ESTOCOLMO DOS PALÁCIOS

20/09/2019

Hoje saímos ainda mais cedo do que nos outros dias. Nosso passeio será de barco, ele parte às 10 horas, mas temos que pegar um tíquete antes e as vagas não são garantidas. Melhor chegar mais cedo, tomar um café por lá e já entrar na fila. 

O caminho hoje foi para o lado oposto ao que já acostumamos. Passamos por uma ponte por cima de um rio, ou mar, da ferrovia, de duas rodovias com pistas duplas e de uma mata ciliar. E depois caminhamos por uma pista de pedestre, ao lado de uma pista de bicicleta, ambas com dois sentidos. E seguem a margem do rio.

O tempo, até pela hora, está mais frio do que o dos dias anteriores. Esta madrugada chegou em 3 graus, mas de manhã já está sol e um agradável calor de 6 graus. Ao lado da bilheteria uma lanchonete com mesas e cadeiras externas. O atendente já arrumava cadeiras de sol para os viajantes que quisessem pegar um bronze. Nós pedimos café e lanche, eu solicitei o meu aquecido. O café era do tipo turco, eu acho. O pó ficou no fundo da xícara depois de servido. Mas tudo bem, estava gostoso. 

Logo após entrarmos na fila chegou um grupo de alemãs, mãe e duas filhas, com as quais esbarramos ontem no Museu do Abba e no Vasa. Confirmei com elas se era mesmo necessário pegar um bilhete e ali ficamos para obter os nossos. Ainda não ficamos nos dois primeiros lugares da fila, mas tudo bem. Ficamos ali, curtindo o vento por uns 20 minutos, depois fomos para a fila do portão 5, onde embarcaríamos para Drotiningholm Palace. O Palácio da realeza sueca, onde fixam residência, fica a uma hora de barco da Capital. 

A ideia era conhecer o Palácio sim, mas também os recortes do mar que forma o litoral da Suécia. Que tem muitas ilhas, habitadas ou não.  O caminho é interessante e alarga e estreita, e vemos outros braços vindo daqui e dali, ficando evidente os recortes que tive na vista aérea.

Seguimos sentadas no restaurante junto à janela e pudemos até tirar o excesso de roupa ficando em mangas de camisa. Como já tínhamos tomado o café da manhã, não consumimos nada. Mas foi um bom local para apreciar o caminho.

A vista do Palácio é realmente majestosa. E quando lá chegamos pensamos que íamos ficar restritas aos jardins. E quanto jardim. Com arbustos formando labirintos. Lembrei até do torneio tribruxo do Harry Potter. Tinham algumas fontes também. E lagos. E alamedas. 

Em um determinado momento sentamo-nos a beira do lago e uma patinha foi se aproximando. Acho que está acostumada a receber comida mas só a Elisabeth só tinha amendoins, e a pata não gostou. Mas ficou por ali, rodeando. Passou um tempo de exclusividade e uma outra espécie de pata se aproximou. Uma pretinha. Mas a primeira não deu chance e logo vieram outras duas do primeiro tipo e fizeram a festa em volta de nós. Uma destas, mais gulosinha, se arriscou com o amendoim. Só jogamos dois carocinhos com receio de fazer mal.

Quando resolvemos ir embora dali a caminho do porto para o embarque das 13 horas, de retorno, observamos que os portões do Palácio estavam abertos. E lá fomos nós fazer o circuito em pouco mais de uma hora para não perder o barco das 13 horas. O próximo seria só as 15 horas.

O que mais me impressionou na área interna do Palácio foram as pinturas no teto. Com motivações diferentes e muitas técnicas, cores e materiais, relevos e texturas. Os lustres de cristal só faziam aumentar a beleza. E depois vinham móveis e pisos. Estátuas e adornos. Vestimentas e medalhas. 

São tantas salas imensas, num vai e volta de deixar qualquer um perdido. Acho que vimos tudo que havia para ver.

A Elisabeth comentou que achava que a rainha sueca é brasileira. Depois pesquisou na internet e confirmou que é alemã, mas foi criada no Brasil. Rainha Silvia. 

