Carnaval nas ILHAS CANÁRIAS

24/02/2020

Sábado

Ainda não os situei quanto as Ilhas Canárias. Elas formam um arquipélago, e são também região autônoma da Espanha. Estão divididas em duas províncias e por isso têm duas capitais. Assim como as Ilhas da Madeira, e os Açores, também fazem parte da Macaronésia, pelas similitudes.

O arquipélago das Canárias é constituído por sete ilhas principais, divididas em duas províncias e várias pequenas ilhas e ilhéus costeiros:

  • "Província de Santa Cruz de Tenerife:
    • Tenerife;
    • La Palma;
    • La Gomera;
    • El Hierro.
  • Província de Las Palmas:
    • Gran Canária;
    • Fuerteventura;
    • Lançarote;
    • Graciosa;
    • Arquipélago Chinijo:
      • Alegranza;
    • Ilha de Lobos;
      • Montaña Clara;
      • Roque del Oeste;
      • Roque del Este.

Há ainda um conjunto de pequenos ilhéus costeiros, penedos e ilhotas (Anaga, Salmor, Garachico).

O arquipélago das Ilhas Canárias é o maior e mais populoso da região da Macaronésia.[6] As suas capitais são Santa Cruz de Tenerife e Las Palmas de Gran Canaria. " (Fonte Wikipédia)

A Ilha de Lanzarote é esta que vemos abaixo, e dela estou me despedindo.

Primeiro passando pelo Mercadillo de Haría, que confesso ter me surpreendido pois, apesar de pequeno, tem uma grande diversidade de trabalhos artesanais. E, pelo que pude entender ao conversar com uma das artistas, eles assim estabelecem mesmo, para que não haja concorrência. Há espaço para todos e isso agrada ao turista.

Tem arte com tecidos em roupas e acessórios, em couro, argila, metal, madeira... Decoração e vestimenta.

Como decidi-me a pegar a guagua das 11 horas, fui cedo para o Mercadillo e ainda o estavam montando. No mesmo local que tomei meu café da manhã, hoje estava cheio, e encontrei a mulher da arte em argila, e o cara do ponto de ônibus, e depois a Calixta, que também tem uma tenda para vender seu crochê.

Eu acabei comprando mais uma camiseta, azul turquesa, e uma bolsa de pano para o computador.

E foi muito bom reencontrar a Calixta, assim nos pudemos despedir com um caloroso abraço e também pedi a ela que transmitisse outro a Assuncion, dizendo que as aguardo no Brasil.

Haría é mesmo um local bem pequeno, e sua gente muito receptiva. Adorei.

Voltando a Arrecife, meu Hotel agora chama San Ginés, fica mais perto do Porto, de onde sairei de Barco em direção a Tenerife, perto da rua comercial mais importante, e vem perto do fervo de Carnaval, que acontece mesmo entre o Cardona, onde estive, e o San Ginés. Aqui estou pagando menos, mas o banheiro é compartilhado. E fiquei no segundo andar, sem elevador. Mas será só uma noite.

Notei pelo caminho uma bruma, e apesar do dia estar claro e quente, a visibilidade é baixa.

No hotel a atendente venezuelana me disse que se chama Calima. É uma poeira que vem com o vento por causa de uma tempestade de areia, no Saara. Ela é muito simpática e me deu informações para poder aproveitar melhor meu tempo na cidade.

Depois de me instalar, fui a procura do Carnaval, porque já sabia que eles têm o que chamam de Carnaval de dia, e na Praça Principal um grande palco foi montado. E já no caminho para lá vou observando as pessoas passando disfarçadas. O tema do Carnaval daqui foi Super-Heróis. 

No palco os grupos vão sendo trocados a cada duas horas, mais ou menos, e eu fui dançando e explorando o local. Mas, do que pude observar, o grande barato deles é mesmo se fantasiar. Um pequeno grupo fica bem em frente ao palco, e este dança um pouco. Mas ali a aglomeração faz com que seja muito quente. Não é lugar para mim.

