es-Porto Alegre - Centro Historico

15.03.2018

Em primeiro lugar, quero pedir desculpas pela pontuação, acentuação e outros erros ortográficos. O teclado esta desconfigurado e não tive tempo de rever isso. Depois voltarei nestes textos, corrigindo-os. E assim começo mais um dia desta aventura chamada vida.

A madrugada foi de muita chuva. Trovejou de me fazer acordar às 6 horas da manhã. Até para quem está acostumada com excesso de chuvas como paulistana que sou, foi demais.

Ainda assim, levantei cedo e fui procurar onde fazer meu lanche matutino. Bem pertinho do hostel, encontrei o Chayenne, onde solicitei um pastel de frango com tomate seco (mas que estava mais para empanada), e uma xícara grande de café com leite. Bem arrumadinho, limpinho e bem servido, gastei os primeiros R$ 10,00 dos R$ 50,00 que me propus a gastar por dia, no máximo.


Seguindo a orientação da atendente, segui a Duque de Caxias em busca de uma agência do Banco do Brasil. Segui até a Catedral e não tive como deixar de entrar. Adoro igrejas, pelo que representam e por sua arquitetura.

 Vi ao lado uma imponente construção com bandeiras hasteadas, me indicando tratar-se de algum prédio publico. Fui ate lá e descobri o Palácio Piratini. Perguntei na recepção e descobri ser o Palácio do Governo do Estado e que tem visita guiada gratuita. Teria que aguardar uns quinze minutos pela próxima saída. Enquanto isso fiquei apreciando a conversa dos guias, ficando encantada com uma belíssima e exótica negra, alegre e sorridente de nome Ângela. A amiga Gabriela disse que ela é um ícone do Palácio, mas quem nos conduziu na visita foi o distinto Pedro.

O Palácio já foi moradia dos governadores, hoje tem alguns gabinetes na ala residencial e são abertos a visitação os Salões: Negrinho do Pastoreio, importante figura do folclore Rio-grandense, e o Alberto Pascoalini. Neles são retratados com primor a história deste povo tão importante no cenário brasileiro, com explicação rica por parte do guia.

No andar térreo, em ambos os lados do saguão principal, antigas garagens guardam dois carros antigos, um que serviu o Governo Vargas, com uma carroceria mais longa que o normal para a época e outro que foi o primeiro veículo oficial do governo e foi presente de Henry Ford a Borges Medeiros. Ganhei um livreto com um pouco da história, arquitetura e arte. Fui a única privilegiada. Ele foi enrolado num jornal e ensacado para proteger da chuva e dos olhos dos demais visitantes. 

Na saída, a chuva já recomeçara. Aguardei amansar, saquei minha sombrinha e consegui atravessar a Praça em frente. E ela engrossou de novo. Abriguei-me sob uma marquise, espero mais uns minutinhos e nova investida pelas ruas. Assim, de quarteirão em quarteirão, fui continuando ate o shopping Beira Rio. Descobri que os terminais 24h dali estavam indisponíveis. Aproveitei para ver o horário do cinema e vi que as 13h30 teria sessão do filme Blade Runner, dublado, mas não tinha outra opção. Neste meio tempo recebi mensagem de uma amiga gaúcha, residente em São Bernardo do Campo, a Claudete, que na Confeitaria Princesa tem o melhor cachorro quente da cidade. Pequeno, mas delicioso. Resolvi percorrer os 800m que distanciavam o shopping da confeitaria e fazer ali o meu almoço. Aprovei, principalmente pelo pão. Tomei um chá mate gelado. E gastei só quinze com setenta, que é como fala o povo daqui.

Quando passava na ida, notei uma construção grande que me pareceu o Mercado Municipal. Na volta, resolvi descer um pouco e conhecê-lo. A sua frente outra Instituição Pública num prédio interessante. Questionei um guarda municipal, e este me informou tratar-se da Prefeitura, confirmando também o Mercado e me instruindo a não vacilar com o celular, que eu tinha tirado da mochila para sacar fotos. O mercado e bem movimentado, tem setores de hortifrúti, artesanato, açougue, restaurantes, além de alguns serviços de cabeleleiro, por exemplo.

