es-UM DIA EM SÃO MIGUEL DOS MILAGRES (AL)

28.11.2018

Não posso me demorar, pois preciso chegar logo ao meu destino, se quiser aproveitar lá minha estadia. Veja a providência divina: não fiz reserva em São Miguel dos Milagres, pois todas as ofertas pelo booking.com eram muito caras. Achei que conseguiria um preço melhor em locais não cadastrados no aplicativo. Ainda bem, pois meu plano era passar duas noites lá. Ia pagar caro e não conseguir chegar.

Procurei o mesmo lugar da janta para o café da manhã, e me pediram para descer para evitar a zoada das crianças. Hahahaha. Agora? Acho que se quiserem que o negócio dê certo, precisarão isolar a casa de alguma forma.

A atendente perguntou-me se ia querer guisado, carne de sei lá o que, ou ovos para o café da manhã, acompanhados de cuscuz e bananas com queijo. Escolhi os ovos e fiquei vendo na TV que faziam uma reportagem sobre o café da manhã russo, com carnes e outras comidas bem pesadas, e os repórteres eram questionados se tomariam um café assim pesado nesta refeição? Disseram que muitos russos não almoçam, sendo aquela a principal refeição do dia. Mal sabem eles que no Brasil isso também acontece. Quando a pessoa consegue fazer alguma refeição no dia.

Estava demorando a sair para o lado errado. Arrastei minha mochila pela estrada, uns 300 metros depois, encontrei um carro no acostamento. O motorista me disse que eu estava indo para o lado oposto. Indicou-me o transporte alternativo da cidade como opção de transporte.

Um Fiat Uno não muito novo ou conservado já tinha duas passageiras no aguardo, ele iria até São Luiz, mas aguardou para sair com a lotação completa. Só saímos às 9h36, quando um estudante chegou. As duas outras mulheres iriam descer no trajeto. A mais jovem sentou-se na frente, seria a primeira a descer. Em nossa conversação, a senhora mais velha, que estava ao meu lado, contava sobre seu medo de viajar. Só ia até Maceió forçada, para visitas aos médicos. Foi uma única vez, de carro, com seu marido e filho, à Recife, e ficou controlando o tempo todo a velocidade do automóvel, de tanto medo que tem de sofrer um acidente. A outra já dizia que só não se aventurava como eu porque tem marido e filhos para cuidar, mas quando jovem, saia na sexta da casa de seus pais, só voltando na segunda.

A senhora desceu num assentamento de terras devolutas, disse-nos que ali reside há 17 anos, que planta macaxeira, e que tem 6 hectares de terra. O motorista me disse depois que as terras eram de uma Usina de Álcool que fechou, e as terras ficaram abandonadas. O assentamento pega parte do munícipio de Flexeiras e parte de São Luiz do Quitunde. No segundo ainda existe uma Usina ativa, e assim, a maior parte do plantio da região, é de cana.

A moça mais jovem orientou o motorista a me deixar em frente a um posto de gasolina, logo no entroncamento entre as duas estradas, ensinou-me o local do ponto do ônibus, que eu deveria atravessar a pista. Assim fiz, paguei R$ 8,00 pelo trajeto.

O ponto tinha banco e lá encontrei uma jovem, tomei informação sobre o micro ônibus, para saber destino e preço, numa barraca próxima ao ponto, e aproveitei para comprar água por R$ 2,00.

