17 DIAS NA BAHIA – PENÍNSULA DE MARAÚ

28/10/2020

Ainda bem que o tempo melhorou. Não teve jeito, não consegui trocar o carro por um mais adequado. A solução foi contratar transfer entre a a Praia dos Algodões, na entrada da península, e Barra Grande, na extremidade da mesma. Li em um blog e depois os moradores de lá me falaram, que a BR-030 facilitou e muito o deslocamento até a região. Foi feita uma ligação entre Camamu e a Praia de Campinhos, parte dela asfaltada, e uns 30 km de terra batida. É uma estrada reta e plana, em sua maior parte, mas a chuva ainda deixa algumas partes enlameadas. E os carros baixos e sem tração sofrem se atolarem ou deslizarem no lamaçal. Mas como o dia anterior já choveu pouco, passamos com a estrada seca, seguindo os trilhos dos outros carros. E o aplicativo Waze, do GPS que aluguei junto com o carro, nos levou até a Pousada Sítio dos Corais. Ainda bem porque a sinalização por lá é precária.

E ficamos sem internet por um longo trecho.

A pousada é na beira da praia, e para chegar nela passamos por estradinhas de um carro só e com mato dos dois lados. Após uma porteira, lá estava o Alex para nos receber. E foi apresentando o local, cheio de árvores, com redes preguiçosas sob a sombra, piscina, uma cobertura que eles usam como academia para algumas lutas e para jogos, o coberto do restaurante, tudo ricamente decorado com motivos orientais. Segundo ele, fruto de várias viagens à Indonésia.

Nosso bangalô era o Bali, e o lay-out dele é muito funcional. Primeiro que a cama de casal tem um mosquiteiro de enfeite. Ao lado uma cama de solteiro, e em linha com ela, mais uma, que foi colocada a nosso pedido. E ao lado desta uma grande área livre, com tapetes. O banheiro é dividido em três elementos, um para o chuveiro, uma para a bacia sanitária, estes fechados com portas corrediças. E o terceiro, aberto, continha um lavatório. Ideal para pessoas que viajam juntas, mas que necessitam manter a privacidade. Já sabem que não é o meu caso. Depois de muitas viagens 'solo', compartilhando banheiros e dormitórios, sou bem liberal e desavergonhada até.

Como já era quase hora de almoço e nosso transfer ia demorar uma hora para chegar, decidimos ir pela praia até o Restaurante Obaê, das Fernandas, segundo nosso anfitrião. Perdemos tempo para instalar-nos, depois na caminhada até lá. E quando chegamos, só tínhamos 30 minutos do tempo original. Mas eles foram estupendos. Prepararam rapidamente alguns deliciosos PF (Pratos Feitos), compostos de peixe empanado, arroz, feijão, farinha e salada. Quando a Nilze, da Maraú Tour chegou, ainda não tínhamos recebido a comida, mas logo em seguida fomos servidas, comemos rapidamente e, na hora de pagar, a internet deu 'bolo' na proprietária. Pois ela sugeriu que fossemos embora sem pagar, voltando depois para fazê-lo. Só esta atitude já ganharia minha estima, mas além disso a comida estava ótima, e o lugar é maravilhoso, com aquele mar lindíssimo a frente. Anote aí: Obaê Restaurante Praia dos Algodões.

A Nilze até estranhou quando chegamos ao carro, já almoçadas. E logo saimos, contentes, para nossa primeira aventura por aquelas paragens. Mas dali até Taipu de Fora, onde pegaríamos os quadriciclo para o primeiro passeio, era bem longe. E bem sacudido. E lindo, com umas lagoas nas laterais que me fizeram pensar no Sul do país, na passagem pela Reserva Ecológica do Taim.

Os quadriciclo estavam estacionados na garagem da casa dela. Ela nos orientou os comandos, sendo o de marchas o mais complicado, pois são no pé esquerdo. Tiramos os veículos da garagem e fomos dar uma primeira volta sozinhas, minha filha e eu, cada uma em um quadriciclo. Voltamos e pegamos nossas garupas. Eu com muito mais dificuldade do que ela para dirigir. Ela foi embora na frente com a avó e eu fiquei para trás com minha prima. Parei na padaria e peguei água para todas nós. E, no final da rua, antes de chegar à esquina da trilha, paralela a BR, lá estavam elas. Mas minha mãe já estava sentada numa cadeira de plástico, colocando os bofes para fora.

Minha filha disse que ela reclamou, dizendo que passava mal. E ela parou. Olhou para a vó e esta estava branca como papel. Não conseguia nem descer do veículo. Uns homens descarregavam um caminhão bem ali, e vendo a situação, ofereceram ajuda e a cadeira.

Quando cheguei ela já estava melhor. Causa provável: Sacolejar do carro após o almoço, e mais as batidas na coluna, dos pulos do quadriciclo. A Nilze achou que seria demasiado para as duas garupas. Minha mãe desistiu ali mesmo. A dificuldade foi resolver o que fazer. Quatro cabeças, quatro sentenças. E cada um dá um palpite diferente e ninguém resolve nada.

