De MARSELHA (FRANÇA) à PALERMO na Sicília (ITÁLIA)

27/01/2020

Como meu voo seria só à noite, tive ainda mais um dia em Marselha, e muito bem aproveitada. Sabendo da previsão de chuva, combinei com o Peter para irmos às Galerias Lafayete, e às 11h30 ele veio me encontrar.

Eu bem imaginava que não faria muito o meu gosto, já que não queria comprar nada, mas ainda assim olhei algumas coisas. Na sessão de roupas masculinas ele experimentou alguns chapéus, mas eu lhe disse que não ficaram bonitos. Vi uma pochete maior, com cinto mais largo e também mais comprido, mas mesmo com desconto de 40% saía por 30 euros. Não comprei. Gastar só com o que me satisfaça ou que eu esteja precisando. A pochete que estou usando está nova.

Depois entramos na FNAC, já que a Galeria está num Centro Comercial, e o que mais me interessou foram os livros. Até fiquei com vontade de comprar algum livro infantil para treinar o francês. Achei um do Calvim & Hobbes, mas também não comprei, por causa do volume. E a outra coisa que achei interessante, mas não comprei por ficar constrangida diante de meu acompanhante foi lingerie. Tinha umas rendadas lindas, e com cores vibrantes, mas... Também fiquei só na curiosidade, nem olhar direito eu quis. Mas nos entretemos um bom para de horas e convidei-o a almoçar.

_ " Kebab?", disse-me ele.

_ " Não, quero comer um prato típico de Marselha com frutos do mar."

_ " Bouillabaisse se chama o prato, mas não sei onde tem. Eu mesmo nunca comi."

_ " Porque, não gosta de frutos do mar?"

_ " Gosto, mas é caro."

_ " Mas hoje você é meu convidado."

E fomos para a rua do Velho Porto, onde se concentram muitos restaurantes. Começou a chover fraco. Coloquei o capuz e seguimos procurando abrigo.

Mas logo eu vi, na lousa em frente a um restaurante, o nome do prato desejado. Ele viu o preço e não queria entrar. Eu insisti.

Acomodamo-nos numa mesa interna e ele acabou escolhendo uma pasta. E tomou água. Eu pedi vinho branco. O prato típico custou 23 euros e é muito interessante. É como um caldo, rico em temperos, e dentro vem postas de peixes diferentes. Acompanha uma porção de torradas com um patê muito saboroso. Fiz com que o Peter provasse do meu prato. Só não deu para dividir com ele porque era como uma sopa. E provou também do pão com patê.

Enquanto comíamos, a chuva engrossou. E ainda chovia quando saímos. Mas eu tinha mais uma vontade que satisfazer na França. E como não sei se farei outra incursão à França nesta jornada na Europa, e vi que bem perto do restaurante eu poderia satisfazer meu desejo, demos uma corridinha e entramos no café quase vizinho ao restaurante.

A garçonete pediu para aguardar alguns instantes e depois escolhemos 3 sabores de macarons e dois cafés. Eu queria comer este doce porque minha filha Brenda o sabe fazer, e é um doce fino e delicado, com um alto grau de exigência na confecção. Ele é feito com farinha de amêndoa, e normalmente é saborizado, o que os faz coloridos. Pedimos de framboesa, pistache e chocolate. E compartilhamos. E dentro vai uma ganache do mesmo sabor. Tivemos que aguardar um pouco para a chuva parar e continuamos nosso passeio.

Ainda tínhamos tempo e pedi para conhecer o Hôtel de Ville. Ele me disse que era junto ao touro e o leão de pernas de pau. É todo um quarteirão no pedaço.

E ali pertinho tem um hotel magnífico também.

E a Vieille Charité que não estava aberta a visitação.

Já abusamos bastante da sorte, já que escapamos das chuvas. Vamos de volta ao Hotel Monte Cristo, onde minha bagagem já está me aguardando na recepção. Fiz o check-out antes de iniciar o passeio.

E perguntei a ele:

_ " Você ainda tem uma hora antes do horário de trabalho, não?"

_ " Sim."

E como ele havia dito que gostaria de me acompanhar ao aeroporto, não fosse pelo serviço, lhe perguntei:

_ " Gostaria de me acompanhar até à Garé Saint Charles?", onde eu ia pegar o ônibus para o aeroporto.

