es-Atacama - quarto e último dia - Laguna Cejar

25.04.2018

Hoje foi o melhor dia de todos em San Pedro de Atacama, e não porque a Laguna Cejar seja o lugar mais bonito, mas sim a gente toda de hoje.

Estava escrevendo sobre os Geysers, quando a Melissa chegou no Hostel. A Lu apresentou tudo a ela e instalou-a no mesmo quarto que eu, e o Niklas, o sueco, que só hoje perguntei o nome, apesar de tratá-lo como filho, pois é muito jovem, um bom rapaz de 22 anos. Estamos agora em 3 de novo no quarto.

A Melissa é peruana, e depois que se instalou sentou-se perto de mim e conversamos muito. Ela veio a trabalho, depois me contou que veio ser entrevistada pelo Victor para trabalhar no Hostel. Ela procura um lugar tranquilo para viver, e aqui, é muito tranquilo, mas tem muito espaço para quem é da área de turismo e fala espanhol e inglês.

Contei que já estou com saudades de casa, da família, dos amigos, dos gatos e cachorros.

Ela vivia com sua família, tem mais duas irmãs e dois cachorros pequenos. Já tentou ficar aqui antes, mas não gostou do serviço e sentiu saudades de casa também. Agora esta determinada a ficar bem por aqui. Isso é ótimo.

Convidei-a para almocar no Lo Peru. Tomou um banho e fomos juntas. Ela já estava sem comer há um bom tempo, pois sua viagem de Lima para cá demorou 33 horas. Eu pedi 'Cazuelo de Vacuno', também como uma sopa, muito gostoso. Eles são bons de tempero. E para levar, o prato principal, batata recheada de carne com arroz e salada de tomates e cebolas. Será meu jantar. Gastei CLP 4350, por causa da bebida.

A Lucía me avisou que outras duas hóspedes fariam também o tour para a Laguna Cejar, então procurei-as antes do almoço para avisar que poderíamos ir juntas. Mas elas não falam espanhol. São holandesas , Raquel a mãe, e Maxim a filha. Consegui me comunicar, de palavra em palavra, elas se esforçaram para entender e Niklas e Melissa me parabenizaram.

Voltei do almoço ainda eram 14 horas, ajeitei minhas coisas e por volta das 15h chamei-as pois queria tomar um sorvete antes de sair. Elas se aprontaram em um instante e fomos, tentando estabelecer uma conversa.

O grupo de hoje era um pouco menor, com 14 pessoas, o guia, que é francês, e o chofer, o Antonio, totalizando 16 pessoas. Mas a Van também era menor, de modo que ficou toda ocupada.

Sentaram-se ao meu lado um casal de espanhóis. Atrás, já conhecidos pelas holandesas de outro passeio, uma família de italianos. Na frente, dois chilenos, um homem e uma mulher, mas não estavam juntos, os outros não sei de onde eram.

Foi sem nenhuma dúvida o melhor grupo de tour nessa viagem. Tanto pelo guia e condutor, como pelas pessoas. Nos comunicamos todos, sem exceção, como uma grande equipe. Assim aproveitamos melhor a viagem.

Para entrar na Laguna Cejar paga-se CLP 15 mil. Tem uma estrutura boa de duchas de água doce, vestiários e banheiros limpos e bem planejados. A Laguna tem tanto sal que não afundamos ao entrar, de modo que, mesmo eu que não sei nadar, entrei e boiei a vontade. A água é fria, mas nem tanto, uns instantes só dentro dela e já estava uma delicia.

Pedi para um homem que fazia fotos de uma moça se podia tirar uma foto para mim. Ele me disse para pedir para meu guia. E agora, onde está meu guia? Por sorte, deixei minhaas coisas numa cobertura que tinha brasileiros, então pedi a um rapaz que gentilmente fez as fotos para mim (senão como ia provar que boiei naquelas águas com 10 metros de profundidade). E ele ainda guardou meu celular na mochilinha.

Depois de banhar-nos, fomos de carro até dois poços de água muito fria, e profundos, chamados 'dos ojos del salar'. Do nosso grupo, só a Maxim se arriscou a entrar. Eu já tinha me vestido antes, porque sabia que nesse lugar, precisaria saber nadar.

Nosso próximo e último destino foi a Laguna Tebenquiche, onde iriamos apreciar o por do sol e também um cocktail com pisco souer. O lugar é todo demarcado para que não se estraguem as formações de sal que, em alguns lugares, parecem terra preparada para o plantio, com sulcos alinhados. A montanha ao fundo, a água azul contornada de branco de sal, o cinza das rochas, tudo muito lindo. Nesse lugar, para entrarmos, pagamos mais CLP 2000. Também tem banheiros. Quem determina o preço são os indígenas que vivem no local.

Fizemos muitas fotos, algumas selfies do grupo, e tomamos os drinks, que por sinal, amei. É feito como a caipirinha, uma dose de pisco, uma de suco de limão, açúcar e gelo.

O por do sol também foi muito bonito, com o mesmo efeito de reflexo alaranjado nas montanhas, visto após os brindes de saúde.

Chegamos por volta de 20h30 em San Pedro, passei no bar da esquina e peguei umas empanadas para amanhã, pois para hoje já tenho o que jantar. Gastei mais CLP 3600. As holandesas também aproveitaram para comprar empanadas.

E vou dormir sem banho, pois a água acabou. Tomo de manhã, antes de viajar.

Mas fiquei muito contente com uma noticia. A Melissa foi aprovada na entrevista e passa a ser a recepcionista do Hostal Ecoexplor. Bom para todos, porque a Lucía agora será guia turística. Sucesso para ambas.