Saindo do Mercado, eis que vejo a procurada agência do Banco. Precisava de dinheiro para pagar os R$ 200,00 pelos quatro dias de hostel. Eles ainda não aceitam cartão.

A essa altura, o tempo havia melhorado e o chão já começava a secar. Resolvi achar o Museu Mario Quintana, pois a opção de cinema era para fugir da chuva. Passei novamente em frente ao shopping e segui adiante. Na construção rosa, de sete andares, que um dia foi o Hotel Majestic, e que, depois da compra pelo Banrisul, virou Centro Cultural em homenagem ao poeta que, muitas vezes se hospedou no hotel, fui orientada a ir de elevador ate o sétimo andar e ir descendo pelas escadarias, aproveitando todas as representações artísticas ali instaladas. Lá em cima entrei no Café Santo de Casa e pedi um cappuccino, por R$ 12,00. Paguei pela vista surpreendente do rio Guaíba junto ao gasômetro. Assim meus R$50,00 não pagarão o jantar e o cinema...



Passei por exposições chocantes, bizarras, interessantes, deslumbrantes, criativas. Cada uma num espaço diferente, destinada a públicos de diferentes gostos. É a democracia na arte. Um espaço dedicado à cantora Elis Regina. Um quarto que mantem os móveis usados por Mario Quintana. Um espaço destinado à contação de histórias aos sábados e domingos. Teatro. Sala de Cinema. O mais surpreendente foi perceber como esse povo valoriza os filhos da terra e sua rica cultura.

Na saída, observei numa rua lá embaixo umas pichações, arte nos muros, e me entusiasmei para fotografar. La chegando percebi tratar-se da rua das docas, lugar que não me foi bem recomendado. Tirei algumas fotos e fui subindo em busca de segurança. Mas nem queria tanta assim. Fui parar em frente aos prédios das Forças Armadas. Uma bela igreja com imensa escadaria me chamou atenção. As escadas não me assustaram, apesar de ter a esperança de haver uma saída por cima depois. A igreja N.Sra. das Dores não decepcionou.

Mas como tudo que sobe tem que descer, lá fui eu morro abaixo novamente.

Voltando para o shopping, passei no supermercado Zaffari e já comprei meu jantar. Gastei mais R$ 23,00 e estourei meu orçamento. Mas além da janta, comprei também um sonho para o café da manhã. E já estava com fome de modo que, no shopping, procurei a praça de alimentação e comi parte dos coisas e tomei metade do guaraná Fruky que a Claudete também me indicou. Disse que é frisante. Achei gostoso, mas com muito gás. Que eu não gosto.

Fiz mais um pouco de hora e fui ao cinema, na sessão das 16h30. Dei umas piscadelas durante o filme, apesar de achá-lo interessante. Penso que foi porque esfriou um pouco.

Ao sair, estava com a bexiga estourando. E achei o banheiro limpo e espaçoso para promover minhas necessidades fisiológicas. Melhor que no hostel com gente esperando para entrar. Mas estou meio presa devido à mudança na minha rotina. Preciso de calma e tempo no banheiro.

Aliás, dica para as meninas principalmente, quando forem aos passeios, aproveitem sempre para usar os banheiros de Museus, teatros, são mais limpos normalmente, e tem hora que você anda um montão e não encontra um lugar adequado para uso.

A chuva voltou a cair forte e tive que aguardar na saída do shopping, mesmo estando com a sombrinha. Já era noite, cheguei ao hostel às 20h. O dia inteiro na rua. Mas deu tudo certo.

Em tempo, gostaria de comentar que a viagem de caminhão foi tão confortável, que meus pês não incharam e não fiquei com dores no corpo. A cama também me acomodou bem de modo que os 4 km que creio que caminhei hoje, só afetaram um pouco meu calcanhar, que já vem prejudicado e não é de hoje.