Dois dias em CATÂNIA na Sicília, ITÁLIA.

31/01/2020

Saí de Taormina com o sol nascendo e fiquei pensando, como este pessoal pode dizer que tem algum estresse. Se eles têm é porque querem. Digo isso porque foi a alegação de alguns para a falta de educação no trânsito. Que lindo!

Depois, quando cheguei ao ponto de ônibus, ainda era cedo e a moça da bilheteria mandou aguardar 20 minutos. E quando o ônibus chegou, tinha uma filha para comprar bilhete e o sistema não funcionava. Daí ela usou um sistema antigo para imprimir os bilhetes, mas só depois de alguém passar esta orientação por telefone.

E na hora que o ônibus estava saindo, mãe e filha chegaram correndo para pegar o ônibus. A filha foi para a bilheteria e a mãe foi falar com o motorista para esperar e ele nem deu bola. Aí ela entrou na frente do ônibus, e ele foi para cima, até que alguém de dentro gritou para ele prestar atenção, e ele começou a bater boca com a mulher que era um ônibus de linha e não turístico. Mas acho que ele estava atrasado. E atrasou por causa da emissão de bilhetes. Não custava esperar um minuto a mais. Delas entraram no ônibus e com a filha ele foi mais gentil.

Uma última mirada na estação de trem de Taormina, já que chegeui quase uma hora antes, mas o ônibus seguinte era após o horário do trem.

Catânia também está bem perto de Taormina, mas o trem do horário que escolhi parou em todas as estações pelo caminho.

Catânia também é uma grande cidade da Sicília e tem um turismo fiel por causa do vulcão Etna, logo ali. Pertinho da Estação ferroviária, uma bonita fonte sem água.

E fui caminhando na avenida ao lado da linha do trem, que passa por sobre uns arcos. A avenida é muito movimentada e para caminhar ou atravessar tive que ficar muito atenta.

Depois vi uma estátua que pode representar muitos dos atuais governantes no mundo, sem cabeça. O poder faz até as estátuas perderem a cabeça. O poder consome...

Tinha a intenção de passar no mercado de peixe depois de me instalar, mas o caminho era por dentro dele, e aquele jeitão italiano, falando alto, gesticulando, fica bem manifestado neste local.

Numa barraca de esquina, de peixe, digo isso porque havia muitas outras coisas à venda, um senhor, com lindos olhos azuis, falou comigo. E eu lhe disse que ele tinha lindos olhos, pra deixar bem abertos. Aí ele quis tirar uma foto comigo, muito divertido. E um outro, da mesma idade, se aproximou dizendo que meus olhos eram verdes, kkkk

_ " Não, são castanhos," e continuei meu caminho.

O B&B Bellini Originale estava bem perto, e tive que ligar para indicar-me o andar. Consegui entrar no prédio junto com outra moradora. E um rapaz desceu e ajudou-me com as malas.

O apartamento tem sofá, pia, um fogão de duas bocas, mas o mais importante fica num mezanino, o quarto e banheiro. E eu tinha que subir uma escada de madeira para tudo. Ou seja, não descia a não ser quando ia sair. Coisa que fiz logo depois de usar o banheiro.

E passei de novo pela feira, e registrei a couve-flor roxa, e o mercado de peixe propriamente dito. Até chegar à Fontana dell Amenano.

E a partir dela eu já estava numa enorme Piazza del Duomo. No centro dela a famosa Estátua do Elefante. Li que existe uma lenda que esta foi a única estátua restante entre as que os moradores colocavam em suas portas para assustar invasores.

E entrei na Catedral de Santa Ágata. Faltavam poucos minutos para meio dia e eu tinha fome. Tirei umas fotos nela e vi que já a estavam fechando. Ainda bem, deu o tempo certinho. E quando sai de novo na Praça os sinos de todas as igrejas começaram a tocar. Foi tão marcante que achei melhor fazer um pequeno vídeo, que compartilhei. Os sinos tocando em uníssono.

Ao lado da Catedral tem a Igreja da Abadia de Santa Ágata e nessa não consegui entrar. Mas percebi que seria reaberta às 15 horas.

