es-DOIS DIAS EM OLINDA

01.12.2018

Choveu forte a noite inteira. E quando levantei às 7h30, ainda chovia, uma chuva mais amena, mas o céu estava todo cinza claro, liso, uma massa de nuvens. Nenhum outro hóspede se levantara ainda. Tomei meu café conversando com a Rosana, e ela me deu as dicas de como me transportar até Olinda. Considerando a chuva, a ausência de caminhões na estrada litorânea e meu cansaço de final de viagem, vou seguir as dicas dela.

Seriam quatro conduções até meu destino final, só tinha R$ 60,00 no bolso. Passei no Banco para me garantir. Esperei no hostel até uma estiagem, conversando com os portugueses. Uma das três moças que não quiseram dormir no mesmo quarto que eu, veio me perguntar o que fazer por ali¿ Falei da praia de Antunes, que não conheci, mas disseram-me que é linda, mas com esse tempo, talvez seja melhor procurar alguma outra cidade próxima em que não esteja chovendo. Os portugueses também estavam sem opções, sugeri que fossem a Maceió. Cidades grandes sempre têm mais alternativas de atividades em dias de chuva.

Sai depressa, a Rosana foi até o final da escadaria com minha mala, escada que, disse-me ela, eles que construíram porque a Prefeitura não quis nem saber, mesmo eles oferecendo o material. É um beco. No morro, atrás da pousada, tem várias residências.

Então, a parte mais central de Maragogi é assim: um pedaço de planície entre o morro e o mar. Sinto-me espremida em lugares assim, como em Angra dos Reis, por exemplo.

A chuva recomeçou antes de eu chegar no BB e foi engrossando. Lá chegando, saquei meu dinheiro e fiquei esperando parar a chuva, novamente. A distância entre o hostel e o ponto das lotações é de menos de 2 km. Mais um pedaço, mais uma parada em frente a uma loja e finalmente consegui chegar. O micro-ônibus logo encostou e fui a primeira a entrar, pagando R$ 4,00. Fiquei observando e estes ônibus não têm catraca, o cobrador é solícito e ajuda idosos e crianças, até minha mala quis colocar no ônibus, a entrada tem um elevador acessível, foi a primeira vez, no Brasil, que me senti como no exterior, numa relação de solidariedade e confiança num transporte público.

A Van já esperava em Peroba para levar-nos até Barreiros, em Pernambuco, a um custo de R$ 3,50. Estava bem lotada e sentei-me ao lado de um pernambucano que iria para Sirinhaém. Deve ser uma cidade prima de Itanhaém, no Estado de São Paulo. O lugar em que fiquei em Barreiros é na avenida próxima a Rodoviária. Não cheguei a entrar, um homem me ofereceu o transporte alternativo por R$ 25,00. A Rosana disse que o ônibus era de hora em hora e o preço por volta de R$ 20,00. O carro já ia sair, pois já tinha duas tripulantes, cheguei eu e mais um senhor, que quis sentar-se atrás para poder ir tomando uma, pinga. Ledo engano. Na hora que começou beber, levou um esfrega de uma das mulheres que, logo se aquietou.

A viagem transcorreu na paz. Saímos de lá âs 11h02 chegando ao meu destino, em Recife, às 12h40. Fui a última a descer. O motorista andou ligeiro, sem paradas, conhece bem o tortuoso e bonito caminho. Passamos até por uma reserva ecológica bem arborizada, de onde, disse ele, às vezes saem lentas preguiças para atravessar a rodovia. Passamos, a maior parte do tempo, calados. As janelas abertas mantinham o ar aquecido, e me deu sonolência. Mas foi a preferência da maioria. Ele só ligou o ar-condicionado quando entramos em Recife. Nenhuma nuvem mais impedia o brilho, calor e luz solar.

Considerando que a parada foi num lugar movimentado, que já recebi advertência quanto ao uso de celular, que a fome já começava a se manifestar, assim como a bexiga, optei por um UBER, que estava ali mesmo, parado, esperando uma chamada. Gastei R$ 23,55 até meu destino.

