es-Fim de Semana em Santiago do Chile

15.04.2018

Até me instalar, tomar banho, comer alguma coisa... Fui dormir tarde de novo.

Meu quarto, o Kombi Yellow, com paredes nessa cor e três beliches. Quando cheguei, estavam no quarto três rapazes, me foi destinada uma cama de baixo, o que me agradou. Subir no beliche do Hostel Lagares dava um pouco de trabalho.

Ajeitei-me e, apesar do barulho da rua, pois estou no Bairro Bella Vista, um lugar de muita atividade noturna, dormi o sono dos justos. Mesmo assim, levantei 'temprano'. Umas 8h30, acho. Os meninos já começavam a se movimentar, e alguns deles não tinham se dado conta que agora há uma mulher no quarto. Somos seis, só eu de mulher. Então é um desfile de cuecas, mas viro-me de costas e aguardo para movimentar-me.

Quando finalmente consigo levantar sem constranger-me, tenho que descer para procurar banheiro, o do andar de cima está ocupado. Embaixo também, e olha que tem dois para mulheres e dois para homens. Não quero tomar banho, tomei tarde da noite, quando cheguei. Então pergunto a moça que está na recepção:

_ "Tem algum banheiro só para urinar, sem ducha."

Ela não entende, então repito a pergunta de um modo mais claro. Ela fala pouco espanhol. Acho que o pessoal vem para se hospedar e troca a acomodação por trabalho. Quando acha que me entendeu ela responde:

_ "Não, nosotros solo urinar a las 10h."

Desisti e resolvi esperar alguém sair do banheiro, cruzando as pernas para não mijar; e os dedos para alguém sair logo. E fiquei rindo por umas duas horas. O que será que ela entendeu, ou pensou que entendeu?

O café da manhã, segundo uma chilena que também está hospedada, é no padrão da cidade. Pão com geleia ou doce de leite. Água quente para chá ou café solúvel, e leite frio.

O mais fraquinho até agora. O hostel tem muitos estrangeiros europeus, um espanhol muito simpático e bonito, italianos, dois dos meus colegas de quarto são peruanos que vieram assistir um jogo classificatório para o mundial. Franceses, australianos, muita gente falando em inglês. Se continuar viajando neste esquema, acabarei por aprender o inglês também. Isso é bom.

Tenho que levar minha roupa para lavar, e sacar dinheiro, pois o tanto que saquei ontem a noite, não deu nem para pagar o hostel, pois eles não aceitam cartão.

Primeiro vou ao Pátio Bella Vista, um bonito shopping aqui do bairro. Muito chique. Depois vou pelo Parque Florestal, todo arborizado, com parques infantis, e muita gente curtindo as sombras das árvores, sentados ou deitados na grama. Muito comum em cidades sem praia.

Peço ajuda para uma moça que esta carregando sua filha de uns três anos, com uma tiara de orelhas de coelho em rosa, para brincar no parque.

Pensei que seria mais longe do que foi, ainda assim, andei muito com a sacola de roupas. Achei na Calle Monjitas um 'lavadero', mas não de autosserviço. Lavar e secar me custou CLP 5500. E iria demorar umas duas horas. Carreguei um pouco meu celular ali, pois no quarto só tem uma tomada para todos, e depois fui conhecer um pouco o lugar enquanto elas faziam o serviço. A proprietária me disse que a Plaza de Armas estava a quatro quadras.

Mal saí, dei de cara com o Museu de Belas Artes, entrada gratuita, fotos só podem ser tiradas nos pátios, e não nas salas de exposição. Muitas esculturas maravilhosas, e uma arquitetura impar.

Como a lavanderia só fecha às 16h no sábado, resolvi carregar um pouco mais meu celular no banheiro limpíssimo do Museu, bem melhor para uso do que o do hostel, e fiquei fazendo ensaios fotográficos e exercícios para as dores nos pês e joelhos.

Depois fui em direção à Plaza de Armas, onde escolhi primeiro a Catedral para entrar, pois, a medida do possível, sempre gosto de agradecer quando chego bem a uma cidade. Novamente, estava tendo missa, e faziam a segunda leitura, de modo que assisti de novo uma missa. A igreja é riquíssima. Algumas coisas me incomodaram bastante: a homilia do padre foi muito politica, o evangelho falava sobre não adorar a dois deuses. Deus e o dinheiro, mas logo em seguida passam a bolsa do ofertório. Falou também de uma criança com problemas do coração, que precisava de uma cirurgia urgente, mas sendo pobre, não obteve ajuda do sistema publico faleceu. Pergunto-me: "Qual o papel da igreja neste processo? Só criticar? Não devia tentar ajudar? Mobilizando, quem sabe, os fiéis? Ou até se despojando de algum bem para socorrer uma ovelha do rebanho?"