E conforme vou passando de um lugar para outro vou me divertindo, dançando, e com as fantasias, hilárias. E até os bebês são fantasiados, normalmente combinando com as fantasias de seus pais. Tem de tudo.

Chamou minha atenção as meninas vestidas de pipoca, os Obelix, as cornudas. O Freddy Krugger, o monstro de Papel, o Dragão Chinês... Nem de todos eu registrei com o meu clique, mas é o que eles esperam. Se são convidados para fotos, o fazem com alegria. 

E nas barraquinhas de comes e bebes tudo custava um euro. Achei interessante a proposta. A porção aumenta ou diminui para caber no um euro. Gastei 5 euros na festa, em duas garrafas de água de 200ml, uma empanada, um croquete de batata, e um pedaço cheese cake.

Fiquei por toda a tarde dançando, e sai quando começou a noitecer e meus pés a doer. É um Carnaval familiar, pelo menos até a meia noite. Pois o tema deste Carnaval em Lanzarote foi pela diminuição das violências sexuais, onde Não é Não.

Domingo

A Calima continua e a previsão é que vá até quarta-feira. Recebi um e-mail da empresa em Tenerife cancelando meu tour guiado pelo Monte Teide, justamente por este motivo.

Apesar de ter voltado cedo para o Hotel, dormi tarde pois coloquei minhas publicações em dia, aproveitando a excelente conexão WiFi. E como o check out é ao meio dia, e o barco para Santa Cruz de Tenerife só as 15h30.

Às 11h30 eu deixei o quarto. A recepcionista me perguntou se eu queria um táxi, e pedi, na verdade, para deixar minhas malas, já que eu ia comer primeiro, antes de embarcar.

_ " Mas será que vai ter barco?", se preocupou ela.

Peguei meu voucher e ela ligou para a Marina. Confirmaram que o meu barco não havia sido cancelado. Ainda assim ela me aconselhou ir de t´xi até lá, porque a volta a pé era grande.

Fui em busca de um restaurante aberto. Ia almoçar. Pelo horário seria mais conveniente, evitando passar mal no barco.

Mas as ruas estavam mortas. Os foliões deviam estar todos dormindo ainda. E um pouco além da região carnavalesca, localizei uma cantina italiana onde o dono ainda se preparava para iniciar as atividades. E gentilmente, decidiu atenter-me. 

Um prato de Talharine à moda de uma das regiões da Itália, um vinho tinto seco, em uma taça enorme, uma garrafa de água. E um ambiente charmoso, rico em detalhes. Cada mesa é decorada de forma diferente. E quando lhe perguntei:

_ " Sei que aqui chove pouco, mas o que faz quando chove?", pela ausência de teto na área dos comensais.

_ " Come-se mais rápido."

Realmente parece que a chuva não é uma moléstia com que se preocupar. Gastei ali 20 euros e ainda fui procurar uma sobremesa.

E logo adiante achei uma sorveteria onde, uma taça com uma bola de pistache, outra de tiramissu, chantilly e cerejas negras me custou 4,50 e me deixou alegre e satisfeita.

Antes de voltar ao hotel ainda tinha tempo de dar uma volta no entorno do Castelo de São Gabriel, ver o mar bravio e avistar uma arraia enorme. Vi algumas pessoas olhando para a água e só vi aquela mancha negra se movimentando para lá e para cá, naquela água verde e transparente. Que feliz coincidência.

Pois de felizes coincidências meu mundo está repleto. Quando cheguei ao hotel, um táxi estava deixando duas senhoras galesas, espanholas da região da Galícia. E já pedi que me levasse até o Porto.