O hostel é num bom lugar, o quarto tem 4 beliches e uma cama de solteiro, é misto, mas está vazio. Então escolhi a cama de solteiro, fui ao banheiro, troquei de roupa e sai. Primeiro fui a uma padaria que serve almoço selfie service por R$ 12,00. Tarde e frio. Horrível. Comi porque precisava. Diria até, no limite do nojento.

O ponto de ônibus, em cima de umas bocas de lobo. Como assim????

Peguei o ônibus para o Largo do Amparo, por orientação do Pedro, do hostel. Paguei R$ 3,25. O cobrador foi solícito e ajudou-me a descer, mostrando-me a direção do que eu queria fazer. O Pedro tinha me dado um mapa turístico.

A Igreja de Nossa Senhora do Amparo estava aberta, e foi a primeira que entrei, na subida oposta, a igreja de São João, não fui pois pensei que voltaria por ali. Só registrei sua imagem de longe.

Uma placa indicava os próximos destinos, e dizia tratar-se de uma rota de pedestres. Ladeira acima, uma linda visão do mar e da cidade de Recife vai se descortinando.

 No alto, a Igreja da Misericórdia, a academia Santa Gertrudes e o Convento da Conceição, tudo administrado pelas irmãs. Essa igreja só abre duas vezes por dia, por 15 minutos cada vez, ao meio dia e às 18h.

Um artista da madeira dá-nos a impressão de estarmos na Jamaica, desde sua aparência até as músicas que escuta. E ao fundo o grande mar do Caribe. Não. Estamos no Brasil e o mar é da costa pernambucana.

Um comércio faz menção às artes do Imaginário brasileiro. Uma mulher nua sobre o teto me faz lembrar a mim mesma, de formas arredondadas, parece até gestar, mas sensual. Sei lá. Me sinto assim.

Máscaras carnavalescas enfeitam as paredes, e o sincretismo ocupa lugar.

Um observatório astronômico ocupa um espaço privilegiado no alto da Sé. Devia estar aberto pelo horário que consta na placa, talvez não funcione mais, ou, como as igrejas, está fechado porque é dia de São Pedro.

Alguns repentistas ganham ali seu sustento, abordando os turistas e encantando-os com suas canções improvisadas. Barracas de roupas, comidas e artesanatos ocupam todo o Largo.

O Museu de Arte Sacra, logo ali em frente, não faz tanto sucesso como as paisagens naturais. Eu quero apreciar, e pago R$ 5,00 por meu ingresso. Uma frase na parede chamou-me a atenção. 

Arte sacra e arte religiosa não são a mesma coisa. A arte sacra segue diretrizes rígidas de confecção e são utilizadas, obrigatoriamente, no serviço religioso. A arte religiosa é inspirada, e pode ser sincrética. Abaixo foto com as duas possibilidades. As das extremidades são arte Sacra.

No andar superior estavam os itens que mais me chamaram a atenção. Um baú, roubado e recuperado depois de 30 anos. E, vários presépios, diferente e inspirados.

O elevador panorâmico consta na minha programação, mas fiquei receosa de descer sem ver tudo que estava disponível lá encima. Depois que vim a saber que não é como o Elevador Lacerda. É mais um mirante mais elevado.

Um Centro de Artesanato também chamou minha atenção. Mas estava com pouco dinheiro, então vou deixar para passar amanhã, de novo.

A Catedral Metropolitana São Salvador do Mundo, no alto da Sé, surge contra o azul celeste, porém as portas cerradas me negam o paraíso. Nada me convence que igrejas, que são patrimônio dos fiéis, são construídas para congregar, possam ficar de portas fechadas por questão de segurança.

Vejo um arco vegetal, percebo que por dentro dele terei uma bela visão do mar. Passo por um terreno vazio, procurando o alvo. E eis que lá está mais uma igreja, nem sei qual é. São tantas!