Ali pertinho achei um local onde você escolhe o que vai comer, parecido com aquele onde comi com a Valentina, em Palermos, mas com mais opções. Pedi um Arancine com espinafre, e o recheio era de queijo. Um enrolado como rocambole, salgado. E uma massa, onde a porção era de 3 rolinhos. Pedi comida demais de novo. Eu fui para a mesa, pedi uma chá gelado e fiquei aguardando a comida. Nisso um negro que passava na rua conversou comigo. E lhe dei atenção. Quando soube que eu era brasileira, se disse queniano e me deu duas tartaruguinhas feitas de super bonder, bem bonitinhas. Parecem de couro. Mas aí me pediu um trocado para comprar pão. Tentei dar uma moedas que me restavam na carteira, porque as maiores, e euros, eu tinha entregue na hospedagem para pagar o Imposto, que eles cobram por fora da diária, em vários locais.

Ele recusou, queria dois euros, e quando mostrei que não tinha, me devolveu o que pegou. Eu já o havia convidado para sentar-se que eu pagaria a comida. E ele disse-me que almoçava em casa, que era perto. Já ia partindo quando mudou de ideia e resolveu sentar-se comigo. Os garçons, que estavam atentos, vieram ao seu pedido e ele solicitou uma cerveja. Veja se pode... Brindamos. Eu comendo e tomando meu chá. Ele tomando cerveja e falando ao celular, ou conversando com outros parceiros, 'camelôs'. Pois, mesmo com toda aquela comida, eu terminei antes de ele acabar a cerveja. Estava mesmo saboreando. Chamei o garçom e perguntei se eu podia pagar lá dentro. Ainda assim, com tudo, gastei 18 euros. E me fui.

Resolvi ir visitar o Teatro Romano, na esperança que estivesse aberto. No caminho fui registrando várias construções históricas, e outras igrejas. Elas dão uma ideia da riqueza de cultura deste lugar, com o passado convivendo em harmonia com o presente.

O teatro, felizmente, estava aberto. Ele é bem menor do que o de Taormina, e já foi prejudicado, certamente, por abalos vulcânicos. Uma das salas tem o intuito de mostrar essa realidade. Paguei 6 euros no ingresso.

Uma gata passeava pelo local, como uma deusa egípcia em palco romano. E nem deu bola para mim quando a chamei, como vocês podem verificar no vídeo do Facebook. E gosto muito de ver como as construções são feitas com as rochas vulcânicas.

Eu estava muito cansada, e sabia que parte das coisas estariam fechadas. Então voltei para o hotel, chegando por volta de 15 horas, e coloquei o relógio para despertar-me 1h30 depois. Ainda com preguiça, me levantei e fui em direção a Abadia.

O ingresso custou 5 euros e um pessoal arrumava o espaço e o som para algum evento. Aproveitei para gravar um trecho, pois era possível perceber a acústica do espaço abobadado.

O ponto alto da Abadia é justamente o ponto mais alto, da Torre dos sinos, e lá fui eu escadas acima. Quando cheguei no primeiro terraço, vi que o sol já estava se pondo, e fiquei muito agradecida pelos planos de Deus, afinal eu não pensara em fazer este passeio neste horário. E foi muito melhor do que eu podia imaginar. Fora que, do último terraço, se tem uma visão 360 graus da cidade. No oeste estava o sol, ao Note esta o Monte Etna, e no leste estava o mar, não é maravilhoso? E de lá de cima também se tem uma bonita visão da Piazza dell Duomo. E assim que, neste dia vi o nascer e o por do sol.

Eu vi algumas ruas com arcos de luzes coloridas e algumas máquinas e homens estavam mexendo nas estruturas. Achei que estivessem desmontando a decoração de Natal, mas soube depois que era para a festa de Santa Ágata, dia 03 de fevereiro, bem no dia que minha filha mais velha completa anos. E olha que gosto deste nome Ágata. Não sei se ela iria gostar.

