Balcões e Pico Areeiro, ILHA DA MADEIRA

30/12/2019

Hoje tem outro passeio guiado pelo Antonio na ilha da Madeira. Com o tempo quente, firme e sem nuvens, ele resolveu mudar nosso roteiro de hoje e visitar o terceiro maior pico da Ilha. O Pico Areeiro, com 1818 metros de altura, atrás do Pico das Torres e do Pico Ruivo.

Mas a subida até lá é de carro, e no caminho paramos nos Balcões onde visitamos uma psi cultura de trutas, com os tanques separados com peixes de tamanhos diferentes.

E depois caminhamos um pouco, por uma caminhada suave onde pude conhecer os regos, sistema de plantio que facilita a distribuição de água na plantação, fazendo-me entender porque dizemos: regar as plantas. E uma parte da Floresta Laurissilva, da qual falarei no próximo post.

E vi a Gila, a abóbora responsável pelo doce de gila, pelo cabelo de anjo, e pelo pão de rala.

O caminho é até um miradouro que arranca exclamações de admiração ao final do caminho, ao avistarem as montanhas a frente.

_ " Uau!", disse eu.

E outros eu ouvi, no mesmo ponto de onde eu avistei.

Um brinde é poder observar alguns tentilhões mais ousados que se arriscam a comer farelos que lhes é oferecido em cima de uma mesa redonda de pedra.

Dali avistamos, ao longe ainda, dois dos picos mais altos da Madeira, o Areeiro, com a antena no alto, e o das Torres, conforme aponta o meu guia. Entre eles, o Pico do Gato, essa ponta que parece a cabeça do gato com orelhas e focinho.

Continuamos pela estrada sinuosa até o estacionamento junto ao Pico Areeiro. 

Enquanto o Antonio procurava lugar para o carro, eu fiquei fazendo fotos da vista. E avistei o Cais da Sardinha. E depois da chegada do Antonio, ele me mostrou as Ilhas Desertas.

Ali um restaurante e banheiros pagos. Uma bola branca da Força Aérea é responsável por controles de segurança. E a partir dela uma pequena escada até o Miradouro.

Dali sai uma vereda que leva até o Pico Ruivo, mas tem mais de 7km e leva um tempo mínimo de 3 horas para realizar. Eu fiz um pedaço, pensando em chegar até outro Miradouro, ali perto, mas ao perceber a dificuldade no final do caminho e, já considerando que meu fôlego me abandonou bem antes, fiz uma boa parte para obter outras perspectivas das rochas, e voltei para poupar-me.

Na volta paramos para ver um Iglu que se usava para guardar neve sob ele, conhecido como Poço das Neves e foi construído por uma família inglesa.

No entanto, quando subíamos, vi uma crista na montanha que me fez supor como seriam as muralhas da China. E ao voltar, ao meu pedido, o Antonio parou o carro na estrada e caminhamos até obter a vista que eu desejava. E ver as levadas e outras formações rochosas.

No caminho falávamos sobre os formatos das pedras e o Antonio me falou dos monstros de pedra da Frozen II, e ali pudemos observar a facilidade que temos de ver coisas diferentes nas formações. Fiquei com vontade de ver o desenho animado.

Conversamos muito também sobre a vegetação, onde aparecem florestas de pinheiros, eucaliptos e cedros, zonas que, aparentemente foram ocupadas por castanheiras e que hoje, após um incêndio de outrora, mesmo tendo sido replantado, continua deserto, o que o faz supor, com base na observação, que as espécies escolhidas para o plantio não estão adequadas ao perfil do local. E mais no alto, arbustos.

Já na descida, paramos no terreiro da luta e vi o Santuário de Nossa Senhora da Paz. E um pedestal para a Santa com pedras trazidas da Ribeira de Santo Antonio, em procissão, por cerca de 300 homens.

Estava saindo quando notei o menor presépio até agora. Um pequeno detalhe, sobre o banco de concreto, sem luxo e nem destaque, mas que não me passou despercebido.

Fiquei no supermercado Pingo Doce, onde aproveitei para almoçar, já passando das 15 horas. Não comprei nada pois achei um mini mercado próximo ao hotel que me facilita o transporte. Comprei nele mais água, vinho d'ouro, bolo de mel com chocolate. E voltei para o Residencial Melba, descansar e escrever.

O dia seguinte, sem passeios programados, resolvi ir ao Shopping Madeira. Levantei às 11horas e perdi o café da manhã. Fui até a Estrada Monumental e chamei um UBER. Enquanto esperava, vi que do outro lado da rua acontecia uma exposição de carros antigos. Mas não dava tempo de ir até lá.

O motorista era venezuelano o que me fez perguntar porque tantos aqui?

_ " Por cauda dos problemas político-econômicos."

_ " Mas eu já conversei com algumas pessoas que estão aqui há mais tempo."

_ " Houve um época em que muitos madeirenses foram trabalhar na Venezuela. E formaram vínculos."

_ " E por que não escolher outro país da América do Sul?"

_ " Por que, de um modo geral, também não estão bem... E eu também sou pertuguês. Então ficou mais fácil vir para cá."

_ " E por que não em Portugal continental? O clima?"

_ " Sim, o clima aqui é muito bom, o que não está fácil é emprego."

_ " Mas o UBER agora está sendo bom."

_ " Sim. Agora está."

Ele também está desde o começo, há 31 dias.

No shopping, a primeira coisa que fiz foi levar minha roupa para lavar na 5 for Sec. Tinha 3 kg de roupa e ela me cobrou 10,50 euros incluída a taxa de urgência. Pediu-me para retornar às 17 horas. E eu fui então comer. O Shopping é bem simpático, e um tanto diferenciado.

Parei numa cafeteria que não recomendo. As fotos apresentavam lanches grandes e bem recheados e recebi um pão mixo com pouco recheio. Só o chocolate quente estava bom.

Depois fui para o cinema assistir Frozen II, e aguardei um pouco mais de 20 minutos até iniciar a sessão das 14 horas.

Quando terminou, só deu tempo de tomar uma limonada com maracujá, comer umas batatas fritas e já era hora de pegar a roupa.

Mas como ainda não estava pronta, voltei ao shopping e acabei comprando um camisão e umas bijuterias.

E quando voltei e peguei minhas roupas, fui orientada pela atendente a voltar de ônibus. E perto do ponto vi um céu de por do sol, e sentei-me no muro do estacionamento até dar o horário do por do sol. E fiz fotos e vídeo muito bonitos ( vídeo no Facebook Meyre Lessa).

E o ano está quase terminando, mas as aventuras ainda não, então, aguardem mais um dia e outro.