es-Quarto e último dia em Alagoas

16.01.2018

Mudança de programação

Como eu disse antes, o bom de viajar por conta própria é que a programação é um norte, mas não pode ser engessada.

Acordamos com o barrulho da chuva, Praia de Jequiá, Dunas de Marapés? Sinto que nãovai dar, teremos que deixar para outra ocasião.

Minha mãe já fica dizendo não acreditar ter passado pelo estado das rendas de filé e não ter comprado uma única blusinha. Decido agradá-la levando-a ao Pontal da Barra. Coloco o endereço no GPS e lá vamos nós rumo à Maceió, meio milhão de quilômettros rodados depois, minha mãe questionando se já estávamos em Pernambuco, cheguei no meio do nada e a mocinha do GPS anuncia que cheguei ao meu destino. Resolvo procurar de novo no Google e surge uma mensagem dizendo que as rendeiras estavam em novo endereço. Volto metade dos 500.000 quilômetros, e chego às margens da Lagoa Mundaú, onde além de vários restaurantes que servem basicamente frutos do mar, encontram-se uma infinidade de casas de rendeiras, trabalhando e vendendo roupas de cama e mesa, além das de uso pessoal, em filé, ou ponto cruz, ou ainda em renda de bilros, arte das mesmas, ou redendê, e renascença, esta produzida em Pernambuco e revendida no local.

Deixamos o carro estacionado na rua a cargo de um guardador que nos cobrou R$ 5,00 a serem pagos na volta.

Os restaurantes e as rendeiras ficam na mesma rua, separados por uns 300m de residências. Numa destas encontrei um barcos de pesca atracados em uma garagem, e muitas redes penduradas. A porta dois pescadores conversavam e me permitiram fotografar as embarcações e a lagoa ao fundo. Um deles estava consertando uma rede, que tinha se rasgado. Ele cortava o pedaço rasgado para juntar um pedaço novo que tinha comprado. Disse que é muito demorado fazer a rede, sai mais barato comprar pronto o pedaço e só remendar. O fio é bem fino, suponho que para enganar a pesca.

Nas rendeiras paramos logo na primeira  loja e fomos tão bem atendidas pela Flávia e outras duas atendentes que minha mãe já comprou quase tudo que queria ali mesmo. Estas correram entre outras lojas para trazer e apresentar a ela diversas opções que poderiam atender seu gosto refinado, oferecendo-nos água, licor de genipapo, cadeira para sentar-nos. E por fim, muitos abraços de despedida.

Eu mesma, quase compro um espelho, que alongava a silhueta. Me diverti em frente ao mesmo. Ainda bem que nesta hora não haviam outros compradores.

Ainda continuamos pela rua até o fim, só interrompendo por volta de 14h porque eu disse que queria almoçar, deixando minha mãe inconformada. Me comprometi a vir, depois do almoço, de carro até àquele ponto, para que ela continuasse sua saga.

O Restaurante Peixarão nos aguardava, foi o lugar por mim escolhido quando fazíamos o caminho de ida. Ele é extenso, tem música ao vivo sem cobrar couvert artístico, e dá fundo para o lago, possuindo até um corredor tipo palafita, de onde se tem uma boa visão do lago e do próprio restaurante.

Tive a oportunidadede provar o ensopado de maçunim, que foi servido em meia porção, acompanhado de arroz e pirão. Hummmmmmmmmmmmm!

Minha mãe pediu um prato kids de peixe a milanesa, com purê de batatas, salada e arroz. Este prato saiu por R$ 28,50.

O meu, que foi montado, ficou por R$ 18,00 o maçunin, e R$ 7,00 cada meia porção de guarnição. O suco foi de mangaba e não recordo o preço.

Para completar, sobremesas. Minha mãe se deliciou com uma ambrosia e eu com caju em calda.

Apreciamos muito a refeição, a música, o ambiente, o serviço.

Foi um dia leve, mas muito satisfatório.

Novamente, não houve necessidade de jantar.