Quando fui comungar, ofereci as mãos, como de costume, e o ministro insistiu em colocar-me a hóstia consagrada na boca. Por quê? A mão dele é mais pura que a minha para tocar o "Corpo de Cristo"? Minha fé não me impede de ser crítica. Soube que em alguns lugares, o ritual de colocar a hóstia consagrada diretamente na boca do fiel foi extinto por causa de doenças contagiosas como a gripe.

Deixo as fotos sempre para o final, após a celebração.

Dali passei no prédio do Correio, que é tao antigo quanto todos ao redor da Praça. Depois dele, vi que tinha uma exposição agrícola no prédio ao lado, descobrindo, enquanto transitava por seus inúmeros cômodos, até quase me perder, que era o Museu Histórico. Que beleza, estava no meu roteiro.

Me senti a própria Audrey Hepburn, na cena que reproduzo, colocando a mão na boca da estátua. Imagem do filme extraída da Internet.

Vou almoçar agora, o dia de ontem passei só com lanche. Numa lanchonete a meio caminho do retorno, solicito um quarto de frango com uma salada bem variada. Tomo um néctar de 'durazno' e peço uma água sem gás para levar, fico bem satisfeita, gastando CLP 7000. Antes, no caminho de ida, tinha comido um doce de creme com pêssegos cortados, também. Adoro pêssegos. Paguei CLP 1800 e ainda não sei dizer se isso é caro.

Já são quase 15h, tenho que me apressar para pegar minha roupa, e acabo passando do lugar. Isso porque quero poupar caminhada. Não tem problema, fazer o que? Volto uma quadra e encontro minha roupa lavada e dobrada, dentro de uma sacola.

A caminhada de volta é tranquila, passando pelos lindos parques da Avenida Costanera, sob o rio, que é marrom, barrento, talvez também de água de degelo, ainda não sei.

Vejo um mercado e acho melhor pegar algo para o lanche noturno, pois o bairro em que estou, não tem coisas assim, e por ser de agitação noturna, é caro. Trago uma água, quatro fatias de queijo, e uma tortinha. Trouxe o pãozinho que acompanhava a comida para casa. Não tenho o hábito de comer pão com a comida. Com toda essa carga, o peso da caminhada aumenta.

No hostel aproveito para atualizar o blog sobre a viagem até aqui, recarregar todos os aparelhos, inclusive o netbook, e dormir mais cedo. Estava 'pregada'.

Não tenho dormido muito bem. Durmo direto, mas poucas horas. Então, estou me sentindo cansada. Já estou há um mês na estrada. Sinto-me vivendo intensamente cada dia, às vezes contemplativamente, às vezes de forma mais ativa, e o tempo passa fluido, leve. Sinto saudades de minhas filhas, minha mãe que nem lê minhas mensagens, dos meus animais domésticos, dos amigos queridos e familiares de sangue e de coração, mas não sinto falta de casa. Todo lugar tem sido meu lar. Alguns mais desajustados que outros, mas até na bagunça dos outros existe algum conforto. O de não se sentir só. Tem um texto famoso que fala sobre isso, espaços asseados demais parecem faltar vida.

Um gatinho lindo de lenço é o mascote do Hostel. Mais uma coisa boa.

Mas, de qualquer forma, minha primeira atividade de domingo será comprar as passagens para Caldera e San Pedro de Atacama. O colega espanhol comentou que pela RECORRIDO, um site de busca de transporte, talvez ache preços melhores. Eles nem mencionam a Turbus, que foi uma dica que peguei nos blogs de mochileiros. A Raquel, que me deu carona até Los Andes, me falou também dos preços da Skyairlines. Pesquisei e achei por CLP 36mil a viagem até o aeroporto próximo a Atacama. Mas minha proposta inicial prevê passar por Caldera e conhecer a praia. O espanhol me diz que no Brasil tem muitas praias. Mas nenhuma do Oceano Pacifico...