E ele concordou. Subiu comigo até a recepção e eu apresentei-o ao proprietário do hotel como um bom amigo que conheci em Marselha na segunda feira. E tentei dizer ao homem o bom rapaz que ele é. Mas este senhor fala só francês e inglês. E não consegui fazê-lo, mas como o Peter já sabia o que eu estava tentando dizer, falou para ele:

_ " Ela me disse para eu parabenizar minha mãe porque me deu uma boa educação."

Eu queria que ele soubesse o quanto fiquei grata por sua gentileza, atenção e cuidado comigo. Ele gostou da lembrancinha. E penso que dizer-lhe o que penso e sinto também é uma forma de mostrar o quanto ele é grande. Que Deus o abençoe.

Seguimos pelo caminho que ele indicou até a estação, passando perto do prédio em que ele mora. Soube hoje que ele joga futebol, inclusive em campeonatos, mas ter que trabalhar o atrapalha um pouco. Mas, precisa pagar as contas afinal.

Quanto à Prefeitura e ao Hôtel de Ville, que descobri que na Itália também ser assim, a Prefeitura é responsável por alguns documentos do cidadão, como passaporte, habilitação para dirigir, e outros documentos ligados à segurança pública. Documentos de policia. Acho que seria o nosso Poupatempo misturado com a Polícia Federal. Sei lá. No Hôtel de Ville fica o governante, e eles são responsáveis por outra gama de documentos, como a identidade. É uma outra forma de fazer as coisas.

Ir até a Garé com o Peter me economizou a subida daquele monte de escadas que desci na chegada. Ele entrou pelo metrô e usamos as escadas rolantes para descer e depois subir de novo até o Terminal rodoviário. E ele sabia onde era a bilheteria. Tudo ficou mais fácil, e às 15h46 o ônibus saiu da plataforma, e o Peter ainda estava lá dando tchauzinho.

Cheguei muito cedo no aeroporto, mas pelo menos ali eu tinha banheiro, comida, estava protegida do frio e da chuva, e tinha onde sentar. Muitos aviões estavam atrasando até mais de 2 horas. E eu pedindo para não acontecer isso com o que eu ia embarcar, pois já ia chegar tarde à Sicília. Depois da meia-noite. Imagine se ainda atrasasse.

Minha primeira noite passaria em Cinisi. Mais próxima do aeroporto que fica em Punta Rasi. E pela manhã, cedo, eu seguiria para a capital da Sicília, Palermo, de trem. Já tinha os bilhetes comprados.

Mas minha espera no aeroporto não foi assim de tranquila. Fui tirar dinheiro no ATM (máquina automática de saque), e fui ao banheiro, e esqueci minha japona na cadeira. Demorei mais de 20 minutos, e quando voltei a blusa estava no mesmo lugar. Sorte que dei por sua falta no banheiro. Minha pochete foi para no chão umas duas vezes, pelo menos. E eu estava toda atrapalhada com as malas e roupa e celular. Já viram que aeroporto, malas, celular, bolsa e solidão não combinam. Já ia ter mais um prejuízo em aeroporto.

Na hora de passar no controle de bagagem, tanto a mala de mão como eu tivemos problemas. Eu passei por revista pessoal. A mala que eu não entendi. Eles não pediram para abrir. Um senhor pegou um papelzinho e encostou na mala, em diversos pontos diferentes. Saiu, demorou um pouco e voltou dizendo que eu podia pegá-la. Alguém sabe o que isso significa?

Mas o avião chegou no horário e partimos só com 10 minutos de atraso. Graças a Deus.

Cheguei a Sicília já passava de meia noite e meia. E não consegui achar o transporte que o hotel havia indicado e nem quis perder muito tempo com isso.

Reservei um hotel em Cinisi por ficar mais perto, pensando, chego mais cedo, pago menos e tenho tempo de dormir um pouco. Tudo certo com exceção do pagar menos. Sim, menos do que ir a Palermo direto. Mas por causa do horário, paguei 35 euros numa viagem de 15 minutos, e ele nem me deixou na porta. Fiquei na esquina. Ele tinha pressa de voltar porque tinha outra viagem para Palermo. Em termos de comparação, eu paguei 43 euros no voo de Marselha à Palermo.