Vi, na esquina, uma lanchonete. Fui até lá verificar e chamei-as até lá. Sugeri que ela ficasse por ali, tomando água de coco, sorvete, comendo, conversando... Minha filha achou que ela podia ir de carro até Barra Grande e a gente se encontrava lá. E a moça da lanchonete foi logo falando para um homem:

- Você pode levar ela lá?

- Mas até onde?

- Até Barra Grande, disse minha filha.

- Mas em que lugar?

- Elas podem ir com o quadriciclo atrás de você, disse a mulher.

- Só que eu não posso ficar lá não.

- Assim não adianta, disse eu. Melhor resolver logo: Mãe, você fica aqui. Tem sombra, companhia. E nós estamos com a Maraú Tour. Vocês conhecem a Nilze e o Sandro da Maraú Tour?

- O Sandro do turismo?

- Sim, este. Se houver algum problema, entrem em contato com eles, que estão pertinho. Nós estamos incomunicáveis e também não poderíamos fazer nada mesmo.

Minha prima passou para a garupa de minha filha, pois comigo teria que ficar com as pernas muito abertas. Intriga da oposição. Kkk

E lá fomos nós. E eu sempre ficando para trás. E andamos muito. Já era tarde, depois de toda essa bagunça. Quando chegamos a Barra Grande entendemos a dificuldade em marcar um local por parte do motorista na lanchonete. É grande mesmo, e a rua bifurca para ir até a Ponta de Utá, ou a Praia de Barra Grande, ou até a Praia dos Três Coqueiros, que foi a escolhida por nós.

Paramos os quadriciclo no estacionamento próximo a praia. Perguntei para minha filha:

- Posso deixar o capacete?

- Melhor não né?

- Mas é tão fácil levar a moto...

- Tem que tirar a chave né! E deu um soco na própria cabeça, representando minha burrice.

A chave parecia acoplada no motor. Como eu ia saber?

Escolhemos uma das mesas de madeira com aqueles bancos imensos. Pedimos uma porção de isca de peixe, cerveja, água. Minha prima foi para o mar, que parecia uma piscina de tão calmo. E eu logo atrás. Um pouco depois fui trocar de posição com minha filha, mas ela ainda bebia e porção não chegou. Voltei para a água. Que delícia!

Passou mais um tempão quando saímos do mar e nada de porção. Chamamos o garçom. Ele foi até a cozinha e voltou dizendo:

- Deu um problema na impressão do pedido quando passei o comando pelo celular. Mas elas disseram que é bem rápido, se ainda quiserem.

Dispensamos. Pedimos duas sobremesas de creme e coco. Só tinha uma. Na hora da conta, não constava a sobremesa. Mas corrigimos, pagamos e nos fomos.

Fotos no quadriciclo e quando minha filha foi ligar o dela, não pegava. Deixamos de ver o por do sol, de novo, para não pegar a estrada ruim, com um veículo ao qual não estamos acostumadas. E ficamos presas ali, com o motor apagado. Um homem da vizinhança nos ajudou, acelerando ao mesmo tempo em que acionava o botão da partida. Até que ligou.

E ela foi a frente. E se perdeu em uma das bifurcações. Parou. Perguntamos para um moço que passava em um quadriciclo também. E ele explicou tudo errado:

- Vira a primeira a esquerda e a esquerda de novo.

Mas a primeira a esquerda era sem saída. E uma moradora explicou direitinho para minha filha. E lá fomos nós, já no escuro, com um monte de carros passando naquele terrão. Mas todo mundo se respeita. E eu lutando com as marchas, e ouvindo a recomendação da Nilze em minha mente: "Não ande em segunda marcha que gasta muita gasolina."

Eu cheguei até a colocar quarta. E ficava rezando para não ter que parar ou diminuir as marchas. Era fácil diminuir, bastava pisar no pedal. Mas para aumentar tinha que puxar com o dorso do pé, de chinelo. Ai.

E quando chegamos ao posto para reabastecer eram quase 19 horas. E o posto já estava fechado. Mas minha mãe passava bem na Lanchonete do Gil. Conversou com um monte de gente, foi paparicada, e até dormiu na grama. E estava com a aparência e o humor muito melhor. Deixamos minha prima com ela e fomos entregar os veículos, que custaram noventa reais de aluguel para meio período. E devíamos devolver com o tanque cheio. Mas diante de todo o acontecido, a Nilze falando que o melhor era ter deixado minha mãe lá com ela, só combinou de abastecer no dia seguinte e me passar o valor para eu pagar os 50 % restantes. A parte inicial eu paguei na reserva, por transferência bancária. E gastamos só R$ 23,00 de combustível.

Quem nos levou de volta foi o Sandro, em outro carro, 4x4. E como em outros momentos anteriores de nossa viagem, o caminho de volta, no escuro, pareceu mais longe.