Fui a segunda a chegar e ele me disse que, se não houvesse barco, o escritório estaria fechado. A bilheteria ainda estava fechada. Logo um ônibus se acercou e desembarcou uma multidão. E o escritório ficou repleto de gente. Assim que a moça abriu a bilheteria, logo fui atendida e recebi meu bilhete de embarque. Depois sentei-me e fiquei observando a confusão. 

Outro guichê abriu para atender as pessoas, que foram enviadas pela Ryanair, já que os voos foram cancelados por causa da Calima. E eu decidi vir de barco, e olha que são 10 horas de caminho, já em Portugal, quando pensei no passeio, no começo de dezembro. Tem quem não acredita em anjo...

Um momento engraçado foi quando, próximo das 15h30, a funcionária percebendo a quantidade de gente que ainda tinha por atender, saiu da bilheteria e começou a chamar, em voz alta, pelo nome do primeiro bilhete que tinha em mãos. Mas eram alemães os passageiros. E ninguém a atendeu. Um passageiro alemão, que fala espanhol, perguntou se poderia ajudá-la, ao que ela aquiesceu. Ele pegou os bilhetes e gritou, de novo, o mesmo nome que ela chamou sem êxito, mas agora com a pronúncia correta e com o sotaque deles:

_ " FRANZ SCHOEMSNDOADKKRSZ" (nome fictício)

Pois um homem que estava a menos de um metro se manifestou, e provocou um riso geral, já que agora todos entenderam o nome, até o próprio. E dali para frente foi o alemão que se encarregou de entregar todos os bilhetes.

Mas o navio estava mesmo atrasado, de certo por causa da Calima mesmo. Normalmente ele encosta por volta de 14 horas, descarrega, carrega e sai às 15h30. Ele começou a se aproximar às 15h30. Só saímos após as 17 horas. Mandei um e-mail para o hotel avisando que não tinha previsão de chegada, e expliquei a situação.

O navio é até grande, porque vem da Espanha, e tem camarotes, piscina, área de recreação infantil, restaurante, cafeteria, shopping, cinema. E os passageiros ficam entretidos em 3 dos andares. Alguns vem de carro, que ficam nos andares inferiores. 

Eu circulei pelo navio parecendo bêbada, não conseguia manter a linha reta. O mar estava revolto. E meu estômago só não ficou do mesmo jeito porque não olhei para fora, nenhuma vez, e depois achei nos assentos do cinema, um local confortável e estável para ficar. E no navio só comi uma lanche com suco, e depois um pedaço de torta com sorvete. Ainda assim fiquei mareada. Percebi na hora de dormir.

Fizemos uma parada de quase duas horas em Las Palmas da Grand Canária, onde sai  na proa da embarcação para fotografar e tomar um pouco de ar fresco. A maior parte dos passageiros desceu aí.

E assisti dois filmes inteiros e um pedaço de um terceiro durante a viagem. Até chegar a Santa Cruz de Tenerife, passado de duas da manhã, mas que, até ser autorizado o desembarque, já era mais de três. E o táxi não pode me deixar no hotel por causa do Carnaval, E tive que andar, por 450 metros, entre os bêbados, vendo gente urinando em todo lugar, e as fantasias já desmanteladas. E o Carnaval estava na porta do hotel. Mas fui bem recebida, cheguei em segurança e não há o que temer. E meu quarto fica no fundo, eu estava com muito sono e cansaço, tomei um banho quente e dormi como um anjo, das 4h30 até quase meio dia.

Segunda

Novamente fiquei sem café da manhã. Pelo horário mais me convinha almoçar. 

Primeiro fui procurar o Posto de Informações Turísticas, já que meinha excursão foi mesmo cancelada, e para saber como ir ao Monte Teide de guaguas.

Estava na Praça Espanha, onde também achei um restaurante muito bom. Sentei-me na parte interna para evitar a inconveniente fumaça dos cigarros.

Quando o garçom me trouxe o menu, pedi que me trouxesse logo algo para comer pois não comia desde o almoço de ontem, o que é meia verdade, mas no intervalo de 24 horas só comi o lanche, a tortinha com sorvete e amêndoas caramelizadas que tinha comprado no mercado. E foi uma noite longa.