Fizemos o percurso em tempo record e 12h50 já aguardávamos a embarcação. Subimos ao restaurante e sentamos no lado oposto ao da vinda. E dessa vez fomos intimadas a comer, com a alegação de tratar-se de um restaurante. Como nossos planos eram para almoçar no desembarque pois não achamos que o tempo seria suficiente no barco,  mudamos de ideia e pedimos o nosso almoço ali mesmo. 

Julguei mal o restaurante. Achei que eles não dariam conta de atender toda aquela gente em tão curto espaço de tempo. Me enganei. A maioria das pessoas ficaram só na bebida, mas nós comemos um risoto ao molho de ervas com cogumelos que estava uma delícia.  Eu tomei uma taça de vinho branco e a Elisabeth um suco. Cada uma pagou o seu, como sempre.

Quando chegamos sugeri vermos o outro Palácio, a tal da visita guiada, mas descobri que naquele horário não tinha mais, acho que só em inglês. Mas visitamos assim mesmo. Porém primeiro queríamos ver aquele imponente edifício junto ao cais do desembarque.


E foi no restaurante do mesmo prédio que comi uma sofisticada sobremesa com sorbet de limão e frutas vermelhas, alem de um creme que não consegui identificar o sabor. Sugeri que a vasilha para servir fosse repensada pois não combina sua rusticidade com tão delicada sobremesa.

Todo o entorno do Palácio, que rodeia um lindo jardim, é composto por museus com diferentes temáticas. Este Palácio é usado eventualmente pela realeza para recepções e outros eventos oficiais.

Gustav III Museu de Antiguidades.

Rosersberg Palace.

Royal Treasury (este não pode ser fotografado).

The Royal Apartements.

The TRE Kronor Museu;

Não vou conseguir colocar os nomes na ordem da visitação, nem das fotos, nem dos museus. 

Só que você sai de um e entra no outro. Depois vai para fora, anda um monte e entra no outro, depois vai para o subsolo e sai em outro mais. Sei que ficamos meio perdidas e no fim parece que vimos todos, menos o da Guarda Real.

Mas novamente tivemos que ' dar um gás' para conseguir, pois às 17 horas fechava e ainda faltavam dois às 16h30. Mas pequenos.

A Igreja do Palácio já tínhamos vistado no primeiro dia. E todos os demais ingressos estão incluídos no passe de Estocolmo.

Na saída do Museu das jóias a Elisabeth comprou chocolates para nós, que seria nosso jantar.

Retornando para o hostel ainda paramos na principal rua comercial onde comprei as tradicionais 'ball'. Es tou aqui tetando lembrar um doce que adorava quando criança. Lembra a Teta de Nega, mas era arredondado e dentro tinha uma massinha branca. Podia comer gelado ou não. Sei que a Kopenhagen faz um parecido, mas o gosto é diferente. O daqui fica entre a teta de nega e o doce da infância, as casquinhas é que têm sabores e cores diferenciadas. Comprei uma com chocolate granulado, uma com coco, uma de pistache e uma tradicional, em formato de coxinha. Comi também Marzipan, que tinha comprado no dia anterior,

A Elisabeth precisava comprar um descongestionante nasal, e paramos também numa farmácia. 

E por fim, quando chegávamos ao hostel, da última esquina avistamos um relógio digital no alto de um prédio, marca o horário e a temperatura, 17h45 e 10 graus. 

Ficamos 10 horas novamente em turismo, sendo, do total, 2 horas de transporte de barco. E chegamos cansadinhas de novo.

Antes de dormir conversei com o belga que está em meu quarto. Ele entende o português se eu falar devagar, mas prefere o espanhol, pois os portugueses que conhece também falam espanhol. E ele fala fluentemente o francês e o inglês. Sei que fomos misturando os idiomas e nos entendemos, ele está aqui a trabalho. Chegaram dois garotos que devem ser alemães. E um outro mocinho fedido, alto, e que não tomou banho para dormir. Depois de um tempo acostumei com o cheiro dele. Mas achei-o um pouco abusado. 

Boa noite que amanhã tem mais.

P.S. Recebi ajuda dos universitários e o doce a que me referi acima é o Dan Top, sendo o seu semelhante da Kopenhagen o Nhá Benta.