es-Domingo com uma família de estrangeiros in Paraguay

06.05.2018

Demorei para dormir, mas descansei bem porque só acordei depois das 8 horas. Às 9h30 fazia meu desjejum, e convidei Mister Bonn para passear. Estava bem quente, mas a distância não era grande. Queria conhecer a Catedral, e quem sabe participar da missa. E conhecer o Cabildo, o único lugar próximo que abre no domingo para visitação.

Passamos em frente a um supermercado Dia %, e pensei em passar na volta e pegar coisas para fazer uma almoço, porque aqui na região, não tinha nada aberto para se fazer uma refeição.

Chegamos na hora da homilia, mas Mister Bonn, que os franceses alegremente brincam como se fosse Mister Been, não gosta de igrejas, não visitou nem o Cristo Redentor quando esteve no Rio de Janeiro, assim, ouvi a homilia e sai, pois ele não entrou na igreja, e achei desagradável fazê-lo esperar. Hoje descobri que entendi erroneamente sua origem. É, na verdade, de Cingapura. Descobri que tem um filho em Vancouver, e este tem um casal de filhos, com idade em torno de 10 anos. E uma filha que mora em Washington, mas não D.C., e esta tem uma filha também com uns 9 anos.

Da igreja caminhamos para o Cabildo por uma praça, dali se via um rio grande, e um contraste entre a bonita vegetação e casas extremamente humildes. Na rua muitas crianças sozinhas, brincando, mas com idades entre 3 e 10 anos. Ele me disse que isso não acontece em Vancouver. Crianças não ficam sozinhas na rua, sem seus pais. A cidade de Assunção é uma mescla enorme de contrates.

No Cabildo visitamos algumas salas com obras muito interessantes, de pintura e artesanato de artistas Paraguaios, com forte influência Guarani. Aliás aqui, a língua predominante é o Guarani. Já no ônibus, vindo de Salta, percebi que não entendia nada do que conversavam os passageiros.

As recepcionistas do Cabildo, novamente, não falam inglês, e as explicações das obras só estavam em espanhol. O sol estava escaldante, e Mister Bonn nunca se lembra de carregar água. Fomos buscando as sombras para diminuir o cansaço.

No supermercado Dia %, resolvi comprar espaguete, purê de tomate, tomate, cebola, salsichas, queijo, maracujá, porque Bonn não conhece esse fruto, pêssegos em calda e iogurte, para almoço e sobremesa, e um pacote de bolachas recheadas para mais tarde.

Já que a cidade não está oferecendo nada para o domingo, e está demasiado calor, vou cozinhar, assim passo o tempo. Pensei também em assim retribuir as gentilezas de Mister Bonn.

Pedi panelas e talheres para Lorenz, e estou a picar e fritas as coisas quando um casal de brasileiros de Mato Grosso, que se hospedaram ontem a noite, e ainda não os tinha conhecido, perguntam-nos sobre restaurantes para almoçar. Lorenz explica que não tem nada por perto aberto. Assim, convido-os para comer conosco. Pergunto a Lorenz se ela já almoçou e, também não. Assim, convido a todos, acho que teremos que comer só um pouco cada um, mas, o pouco com Deus é muito. E a Lorenz oferece o que sobrou do porco assado na noite anterior, mais o suco de manga que fez, e que eles tomam com rum, e mais uma espécie de limonada, de forma que temos um almoço com cardápio bem diversificado.

Mas, muito interessante, porque seremos sete a mesa, uma francesa, uma japonesa, um 'canadense', um irlandês e três brasileiros. Parece muito uma família reunida para o almoço de domingo, todos muito contentes e se esforçando para se comunicar da melhor maneira possível. Cardápio final:

- espaguete com molho de tomates, salscichas e queijo derretido;

- pernil de porco assado;

- sucos de manga, limão e maracujá;

- pêssegos em calda com iogurte de coco;

e depois que comemos tudo isso, a Lorenz me pediu para ensinar fazer caipirinha, com vodca, e tomamos uns 300 ml de vodca na caipirinha, que foi bem apreciada, mas que Mister Bonn só provou, os outros brasileiros já haviam se retirado, ficando o consumo somente para os 4 restantes.

Depois de tudo isso, tomei mais um banho, e a chuva começou a cair. Dormi das 16 às 19h, enquanto chovia intensamente. Tomei outro banho, e Bonn me chamou para tomar café. O único lugar que encontramos aberto por perto foi o bar de um hotel chique, acho que de nome Crowe. Uma empanada que em media custa 3000 guaranis, pagamos 16 mil, lógico que muito bem feita, e muito grande. Como o prato consiste de duas empanadas, uma de carne e outra de queijo Brie, só comi a de carne, deixando a de queijo para mais tarde.

Quando retornamos, no quarto que estou, foi alocado um português de nome João, de Lisboa. Um pouco depois chegaram mais duas brasileiras de São Paulo. Isla Francia está virando Isla Postuguês.

Estou com um pouco de dificuldade de falar em português, o João não entende isso, mas ele foi criado bilíngue. Não entende uma velha jovem, ou uma jovem velha que está aprendendo a falar sua primeira língua estrangeira, se bem que o francês flui muito fácil quando estou em meio à franceses, e que só falou em português por toda sua vida.

Mas tanto a Lorenz como minha prima Lorena me confirmam que isso não é uma dificuldade só minha, ambas tiveram dificuldade de trazer sua língua materna de volta à mente quando retornaram a seus países, depois de ficar um tempo envolvidas por outra linguagem. Depois de um tempo, se torna mais fácil. Assim espero.

Já é quase meia noite, hora de princesas voltarem a ser abóboras.