Ele me trouxe um pão quentinho e um suco de laranja.

Depois pedi duas entradas, uma que chamam tapearia, porque é composto de vários petiscos, mas ele só trouxe o salpicão e um peixinho que lembra a sardinha, mas menor, acho que o nome é bocaneros. E estavam excelentes. Sabor de casa.

_ " Sabor de comida caseira?", perguntou ele.

_ " Não, sabor de Brasil."

E a outra entrada era de queijo quente com melado e castanhas, e serviu-me como uma sobremesa.

Enquanto eu estava lá, um grupo de travestidos entraram no restaurante para tomar umas cervejas. Eles se travestem anualmente e passam pelas ruas tirando fotos com as pessoas. E me pareceram muito familiarizados com os saltos altos. E seus vestidos em rosa eram muito reluzentes, e ainda carregavam uma bolsinha e um microfone estilizado, além de um soberbo anel. Uma fantasia bem elaborada em com certeza, bem cara.

Dali resolvi dar uma volta pela cidade e bem perto de onde almocei vi um restaurante com Brasil no nome. Devo almoçar lá algum dia. Vi um tacho de paella, e uma grelha churrasqueando linguiça e outras carnes, deu vontade.

E fui registrando os prédios do entorno, o correio, o Cabildo, um monumento aos heróis de Guerra. Depois subi a rua do hotel, onde agora estava o alegre grupo travestido. Não sei dizer se eram travestis ou travestidos, mas sei que são animados e simpáticos.

Subi a rua, que é um calçadão, e depois fui em direção ao Mercado e Biblioteca. 

As ruas já estavam todas limpas da bagunça da madrugada, mas o cheiro de urina está em toda parte. As ruas não foram lavadas, nem sei se tem água suficiente para este gasto.

E todos os monumentos, praças, jardins, assim como fazem no Brasil, estão cercados por telas e grades, para evitar vandalismo. Uma pena. Pessoas alcoolizadas se comportam igual em todos os lugares, de um modo geral, se comportam mal.

Voltei para o hotel onde resolvi tirar um cochilo de mais uma hora. Uma noite perdida, na minha idade, não se recupera assim, só dormindo 7 horas direto. 

Quando levantei comecei a escrever até dar um horário bom para conhecer o Carnaval noturno de Tenerife. Informaram-me na recepção que até à meia noite é tranquilo. Como eu já imaginava. Recebi uma pulseira verde para poder ser identificada facilmente no retorno ao hotel, que estará com a porta fechada, e um segurança além do recepcionista. 

Se de um lado a pulseira me identifica com turista e pode ocasionar abordagem de gente mal intencionada, por outro também os policiais tendem a oferecer maior proteção. Então, fico empatada.

Quando cheguei a um dos três  palcos montados na cidade, o que está próximo à Praça Espanha, um grupo fantasiado estava se apresentando, com danças e canto. E estava muito bonito.

Depois colocaram playback até montarem o palco para a banda Maracairo. E isso demorou mais de uma hora. Desanimador. Mas como ainda era pouco mais de 22 horas e eu decidi ficar até meia noite na rua, esperei.

E compensou a espera, nas primeiras batidas do tambor eu já senti dentro de meu estômago, e isso foi o suficiente para me reanimar.

O tema aqui em Santa Cruz de Tenerife, neste ano, foi 'Coquete'. Mas, ao contrário do pessoal de Lanzarote, que na maior parte respeitam o tema, aqui se vê de tudo, e as fantasias, raras exceções, não são tão caprichadas. Mas em compensação a festa é mais animada. As pessoas dançam mais. 

