es-De Colônia del Sacramento à Buenos Aires

27.03.2018

Após a postagem de ontem, tomei um lanche com 'medialuna' recheada de presunto e queijo, comi um pedaço de bolo recheado, tomei minha cevada, aproveitando que duas hóspedes, recém chegadas ao hostel, também iam fazer sua refeição. Trocamos figurinhas durante o jantar, soube que são gaúchas, mas que a Marilena mora em Santa Catarina, e a Ana, sua companheira de viagem e afilhada mora no Rio Grande do Sul mesmo. Contei um pouco sobre minhas façanhas, mas com a condição imposta pela Ana de só contar as coisas boas. Convidaram-me para caminhar após o jantar, e assim fizemos.

Elas tinham dado uma pequena volta, no período da tarde, pelo centro velho. Caminhamos por outras paragens, mostrei o restaurante SOS Gardel, onde almoçara com buffet livre, fomos até o' Mulle Viejo'. São duas mulheres cultas e instruídas, que já viajaram muito e não têm medo de aproveitar a vida. A Ana, a mais nova das duas, de tarde, ajudou a dona do hostel plantando flores junto à àrvore do quintal central. Disse que adora mexer com terra. A Marilena descansava um pouco da viagem noturna, longa e cansativa. Iam ainda passar mais um dia em Colônia, vindo para Buenos Aires num bate e volta, na quinta feira. Trocamos fotos e telefones, e nos despedimos com alegria.

Oito horas estava em pé, acordada pelo celular, depois de um sono agitado. Aliás, tenho percebido esta agitação diariamente. Minhas coisas estavam praticamente prontas para a viagem. O Porto fluvial fica somente à três quadras do hostel, o que, mesmo andando devagar, chega-se rapidamente.

Tinha que estar lá às 9h45. Cheguei meia hora antes. Fiz o check in. Passei pela triagem da aduana, igual em um aeroporto. Passei pela imigração uruguaia e lá mesmo, do lado uruguaio, pela imigração argentina. Subi para a espera do embarque.  Às 10h45 pontualmente, fomos liberados para a rampa de embarque. Tudo igual ao aeroporto, até o navio parece avião. Tchau Colônia. Bem vinda 'Baires'.

A viagem transcorreu tranquila, até tirei um cochilo. Quando desci, procurei onde cambiar o dinheiro, não achei. Sai e perguntei a uma guarda onde ficava a rua Estados Unidos. Ela não sabia. Tomei a direção errada. Sou muito sem senso de direção. Fui para o lado do Rio. Mas não o via, é lógico.

Depois de andar um pouco, perguntei a uns trabalhadores de um trailler de lanches, e um senhor me falou que estava bem longe, se eu iria a pé Disse que sim e se ficava a umas 10 quadras, ele disse, umas vinte. Fazer o que? Ele me falou que se não estivesse trabalhando, me acompanhava. Acho que o povo do Sul não esta acostumado com sorrisos. Derretem-se todos quando veem um.

Tinha pedido ao meu anjo da guarda que me mostrasse o caminho, e que fosse o mais curto possível, pois estava ficando com vontade de urinar.

Andei 7km em 3 horas de caminhada, parando vez ou outra para fotos. Descobri depois que meu anjo me antecipou o passeio programado para amanhã, com dó de fazer-me andar tudo de novo. Se eu tivesse saído para o lado correto, nõo teria caminhado por toda a 'Costanera Sur', e visto tanta riqueza na fauna e na flora local, num misto entre cidade e natureza, que não da para ficar impassível. Pelo menos naã para mim... Vi patos, cegonhas, anu, periquitos, pombas e outros pássaros que não sei o nome. Flores e pântanos. Adorei.

Passei pelo 'Paseo da Gloria' com as estatuas de celebridades argentinas dos esportes, vi mais escolares, com suas professoras, visitando o Parque, ou fazendo piquenique na Praca.

Até que achei a Rua Estados Unidos, numero 2. Hahaha. Pelo menos, estava na calçada certa. Meu joelho doía, fazendo-me esquecer da constante dor no calcanhar. E num momento não tão eu, me vi pensando: Caramba! Ainda falta um monte.

Mas fato é que a andança foi tão linda e produtiva, que a dor do joelho foi diminuindo ao invés de aumentar. O calor era intenso, estava suando muito. Tinha água, mas não podia beber muito. Que alivio quando cheguei ao hostel. Até a vontade de ir ao banheiro deu uma trégua. Minha recepção foi amistosa, fui apresentada as áreas comuns e trazida ao andar superior, quarto três, onde se encontrava a peruana Luana. Aqui as camas são de solteiro, o quarto tem quatro camas e estão todas ocupadas, e cada uma tem um armário, até com cofre. Logo depois entrou a outra peruana, enrolada na toalha, pois saíra do banho.

Os banheiros ficam no mesmo andar, e são como os de vestiários. Privadas separadas dos chuveiros. Recebemos toalhas e sabonete. Aqui também tem café da manhã. Gastarei para ficar aqui sete dias, menos de R$400. Isso significa no máximo duas diárias em hotéis de 3 ou 4 estrelas, conforme a cidade. Aqui em Buenos Aires, pagaria uma diária, num hotel muito bom, e com privacidade, e excelente café da manha. Mas vou preferir ficar os sete dias mesmo.