A vegetação do Horto del Rei não permite observar a baixada. Descendo a ladeira, pelo outro lado, fica o seminário e Igreja Nossa Senhora das Graças. Elas sempre que se encontram no alto, em relação às demais propriedades.

Um pouco mais abaixo, a Igreja de São Francisco e o Cruzeiro. Olinda está se mostrando uma bela cidade, limpa, com o patrimônio bem cuidado. Vi pouca mendicância. Muito policiamento. Até as sinalizações ajudam a gente a se locomover.

Já lá embaixo, vejo uma Praça que é, para mim, a representação de Olinda, com seus guarda-sóis coloridos, típicos adornos do frevo. No entorno avisto a Biblioteca Municipal. A Igreja Nossa Senhora do Carmo aponta no alto da escada, que só arrisco a subir depois que um morador confirmou que, pela lateral, eu conseguiria adentrar à igreja.

Uns meninos tentam tirar do alto de um coqueiro, sua bola de futebol. Para isso usam um tronco quase tão grosso quanto o do coqueiro em questão, e seguram vários juntos, dado o peso do objeto. Conseguiram antes de eu me afastar.

Aproximo-me de uma linda praça, onde pessoas correm, andam ou pedalam se exercitando. Um senhor me diz chamar-se Praça da Abolição, também conhecida como Praça da Preguiça. Me encantou. Me disseram, meu amigos, que já estou morenaaaa. Caminhar ao sol faz isso.

Atravesso a praça, subo as escadas e viro à direita, até chegar à Prefeitura , subindo um pouco mais. Estive ao lado da casa de Alceu Valença e não sabia. O Pedro me disse que a casa dele não tem número, tem seu nome num azulejo externo. Certamente as pessoas, quando escrevem para ele,  não colocam CEP (código de endereçamento postal), nem precisa, o carteiro sabe onde é. 

Viro novamente à esquerda e dirijo-me ao Mosteiro de São Bento, que está com uma banda da porta aberta, pois estão limpando lá dentro. Continuo em frente, passando pela Câmara Municipal e pela Igreja de São Sebastião. Acho que São Pedro convidou todos os santos para seu aniversário hoje, assim as igrejas estão fechadas por ausência dos santos.

Descendo, passo por mais uma Igreja, a de São Sebastião, ali está também a Câmara Municipal. As ruas de Olinda seguem um padrão de construção portuguesa, e suas ruas muito se assemelham às de Salvador, na Bahia, São Luís do Maranhão e a própria Lisboa, capital de Portugal.

O Mercado Eufrásio Barbosa está passando por reforma, mas está prestes a ser reinaugurado. Cheguei ao Varadouro. São quase 18 horas e já começa a escurecer. Um guia de turismo local me ensina onde é o ponto de ônibus e qual devo usar. No caminho senti cheiro de pizza e comprei, para o jantar, com suco, por R$ 23,00.

No ponto, passavam muitos ônibus para o tal de Rio Doce, fiquei confusa, os pernilongos começavam me comer. Cotei um UBER e achei que valia a pena por R$ 9,25. Em 2 minutos ele chegou e me conduziu de volta ao hostel, onde comi, tomei um banho quente, e me recolhi para escrever e descansar.

O Junior, do Hostel de Recife, me convidou para uma festa familiar amanhã, mas não gosto deste tipo de festa, a não ser que seja com minha família, então não irei, mas fiquei agradecida pelo convite.

Durante a madrugada, uma verdadeira luta de foice aconteceu entre mim e eu mesma. O ventilador do quarto é quase um tufão, forte e barulhento. Deixei a janela aberta para, com a brisa da noite, resfriar o quarto e evitar o ventilador ligado. Mas aqui tem muito pernilongo. O Pedro tinha borrifado citronela no quarto e deixou fechadinho, mas como abri tudo, eles não se fizeram de rogados. Passei meu repelente. Até que deu certo enquanto as luzes estavam acesas. Na escuridão do quarto, fui literalmente chupada pelos pernilongos. Passei mais repelente, mas ele está no fim e minha área de cobertura é grande. Acabei desistindo. Liguei o ventilador. O vento forte não os deixa sentar sobre mim. E assim, com barulho demais, vento demais, e o cabelo embaraçando durante o sono, consegui dormir, com a janela aberta. Rs.

