es-Dois dias em Caldera - Praias do deserto

21.04.2018

A viagem transcorreu tranquila. Sou acordada para desembarcar em Caldera, afinal o ônibus vai até Iquique. O terminal é pequenino. Do lado de fora, na esquina uma banca do tipo 'Kiosko', e um belo chileno ao lado. Pergunto se é dali e se sabe onde fica a 'Calle Fabacea', ele procura pelo seu celular e demora a achar.

Como não estava achando, pede ajuda à senhora do 'kiosko', ela corrige nossa pronúncia, é uma palavra oxítona de som fechado, não paroxítona, como eu estava falando. Me indicam a esquina para tomar um coletivo. E passa táxi para lá e para cá, todos cheios de gente, e nada do tal coletivo.

O moço tinha ido embora, pergunto à senhora novamente, ela sai da barraca e me indica o lugar certo. Passa um pouco, um táxi se aproxima só com o condutor. Quando olho no letreiro está escrito: Coletivo. Ah! Sei. Esse é o coletivo daqui? Por isso o moço disse que nos levam até onde queremos ficar/ Mas esperava um ônibus, ou um micro ônibus. Foi engraçado. Passei o endereço e ele me deixou na porta do Hostal & Hostel Consulado, no número 1080.

Descobri uma forma mais rústica do UBER. Eles têm preços predefinidos conforme a distância a ser percorrida. O lugar que você deve aguardar tem que ser na calçada certa em relação ao sentido que você vai. E até quatro passageiros com destinos diferentes, mas no mesmo sentido, podem pegar o mesmo coletivo.

A Juan Carlos me atende antes do horário do check in, já me ajuda a subir com a mala, e me mostra a cozinha, enquanto ajeita o quarto onde devo ficar, pois me esperava mais tarde. Oferece-me uma xícara de café, o qual aceito. E depois me instala em minha 'habitacione' compartilhada. Mas não tem ninguém lá. Estou só, o quarto tem banheiro, tudo está muito novinho e aconchegante. O Hostel está repleto de carinhosos detalhes que o deixam charmoso, e conferem ao lugar um diferencial, que se confirma com toda a gentileza do anfitrião e proprietário.

Como dormi durante todo o trajeto, confortavelmente, quero aproveitar para tomar um banho e conhecer as praias, pois foi isso que me trouxe ate aqui.

Porém, quando estava aguardando na antessala, junto à cozinha, várias coisas me chamaram a atenção, mas uma em especial. A frase sobre os 33. Lembrei-me de um filme, baseado em fatos reais, que assisti na Netflix sobre os 33 mineiros que ficaram presos na mina após uma explosão, por 70 dias, e salvaram-se todos. Foi aqui, na cidade vizinha, de nome Copiapó,  o ocorrido. E parece-me que, mais que as belas praias, o filme tornou o lugar conhecido e está trazendo turistas para a pequena Caldera.

O Juan Carlos conversa com as outras hóspedes francesas, nos leva até o centro da cidade, me apresenta seu salão de cabelereiro, e nos deixa. Elas se encaminharam para 'Empanadopolis'. Eu fui logo depois. Comprei 3 empanadas. O Juan nos disse que 'ostiones' são muito comuns aqui. Eu nunca tive coragem de comer ostras, pela consistência que imagino terem, mas como estou na fase dos desafios e medos superados, peco uma recheada de ostras, outra de frutos do mar, e pensando no jantar, mais uma de queijo e presunto. Ainda tenho o suco com Aloe Vera.

Pegamos um coletivoe pagamos CLP 1000 cada uma. Esse monte de zeros faz tudo parecer mais caro, mas na verdade, saiu R$ 5,00 cada uma. Vamos para a praia chamada Bahia Inglesa que fica a 6,5 km de distância.

O que? Um desbunde.

