao meu lado, e a Elisabeth também. Por causa do fuso horário diferente, chegamos mesmo às 11h15 em Estocolmo.

O dia estava tão limpo e ensolarado que foi possível fazer umas fotos do avião quando nos aproximávamos da aterrizagem. Tanto em Helsinque, que no aeroporto dizia que a Finlândia é formada por 22.222 ilhas, como em Estocolmo, pode-se confirmar o quão entrecortado é o litoral e a imensa quantidade de ilhas que forma este país.

No aeroporto mesmo resolvemos reforçar nosso café da manhã que já serviria de almoço pois, para o horário Finlandês do nosso café da manhã, fraco, já passava de meio dia, e o estômago não entende deste negócio de fuso horário. Depois achamos a saída e o local para comprar a passagem do Arlanda Express. A atendente mostrou que havia uma promoção para 2 tiquetes por 350 Coroas Suecas, algo como 3,20 euros, e compramos eu os de vinda e ela os de volta para dia 22. O trem atingiu velocidade superior à 200 km por hora, e demoramos 20 minutos para chegar ao destino.

Fiquei maravilhada com o que vi logo que chegamos. Tanto quanto as capitais anteriores, uma mistura entre o velho e o novo que funciona muito bem. E o dia de sol e calor de 16 graus ajudou muito a melhorar esta impressão (kkkkk para o calor).

A distância até o hostel Crafoord Palace era de um quilômetro, que aumentou um pouco porque errei o caminho. Mas estávamos apreciando, a medida do possível. Eu um pouco preocupada pois neste hostel a reserva para a Elisabeth aparecia como cancelada e eles não responderam ao meu e-mail, e nós já tivemos a ruim experiência de ficar em locais diferentes. Os desencontros que isso causa.

Encontramos o local e com um pouco de dificuldade conseguimos entrar no prédio. A recepcionista foi muito solícita, entendeu o nosso drama e conseguiu imediatamente os 3 primeiros dias da estadia de cinco dias que reservei. Ficamos em quartos separados, eu no 5 e ela no 6, mas isso não faz diferença. E ambas nas camas de baixo. Este hostel também não permite a entrada de sapatos. E parece bem organizado. O moço da recdepção, que me pareceu o proprietário foi muito solícito e já nos trouxe a roupa de cama, e a meu pedido, também as toalhas de banho. Nos acomodamos, usamos o banheiro e saímos para aproveitar a tarde de sol. Quando passamos pela recepção a moça disse já ter resolvido nosso problema e a Elisabeth poderia ficar até dia 22 sem nem ter que trocar de quarto. Ela pagou a diferença e, aliás, o preço daqui foi o melhor de todas a viagem, em torno de 22 euros a diária.

Nosso primeiro destino foi o Ponto de Encontro nas informações Turísticas, para eu trocar meu voucher do City Pass e a Elisabeth comprar o dela. Comprei um passe de 5 dias, devo usar só em 4 mas as opções eram 3 ou 5.

O caminho já foi cheio de lugares bonitos e aproveitei o céu azul, pois algumas nuvens ousadas já começavam a dar as caras.

No ponto de encontro, uma moça trocou o voucher e fez a venda e nos encaminhou para as informações turísticas para obter respostas quanto aos cruzeiros incluídos. A moça das informações falava espanhol e até um pouco de português o que me facilitou muito o entendimento. Mas me noto com uma leveza maior para lidar com o inglês agora. Minhas frases saem mais ou menos assim:

_ " Eu preciso informações caminho este Palácio. E qual hora? Eu esqueço onde fica", não tem passado nem futuro, não tem preposições, tem hora que fica até bom, mas sei que tem horas que os outros tem que se esforçar muito para me entender. Mas tem dado certo.

Minha programação iniciava na Catedral de São Nicolau ou Storkyrkan, que significa Grande Igreja, mas como vimos uma outra Igreja no caminho, nos desviamos e fomos para na Igreja de Santa Clara, com entrada gratuita.

Voltamos ao nosso caminho, andando por um calçadão muito movimentado e com muitas lojas comerciais. A moça das informações turísticas disse que esta é a rota mais tradicional para ver as atrações que me interessavam para este dia. Entendi porque ao ver o portão de entrada da Cidade Velha, após a passagem sobre o mar em duas pontes de pedestres. Tudo ao redor encanta.

Vi em uma vitrine uma imagem que me chamou a atenção. No fundo uma gangorra, um homem gordo de cartola e casaca com uma placa com o número 40, do outro muitas pessoas com placas com o número 1, e muitas ainda na fila da gangorra, como se buscando o equilíbrio da balança. Me passou muito a ideia do proletariado e do empregador. A escrita em sueco diz: " Um homem uma voz". Deixo para os curiosos a verificação das demais frases e as próprias conclusões.

A Grande Igreja ou Catedral de São Nicolau não fica atrás. Só achei que sua frente está espremida entre diversas construções, o que dificulta uma melhor apreciação, mas depois descobrimos que, ao contrário, chegando por trás dela, encontramos uma grande área livre que faz frente com o Palácio Real. Nesta já usamos o City Pass.

São Jorge deve ter um significado importante na cultura religiosa escandinava pois o vimos em destaque em Helsinque, e agora em Estocolmo, dentro da Catedral, e numa Praça dedicada a ele.

A Igreja Alemã fica bem perto da Catedral, no caminho paramos para a Elisabeth comprar um globo de neve, rapidamente, mas quando lá chegamos às 16h01 acabara de fechar. Fiz as fotos externas porque tem uma cúpula pontuda e uma estrutura de edificação diferenciada. Não sei se teremos tempo de voltar aqui. E, pelo que pude observar em volta, me parece que 5 dias aqui serão insuficientes. Na verdade 4, porque em um deles pretendo visitar Upsala, que é bem pertinho e reserva outras belezas.

Continuando o caminho saímos junto ao mar, apesar de que acho que qualquer lugar que a gente vira por aqui dá de encontro ao mar, mas tem uma bonita vista de outra ilha que devemos visitar amanhã.

Subindo chegamos ao Palácio Real, na frente deste um cavaleiro com um chapéu que fez a Elisabeth pensar ser Napoleão Bonaparte, mas evidente que é uma figura da história sueca.

Daqui pudemos observar melhor a Catedral de São Nicolau, com mais espaço. E voltamos para entrar no Palácio. Este possui uma visita guiada. Devemos fazê-la no sábado, hoje não dá mais tempo. Mas vimos a Igreja do Palácio. Observe a imensidão de Igreja para atender a realeza e a nobreza. Dentro dela encontramos uma casal de paulistas que fizeram o tour guiado e já visitaram outros bonitos lugares no país, tendo estado também na Noruega fazendo o Norway in a Nutshell.

Minhas pernas estão cansadas. Principalmente a sola dos pés. Andamos certamente mais de 5 km até este momento em ritmo acelerado pois passam um pouco de 17 horas e nós começamos eram quase 15 horas.

Paramos para o café da tarde que servirá de jantar. A Elisabeth está tentando perder peso e tomou só uma vitamina de frutas vermelhas. Eu, gulosa, comi uma torta de maçã e tomei um cappuccino gigante. Comprei uma água também, para tomar durante a noite.

E o hostel está a 2,5 km de distância ainda, então ainda vamos gastar esta energia.

Chegamos passava um pouco de 18 horas. Banheiro, banho, colocar as pernas para cima, escrever e descansar. A programação daqui está repleta de atrações e caminhadas. Não podemos vacilar no descanso. E da janela só não vi o por do sol porque me distraí.