es-UMA PAULISTANA EM SÃO PAULO - SP (Jardins)

19.04.2019

No segundo dia de turismo em São Paulo, resolvi ver a abertura da exposição denominada QUADRINHOS no MIS-Museu da Imagem e do Som. O MIS fica na Avenida Europa, na região dos Jardins paulistanos. Como fui de ônibus até a estação de Metrô Sacomã, gastando R$ 5,25, e de lá tomei o metrô até a estação Consolação, por R$ 4,00, descendo a Rua Augusta a pé até o MIS, por um trajeto de pouco mais de 2 km.

Entrei na Galeria Nacional só para comprar um livro a pedido de minha mãe, que achei na Livraria Cultura (devo retornar à Galeria no domingo), e aproveitei para comprar uma água, por R$ 4,00. É uma região onde as coisas são caras. Mas senti falta de hidratação ontem.

A caminhada sob o sol do meio dia não é moleza. Ainda bem que é descida, e caminhei pela calçada da esquerda, onde havia sombra em quase todo o caminho. Andar na Augusta já é uma ótima forma de explorar a cidade de São Paulo. Ela já foi 'Point' sofisticado da metrópole. Ainda é um lugar agitado tanto durante o dia como à noite. Bares, restaurantes, pubs, lojas de todo tipo. É uma região muito badalada. E na caminhada posso observar outros pontos de interesse. 

Assim, avisto a Igreja Nossa Senhora do Brasil. Estive aqui num casamento há uns 20 anos. É muito concorrida para casamentos, normalmente das classes mais altas. Quando entro, esta sendo celebrada uma missa. Educadamente, sento-me e participo do restante da missa, para depois fazer umas fotos. É uma igreja muito bonita, não muito grande, mas visivelmente diferenciada.

Em função do horário, e já sabendo que perto do MIS não tem opções de alimentação, além do restaurante junto ao Museu, mas que pratica preços um tanto elevados para meu padrão de consumo, e que depois vi estar em reforma, resolvi comer algo na loja de conveniência do Auto Posto Jardim América, bem próximo à Igreja. Gastei R$ 24,00 em uma lata de chá com uva verde, um pedaço de torta de palmito e um pedaço de torta de chocolate.

Entre o posto e a igreja tem uma pequena praça com algumas árvores centenárias, e um tronco transformado em obra de arte.

Seguindo sempre em frente, a Rua Augusta vira Avenida Europa, e várias concessionárias de veículos como Audi, Mercedes, Masserati, Jaguar... vão surgindo com toda a simplicidade, em meio aos casarões que já pertenceram à aristocracia paulistana (alguns ainda pertencem). Logo em seguida, na calçada direita, chego ao meu destino.

Um grande mural com grande parte dos personagens dos quadrinhos nos recebe a porta, nos convidando a uma experiência diferenciada, característico desse espaço.

Na recepção confirmo a possibilidade da compra de meio ingresso para a condição de aposentada, que o adquiro por R$ 7,00.  A exposição está distribuída nos seus dois andares, sempre muito bem aproveitados, até ao longo das escadas, onde se veem inscrições rupestres que aludem aos primeiros desenhos representativos de história e ação. Talvez então os precursores dos quadrinhos.

Logo na entrada do segundo andar, onde inicia a exposição, algumas personagens em tamanho real fazem-nos sentir em meio a um desenho animado. Atrás de cada um deles, uma pequena apresentação do autor e sua obra. O suficiente para conhecer sem enfadar. A maior parte de artistas europeus.

Estava eu olhando este andar quando recebi mensagens de uma amiga que queria fazer o passeio comigo, mas se viu impossibilitada em função de uma reunião com seu cliente, querendo saber onde eu estava, para que pudesse ir ao meu encontro.

Aguardei uns 40 minutos, observando minuciosamente os itens da exposição, até ela chegar para continuarmos juntas.

Passei então pela sessão dos Mangás, febre a partir dos anos 80 principalmente, não tenho muita identificação com estes desenhos japoneses, com exceção da minha princesa favorita enquanto criança, Safiri, do desenho a Princesa e o Cavaleiro. Meus olhos a encontraram em meio a tantos desenhos como que atraídos por uma grande amor.

Juntas passamos pela sessão de eróticos, que foi montada num banheiro, com cortina na porta de entrada, e um monitor, para impedir a entrada de menores de idade. Muito criativos, como tudo o mais, e rendeu muitas risadas nossas.

Depois os quadrinhos nacionais, com uma sessão só para os do Mauricio de Souza, e outra para o Ziraldo, mostrando as personagens e suas transformações ao longo do tempo, bem como os rascunhos na produção de tirinhas e revistas.

Depois lá estava a Mafalda, e outros mais conhecidos dos aficionados ou colecionadores. Descobri que até renomados livros têm versão em desenho, como Hamlet, ou O Guarani. Mas estava sentindo falta dos quadrinhos americanos.

Mas, no primeiro andar, vejo de longe uma cortina e umas luzes brilhando. Chegando próximo, caixas de madeira representando embalagens para exportação, traziam em seus conteúdos, personagens com Betty Boop, Os Flinstones, Os Jetsons... E uma parede com Mickey, Donald e Tio Patinhas. Uma cortina com o símbolo do Batman e lá estamos nós na Bat-caverna, com vários dos super-heróis da nossa infância. Até um lindo Aquaman que terá filme lançado em breve, estava lá para nossos abraços, kkkk.

E lá de onde vinha a luz, as personagens da Marvel. Entre prédios estampados nas paredes, um filme projeta monstros e heróis em combate, com explosões que iluminam a sala e encantam aos visitantes.

Encerramos com duas nuvens de conversas, feitas à lápis, que demonstra a criatividade dos idealizadores deste projeto Quadrinhos, que em pouco espaço, conseguem apresentar de forma divertida, boa parte dessa forma de expressão tão diversificada e rica, de toda uma história humana.

Dali fomos de UBER até o Museu da Casa Brasileira, na Ave