A moça é estudante e mora em Maragogi, só veio passar o fim de semana com o pai, e agora aguardava o ônibus escolar. Mais uma moça chegou, e esta iria para Porto de Pedras, dizendo que aquele me serviria. Não demorou muito a chegar o transporte. Mas já eram 11h quando passou. O custo total do transporte, de Maceió a Porto de Pedras é R$ 19,00, mas o trecho que usei, paguei só R$ 9,50. O micro me deixou em frente à rua das Pousadas. Comecei a andar e encontrei um ciclista, para quem perguntei se ali tinha pousadas e hotéis, ele confirmou. Quis saber ainda se os preços eram bons, ele negou, disse que eram caras, mas que na avenida, próximo ao prédio dos Correios, tinha uma mais em conta. Não era longe, mas parei na primeira que vi restaurante embaixo, depois soube que não era mesmo o local indicado. A esposa do Jackson pediu que ele me atendesse quando perguntei sobre a pousada. Ele é quem negocia os preços. Queria cobrar R$ 100,00, disse que no Booking.com, seu preço é de R$ 110,00. Desceu para R$ 80 em dinheiro, e chegou em R$ 75, sem ar condicionado, mas com chuveiro quente.

Como meu café da manhã foi reforçado, quero aproveitar a tarde para conhecer o lugar. O Jackson tem também um buggy, e se oferece para conduzir-me pelos locais, a distância não permitirá que os faça a pé. O preço vai dos R$ 150,00 para os R$ 100,00 e fechamos para sair às 13 horas. Precisava pegar dinheiro para acertar tudo com ele, conforme o combinado, mas São Miguel dos Milagres só tem Bradesco, é o correio que trabalha como Banco Postal. E tem horário de funcionamento das 8h ao meio dia, e das 14 horas às 16 horas. Então, ou seria no retorno, ou no dia seguinte, o saque.

Começamos por passar em uma mini praça, porque tinha uns adereços que foram divulgados pela TV Globo.

Fomos a Praia de São Miguel dos Milagres por uma rota alternativa, de areia e entre os coqueiros. A maré estava altda e os recifes encobertos. Ele contou-me que já iniciaram as obras de construção da orla, alguns quiosques já foram construídos para estabelecimento dos comerciantes que até então ocupam as barracas de palha. A maioria é contra esta mudança. Aliás, nenhuma novidade. A resistência às mudanças funciona assim em qualquer lugar, sobre qualquer assunto. A mim parece que, em bem pouco tempo, o cenário aqui estará completamente diferente, com grande especulação imobiliária.

Depois fomos ao Mirante. Magnífica visão. Fez-me lembrar o Mirante do Gunga, mas com maior aproximação. Ele disse que está em terra particular, mas que o proprietário não se interessa em explorar o ponto, nem promover melhorias.

No pé do morro, uma gruta para o São Miguel, que foi encontrado no rio, todo enlameado, por um morador, que tinha uma ferida que não sarava nunca. Ele procurou a fonte de água mineral, que está junto à imagem, e lavou-a, lavando-se também. E a ferida sarou e essa cura foi tida como um milagre.

Dali passamos por Porto da Rua, que é um distrito de São Miguel, e que, no entanto, abriga o setor comercial mais forte, em diversas atividades. É notória a diferença. Ali, em uma parada que ele fez para conversar com um conhecido que o chamou, aproveitei para comprar um milho assado, por R$ 2,00.

Em Tatuamunha está a Associação do Peixe-Boi, de onde saem barcos com visitantes do Projeto. Avistamos também as lavanderias públicas, instituídas quando não havia água encanada, mas utilizada pelas donas de casa até hoje.

A Praia de Laje, já no município de Porto de Pedras foi nossa próxima parada. Antes de lá chegar, ele falou-me que está vendendo duas propriedades na Praia do Toque, pois está construindo uma nova pousada, com chalés, em São Miguel. Está há 3 anos a frente da Pousada Frutos do Mar, mas o prédio é alugado e o proprietário quer a rescisão do contrato, que se renova em agosto. Precisa fazer a venda para, com o dinheiro, terminar parte da construção que lhe garanta continuar com suas atividades. Veio de Maceió com este objetivo. Passei seu contato para minha prima de Maceió, que é corretora particular de imóveis. Ele precisa vender logo, por isso pede um preço bom. Espero que consigam fazer negócio.