Resolvi caminhar por entre as luzes, já que começava a escurecer. E aquela era uma rua comercial, e já que fecham para o almoço, reabrem depois das 16 horas e se estendem por um horário em que as pessoas que trabalham em outras atividades, possam fazer suas compras. E ainda estavam em liquidação de inverno.

Considerando que algumas de minhas roupas, bem como meu tênis, estão se desmanchando de tanto uso, e achei algumas calças confortáveis, comprei, 3 calças e 2 camisetas. E voltei para o hotel pensando no que seria descartado.

Como comi bastante no almoço, parei para tomar um café com um canolo de pistache.

Eu já disse para tomarem cuidado com o trânsito daqui. Olha a bagunça numa esquina de bastante movimento, passa gente, carro, moto, bicicleta, ônibus, tudo ao mesmo tempo, vindo de todos os lados, e se engancham pelo meio.

Numa das lojas que entrei para ver a liquidação havia um vestido tubinho, laranja, que achei uma graça, e até achei que me serviria. O preço? 189 euros. GENTE! Era só um tubinho. Depois dessa nem olhei mais nada.

E vi uma casinha, toda dourada, e decorada com bandeiras e uma bola de flor em cima. No dia seguinte, ao ver outra perto do Castelo, que percebi se tratar de um andor. Imagino esta procissão como deve ser bonita e importante para eles.

A sexta feira era de excursão guiada ao Monte Etna, com guia em espanhol e almoço típico. Cheguei ligar para o contanto constante no meu 'voucher' para que não me esquecessem. Comprei pelo GetyourGuide e paguei 58 euros, mas era o que tinha. Acho que ainda tive um acréscimo por estar viajando sozinha.

Quando entrei na Van, depois do belo Rafaele ir me buscar a pé , na porta do hotel, já se encontravam o Francesco, motorista, e a Susi, argentina com cidadania italiana que está morando em Catânia há um ano e também foi fazer o passeio. Iriamos nos encontrar com outra Van que iria transportar uma família com 9 pessoas. E ainda pegamos 2 polonesas, que falavam só inglês e sua língua mãe, certamente.

Da família vieram duas mulheres no nosso carro. Eu já consigo conversar e entender as conversas em espanhol muito bem até. A Rose, que veio conosco, tem uma filha que mora em São Paulo. E estavam fazendo um tour pela Itália, tendo visitado uma pequena vila, na Sicília, onde nasceu e se criou o seu avô. Disseram que nem carro anda pela cidade. O carro fica num estacionamento na entrada e o restante se faz a pé, por becos e ruelas, na subida. A mais velha delas tem problemas nos joelhos e disse que ficou pelo meio do caminho naquele passeio. Lembrei-me de minha amiga Maria Tereza, argentina, que sofria do mesmo problema. Mas graças a Deus operou-se e não sente mais dores.

A Susi e eu ficamos bastante juntas já que estávamos sozinhas e temos a mesma idade, mas o grupo familiar era bem receptivo também, e entre eles tinha gente que mora no México, na Espanha, no Equador, e creio que são peruanos.

Nossa primeira parada da excursão foi para ver uma caverna vulcânica. O Rafaele explicou que existem dois tipos de vulcão, grosseiramente falando, com mais ou menos silíca em sua composição. O Etna, mesmo sendo um vulcão jovem, com perto de 500 mil anos, é do tipo que se mantém fluído, com menos sílica, e por isso suas explosões são com lavas que se movem lentamente, sendo possível às pessoas, escaparem. Quando a lava escorre, a parte de cima em contato com o ar se solidifica mais rapidamente, se resfriando. A lava chega a atingir 1500 graus. E por baixo da parte solidificada, o rio de lava continua escorrendo. Quando uma camada de ar forma uma bolha entre as duas partes, dá-se a ocorrência das cavernas.

Nós entramos em uma destas cavernas, munidos de capacetes e lanternas, e não fomos muito adiante. Mas lá dentro pinga água o tempo todo, mas não forma rios, justamente porque a rocha vulcânica é muito porosa e a água que cai é filtrada. Enquanto lá estávamos com o guia explicando isso, uma gota bateu nos óculos de uma das turistas. E eu emendei que aquela gota ficou retida.