O que é isso? Que linda. Só que a água é bem gelada. O dia amanheceu nublado, com uma névoa úmida. Disseram-nos que já faz uns 20 anos que é assim, antes tinha mais sol e era mais seco. Agora chove 3 vezes por ano, mas tem sempre essa neblina fria de manhã. Um cachorro parecendo um urso polar gostou da Jessica, e se aproximou, até deitando-se em sua toalha.

Porém, meio dia o sol esta intenso. Sou muito inquieta, então, enquanto as francesas Mael e Jessica ficam tomando sol, vou subir nas pedras, olhar as gaivotas e lagartos, "fuçar' por todo lugar. A praia tem pouca gente. A alta temporada é mesmo o verão. Uma gaivota transita bem sossegada pela praia, sem nenhum receio dos homens que ali estão. Tem lugar para todo mundo.

Quando enjoo de andar de lá para cá, encontro uma pedra que parece uma poltrona, tem até apoio de braço.

Ali faco uma coisa que nunca faço: contemplar o mar, pensando em sexo. O que nunca faco é contemplar o mar. Porque não tenho paciência. Hehe. Aproveito também para comer minhas cerejas e tomar o suco.

Vejo que elas estão movimentando-se e vou até lá. Elas vão tomar algo e depois voltam, porém recolhem todas suas coisas, de modo que pego as minhas e levo para junto de mim.

Olho para elas e noto-as vermelhas, e digo que com tão pouco tempo ao sol ficaram vermelhas, mas são meus óculos de sol que reforçam essa impressão,  e corrijo minha colocação, mas a Mael disse ser normal, afinal são francesas. Mas eu as vi passando protetor solar, e ainda assim, ficaram rosadas.

Vou para meu cantinho na pedra e fico ali por mais uma hora. Meus ombros ardem um pouco, então, colocou meu vestido como um lenço, nas costas e no colo.

Resolvo tirar a areia grossa, que mais parece casca de mariscos e outros frutos do mar, quebradas e despedaçadas pela ação das águas e dos ventos, que grudam em nossa pele. Minha alpargatas já secou, meu pês também, de modo que só tenho que retirar aqueles pedacinhos de suposta areia dos pês. Coloco o vestido, a camiseta laranja de manga longa, e vou para a mureta junto à rua, aguardar minhas companheiras.

Um pouco depois as duas surgem, indo em direção à praia, chamo pela Jessica e ela vem ao meu encontro. La vamos nós de coletivo novamente. Eu desço no Centro da cidade, para conhecer um pouco. Elas seguem direto para o Hostel.

Não sei se o Hostel oferece café da manhã. Não me lembro de ter visto isso no Booking. Então compro alguns pães, queijo, bolacha recheada e uma água de 1,5 litros com sabor de maçã .

Gasto CLP 3200, se tiver café da manhã, já tenho com o que preparar o lanche da viagem. Comprei também uns doces locais, custando CLP 1000 por quatro doces, todos com doce de leite.

O coletivo dentro da cidade fica por CPL 500, esse é o preço mínimo.

Tomo outro banho para tirar o sal do corpo, apesar de só ter colocado os pés na água.

Quando me olho no espelho penso:

"Tenho que me esconder das francesas. Estou toda vermelha. Inclusive as marcas brancas dos peitos caídos (cara de tristeza, não pelas marcas vermelhas)."

Que tonta, só não queimei o rosto porque tinha passado protetor. Não sou de me expor ao sol, assim, não passei protetor no corpo. E fiquei falando que elas ficaram vermelhas com tão pouco sol. É que minhas pernas nunca queimam, e não se queimaram, mas o resto... Passei hidratante em tudo já que não trouxe um pós sol. Só as costas ardem um pouco. Espero que não me atrapalhe dormir.

Comi a empanada que sobrou com três dos doces, como jantar, preparei os lanches com os seis pãezinhos, que tem a metade do tamanho de nosso pão francês, mas que o miolo esta mais para pão caseiro, tomei a água de maçã. Escrevi no blog, tranquila e sozinha na cozinha, só tem mais cinco hóspedes no momento. E fui dormir.

