es-Paraty - Primeiro Dia

09.11.2017

Nossa viagem para Paraty cumpriu o roteiro estipulado. Saímos um pouco mais tarde que o previsto de Itu, e com um incoveniente. Nossa professora, organizadora e guia não nos acompanhou. Um problema de ordem de saúde familiar a impossibilitou de seguir viagem. 

Paramos em Jundiaí, na Rodoviária, e depois em Barueri, na Fatec, para pegar passageiros, e o ônibus, semileito, seguiu quase que com lotação completa.

Seguimos pela Rodovia dos Bandeirantes, Marginal do Tietê e Rodovia Carvalho Pinto, onde fizemos a primeira parada para descanso e alimentação. Comi um pouco de bacon com linguiça calabresa. Não devia ter feito isso.

Quando chegamos na Rodovia Oswaldo Cruz, que liga Taubaté à Ubatuba, percebi meu erro. Costumo enjoar em transportes rodoviários, mas nas curvas da Serra dos Tamoios me superei. Passei muito mal, e coloquei os 'bofes' para fora. Quando chegamos a Caraguatatuba, pedi ao Sr. Nilton, motorista do ônibus, para tomar um pouco de ar, e ele prontamente me atendeu, encostando o veículo num ponto de ônibus. Mas não adiantou muito. Já seguia sentada na poltrona 3 ou 4, a da janela, do lado oposto ao do motorista, e como ainda assim estava enjoada, mudei-me para o assento extra, na parte da cabine, onde vai o segundo motorista quando a viagem assim o exige. E mesmo ali, com ventilação e tudo, ainda estava despejando todo o conteúdo estomacal pelo caminho.

Chegamos à Paraty por volta de 7 horas, e nos dirigimos para um estacionamento de ônibus de turismo, onde retiramos nossas bagagens e fomos para o hostel 'Carpe Diem', que ocupamos integralmente.

A programação seguiu como combinado, mas não consegui assistir as palestras da Festeira e nem do Secretário de Turismo, pois depois dessa saga na viagem, tive que tirar um cochilo, em prol de uma continuidade positiva.

Acordei para o almoço, que já estava combinado com o pessoal do Restaurante Katatau.

O restaurante ofereceu um PF (prato feito), que era composto de arroz, um bife de carne bovina, linguiça e medalhão de frango, acompanhados de feijão preto, salada de alface, tomate e cebola, farofa e um vinagrete, que no Rio chamam de molho à campanha. Tudo muito bem servido e com tempero agradável por R$ 25,00 (vinte e cinco reais). Bebidas a parte. O atendimento foi muito cordial, e meu prato pedi sem arroz e feijão. Observei que outros colegas também optaram por diferentes formas de apresentação, evitando desperdício.

Após o almoço, que foi feito com calma, nos encaminhamos para a Praça do Chafariz onde encontramos a guia local, Sibele, que nos ofereceu ricos detalhes da história de Paraty, assim, com 'y', como escrevem os Paratienses, respeitando a língua índigena que deu origem ao nome.

Famoso entreposto para escoamento de ouro, na época colonial, a cidade teve momentos de auge e quase chegou ao desaparecimento, com a construção da ferrovia que chegava em Barra do Piraí.

Em seguida, caminhando pelas maravilhosas ruas de pedra, construídas pelos escravos, e apreciando o casario desta cidade que tem seu patrimônio tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), subimos o Morro da Vila Velha até o Forte do Defensor Perpétuo, batizado em homenagem ao Imperador Dom Pedro I, aberto de terça a domingo das 9h às 12h e das 13h às 17h, e com entrada gratuita. De lá, além das construções históricas e do acervo disponível para visitação num pequeno museu, podemos observar a baía de Paraty, que compõem a Baía da Ilha Grande, juntamente com a Baía de Angra dos Reis, e que em sua totalidade, possui as 365 ilhas, uma por dia do ano, sendo a Ilha Grande a maior delas.

Voltamos para o hostel, para um bom banho e preparar-nos para a Festa do Divino, que dura 10 dias e se iniciou na sexta feita da semana anterior, no dia 26 de maio, se encerrando em 04 de junho. É uma festa que ocorre sempre nessa época, muito tradicional e rústica, tipicamente paratiense, onde os turistas são bem-vindos, e que será assunto do próximo ´post'.