O café da manhã é estilo continental. Um lanche de pão de forma com queijo  me esperava, pronto para ser aquecido, se fosse do meu agrado. Assim o fiz. O Pedro preparou-me ovos mexidos que comi com pão francês. E café. Nas viagens, acabo comendo muita massa. Mas caminho bastante para rebater. Ontem andei uns 2,5 km ou mais, ladeiras acima e abaixo. Hoje foram 5,5 km com uns 3 km no plano, e o resto no morro.

Voltei hoje ao Centro Histórico, mas não peguei ônibus. No caminho pude ver o símbolo da cidade, o Farol de Olinda, não fui até ele pois é área da marinha e não encontrei horário de visitação. Soube também que em seu entorno está uma favela, que de dia não representa perigo, mas ir até lá e não poder entrar, não achei que valeria a pena.

Passei pela sede do precursor dos bonecos gigantes de Olinda, o Homem da Meia-Noite. Em frente a ela, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, logo em seguida já estava no Largo do Amparo. 

Por ser sábado, e por estar passando dentro das comunidades, ia ouvindo trechos de conversas engraçadas pelo caminho. Uma menina de uns doze anos, acompanhando uma moça e outras duas crianças, descobriu ser de capricórnio.

_ "Pronto, disse ela, combinou com unicórnio." E começou a descrever algumas características do signo que eram compatíveis com sua personalidade, enquanto se afastavam.

Logo em seguida, vejo duas senhoras conversando na porta de uma delas.

_ "Sushi? Já ouvi falar, mas não sei o que é não."

Hoje tomei a direção da Igreja de São João Batista e de lá me encaminhei para a Igreja de Nossa senhora de Guadalupe. 

Fui tomar informação com uma mulher que estava 'aperreada' com outra. Comentava com uma terceira:

_ "Não pode ser assim não, visse? Ela mexe com quem não sabe. A mulé disse que se o pai da menina soubé..."

Quando a abordei estava com o cenho franzido, olhou pra mim e toda sorridente, falando com a turista:

_ "É por ali querida, tá vendo aquela torre ali?"

Estranho como podemos ser tão cordiais com desconhecidos, e intransigentes como vizinhos e familiares...

Está cheio de doido na rua, que a gente só vê quando anda. É gente falando sozinho, dando uns gritos de vez em quando. Mas tem também muitas famílias aproveitando a rua, pois o dia está lindo. Vizinhos arrumando o espaço coletivo onde vão comemorar o São Pedro. Tem casas decoradas com motivos de São João, em verde e amarelo, por causa da Copa Mundial de Futebol. Tem casa boa, grande, espaçosa, no meio de casa pequena, apertada e cheinha de moradores, que a gente só vê quando passa devagar, como se fosse morador do bairro.

A Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe é no meio de um bairro pobre. E a Igreja não é diferente. Nem imagem da Santa eles têm. É só uma pintura na parede. Mas os jovens da comunidade estão ali reunidos, pensando numa incursão que farão na missa do domingo. Pelo menos ali, a igreja está aberta.

Retorno para subir a ladeira e chegar, de novo, ao Alto da Sé. Chego lá em cima às 11h25. Verei a Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia aberta então. Ao meio dia começa a reza. Dá tempo de chegar ao Centro de Artesanato, quero achar algumas lembrancinhas, baratinhas, levinhas e com pouco volume. Não sabia bem o que queria, mas bati o olho numa coisa e sabia que era aquilo. Às 11h50 há estava voltando para a Igreja, as irmãs já estavam acomodadas em seus lugares, orando e esperando o horário para o início do terço. Uma corda limita o acesso dos visitantes. O silêncio reina respeitoso. Fotos, só sem flash. A Igreja é pequena e não é ostensiva demais.

