es-Adios Buenos Aires cariño!

02.04.2018

Último dia em Buenos Aires, não arrisquei a visita guiada das Galerias Pacifico, mas hoje programei o Centro Cultural Kirchnner. Uma pesquisa no Google Maps me mostra que estou somente a dois quilômetros de distancia. Irei a pé.

Dou um print nas telas do caminho, porque estou sem internet, só com Wi-Fi, e esta é uma boa alternativa para não me perder. Beleza, estou começando a entender como tudo isso funciona.

P.S. Depois descobri o Maps Me - mapas off line, mas não testei.

A Plaza de Mayo (que ouvindo-os falar parece Praça de Macho), é o centro de uma pizza, figurativamente. As principais avenidas da cidade saem dela. Depois de umas andanças, já estou me encontrado e arriscando caminhos diversos.

O Centro Cultural Kirchnner fica na 'Sarmiento' 151, bem visível, quando virei a rua, após passar pela Casa Rosada.

La chegando vi uma enorme fila e descobri que era para retirar entradas. Não anotei nada sobre isso. Será que eh pago? Entrei na fila. Faltavam alguns minutos para o meio dia e a bilheteria só abriria neste horário. Logo em seguida a fila começou andar, ordenadamente. As 12h30 era atendida. Já tinha descoberto que as entradas eram gratuitas.

Quando chegou minha vez, expliquei que queria visitar o espaço. O rapaz me explicou que não era possível, que devia escolher entre as apresentações e me deu uma programação do mês de Outubro. Ah! Entendi. É um espaço para apresentações diversas.

Mas todas as noites. Nãaaaaaooooooo. Tenho compromisso à noite. E amanhã já irei embora.

Ah! Achei uma apresentação de Jazz agora, às 13h. E quantos bilhetes posso pegar, só dois. Então quero dois para uma apresentação de hoje à noite. Não sei para quem vou dar, mas vou aproveitar melhor minha permanência na fila.

DICA: Se gosta de cultura nas diversas formas, passe logo na chegada no Centro Cultural Kirchnner, pois pode assistir, de graça, apresentações tdsas as noites, em espaços fantásticos.

Descobri depois que eles têm até aulas de tango, dança folclórica e swing.

Assisti ao saxofonista Carlos Lastra Cuartelo, com o pianista Alan Zimmerman, o contrabaixista Leo Cejas e o bateirista Pepi Taveira, tocando músicas de John Coltrane.

O show encerrou pouco depois das 14h.

Mas havia uma exposição de fotos da Diablada, de Jujuy, muito colorida e atraente. Tive que ver antes de almoçar.

Já estava com fome, resolvi voltar pelo mesmo caminho e saber se o antigo parlamento estava aberto para visitação. Pela manhã, quando passei, sua porta estava aberta, agora, se encontrava fechada.

Em frente um quarteirão de Luzes. O que será?

Primeiro deixe-me matar a fome. Bem na esquina tem uma lanchonete, como a cozinha já estava fechada, comprei uma torta quentinha de milho verde, e um suco que pensei ser de laranja, mas era de cenoura, pura, e achei uma delicia. Gastei ARS 115.

Voltei para o Quarteirão das Luzes (Manzana de Luces), uma pequena feira de antiguidades de um lado, um grande pátio e o outro lado, cheio de coisas como se estivessem fazendo reforma. Descobri, por um cartaz na saída, ou entrada, que a noite, às 18h30 fazem uma Viagem no Tempo, através de uma apresentação, patrocinada pelo Ministério da Cultura Nacional.

Em suma, é uma capital muito rica culturalmente falando, existem muitas livrarias, muita arte gratuita. Isso é fenomenal.

No caminho comprei um docinho de leite, damascos e bananas para o lanche da noite, gastei ARS35.

Os ingressos que peguei para o espetáculo noturno, repassei para dois brasileiros que estão no mesmo hostel, no quarto ao lado.

À noite irei primeiro, me despedir das amigas Argentinas, M.Tereza e Magda, depois vou ao apartamento dos primos Vitor e Lorena.

Minha mochila esta pronta. Fiz três cartazes com os nomes dos próximos destinos, para me ajudar pedir carona, e já vou me programar de onde saio. Senão, fico ansiosa.