E um senhor que estava na varanda de sua casa, ao me ver com a mala na rua, foi quem indicou o local do hotel. E o proprietário só aguardava minha chegada para ir dormir. Só me instalou e deixou o resto para fazer de manhã.

O quarto era uma graça. Instalações novas e amplas, bem pensado. Só o banheiro tinha um degrau junto a porta e logo que sai do banheiro pela primeira vez, não lembrei do degrau e virei o pé dando de encontro com a porta. Ainda bem que eu a tinha fechado, nem sempre o faço já que fico sozinha no quarto. Se não fosse a porta me parar, acho que teria ido de cara no chão. E trincou a proteção de tela do meu celular, que estava na minha mão. 

Cai na cama e dormi como um saco de batatas. Batatas dormem? Creio que sim. Tinha que acordar cedo. O trem partiria às 9h40 e o dono do hotel disse que daria uma carona até a estação.

Comi só um croissant e um nó de massa folhada, doce, com uma xícara de chá e saí.

Na estação estava a Josi. Ela me disse que chegou para tomar o trem das 8h29, e este não passou. Nem o das 9h e pouco. Mas eu tinha fé que o de meu horário passaria. E passou.

Eu disse a ela que eu tinha 3 passagens para chegar a Palermo. E ela estranhou.

Quando descemos na primeira estação para trocar de trem, ela saiu correndo e usou a escada para chegar a plataforma 1. Eu olhei no painel luminoso e vi que, para Punta Raisi, que era meu próximo destino, seria a plataforma 2, ao lado da que desci. Um homem vendo minha indecisão me perguntou para onde eu ia e confirmou que faria o mesmo. Fiquei tranquila.

Depois vi a Josi conversando, por cima dos trilhos, com o chefe da estação, e como o motor do trem estava ligado, eles gritavam e não se ouviam. Além de ela ser um pouco confusa mesmo. Ele explicou várias vezes que o trem que iria direto a Palermo só ia passar às 11h46. Que era melhor ir a Punta Raisi e de lá a Palermo. Quando ela conseguia entender, perguntou se ainda dava tempo de ela trocar de plataforma, e saiu correndo para descer e subir as escadas. Mas o trem ainda ia demorar 15 minutos. Seu horário era 10h12. E ela ficou resfolegante.

O segundo trem era bem melhor, não tinha escada para acessá-lo. No primeiro ela que me ajudou a erguer a mala. Sentamos juntas e ela estava preocupada em pagar a passagem e saber o horário do trem de volta. E ficou perguntando para vários passageiros.

Eu pensei que tinha que descer em Punta Raisi e trocar de trem de novo, mas ela perguntou ao senhor que tinha me ajudado, e ele disse que não. Assim, continuamos juntas, eu apreciando a paisagem, ela ao telefone conversando.

Achei estranho porque ela mandou mensagem de áudio para alguém e depois ficou escutando a própria mensagem em alto volume. Talvez quisesse ver se tinha explicado tudo direitinho.

Ainda consegui ver algumas paisagens muito bonitas pelo caminho.

Quando chegamos à estação Palermo Central, ela seguiu se despedindo de mim, eu fui logo atrás.

O hotel ficava a um pouco menos de 2 km da estação. E o dia estava bonito. Fui caminhando e me apaixonando pela cidade de Palermo.

Peguei uma das vias principais e fui observando vários prédios antigos, com suas terraças, cheias de plantas, e roupas a secar. E foram surgindo igrejas, pontes, edifícios públicos.

De repente eu estava numa esquina interessante, com decoração em arco para dentro, nas quatro. Depois soube que ali é o famoso quatro cantos, e estava no meu roteiro de visitas.

Quando o Google indicou-me que virasse a esquerda cheguei a Piazza Verti. E achei que era uma igreja, talvez a Catedral que eu também queria visitar. Um quarteirão inteiro, e grande com o Teatro Massimo.

E minha hospedagem ficava logo ali.

É um apartamento de três quartos, sendo um suíte, sala e cozinha, e os proprietários alugam todos. Eu peguei um quarto com banheiro compartilhado por 22,32 euros. E quando estava conversando com o Giuseppe e a Daniele, donos do imóvel, apareceu a Valentina, vinda da suíte.