Dali procuro uma banca de tapioca com lugar para sentar, e fazer o meu almoço. Na banca de Tapioca da Bia (cada banca leva o nome de sua proprietária, e são muitas), escolho uma tapioca com queijo e orégano, mas peço para ela incluir tomates. Peço também um coco, que depois de tomar a água, como a polpa, ou a carne, que estava bem macia. Gastei R$ 14,00.

Ainda faltam algumas lembranças. Aliás, a mais difícil de comprar, para minha mãe, que tem gosto requintado e não tão fácil de agradar. Mas em minha oração pedi ajuda. Não quero abusar de Deus, mas não queria voltar de mãos vazias, nem gastar mais do que minhas possibilidades. Entro numa loja grande, explico para o atendente a minha situação, ele vai me mostrando várias coisas, até que me leva no setor de bordados e rendas. Pergunto se ele não tem apliques? E não é que tem. Mostra-me alguns modelos, todos bordados a mão. Apresenta-me até um rolo onde uma renda está sendo tecida. Obrigada Senhor. Era disso mesmo que eu precisava.

Preciso de um banheiro, antes de retornar, pois a caminhada é longa e posso me apertar. Vejo uma placa indicando banheiros, próxima ao elevador panorâmico, mas estão fechados. Nisso, começa a chover, e me abrigo numa barraca de venda de toalhas de mesa de fibra de coco. O vendedor não está lá, e por causa do vento, o melhor lugar para se estar é na posição que ele ocuparia. Assumo a barraca. Um pouco depois, um vendedor ambulante se abriga ali comigo, mas a chuva logo passa e seguimos nossos caminhos.

Entrei na loja do imaginário brasileiro, pois lá tem uma sorveteria e banheiro. Faço uso de ambos. E aprecio mais alguns itens de decoração bem criativos. Depois de tomar 100 gramas de sorvete distribuídos em 3 sabores: banana, delícias de abacaxi e chocolate, estou pronta para voltar para o Hostel.

No caminho encontro um mercado aberto, e compro mais água de coco, um brigadeirão, e um bolo de rolo, tradição de Pernambuco. Em Maragogi comprei um de uns 100 gramas e paguei R$ 5,00. Aqui, por um de 320 gramas, paguei R$ 6,00, num mercado de bairro. Gastei R$ 15,50. E será meu jantar, com o que sobrou da pizza de ontem.

Abaixo os mapas de minhas andanças, aproximado, para ter-se ideia do quanto caminhei. Primeiro e segundo dia, respectivamente.

Conclusão: pouco depois das 15 horas já retornei ao hostel e estou satisfeita com minhas andanças. Minhas coisas estão quase arrumadas e minha viagem vai se encerrando. Amanhã devo tomar um ônibus até o centro da cidade, e de lá um UBER até o aeroporto, assim fica mais barato. R$ 3.841,29 foi meu gasto total nesta viagem, contando alimentação, transporte, passeios e hospedagem. R$ 109,75 por dia. Só falta o gasto de amanhã, para chegar ao aeroporto. Só não está incluída a passagem de avião, pois troquei nos pontos do cartão. E os regalos que comprei, pois isso é de cunho particular, e só vou levar porque voltarei de avião.

Fiquei bem perto de minha proposta de R$ 100,00 por dia.

E foram mais de 2300 km percorridos, a maior parte deles de carona, com pessoas simples, agradáveis, carentes de atenção, solitárias. E acho que provei, pelo menos para mim mesma, que não somos nem melhores, nem piores que ninguém.

Encerro assim mais esta viagem. Espero que tenham gostado de me acompanhar. Me sinto como um 'Jacques Costeau' da Terra, explorando as belezas do lugar e conhecendo o comportamento de seus habitantes.