O céu está com algumas nuvens de chuva, mas não chega a interferir nas maravilhosas cores do mar, pois há bastante sol.

A praia seguinte é a do Patacho. Passamos por uma propriedade onde o povo planta TVs. É. No mínimo, curioso.

A Praia do Patacho é conhecida por hospedar muita celebridade, em suas pousadas rústicas, mas luxuosas, e segregarias. Outro atrativo: os coqueiros tortos na beira da praia. Entre tantos atrativos. Ela está ainda cercada de coqueiros. Fica visível a diferença de ocupação nas fotos do mirante. Têm ondas mais fortes, mas o mar continua sendo muito bonito. 

Abaixei a vista para uma flor marítima que deve vir dos corais, quando ergo os olhos, o arco-íris que estava tênue há poucos minutos, agora está intenso, completo e dobrado. A chuva começa a cair mais forte, mas o espetáculo é um privilegio. Um brinde que Deus me oferece. Impossível não contemplar. Se me molhar de novo, paciência. Se a garganta voltar a inflamar, voltarei a tratar.

O Jackson me mostra o coqueiro de cocos amarelos, disse-me que que é uma variedade diferente, parecem mamões.

Voltamos para o buggy e a chuva molha meu braço direito. Cubro-o com a canga e me preparo para fotografar o túnel verde, de PAU-BRASIL. Fiquei imaginando ali, no verão, com as réstias de sol passando por entre a folhagem, que lindo deve ser.

Voltamos conversando sobre doenças. Ele pergunta como meu marido morreu. Eu explico que foi um infarto fulminante. Ele diz que o problema que tem na perna (parece uma parte queimada que se reconstituiu) foi devido a uma ferida, que a médica dizia que estava tudo bem, e que acabou por comprometer músculos e veias. Ele é diabético. Depois disso teve erisipela e perdeu um dedo do pé. Se controla para manter os índices de glicose adequados. Eu falei para que tivesse cuidado, pois além dos órgãos, essa doença costuma deixar o homem impotente. Ele, apesar de seus 42 anos, disse que já está tendo um pouco de dificuldades, mas que dá seus 'pulos'.

Parou em Porto da Rua para retirar dinheiro e chegou à São Miguel já era quase 17h. Pedi para me deixar junto a Tapiocaria da Elisangela, na Praça, em frente à igreja católica. Seria meu almoço e jantar, mas não queria algo salgado, apesar dela fazer com uma infinidade de recheios, escolhi recheada de banana, doce de leite e coco ralado. Ela estendeu a massa sobre a chapa, eu assustei.

_ "É tudo isso aí¿"

Bom, se não der conta do recado, levo o que sobrar para o quarto e com o mais tarde. Como o preço era de R$ 15,00, pedi um café com leite e um café para completar R$ 20,00. Iniciei a comilança dentro da tapiocaria, mas a Elisangela enxugou umas mesas externas, na calçada da praça da igreja e chamou-me. Metade na minha tapioca ainda ficou na chapa, para mantê-la aquecida. A outra metade fui comendo com a média, e conversando com a Elisangela, ou Élisangela, como eles pronunciam. Sua filha é Élaine, e a ajuda no comércio. Ela afirmou que não sabe ler e escrever, nem contar, de modo que nunca sabe quanto vendeu pois só faz colocar o dinheiro na bolsa e levar para casa. Não sabe nem fazer o troco para os clientes, isso é tudo sua filha quem faz.