Dormi como um anjo, na caminha macia, com um super edredom. Tão confortável. Nem senti as queimaduras. Como no Hostel não está incluso o café da manhã, comi dois pães com queijo, um donut, dos quatro doces, com a cevada. Embrulhei outros dois pães para levar ao passeio, e guardei para a viagem a noite.

Acordei às 8h para estar pronta às 10h, com mala pronta e tudo, pois não sei que hora volto do passeio, e o ônibus sai para San Pedro de Atacama às 22h. Porém, era 10h40 e a Van não passou me pegar. Quando o Juan Calos fala com ele, o motorista, disse que não tinha atingido o número mínimo de pessoas, mas também não avisou. Assim, o Juan me leva de carro até o Centro de Informações Turísticas, junto à Igreja, e ali a Ingrid, encantadora e solicita funcionária. Liga para vários agentes até que encontra o Yerko saindo para a Praia Virgem com um grupo de quatro chilenas. Por CLP 14.000. Mil a menos do que ia gastar com o outro.

Eram já 11h30, me disse para esperá-lo ali às 12h20, de forma que fui tirar umas fotos do Porto, que disseram ser o melhor Porto do Chile por causa da calada para os navios. Pensei em comprar em agradecimento a ajuda prestada pela Ingrid, então comprei um par de brincos em lápis lazuli, com o compromisso do vendedor de deixá-la trocar se quisesse. De novo foi uma situação interessante, faltaram CLP 250 para o valor que me anunciou, um sexto do total, e ele deixou por isso mesmo para não trocar uma nota maior. Ali também vi uma gata parecida com a minha Sofia. Matei um pouco a saudade.

Voltando ao Centro, passei pelo Café Giuliano's, estava tocando uma boa música e dizia que havia empanadas. Quer saber, já esta na hora de comer, e eu queria algo quente. O Giuliano me atendeu dizendo que só tinha pizza, que assava na hora. Só tenho alguns minutos, expliquei. Escolhi uma pizza com cogumelos, milho e queijo, com pesto. Com receio de perder de novo o passeio, paguei a encomenda, pizza mais água, CLP 3200 e fui até a Ingrid avisar onde estava. Quando cheguei, o Giuliano me serviu um quarto de pizza muito bem preparada, sentou-se comigo a mesa, e falamos enquanto eu comia. Fez-me perguntas específicas: se gosto de animais? Qual? De que pássaro gosto? Qual meu número favorito? E cor? O número de minha casa? E ficou lá, fazendo contas para me dizer algumas coisas sobre mim. Acho que ele acertou bem, assim, perguntei se vou ter netos, porque ele me disse que tenho dois filhos (são duas filhas), mas acertou a quantidade. Meninas, pela data de nascimento de vocês ele me disse que a mais velha terá um filho, e a mais jovem dois. Sai de lá animada. Cheguei em cima da hora. O Yerco acabara de encostar o carro.

Fomos pegar a Andrea, a Eli e a Olga num chale na Praia Bahia Branca, dali seguimos para pegar a Irma no aeroporto. Agora, quando fui colocar os nomes, resolvi por em ordem alfabética, e percebi que seus nomes começam com vogais, todas diferentes, faltando só o 'U'. Meu 'M' as vezes parece um 'U', então hoje completarei esse time de vogais.

Agora, instaladas num Jeep novo e confortável, com um aventureiro como guia, amante da natureza e de seu chão, estamos bem arrumadas. O Yerko é o proprietário da Thaquiri Tour Atacama e prefere fazer passeios mais personalizados. É um profundo conhecedor do lugar, dá gosto viajar com ele.

 https://www.facebook.com/yerkothaqhiritouratcama/?hc_ref=ARQKCea7DFiBx2v7KE3Mzd9L4XFh3rwq1CUwb3XKqS1EVQZVn75vGrtJW_Ia-i7XN1A

Fomos ao Mirador del Salto del Gato, ou Vértice Verde, uma parte pelas estradas e uma parte pelo meio do deserto. Tem que conhecer para fazer. Uma vista lindíssima da praia e das formações das escarpas erodidas por vento e água.