No horário que fui vi muitos adolescentes. E estes carregam consigo garrafas de refrigerante. E os jovens também o fazem, mas não há, necessariamente, refrigerante dentro de suas garrafas. E por todo lado se viam sacolas plásticas com as bebidas dentro, e seus donos em volta. Algumas pessoas levam garrafas de vidro, e a festa mal havia começado, já tinha garrafa quebrada. Este é um erro da organização. 

Dancei bastante, vi algumas fantasias engraçadas, vi gente bonita, apreciei as danças, e dancei bastante. Comprei um 'perrito' que é como chamam o cachorro quente e tomei um chá gelado. E logo depois da meia noite, antes de virar abóbora, voltei para o hotel, onde, claramente, ainda não consegui dormir, por causa do cochilo da tarde. Mas está valendo.

Terça

Iniciei tomando um café da manhã num dos inúmeros bares da região, com suco, pão com queijo, torta e café com leite. 

Já estava próximo do horário de iniciar, na Praça Príncipe de Astúrias, a apresentação da Filarmônica Ni Fa Ni Fu, cujos integrantes se vestiram de palhaços. eles mantém a tradição do Carnaval de Santa Cruz de Tenerife com canções alegres porém críticas, aproveitando a oportunidade para conscientizar à população e quem sabe também aos governantes, com problemas como o cuidado com a terceira idade e outros. O tempo todo tinha uma moça, entre duas que se revezavam, fazendo a linguagem de sinais do que se falava ou cantava.

Um jovem elemento, integrante da banda, com seu instrumento de plástico, torna ainda mais divertido o espetáculo. Assistam aos vídeos no Instagram @lessameyre ou no Facebook, Meyre Lessa.

Depois, acreditem, foi a vez da Agrupacion Lírico Musical Los Fregolinos, composta de banda e coral, e com a apresentação de 4 solistas. Música lírica no Carnaval, e muito agradável. 

É bastante eclético o Carnaval por aqui, e me pareceu bastante seguro também. Alguns trechos das atuações destes cantantes também estão a disposição nas minhas redes sociais.

E ainda houve a entrega de um agradecimento à personagem constante em todos os carnavais do local, La Leiterita. E ainda fiz uma selfie com ela.

Voltei ao hotel, enrolei um pouco e sai para almoçar no Meson Brasil. Comi umas costelas de porco assadas, com batatas e um balde de sangria. Enquanto eu almoçava ia observando o quão democrático é o Carnaval daqui. Passaram cantando Hare-Krishna, um dinossauro, um grupo de crianças...

Voltei ainda ao hotel, para usar o banheiro, antes de ir procurar o o Coso, que é um desfile de vários grupos, sem tema definido, onde a música pode ser com um carro de som, cantada, ou simplesmente com a percussão de um bumbo, um repique e um prato, por exemplo.

Mas o desânimo era evidente em muitos dos integrantes do desfile. Para outros, caminhar pela avenida ostentando o precioso traje já é uma realização. Neste caso, a mim me parecia como um desfile cívico do Brasil. Mas alguns vinham com bateria mais animada e apresentavam alguma movimentação. Fiz alguns pequenos registros em vídeo que podem ser vistos nas minhas redes sociais. E desfilam também crianças muito pequenas, às vezes até em carrinhos de bebê.

A parte mais animada é a dos carros de som, no final. Parecem trios-elétricos. Cada um vem com seu som, tocando músicas diferentes, e algumas pessoas dentro deles tentam animar a assistência, mas a passagem é tão breve que fica um gostinho de quero mais (este vídeo está só no Facebook).

Três horas de apresentação e se encerram as apresentações do Coso, e também o meu Carnaval. Se bem que para a cidade ainda não. Os eventos de Carnaval tiveram início dia 30 de janeiro e só se encerra definitivamente dia 01 de março, tão importante é esta festa para a tradição e para o turismo local.

Só passei ainda no mercado para providenciar provisões para o passeio de amanhã, e jantei uma torta de chocolate.

E estou tendo noites agitadas. E uma saudade imensa. Mas isso passa.