Não sei bem porquê, mas comecei contar sobre a morte de minha irmã, em 1999, por atropelamento, e de meu marido, em 2016. O que Deus preparou para mim, e para a mão dele, na segunda ocasião, querendo mostrar que eu tinha provas cabais do preparo que Ele nos proporciona quando estamos para passar por alguma tribulação. E essa mulher, de 42 anos, me conta sua história, de cortar o coração. Espero não me confundir. Sua mãe criou seis filhos, sozinha, pois seu pai morreu cedo, vítima de alcoolismo, tendo se enforcado. Tamanha a dificuldade que ela cozinhava um único ovo, amassava com o garfo e distribuía como mistura em sete pratos, com feijão e farinha, que com as mãos, iam se transformando em bolinhos. Na minha família, minha tia, irmã de meu pai, às vezes comia o seu alimento assim, sem talheres, dizia que era como comia na infância. Disse que sua mãe foi a primeira varredora de rua da cidade, pois pediu para a Prefeita. Perguntada se não ia sentir vergonha, disse que tinha seis filhos para alimentar. Como de costume ainda, por aqui, casou-se cedo, e com 17 anos teve que abandonar sua primeira casa, que ficou em risco de desmoronamento após uma obra pública abalar sua estrutura. Mudou-se, de favor, para uma propriedade em Laje. Mas, em 2000 houve uma grande enchente que derrubou todas as casas do lugar. Por sorte, eles todos desocuparam a tempo. Foi então morar com sua mãe, e trabalhando com o marido, vendendo lanches, petiscos e cerveja na rua e nas praias. Conseguiu comprar um terreno, o dono aceitou receber em prestações. Algumas pessoas ofereceram valor maior, e ainda disseram que ela não teria condições de pagá-lo, pois nem dinheiro, nem emprego tinha. Ela recebia Bolsa Família, tinha e tem uma casal de filhos, a Elaine que está com 22 (mas tem cara de 16) e o moço com 24 anos. Não gastava seu dinheiro com nenhuma vaidade, ou inutilidade, mas ainda assim, tinha que usar a Bolsa para honrar o pagamento do terreno. O dono disse que ela era moça esforçada, que já tinha se comprometido com ela, e que ela merecia esse crédito, e foi recebendo parcelas de R$ 100,00 mensais até o término. Ela o tem em alta conta.

Depois disso, com muita dificuldade foi comprando os tijolos, e amontoando no terreno, depois o telhado e as telhas. Na hora de construir, pediu a um cunhado, pedreiro, que fizesse a planta. Ele desdenhou dela, dizendo que tem pobre que não se enxerga, acha que pode... Saiu da casa da irmã chorando, mas acreditava que aquele seria o ano da sua casa, pois o Senhor assim o teria dito. Nem pedreiro queria assumir o serviço, de modo que um marceneiro foi quem os ajudou a construir aos finais de semana. Mas hoje, já estão em sua casa, na rua principal da cidade, e agora tem seu ponto da Tapiocaria também, e ela está confiante, pois sabe que quando Deus tira algo, está preparando outra coisa melhor. Gosta muito quando alguém que 'tem leitura' lê a palavra da Bíblia para ela. E quando alguém vem e reconhece o poder que ele exerceu sobre a vida de cada um, tendo gratidão por isso. Seu sonho é aparecer no programa Mais Você, da Ana Maria Braga.

Conversando, conversando, comi a tapioca toda, e também os cafés. Já passam das 19 horas, me despeço com um caloroso abraço e abençoando tão valorosa pessoa, desejando que tenha êxito em tudo que ela pretender.

Quando volto para a Pousada, o dono quer passar o cartão mesmo. Ele tinha me contado que levou 'um tombo' certa vez, de um casal de argentinos idosos. Foram embora na calada da noite sem pagar. E ele passou a cobrar antecipado. O convenço a deixar para o dia seguinte, sairá mais barato pra ele. Passando o cartão, demora dois dias para creditar a conta e ainda com o desconto da taxa.

Ele concorda, me dá explicações sobre o fechamento da porta da rua, e eu subo. Sei que ali ficarei sozinha por toda a noite.

No dia seguinte, estando o tempo bom, farei o passeio de jangada pelas piscinas naturais.

