es-Paraíso do Talhado- Canindé do São Francisco

18.01.2018

Canions que parecem talhados a mão num paraíso natural

Às 10h45 de hoje embarcamos num catamarã para mais de 200 pessoas, mas que seguia com aproximadamente 120 passageiros mais a tripulação, pela parte represada do Rio São Francisco rumo aos famosos cânions.

No caminho avistamos formações rochosas que ganham nomes de acordo com suas aparências, como a Pedra do Japonês, que a mim pareceu até um Buda sentado. Ou o Morro dos Macacos, que certamente teve macacos algum dia.

Ao som de forró, na maior parte do tempo, fomos navegando pela primeira hora, das três de duração do passeio, sendo uma de permanência nos cânions para banho e visita à gruta, e uma hora de volta. Eu dançando sozinha quase o tempo todo.

Ao longo do caminho, nossa guia Rose vai contando um pouco da história da represa, da capacidade na geração de energia, das dimensões, e um pouco sobre como era o lugar antes do represamento das águas do São Francisco. Passa ainda instruções aos passageiros de comportamento de segurança e de proteção ambiental.

Na entrada do cânion uma música especial para aclimatar-nos. Criar uma expectativa, que por si só já era grande. Espetacular. Considero um privilégio poder desfrutar destas maravilhas, e só posso agradecer a Deus por essas oportunidades.

Descemos da embarcação numa estrutura de madeira tipo palafita. No entorno, duas piscinas preparadas com redes e bóias, uma com fundo, para crianças, a outra é o leito do rio, profundo. Alguns desceram com coletes salva-vidas, outros, como eu, com aquele 'macarrão' de piscina, e outros ainda, bons nadadores, se arriscaram nadando livremente. Não sei nadar, assim sendo, água fria me apavora. Na outra ocasião que aqui estive, fiz o passeio de barco até a gruta, mas não me arrisquei na piscina. Essa vez, quiz fazer exatamente o contrário. Minha mãe foi, acompanhada dos novos amigos, Joyce e seu esposo Nilson, de barco até a gruta. Enquanto aguardava seu retorno, comprei doces de Sr. Josè Francisco e sua esposa Dona Ilma, que caracterizados de índios, ofereciam cocadas, doces de leite  e de mamão feitos por eles. Questionados sobre seus trajes, ele me explicou que sua mulher tem ascendência indígena, e ele pegou carona, aproveitando também as origens da história do Xingó. Cada doce custou R$5,00. Muito bons. Fiquei com vontade de comer a cocada de coco mole.

No retorno do barco, armei-me de dois macarrãos e desci as escadas rumo a minha pseudo-aventura. Sentada no último degrau, já sentindo a água fria nos pés, entendi que não tinha como ir entrando devagar. Dada a profundidade, quando você se liberta da escada, só o que te segura é a bóia e não dá tempo nem de arrepiar de frio. Mas uns movimentos para lá e para cá, a água ficou deliciosa. Como não tinha tanta gente, o espaço foi suficiente para me divertir a vontade. Como o que é bom dura pouco, não demorou quase nada para os alto-falantes anunciarem somente 10 minutos para partida

O retorno foi tão satisfatório quanto a ida. Na hora da ancoragem do catamarã, nossa guia Rose pediu uma salva de palmas para quem gostou do passeio. É lógico que foram ovacionados. 

Chegamos perto 14he decidimos almoçar no restaurante Karrancas mesmo. O sistema é selfie service com muita variedade ao preço de R$ 39,00 por pessoa, bebidas e sobremesas a parte. Tomei também um suco de goiaba, por R$ 5,50 e de sobremesa uma panacota de R$ 6,00.

Contratamos o serviço de fotos oferecido pela MF Turismo, empresa responsável pelo passeio, optando por 3 impressões e 4 fotos via whatsapp.

A fotógrafa Bia tirou várias fotos para escolhermos. As impressas custaram R$ 15,00 cada. As virtuais ficam por R$ 5,00 cada. Tinham ainda a opção de CDs por R$ 60,00 com fotos da pessoa ou do grupo e várias fotos das paisagens locais. As fotos da Bia estão junto com as tiradas por mim, mas ficará fácil identificá-las, visto a minha falta de competência para tal. Sou malemá uma amadora amadora (que ama tirar fotos).

Ainda adquiri um CD MP3 com mais de 150 músicas, com forrós que me fizeram recordar de meu amigo e professor de dança, já falecido, Ronei Brabo.

Saímos de Canindé do São Francisco às 15h15 para Itabaiana, em uma estrada boa, em sua maior parte. Pista única com alguns buracos enormes. Merece atenção. Chegamos às 17h45. Nos instalamos no Hotel Danúbio, para pernoite. Limpinho, simples. Satisfatório seria minha avaliação.

Amanhã tem mais. Parque dos Falcões.