Alguns já voltaram dali, eu e outros seguimos um pouquinho mais adiante. Perguntei sobre a existência de animais. Ele explicou que, naquela caverna não havia dado o constante movimento de turistas, mas tinha uma que o teto é forrado de morcegos. E tem aranhas também.

Foi uma experiência diferente, que mexe com os sentidos de preservação.

Soubemos ainda sobre a lenda do Ciclope, da Sicília. Há muito tempo existiu na ilha siciliana um pequeno elefante. Quando os campesinos encontravam crânios gigantes, sem saber deste dado, e viam um furo no meio dos mesmos (para a tromba do elefante), imaginavam que havia um gigante de um só olho no meio da cara, e que morava nestas cavernas. Estes seres são retratados nas obras de Homero e fazem parte da mitologia grega. E seriam filhos do deus do mar, Poseidon. E existem pelo menos três tipos de ciclopes, o siciliano é um deles.

Seguimos por uma estrada tortuosa até uma base turística onde podemos ver a formação das crateras em linha.  A estrada já teve que ser reconstruída, e imagino que mais de uma vez, por ficar soterrada. Numa das fotos dá pra ver um pedaço do telhado de uma casa que foi soterrada. Hoje já não permitem mais que sejam construídas tão próximas ao vulcão.

 O Rafaele explicou que o magma vem procurando local para sair, e quando encontra uma fenda ele explode como lava, mas no duto de condução, o material vai se cristalizando e forma uma espécie de tampão. Naquele lugar o magma não vai mais escapar.

Ele nos mostrou ainda as várias colorações da rocha, podendo identificar se é de uma erupção recente ou não, pela cor e pela vegetação que surge, parecendo um bolor, é a primeira espécie de vegetal que se instala. As árvores que vê mais ao fundo foram plantadas. E disse ainda que os terrenos que estávamos vendo estão em constante transformação, porque a lava se solidifica e, além de matar tudo que está no caminho, forma outro relevo por onde passa.

E imagino que uma pergunta constante das pessoas é: "Por que o homem vem morar na base de um vulcão?"

Pois o nosso guia falou diversas vezes que pela riqueza do solo para plantio. A Valentina me disse e o Rafaele confirmou que o pistache, por exemplo, se desenvolve muito bem neste tipo de terreno, saindo do meio da rocha, todo forte. E ele falou orgulhoso da cidade onde nasceu, ali perto, responsável por boa parte da produção desta castanha.

Mas também tem uvas no lado Norte da montanha, e muitos cítricos nas adjacências. Considerando a secura de boa parte da Europa Latina, terrenos agricultáveis certamente sempre foram de grande valor.

Mas vocês devem estar se perguntando sobre o outro tipo de vulcão, como o Vesúvio. Este, com um magma menos fluído e rico em sílica, vai se cristalizando devagar, fechando os caminhos para a eclosão, até que, num dado momento, ele vem com tudo e ejeta o que o está impedindo de sair, lançando material ígneo de forma arrebatadora. O Vesúvio está adormecido. Sua última explosão foi em 1944 mas a mais conhecida e catastrófica foi no ano de 79 e dizimou a cidade de Pompéia e tudo que havia por perto.

Dividimo-nos em dois grupos para fazer a visita às crateras vulcânicas, um grupo com a maior parte mais jovem, mas nem todos, foi com o Danilo, motorista e guia da outra Van, e eu e os demais, seguimos o Rafaele por um pequeno trecho de subida. Ventava muito e, apesar de ser inverno, quase não se via neve, o que é muito ruim para o povo daquela parte desta seca ilha. Eles não costumam ter falta d'água graças a água de degelo.

Ele sugeriu fazer a volta na cratera mas a maioria decidiu voltar, até para tirar foto estava ruim, com o celular sendo tomado da mão.

Eu particularmente fiquei muito feliz em, mais uma vez, perceber a Terra como um ser vivo, e solta 'pum'.