E começou a conversar comigo em espanhol, muito bom. Ela me explicou que estudou na Espanha. E estava saindo para trabalhar. É guia profissional. Ia passar primeiro no mercado para comer e depois ia se encontrar com o grupo na Catedral.

Aproveitei a carona e fui até o mercado Il Capo com ela. E ela me apresentou um dos points de comidinhas boas e baratas de Palermo: Arianna Friggitoria Gastronomia.

E foi falando o nome das comidas. Tinha um bolinho de arroz, recheado de carne moída, depois empanado e frito, típico da Sícilia. E meu preferido entre o que comi. Seu nome é arancine. Depois tinha uns croquetes de grão de bico, também muito gostosos. E uma massa, com cara de massa de lasanha, também de grão de bico, que colocam dentro do pão. E eu ainda quis um macarrão de anéis, servido com molho bolonhesa. Ela me disse:

_ " Mas é muita comida."

_ " Não faz mal, compartilhamos."

E foi o que fizemos. Na hora de eu pagar, o sistema de cartão estava sem conexão. E dos 13 euros cobrados, eu só tinha 10. E a Valentina teve que inteirar. Mas não era o que eu queria, afinal ela estava sendo tão gentil e fui eu que escolhi aquela montaha de coisas. Queria provar tudo. Mas a quantidade foi boa para alimentar as duas.

Fomos passando por entre as bancas de alimentos e ela me mostrou um parente maior do limão siciliano, usado da mesma forma. E depois vi couve flor verde. Ela disse que existem também roxas ou talvez sejam vermelhas, porque falava em espanhol.

Dali fomos à Catedral, também magnifica, e ela me explicou que é uma mistura de estilos por causa dos domínios bizantino, árabe, espanhol, normando e outros mais. Disse que a ilha passou a ser da Itália faz pouco tempo, desde 1860.

E que o exterior não condiz com o interior, que tem um estilo renascentista, menos rebuscado. 

Falou-me ainda da Santa Padroeira da cidade. Santa Rosália e mostrou-me uma capela em sua honra, com muitos adornos em prata, porque os artesãos deste nobre metal eram muitos aqui na Sicília.

Em outra Capela, que tem a imagem de Nossa Senhora mas que hoje homenageia um padre que foi beatificado. Ela me explicava sobre ele quando duas argentinas esticaram o ouvido, e a Valentina convidou-as a se juntarem a nós. E contou que este padre trabalhava no bairro onde a Máfia Siciliana ainda é atuante, o Brancaccio, e tentava trazer os mais jovens, através da educação religiosa, para um caminho mais sereno, longe da influência da Máfia. E os jovens gostavam muito dele, sendo chamado de tio tanto era o carinho que tinham por ele. Mas sua morte foi encomendada, já que ele incomodava, e um dos executores, de remorso, acabou se matando. As argentinas ouviram, conversaram um  pouco  e saíram apressadas. Acho que estavam com um grupo de visita, e ficaram para trás.

Nós duas saímos da igreja e eu fui caminhar aquela rua que minha nova amiga me indicou como sendo uma das principais da cidade, levando da Porta nova, junto ao Castelo Normando, até o mar.

Primeiro subi, fiz fotos da Porta, do Castelo, do Jardim e de um monumento que tem em frente ao castelo.

No jardim vi a palma com frutos muito maduros, e um outro arbusto conhecido por mim, mas cheio de sementes ou frutos coloridos.

E aí comecei a descer. Precisava achar onde pegar dinheiro pois, enquanto ainda estava com a Valentina, o Guiseppe ligou para ela e marcou de me encontrar às 18 horas para pagar a diária, já que de tanto conversar, acabamos nos esquecendo do principal.

Passei também em frente a Fontana Pretoria, também conhecida como fonte da Vergonha, já que os corpos das estátuas ali representados estão desnudos, e atrás fica o Mosteiro Pretório, e as janelas das freiras davam de frente para a fonte.

E eu não tinha dinheiro nenhum mais, e nenhum lugar estava aceitando cartão. Tentei visitar uma igreja e a moça me indicou um ATM. Mas estava desligado. Um outro mais a frente, estava quebrado.