Faço pesquisas no mapa turístico que peguei e vejo que tenho que descer na Universidade de Santiago, concluo que é a Universidade do Chile. Erro. Desci nesta estação de metrô e uma moça, no ponto de ônibus me diz que tenho que descer na Universidade de Santiago e tomar um micro. Será que é isso mesmo?

Não me sinto convencida, mas volto para o metrô e pergunto ao funcionário, todos sempre muito corteses. Ele me explica que a Universidade do Chile é a estação de nome U.L.A. Eu lia UIA. Tem 3 estações do metro linha vermelha para Universidades. A outra é a Universidade Católica.

No metrô vejo os primeiros artistas dentro do trem. Um cantando um RAP, na ida.

Quando desci, um pedestre me disse que era só seguir 'adelante', uns 15minutos de caminhada. Nem tanto, estava a um quilometro apenas.

A estação é a Central. Dali partem trens. Para outras províncias. E tem dois terminais de ônibus na parte de cima, e um shopping, até grande. As estações são Alameda e San Borja.

Comprei já as duas passagens, de Santiago a Caldera, em semileito, no assento 15, janela panorâmica, para 19h30 do dia 16, por CLP 10100. De Caldera para San Pedro de Atacama, no mesmo assento, para 22h do dia 18, por CLP 19900, totalizando CLP 30mil. A diferença é muito pequena. Se pensarmos no desgaste físico e no tempo perdido, compensa ir de avião, mas não pararia em Caldera. E como já disse antes, também tem o custo de transporte do aeroporto até San Pedro a se considerar.

No caminho para a estação U.L. A do metrô, vejo a Paroquia Sagrado Coração de Jesus, bem simples, e me faz lembrar a de Juquiratiba. Estão rezando o terço, mas se encontra bem vazia.

E depois encontrei um mercado. Compro pão de forma, uma lata de atum sólido, uma lata do mesmo tamanho de creme de leite Nestlé (não temos esse tamanho no Brasil), orégano, sal e uma garrafa de 1,5 litros de água saborizada de maçã. Para sobremesa, comprei uns bolinhos tipo 'Ana Maria'. Gastei CLP 5025. Mas daria para fazer vários lanches.

Voltando, outro cantante, tocando acordeon. São muitos por aqui, espalhados por diversos locais públicos, vendendo seus talentos por uns trocados.

Passei pelo Hostel para comer antes de ir ao Cerro de San Cristobal. Fiz meu patê, que ficou muito bom, e vários lanches, comendo dois deles, com meio litro de suco, e um bolinho com recheio de morango, coberto de chocolate.

O Hostel, em termos de localização, mas só neste termo, não podia ser melhor. Estou a duas quadras da entrada para o parque do Cerro. Decidi ir no domingo, apesar de mais caro o passeio, para poder observar o movimento dos moradores no maior parque urbano da América Latina, segundo os chilenos. Assim, fiquei quase uma hora na fila do funicular, onde embarcam 35 passageiros a cada sete minutos. São duas linhas, cada uma tem um trem que sobe e desce num angulo de 45 graus, pelo mesmo trilho. O preço do transporte completo, só de ida, que foi o que pedi, CLP 4240. O funicular vai até o Cumbre. Na fila, fiquei atrás de um casal de brasileiros com dois filhos moços. Conversavam muito entre eles sobre viagens que já fizeram, na escolha de passagem, melhor o mais caro, sempre será o mais completo, etc. Achei-os um tanto arrogantes, e não puxei muita conversa. Depois de meia hora de fila, apareceu outro brasileiro com a esposa e comeou a conversar com esta família. Não os tinha visto ali, será que estavam na frente deles? Sinto-me incomodada. Quando faltava pouco para a bilheteria, perguntei ao homem se estava na frente da família, disse-me que atrás. Eu o contradisse, pois atrás estou eu, há meia hora pelo menos. Ele disse que quando entrou não tinha mais ninguém atrás. Sei! (minha cara de desprezo). Mas que, de qualquer forma, tem direito a atendimento preferencial, pois tem 73 anos. Que iria até pagar menos por isso. Concordo, se a fila tivesse um local para preferenciais. A moça de trás também os informa que não estavam na frente dela, mas como estão só os dois, permite a entrada em sua frente. Nem brasileiro, nem estrangeiro. O que é certo é certo. Acho que é assim que fazemos para mudar o mundo, melhorá-lo. A crítica e a cobrança tem que ser direta, não fazer errado, não aceitar quando o fazem perto de você, quando você pode efetivamente se posicionar. Os brasileiros da frente não se posicionaram, se calaram. Talvez até me criticassem, intimamente. Também não é uma posição louvável, podiam esclarecer as coisas, mas preferiram se calar. Assim agimos, quando não é conosco, ou quando o outro é babaca, mas foi legal comigo... Isso chama-se omissão. NAO. Não quero e não posso aceitar as coisas assim. Não vou.

