Chá da Tarde na ILHA DA MADEIRA

06/01/2020

Os dois últimos dias serão na malemolência. Depois da xícara de café que tomei ontem à tarde, sono só depois das 3 horas da manhã. Mas não me importo. É gostoso levantar mais tarde, quando o sol começa a aquecer as manhãs de outono da Madeira. É certo que ficarei sem café da manhã e sem músicas do Nelson Ned.

Mas pensei numa alternativa para hoje. Comer o bolo do caco com carne de vinho d'alhos no local que leva mais fama na confecção deste sandes. O Mercado de Tapas fica bem ao lado da porta de entrada para o Mercado dos Lavradores.

Pedi um UBER porque estou de sapatilhas e não quero machucar meu pé nem judiar de minha fáscia plantar. E de ônibus ia gastar 1,90. De carro, porta a porta, gastei 5,40. E fui bem rápido porque saí daqui 13h37 e já estava com fome.

E por que saí tão tarde? Porque tomei meu banho e fui verificar os procedimentos para evitar transportar percevejos para casa, e combinei com o Sr. Manuel que eles iriam lavar toda a minha roupa, inclusive a sacola e a mochila, e desinfetar minha mala. As roupas que estão em meu corpo, dei uma conferida, mas chegando em Lisboa, coloco em um saco e levo para casa lavar com água fervendo, para matar algum possível intruso viajante. E tive que separar tudo e deixar com ele antes de sair.

Chegando ao Mercado dos Lavradores fui conferir o horário de funcionamento, e aí sim fui ao Mercado de Tapas fazer meu pequeno almoço. Expliquei para a garçonete que estava em jejum, e perguntei o que acompanharia bem o sandes. Ela disse: chocolate quente. Boa pedida.

E apesar do lanche ser com carne de porco, ficou bom com a bebida quente.

E depois de comer fui atrás da sobremesa no Mercado dos Lavradores, e comi um maracujá daqui, pequeno e com a casca escura. Azedo como o nosso. E comprei duas bananas prata, que é raro encontrar em Beja, então vou aproveitar para comer aqui. E uma anona, pois também não sei se encontro por lá.

E já era hora de procurar o consultório médico. Preciso daquele documento médico para levar ao departamento de trânsito. E quis chegar mais cedo para tentar sair a tempo do chá da tarde.

Mas o médico ainda não havia chegado e eu fiquei tranquila até às 16 horas, horário marcado. Quando questionei a secretária, ela me disse que ele chegou mas que tinham outras consultas atrasadas na frente. Às 16h20 perguntei quantos ainda faltavam na minha frente e eram 2 pessoas. Desisti. O médico consigo ir em Beja. O chá da tarde do Reidi's Palace Hotel só tem aqui.

E chamei novamente o UBER para me conduzir de volta. E cheguei um pouco depois das 16h30, horário de início.

E fiquei numa excelente mesa, com uma linda vista do mar, de araucárias, pinheiro e das ilhas desertas, que estavam surpreendentemente, bem visíveis dadas as condições dos ventos, nuvens, céu.

E escolhi um chá da África do Sul, que não tem cafeína, e não quis champagne, que aumentaria o custo em 18,50. E recebi uma torre de pratos com sandes, geleias, manteiga, mini bolos. E após comer os sanduíches recheados de camarão, salmão, avocado, vegetais e cream cheese, trouxeram um cone. Falavam com tanto mistério do cone... e é um pão assado em forminha. E foi com ele que comi a geleia. Não gostei do sanduíche de camarão, não combinou com o chá. E os que mais combinaram foram o de avocado e o de salmão.

Com os salgados eu adocei o chá usando uns pauzinhos com caramelo duro. E tomei sem açúcar ao comer os doces. Bebi mais de 700 ml de chá, com certeza. E comi todos os itens que constavam na bandeja, nem mais, nem menos. Entre os doces o que mais gostei foi um com uma espécie de gelatina com natas, frutas, e uma parte de coco e outra de chocolate. Os demais estavam sem graça. O custo do luxo foi 36 euros, que pagam o serviço, o lugar, os produtos e a vista. Eu gostei. Valeu a experiência.

E voltei a pé já que o hotel é bem pertinho. E amanhã é dia de ir-me. Chego à noite em Lisboa e pego o ônibus das 15 horas para Beja, para iniciar outra viagem já no dia 17. Só 9 dias. Ainda bem que já está programada. Ainda assim tem bastante coisa que providenciar até lá.

Até lá!