Sai para almoçar e cambiar meus poucos dólares. Tinha observado na subida, vários restaurantes, mercados, padaria, e quitanda. Gostei. Descendo, vi também uma lavanderia, autoatendimento. Quando desci um pouco, parei para observar a oferta de almoço, e de lá de dentro por trás do balcão, um sorridente barman me chama a atenção, falando dos pratos do dia. Entrei. Disse-me que tinha frango com batatas. Pedi mais informações, ao que a garçonete me ofereceu uma opção vegetariana. Como o frango era grelhado, preferi a outra opção. Serviu-me a melhor cidra da cidade, segundo ela, trouxe-me um suco de maçã enorme, e depois veio com um prato de arroz integral com lentilhas, arrumado sobre folhas que comi sem lembrar o nome. Uma Porção de pão e muito carinho no serviço. A preocupação em saber se tudo estava bem. Senti-me acolhida. Buenos Aires me deixou uma nova e melhor impressão. Cadastrei-me no Tripdivisor só para valorizar o trabalho destes gentis argentinos. Lola e Alan. Parabéns. Mais do que um excelente trabalho, vocês fazem a diferença. Gastei ARS 175. Muito bem gastos.

https://www.facebook.com/yaussclub/

Fica na Estados Unidos 509.

Desci um pouco mais e cheguei na esquina da Defensa, já pensando na sobremesa. Freddo. Agora você não me escapa. Nessa unidade, o povo não compra casquinha nem cascão. Compra logo potes e mais potes de 1/2 ou 1 kg.

Pedi um cascão de doce de leite com brownie e mascarpone. Me arrependi, Gostei mais do doce de leite clássico. Aqui ARS 90.

Na mesma Defensa achei uma casa de câmbio e troquei todo o dinheiro que trouxe, pois na Argentina passarei o maior tempo de toda a viagem. Sei que vou precisar fazer saque em minha conta mais para frente, mas aí, dinheiro novo terá entrado.

Voltando passei pela quitanda, comprei morangos, escolhendo-os um a um.

Ate que achei a Rua estados Unidos, numero 2. Hahaha. Pelo menos, estava na calcada certa. Meu joelho doía, fazendo-me esquecer da constante dor no calcanhar. E num momento não tão eu, me vi pensando: Caramba! Ainda falta um monte.

Mas fato eh que a andança foi tão linda e produtiva, que a dor do joelho foi diminuindo ao invés de aumentar. O calor era intenso, estava suando muito. Tinha agua, mas não podia beber muito. Que alivio quando cheguei ao hostel. Ate a vontade de ir ao banheiro deu uma trégua. Minha recepção foi amistosa, fui apresentada as áreas comuns e trazida ao andar superior, quarto três, onde se encontrava a peruana Luana. Aqui as camas são de solteiro, o quarto tem quatro camas e estão todas ocupadas, e cada uma tem um armário, ate com cofre. Logo depois entrou a outra peruana, enrolada na toalha, pois saíra do banho.

Os banheiros ficam no mesmo andar, igual o de vestiários. Privadas separadas dos chuveiros. Recebemos toalhas e sabonete. Aqui também tem café da manha. Gastarei para ficar aqui sete dias, menos de R$400. Isso significa no máximo duas diárias em hotéis de 3 ou 4 estrelas, conforme a cidade. Aqui em Buenos Aires, pagaria uma diária, num hotel muito bom, e com privacidade, e excelente café da manha. Mas vou preferir ficar os sete dias mesmo.

Sai para almoçar e cambiar meus poucos dólares. Tinha observado na subida, vários restaurantes, mercados, padaria, e quitanda. Gostei. Descendo, vi também uma lavanderia, autoatendimento. Quando desci um pouco, parei para observar a oferta de almoço, e de lá de dentro detras do balcão, um sorridente barman me chama a atenção, falando dos pratos do dia. Entrei. Disse-me que tinha frango com batatas. Pedi mais informações, ao que a garçonete me ofereceu uma opção vegetariana. Como o frango era grelhado, preferi a outra opção. Serviu-me a melhor cidra da cidade, trouxe-me um suco de maca enorme, e depois veio com um prato de arroz integral com lentilhas, arrumado sobre folhas que comi sem lembrar o nome. Uma Porção de pão e muito carinho no serviço. A preocupação em saber se tudo estava bem. Senti-me acolhida. Buenos Aires me deixou uma nova e melhor impressão. Cadastrei-me no Tripdivisor so para valorizar o trabalho destes gentis argentinos. Lola e Alan. Parabéns. Mais do que um excelente trabalho, vocês fazem a diferença. Gastei ARS 175. Muito bem gastos.

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Rua Estados Unidos 509

Fiz contato por What's App com minha prima que mora aqui e as amigas argentinas, e devemos comemorar 'mi cumpleaños' na sexta.

'Hasta manana'