Nesta parada tem alguns pontos de visitação, incluindo a estátua da Virgem Santíssima. e a Capela da Maternidade de Maria.

É um lugar muito florido, com uma bela vista da plana Santiago, rodeada pelas cordilheiras. O caminho de subida até a virgem pode ser todo por escadas, ou por uma rampa que me chamou a atenção pelas cruzes artisticamente pintadas, com motivos diferentes nas duas faces.

No alto, alguns assentos junto às flores, uma capela, uma espécies de armário de urnas com cinzas de pessoas mortas até bem recentemente, e uma música melancólica tocando. Junto a um desses armários, uma moça presta homenagem a um morto, também tristonha.

Subi até a estátua. E quando descia, vi uma moça empurrando um carrinho sem bebê escada acima, degrau por degrau. Peguei de um lado e trouxe-o para cima, com a moça correndo para acompanhar meu movimento, e me agradecendo a ajuda.

As vistas aqui de cima são lindas e mostra bem a cidade plana, com uma 'montanhazinha' aqui e acolá, mas uma cordilheira enorme por trás, mas não tão perto, há um pouco mais de 100 km de distância.

Mais adiante, uma família tirando fotos junto a uma pedra, me ofereci para tirar uma foto de todos juntos. Quando estava no funicular, um homem se ofereceu para fazer fotos minhas e do caminho, já que ele estava no primeiro carro. Alias, fica a dica: melhor viajar no primeiro ou último carro do funicular.

Gentileza gera gentileza.

Desço a procura do ponto inicial do teleférico. Aqui não tem fila, porque as pessoas se espalham pelo caminho, e vem devagar até este ponto. Pensei que seria de cadeirinhas, mas é fechado, como em algumas estações de esqui, tem janelas e ar-condicionado, dadas as grandes diferenças de temperatura local.

No primeiro lance, uma oriental e um alemão, um casal, falando em inglês. Trocamos algumas palavras. Peço para tirar uma foto nossa. Ficou trrrremida.

Nesta estação intermediária, não pretendia parar, mas descubro uma bela piscina, que por um pequeno custo, pode ser utilizada pela população durante o verão. E muita gente esta aproveitando as sombras e os lindos gramados. É possível chegar até aqui ou até o topo, de carro, bicicleta, a pé, ou usando os mesmos meios que eu. Junto ao estacionamento de carros, tomo informações com os guardadores, e peço um pouco de sua água, com um enorme gelo dentro, pois estava muito calor. Eu brincava, porém ele levou a sério. Assim, coloquei um pouco de água na minha garrafa de suco que já estava em 2/3. Melhorou muito.

Voltei ao teleférico agora descendo em direção a última estacão: Oasis. Desci com 3 venezuelanas que vivem no Chile há mais de um ano. São muitos os que tem fugido do país. Cada vez fica mais difícil, porque é caro, e tem poucos aviões.

Dali seguiria para o Costanera Center, um marco na cidade. Edifício com 300 metros de altura, todo de vidro, com um mirador panorâmico de 360 graus, no topo.

A saída do parque fica a poucas quadras do Shopping. Cheguei pela entrada do Hard Rocky, já fui direto as escadas rolantes, procurando a praça de alimentação, já eram quase 17h, e o lanche do almoço já sumira em meu estomago. No quarto andar a partir do térreo, pois tem mais um de subsolo, uma área de alimentação com restaurantes muito chiques. Parei no Johnny Rockets, pois conheço os lanches, estavam com um preço razoável diante dos demais, gosto das músicas, e os garçons cantam e dançam, de vez em quando, além de falarem todos juntos: Hola! Quando entramos. E: Tchau! Quando saímos.

Pedi um Ruta 22 acho, que vem com cogumelos, acompanhado de salada em vez de batatas fritas. Nada para beber. Ainda tinha meu suco de maçã. Comi devagar aproveitando o Wi-Fi. Tirei umas fotos. Fiz um vídeo de parte da dança, porque na maior parte dela, dancei junto, só com as mãos, não se preocupem, não dei show! Gastei exatos CLP 5250, sem propina.