Aí fui andando e fotografando, até que cheguei num local e perguntei para o garçom se sabia onde tinha algum ATM. Ele apontou na diagonal, no outro quarteirão.

Quando ia para lá pegar dinheiro, um rapaz com estas charretes de passeio turístico me abordou. E ofereceu um passeio que custava 80 euros, por 40 euros. Eu disse que estava sem dinheiro e que achei caro. Ele baixou para 30 euros.

Fui até o ATM, saquei. E Entrei num bar ao lado. Precisava muito ir ao banheiro e beber água. O atendente me disse que poderia usar o banheiro s fosse consumir.

_ " Sim, eu vou consumir, mas banheiro primeiro está bem?"

Quando saí pedi uma água e um café, e aproveitei para perguntar se valia a pena o passeio de charrete. E falei o preço. Ele falou para eu regatear mais um pouco, oferecer 20.

Mas no fim acabei indo por 30 mesmo. O moço, que acho que também se chamava Guiseppe, era todo galanteador.

Eu disse que já tinha feito uma boa parte das atrações que ele me propôs, mas mesmo assim valeu a pena, porque passamos por algumas ruas que eu ainda não tinha visto.

Ele parou na Igreja de San Domenico e entrei para fazer fotos. Observem a existência de dois órgãos também, mas numa disposição muito diferente das igrejas espanholas.

E também no Massimo, que tinha visto mas não fotografado.

Depois foi em direção ao Porto, e me mostrou uma figueira de mais de 150 anos. Eu até acho que bem mais.

Ao longo do caminho ele me disse que achou linda minha boca, e lá me disse que meus olhos diziam que eu também gostei dele. Que ia me regalar um beijo na boca.

_ " Não é bem assim. Beijar minha boca tem preço e é bem caro. Até posso fazer um desconto, como você fez no seu precioso trabalho, mas ainda assim será caro."

Ele até insistiu um pouco nisso, mas eu não consigo sair beijando assim, com este tipo de abordagem. Necessito de um pouco mais de preparação. Sou antiquada, acho. E acho o beijo um presente raro, que não se dá a torto e a direito. E também não acho adequada a postura de misturar trabalho com diversão. Se ele me convidasse para sair depois, tomar algo, eu podia até pensar. Teria que ser conquistada. Estou só, mas me gosto e não tenho pressa e muito menos desespero.

Ele me deixou no local onde embarquei. E segui até o hotel para pagar a hospedagem. Cheguei mais cedo do que o combinado. Às 17 horas, mas mandei uma mensagem para o Guiseppe e logo depois ele foi receber e me deu mais alguns esclarecimentos sobre o chuveiro e as chaves.

Mandei mensagem também para a Valentina convidando-a para uma pizza no jantar.

Eu já tinha tomado um sorvete de pistache quando voltava após o passeio de charrete. E ele estava tão gostoso como eu imaginava. Mas pedi um doce de pasta de amêndoas e pistache que me deixou boquiaberta. Que delícia! E por essa eu não esperava. Ainda o coloquei sobre o sorvete, deixando o visual ainda mais bonito. E o local também ajudou, com músicas excelentes animando meu final de tarde.

A Valentina combinou de me encontrar em frente ao Teatro El Massimo às 19h30. E o espaço estava cheio de moradores e turistas. Com as colunas todas iluminadas. Estava uma alegria só.

E fomos a um local ali pertinho, comer uma pizza assada no forno à lenha. O nome da pizzaria significa Do Bombeiro ( Dal Pompiere), e nos vidros de entrada este profissional é humoradamente representado. Eu comi uma pizza belga, mas sem amêndoas, porque não tinha. A dela foi a caprichosa. Ela tomou uma cerveja e eu uma taça de vinho. E ficou por 23 euros com um excelente atendimento. Contamos sobre nossos dias e passamos uma boa noite.

Dali seguimos para o hotel, passando num banco onde pude sacar um pouco mais de dinheiro, Para não sair sem nada amanhã.

E vamos a uma boa noite de sono que amanhã tem Messina. 

P.S. Se for do interesse de alguém que vá visitar a Sicília, a Valentina me pareceu uma ótima guia. Seguem os dados para contato.