Choveu bastante a noite, mas o dia amanheceu ensolarado. Tomei o café com cuscuz, hábito local, ovos mexidos, banana cozida, abacaxi, suco de goiaba e cuscuz de tapioca com bastante coco fresco ralado, que ele mesmo preparou, pois havia me prometido. Estava tudo bom. Ele me levou à praia de buggy. Lá fui apresentada para o Leandro que me levaria até as piscinas por R$ 40,00. Preço especial do acordo entre eles. Ele leva um pouco. Mas nos receptivos de Maceió, os visitantes pagam R$ 50, 00, pelo que perguntei e comprovei ao ouvir uma turista falando para o filho:

_ "Você não vai me fazer pagar R$ 50,00 para você ficar aí no barco?"

O André foi conosco, está aprendendo a manejar a jangada. Quando lá chegamos, só havia mais uma embarcação, assim estava bem vazio o local.

Agora tem que descer do barco.

_ "A senhora senta na beirada e pula para dentro."

_ "O que?" Não, eu tenho medo, não sei nadar e não confio em pular na água."

_ "Mas é bem rasinho..."

_ "Não. Não consigo nem sentar na beirada. Você pode entrar primeiro para eu ver a altura que está a água?"

E ele 'brucutu' dentro da água.

_ "Você pode chegar aqui mais perto? E me apoiar. Vou segurar em sue ombro."

Um, dois e tchibummmm. Pulei. Mais um medo enfrentado.

Ele jogou bolachinhas na água e um cardume de peixes se aproxima, ele pede para eu olhar para a câmera para fotografar, eu não quero, me sinto como criança, quero olhar os peixes.

O Jameson se aproxima e me oferece uma sessão de fotos por R$ 60,00 com 30 fotos. Não aceito e ele me oferece 15 fotos pela metade do valor. Tento obter só 5 fotos, mas ele não aceita, de modo que fazemos as 15 mesmo. E começamos outro parto:

_ "A senhora coloca a máscara, vai flutuar jogando as pernas para o buraco sob os corais, segura por baixo deles com a mão direita, e faz os sinais que eu vou mostrar com a mão esquerda."

_ "Eu vou ter que flutuar com a cabeça embaixo da água? Você não está entendendo, eu não sei nadar."

_ "Vai, a senhora consegue, é fácil, é só segurar..."

E lá vou eu de novo. Submergir. Emergir rapidamente...

_ "Mas faltou fazer os sinais..."

Que sinal? pensei, eu não vi sinal nenhum.

O normal seria ir trocando os sinais sob a água, mas eu copio um sinal e vou a tona. Mais um, solto ar pela boca e ele me pede para não fazê-lo. Desço de novo, com as bochechas cheias de ar para não me afogar. 

Ele me muda de lugar e me pede para flutuar ao lado do coral. Solta? Não rolou.

_ " Então segura na beirada do coral."

Agora vai.

_ "Agora dá um sorriso e faz esse sinal." E eu saio na única foto sem inflar as bochechas. Porque ele não me orientou antes¿ Hahaha. Vivendo e aprendendo. As fotos abaixo são do Jameson Delgado Leandro. Fone: (82) 91998.1451

Fizemos ainda umas fotos sentada no coral, nestas fiquei a vontade. Aqui temos a sensação de que a Terra é redonda.

Mas também tiramos fotos em que os peixes foram os principais protagonistas, afinal, o mar é deles.

Iniciamos o retorno às 10 horas. Agora o mar já está ficando cheio de gente das jangadas que chegam com os turistas que vieram de ônibus de Maceió. Já agita o mar e os peixes, pra mim foi suficiente, e quero ir para Maragogi, chegar antes do jogo do Brasil às 15 horas.

Na praia, um morador que me reconhece como estando na pousada do Jackson, me oferece carona de moto, dizendo que vai até lá mesmo. Aceito de bom grado. Vou ao mercado pegar alguns itens para a viagem, gastando R$ 7,40 e volto para tomar um banho antes de sair. As 11 horas já estou pedindo carona, em frente a Pousada.