Agora vou procurar o Skyconstanera, descubro estar no piso do subsolo, o único pelo qual não passei. Lá chegando, tem um stand da Adidas, com uma bola em semicírculo, uma imagem de um ícone turístico russo, numa campanha pre copa de futebol. Alguns rapazes estavam chutando a bola na parede interna, com direito a três chutes. Era de graça, entrei na fila. Um homem deu dois chutes tão fracos que quase não chegou à parede. Na minha vez, arrumo a bola um pouco aquém da marcação e POW! Um chute bem brasileiro, estoura na parede, bem no meio. No último, consigo erguer um pouco a bola, atirando um pouco mais acima. Isso porque estava de sapatilha. Estou me divertindo tudo que posso, sem medo de passar vergonha.

Uma pequena fila de ingresso para o mirador. CLP 10000 a entrada. Fazendo contas erradas, penso que serão R$ 100, mas quero ir assim mesmo. Depois que pago, vejo que estudantes têm redução de preço. Retorno e cancelam minha transação no cartão de crédito, passando de novo por CLP 7000. Depois descubro que tenho que dividir por 200, e não por 100 como vinha fazendo. Ou seja, paguei R$ 35 para subir em 40 segundos os 61 andares do edifício. La encima tem um mirante coberto, mas usando uma escada rolante, chegamos ao sexagésimo segundo andar onde é descoberto, porém com paredes de vidro bem altas, sendo impraticável querer pular dali.

Têm alguns binóculos instalados, eles dizem que é cortesia. Mas já esta incluído no preço. Faço uma foto através do binóculo, tentei no Cerro de Montevidéu, mas como ventava, não deu certo. Aqui foi possível. Mirei nas torres do Cerro de San Cristobal.

Pouco depois, um grupo com um guia. Ele começou a explicar sobre o terremoto de 2015, o prédio estava a pouco mais de um ano em funcionamento. Ele estava com um grupo no topo quando o terremoto ocorreu, 40% de brasileiros correndo desesperados para lá e para cá. Os chilenos com seus celulares, calmamente filmando tudo. O edifício com alguns movimentos como que pulando, foi construído pensando nessas situações, pois o Chile só é superado pelo Japão em numero de terremotos. Ai, eu não sabia deste dado estatístico.

Ele e outros 167 visitantes tiveram que descer os 300 metros pelas escadas de emergência. Quando estavam pelo trigésimo quinto andar, alguns grupos chegaram com água para ajudar. Mas a evacuação foi tranquila e bem sucedida. Era uma curiosidade que eu tinha.

Algumas fotos com claridade e...

Depois procurei um banco para aguardar a uma hora que faltava até o por do sol. Muita gente foi chegando e se espalhando pelo chão, aguardando o mesmo momento. Eu cantava para passar o tempo. Não é como observar o por do sol na praia, ja vi espetáculos mais bonitos, mas é único, como cada sol poente, ou como cada amanhecer.

Um turista se oferece para tirar fotos minhas, ele tem bem uns 2 metros de altura, se destacando entre os pequenos chilenos, que não passam de 1,65 na maioria, entre os homens.

Depois de observar e fazer as fotos que queria, desço logo para evitar a fila. No andar térreo tomo informação para ir a Estação de Leones, mas um segurança me diz que a estacão Tobolaba esta mais perto, também na linha vermelha, assim na saída contrária a que ingressei no Shopping, saindo agora pelo Starbucks Café, passo por dentro de um túnel de pedestres e chego a estacão.

Como o por do sol só ocorre apos às 20h30, chego exausta ao Hostel, como meus dois últimos bolinhos com o restante da água de maçã, após ter tomado banho gelado, porque a meleca do chuveiro não esquentou de jeito nenhum. Nem ia falar nada, mas como era a brasileira que estava na recepção, resolvi avisar. As outras não me entendem. Vai que ela diz que acalentar água, só por lãs 10h da manhã... Ainda assim, depois dessa aventura do dia, posto no blog sobre a viagem. E faço as reservas de hostel para Caldera e San Pedro.

Quando chego ao quarto tem duas montanhas de roupas e sapatos ao lado das camas vizinhas.

Pela manhã, descubro que os amigos peruanos foram embora. Agora duas meninas desorganizadas também, tomaram seus lugares. Só permanece um dos rapazes, um magrinho, loiro. Que inversão.