Fomos passando pelas praias Bahia Cisne, Bahia Chata, por causa de uma ilha plana que aparece ao fundo, pelas salinas, onde não se pode banhar. Paramos para ver um grupo de Gaivotas Franklin, que migram todos anos entre Canadá e Antártida, e vice-versa. E alguns patos, gaivotas, e outros pequenos pássaros cujos nomes não me recordo.

O guia nos explicou que em 2015 ocorreu um 'aluvion' na cordilheira, muito forte, e saiu devastando tudo pela frente. Não cheguei à conclusão se temos um nome para este fenômeno (*), porém, foi o mesmo que ocorreu em Mariana, o rompimento das barreiras da represa da Vale do Rio Doce, com devastação semelhante. Porém, para a região atingida em Caldera, o fenômeno foi positivo, porque a região estava desértica há muito tempo, e com as águas, a vida voltou ao lugar. Agora tem vegetação, típica de deserto, animais, pássaros...

Depois, levou-nos para ver as flores da primavera, no deserto. Diz que logo após as chuvas do início da primavera, em setembro, fica uma campo de flores. São todas miúdas, mas muito coloridas. Um encanto. Todas têm estratégias para manter a semente intacta no solo, aguardando a água para florescer. Mostrou uma, com uma rama que se enrola como um espiral, verdinha. E que com o calor seca e se rompe, liberando as sementes, que vão se depositando em pé na areia e podem aguardar água ate 40 anos para germinar. (cara de espanto)

Dali seguimos para Bahia Virgem, muito linda também, cercada com grandes pedras, com água verdinha e gelada. Tem algumas choupanas para abrigar-se na sombra. E alguns chalés que são alugados no verão. Vamos todas até o banheiro para trocarmo-nos, eu estou de short, mas vou continuar de blusa de manga longa. O desastre de ontem foi feio. Preciso me proteger. As meninas ficam pela praia, enquanto me abrigo na varanda de uma cabana próxima. Mas como sou muito inquieta, e estou com alpargatas, vou me aventurar pelas pedras, e assim avistar outras praias ou a mesma em ângulos diferentes. Dou uma baita de uma volta, subo e saio além do banheiro. 

No caminho entre as pedras, vejo uma gaivota e um urubu tentando roubar um piquenique.

Volto para a cabana e agora encontro a Andrea, que é mais branquinha delas e também não quer se queimar. 

Elas trabalham todas juntas, o que logo imaginei, porque tem idades bem diferentes. Achei que a Andrea tivesse uns 22, mas disse ter 28. Trabalham em uma escola, e por causa das eleições em 19, domingo, terão folga dias 20 e 21. Assim, aproveitaram o feriado prolongado para viajar. Se bem que ela só se deu conta de que o feriado era por causa das eleições quando já havia comprado as passagens. Gostaria de ter votado, mas espera fazer isso caso tenha um segundo turno. Tenho a idade de sua mãe. Conto um pouco da minha aventura, passo o endereço de meu blog. Ela sai para as pedras fazer também umas fotos e volta para junto das demais. Um pouco depois já me chamam para subir. Precisamos nos aprontar, pois a hora marcada para a saída foi 17h30.

Todas prontas, o tempo ainda quente, mas o vento já começa a esfriar. Vamos agora para as pirâmides. Incrível! O Yerko nos conta que ali um dia foi mar, depois ficou um rio, a água passando e levando a matéria mais mole. O que estava mais sedimentado foi permanecendo, e a água mais o vento foram formando as camadas, que parecem degraus. Tem quartzo e pedras pretas e redondas, como pedras de rio, por todo lado. Ele diz que é 'lixita' a preta. Acho que é a nossa bauxita. Não consegui confirmar esta informação.

