es-Buenos Aires me recebe de bracos abertos!

28.03.2018

Definitivamente, este é o melhor hostel que já fiquei ate hoje. Dormi bem. Saí de mansinho do quarto para não acordar minhas companheiras. Estamos representando bem a América do Sul neste quarto. Peru, Venezuela, Uruguai e Brasil. O café com suco de laranja, sucrilhos, cookies, doce de leite, requeijão, goiabada. No bebedouro, água gelada e água quente. E você come a vontade.

Depois de meu desjejum, tomei informações com a recepcionista Suzana, e descobri que o cartão de transporte deve ser comprado diretamente na estação de metrô, pois assim fica mais barato. Além de todas as comodidades da vizinhança que já citei anteriormente, estamos a duas quadras do 'subte' Independência. Lá comprei o cartão por ARS 25 e fiz uma carga de ARS 75. Ali mesmo, peguei o trem para a Plaza 25 de Mayo. Fiquei na plataforma errada, mas logo fui corrigida por outro passageiro. As plataformas são centrais, de modo que, só mudei de lado. O outro lado estava vazio, e me sentei entre duas pessoas. O senhor, ao meu lado esquerdo me perguntou se eu tivera a mesma ideia que ele, sentando-se do lado vazio. Disse-lhe que não, tinha me enganado de lado mesmo. Perguntou-me se sou brasileira e disse que falo bem o espanhol. Olha aí maestra Lilian, estou começando a acreditar nisso. A mulher, que se sentava ao meu lado direito, entrou na conversa, e o trem dele chegou. Ele se foi, e nós duas conversamos e pegamos o trem juntas, descendo duas estacoes depois, no terminal Catedral. Ela me abençoou, me desejou proteção e meu beijou a face.

Primeira parada, Catedral. Foi uma excelente escolha. Além de chegar a tempo de ver a missa, conforme me contou o triste organista que aguardava o momento de dar sua contribuição, também pude acompanhar a troca da guarda num espaço do governo, em que o acesso é por dentro da igreja, mas que não esta nos seus domínios.

Ao contrario da missa em Porto Alegre, aqui não entendi muita coisa, não por causa do espanhol, mas por conta do barulho dos turistas e da voz baixa do padre, mas gostei porque todos se reuniam nos primeiros bancos, e o cumprimento de 'paz de Cristo', não foi suprimido por aqui. E as mulheres se beijam no rosto, mesmo não se conhecendo. Foi muito mais calorosa a celebração. O organista se mostrou mais alegre, ao final da celebração.

Depois, andei pela Plaza, cenário de todas as manifestações públicas, e são muitas.

Fotos da Casa Rosada, casa do governo argentino. Ali ja fiz visita guiada em 2014. Agora me contentei em registar sua fachada, e os arredores.

Procurava um evento na Rua Defensa, mas devo ter me enganado quanto ao numero. Achei foi a Basílica de São Francisco e a de Nossa Senhora do Rosário, além do Museu da Cidade, com duas exposições, uma sobre estampas em papel e outra sobre azulejos. Gratas surpresas.

Aproveitei para comprar uma salada e um muffin, já que os amigos estão reclamando que estou esquecendo-me de comer frutas e verduras.

Ah sim, uma amiga comentou que onde passo só tem comida. Tenho registrado aqui todos os comes e bebes com preços, para que conheçam as opções escolhidas por mim, dentro do orçamento de R$ 50,00 diários a que me propus.

Voltei para o hostel com a intenção de almoçar e voltar para El Cabildo, para uma visita guiada gratuita, as 15h30. No caminho, comprei também um suquinho Del Vale de 'Durazno' (pêssego). E almocei a salada, uma empanada, uma banana, uns brioches e o suco.

Perguntei sobre a programação do Teatro Colon para a Suzana, e ela me aconselhou ir logo à busca de ingressos, pois era rápido, e alguns só se vendiam no local. Assim fiz, e foi muito sábio o conselho. Tomei o 59 na estação de ônibus Independência e desci logo após o Obelisco, umas 20 quadras depois. Aqui não recebem dinheiro no autobus, e você tem que dizer o ponto que vai descer para o motorista registrar a cobrança.

O Teatro esta logo ali, ao lado do Tango Portenho. Ou será que o Tango Portenho que é ao lado do teatro Colon?

Quando procurei ingressos para as funções, fiquei sabendo da Orquestra que já consultara pela Internet, ainda no Brasil, mas também sobre um concerto gratuito, logo mais, às 17h. Que delicia! Peguei meu ingresso e parti de 'subte' pela linha D, verde, saindo da estação Tribunales, pois os Tribunais de Justica estão logo ali, junto ao Teatro, até a estação Catedral, onde fica o bom e velho 'El Cabildo'.

A visita à antiga Prefeitura de toda a região que compunha a Argentina dos séculos XVI a XVIII foi guiada pela jovem Florenza, que se expressa com tanta clareza, que mesmo em espanhol, pude acompanhar e compreender toda a história rica dessa Nação. O prédio sofreu muitas intervenções ao longo de sua existência, por motivos diversos. Abrigou durante um tempo, após deixar as primeiras funções, os tribunais de justiça e um cárcere, com uma linda ilustração romanceada ali retratada.

Ele possui um campanário que só soa em duas datas históricas nacionais, e agora também no dia dos Museus. A sua volta, outros dois campanários soam de hora em hora. Da sacada também pudemos observar duas árvores importantes: o Ceibo, árvore nacional Argentina e Uruguaia. De flores vermelhas. E o jacarandá, árvore da cidade de Buenos Aires, de flores roxas. Enfeitam a primavera na cidade.

Caminho de volta igualzinho. Vamos ao Teatro. Minha entrada foi pela lateral. Ao chegar, estavam ocupados três lugares. Pedi um sorriso a meus companheiros de espetáculo e registrei minha primeira vez neste lindo local. Era a primeira vez também do senhor e seu filho, que mais cedo fizeram a visita guiada.

Na posição que fiquei, só conseguia escutar, mas era um concerto, então estava bom demais. Como o outro jovem saiu logo após o início, troquei de lugar. Os outros dois se agruparam, me ajeitando um lugar à frente. Agradeci imensamente, e assim, consegui ver os músicos, o maestro e até os pianistas, sendo que o homem me fez lembrar muito meu amigo músico em São Caetano do Sul, dado seu entusiasmo.

Ônibus de volta até a estação Independência, hostel e banho, achando que iria ao Tango, que minha amiga argentina me havia indicado, mas quando observei melhor o post, o horário era 18h. Não faz mal, não se pode ter tudo.

Lanchei a empanada que sobrou, o restante do brioche, o muffin e duas xicaras de cevada. E iniciei a atualização do blog quase 22h. São pouco mais de meia noite e amanha é dia de conhecer Palermo. E de meu ' cumpleaños'.