Esperamos pelos demais numa cafeteria ali a quase dois mil metros de altura. O topo vai além dos 3350 já que, as constantes erupções podem elevá-lo ainda mais. Ele é quase 3 vezes maior que o Vesúvio no volume total. Sua mais recente erupção foi em julho de 2019. :O

Dali nós fomos para baixo novamente, onde seria nosso almoço típico. Mas as opções eram os arancines, a pizza siciliana fechada, como uma fogazza, e saladas. Minha opção foi a fogazza pois já havia comido arancines e salada, como em casa. E de sobremesa um minúsculo canolo de chocolate. Não curti este sabor. A foto da salada da Susi é só para mostrar que foi bem servida.

Só as polonesas sentaram-se numa mesa separada. Acho que nem cabiam na nossa mesa com 11 pessoas. E o almoço foi muito divertido. Senti um pouco de inveja daquela grande família reunida. Minha família tem um pequeno núcleo com mãe, duas filhas e um genro, e dois grandes núcleos referentes aos irmãos de meus pais, com suas respectivas famílias. Creio que somos 25 netos, da parte da mãe de meu pai, nem todos vivos. E 8 netos por parte de meu avô materno, e 8 também por parte de minha avó materna, alguns são coincidentes já que meus avós tiveram 2 filhos juntos, e cada um teve um casal do segundo casamento. É uma família grande também, mas nunca nos reunimos todos, principalmente os do lado paterno, por morarmos distantes.

E nossa excursão se encerrou com cada um sendo deixado onde quis. A Susi desceu antes de mim, mas já havíamos trocado telefones. E sei que ela também tem um B&B em Catânia, E que acomoda bem famílias grandes, pois são habitações para mais de 3 pessoas. Vou colocar o contato dela no rodapé, caso alguém se interesse em conhecer as maravilhas de Catânia.

E como ela mesma me disse depois, eu adorei os conhecimentos que adquiri nesta excursão, e vendo os locais fica melhor gravado em nossa mente como tudo acontece. Mas a melhor parte foram as pessoas com quem me relacionei, e principalmente conhecê-la. Espero que ainda nos reencontremos, no Brasil, na Argetina, ou passeando juntas para algum lugar. Em Catânia será difícil, não devo retornar.

E eu fui deixada no Castelo Ursino, já que passamos em frente e eu queria mesmo visitá-lo. Paguei outros 5 euros e, confesso que fiquei um pouco decepcionada. O que mais me agrada nestes lugares é a arquitetura. E ele foi todo modificado para receber um Museu. Não gostei muito das exposições que estavam no primeiro e segundo andares. O vaso cerâmico da foto é bem característico da cerâmica produzida e comercializada na cidade.

Lá no alto tinha uma mostra visual do trabalho de Caravaggio, e pude conhecer um pouco da história deste artista que morreu aos 39 anos. Foi a melhor parte. E uma exposição numismática permanente.

No andar térreo estavam montando uma nova exposição e falando muito, e alto.

Junto à bilheteria fui orientada a ir para o pátio interno do Castelo, e foi, lá dentro, a melhor parte.

Por fora ele é imponente. Uma erupção vulcânica no século XVII chegou até suas margens, e alterou a conformação local, e que ainda é possível perceber na foto.

Em frente a ele, na praça, tem um pé de palma forrageira, também conhecida como Figo da Índia, no Brasil e aqui. Mas é de origem mexicana, e deve ter sido chamado assim, conforme o guia, porque no descobrimento da América pensavam estar chegando na Índia. Eles aqui só comem os frutos, como na Ilha da Madeira. Mas no México ele é usado em pratos culinários, em sucos e muito mais. No Brasil também é consumido por alguns, mas a população resiste achando que é comida para dar para o gado. Aqui tem esta planta para todo lado, até em bibelôs, e no cartão da Valentina.

Encerrei a noite com uma pizza enrolada recheada com mortadela, queijo e pistache. Pensei que não ia mais sair para comer, mas precisava pegar dinheiro e me deu fome. Ainda tomei uma taça de vinho, Mas não aguentei nem metade da pizza, e vou levar o restante para o café da manhã.

Abaixo o cartão do B&B da Susi. Desejo a ela sucesso e paz.

Fui! Amanhã de volta a Palermo.