Depois nos leva a casa de sal, num caminho pelo meio do nada, que:

_ "Não me larguem aqui, pelo amor de Deus." - mas ele conhece direitinho, apesar de contar-nos a história de um cantor que foi gravar um videoclipe e que o guia o levou até as pirâmides, mas se perdeu para ir à casa de sal.

No caminho até a casa, faz, mas uma parada para nos mostrar algo. Ali vemos fósseis de conchas do mar, dentes de tubarão, ostras, todos petrificados. Ele explica que ali é um vale, cercado por uma barreira de montanhas, a água do mar, numa movimentação de terras, ali entrou, mas ficou retida como num lago, foi secando com o tempo, ficando os animais também retidos, morrendo e virando fósseis pesquisados por arqueólogos, e no passado, destruído pelos habitantes locais, por pura ignorância. Hoje, não se pode retirar nada do local. Levar como souvenir, é crime.

A casa de sal é esculpida em uma montanha de sal, tem cama, cozinha, chaminé. Foi feita por um homem baixo com muito tempo disponível. Ele era responsável pelo cuidado das piscinas de sal, construídas para salgar os pescados em época remota, onde essa era a forma de conservação dos alimentos. Ficava por ali abrigado por um muro de pedras que ele mesmo levantou. E aí se da o "Ócio Criativo". Sendo uma região muito quente no sol, com muito vento, e fria na sombra, escavou essa casa como abrigo e ali se protegia das intempéries.

As piscinas parecem com os criadouros de peixes atuais. Quase ao por do sol, fotografo o Jeep do Yerko para postar no blog, porque este merece minha indicação.

Já são 19h30 e está na hora de irmos para casa. Sou a primeira a ser deixada, às 20h, o que é bom pois às 22h sai o ônibus para San Pedro, tenho que tomar um banho pelo menos.

O Ruan chega na hora que estou me despedindo do Jian e entregando a chave, se oferece para me deixar na Rodoviária, o que me deixa muito contente. Ele diz que, se os hóspedes ligam quando chegam, também vai buscar. Senta-se comigo um pouco para fumar e se despedir. Estou um pouco emotiva. Quase choro. As despedidas estão cada vez mais dolorosas. Em todo lugar que me sinto acolhida é a mesma coisa. E este é um deles:

https://old.hostalhostelconsuladocaldera.cl/

Quando ele se vai, aproveito para comer meu lanche de queijo, os últimos dois, pois dois comi quando cheguei a La Virgem, com uma platéia de três cachorros que, muito comportados, aguardam sentados um agrado. Tiro um pedacinho de pão para cada um. Como mais um pouco, um deles mexe o nariz se agradando, e esperam até ganhar mais pedaço cada, ao término do lanche. Vou levar a 'basura' ao latão, quando aparece um quarto cachorro. Inconformado porque não sobrou nada para ele, retira o saco do lixo. Mas logo vem a responsável pela limpeza e acaba com a festa. O ônibus chega logo em seguida, e vou para meu lugar. Este ônibus tem outra conformação. Não é tao confortável quanto o anterior. O banheiro é no andar de baixo. Mesmo assim, durmo a maior parte do caminho. Menos confortável e com um pouco mais de frio já que não nos entregaram cobertas.

Mas as estrelas já estão visíveis, e ó a luz do ônibus atrapalha um pouco. A estrada é muito reta, e o sono vai ganhando terreno até eu me entregar.

Eis aqui uma página de um outro visitante que explorou melhor a região. caso alguém queira se aventurar por estas paragens:

https://www.itinerariodeviagem.com/destinos/copiapo-caldera-isla-pan-de-azucar/

* P.S. Uma amiga querida e muito culta me disse que a palavra aluvião existe no português com o sentido de enxurrada. Grata pela colaboração.