Chegamos com fome e nem nos banhamos para ir até um restaurante de Massas, bem perto do Obaê. E o caminho era, de novo, pela praia. E o céu estava esplêndido. Todo estrelado. E ali quase não tem luzes de cidade, já que as pequenas concentrações de casas estão longe. E na hora de subir a escada de azulejos, saindo da praia para a travessa do restaurante, era um degrau enorme. Creio que com uns 60 centímetros. Minha filha subiu, deu a dica para minha prima pisar em numa pedra e ajudou-a a subir.

Foi fazer o mesmo comigo. Coloquei uma perna. Ensaiei. Ela me perguntou:

- Você sobe com essa perna na frente?

Tentei trocar. Não dava. Ela me estendeu sua mão miúda, num corpo com 3/5 do peso do meu. E eu tentei subir.

- Mããããeeee...

E eu a trazia para baixo, e num salto ágil de jovem, ela conseguiu cair de pé na areia de volta, enquanto eu me ralava toda no cimento mal acabado e escavado pelo mar. Passado o susto, percebi que do outro lado havia um barranco. E o degrau parecia uns 10 centímetros mais baixo. Aí eu consegui alçar meu corpo, segurando no barranco e na mão dela. Que sufoco!

O restaurante tem boas pedidas de massas e de vinho. Comemos lasanha com molho a bolonhesa. E tomamos um bom frisante, semi seco. Até minha prima apreciou o vinho. E levamos um antepasto de torradas com caponata para minha mãe, que nunca quer sair para jantar. Prefere descansar no quarto e comer mexericas, bananas e outras coisas que vamos comprando pelo caminho. E descansar.

A volta foi mais fácil. Eu desço de lado e a perna que vai primeiro consegue sustentar o corpo que cai. Mas não cai.

A Nilze sugeriu que minha mãe não tomasse o desjejum no hotel, no dia seguinte, evitando o enjoo do percurso.

E assim ela fez. No entanto, peguei duas metades de tapioca com queijo e uns pedaços de bolo. Embrulhei e levei para ela, que veio comendo no caminho até Barra Grande, com o Sandro novamente, que veio nos contando que conhece Maraú desde adolescente, quando vinha de bicicleta a partir de Camamu. E de seus projetos e sonhos relativos a sua empresa de turismo. E de como sua esposa é parceira nos negócios.

Ele nos deixou com um moço conhecido como Sorriso da Bahia. Realmente uma simpatia de rapaz. Ele nos conduziu até a loja de passeios de lancha, chamada Princesinha, cujo proprietário, o Marcos, foi subcontratado pela Maraú Tour. O passeio de lancha nos custou R$130,00 por pessoa, pagos direto para a Maraú. Eles fazem vários destinos a partir dali. Até para Ilha de Boipeba. O que escolhi era o das 4 ilhas e a Cachoeira do Tremembé.

Minha mãe tomou um Vonal que carrego comigo desde minha viagem de Caravela na Ilha da Madeira. E ficou bem.

Nossa primeira parada foi na Ilha da Pedra Furada. Uma ilha particular de propriedade de um médico. Pagamos R$ 5,00 por pessoas para visitar a ilha, que é muito charmosa e exótica, com tantas pedras carcomidas. Não são só erodidas pela água, senão todas as demais ilhas apresentariam as mesmas formações. O nosso guia, na lancha, o Marcos, explicou que era algo característico dali. Mas não consigo lembrar, se alguma alga, ou fungo... E não achei a informação na internet. Mas fato é que o ilha é pequena, mas tem lindos cenários para fotos. 

E até a sensação de renascimento, já que para chegar até o principal arco de pedra furada, passamos por um túnel. E do outro lado está a placa identificando a passagem como Gruta da Vagina. E até os pelos púbicos estão lá para comprovar a adequação do nome.

Passamos em frente a diversas ilhas, mas a menção das 4 ilhas é por conta da Ilha do Goió, do Sapinho e do Campinho. É tudo muito confuso. Foi possível perceber que navegamos pelo mar de dentro da península, que mais parece um rio. E neste percurso vimos a cidade de Maraú, Taipu de Dentro, o Farol junto à Lagoa de Cassenge, e vários lugares que passamos de carro, na rodovia BR-030. E o tempo que levamos de barco não difere muito do de carro.

Agora, a atração máxima deste passeio foi, para nós, a Cachoeira do Tremembé. A Cachoeira que encerra o rio no desague no mar de dentro. E a lancha chega bem perto enquanto os passageiros vão, um a um, sentar na proa. Um rapaz, de dentro do rio, puxava a ponta da lancha para debaixo da água, e o turista toma aquele banho de água forte e gelada.

Eu me sentei ali, mas não quis me molhar, então ele não puxou a lancha. Não sei dizer qual foi meu sentimento que me levou a não entrar nas águas da cachoeira, mas não saí frustrada. Quem desembarcasse seria conduzido por um ou mais dos garotos até a parte de cima, atravessado o rio e explorando melhor suas reentrâncias. Falei que ia subir para tirar fotos e filmar minha filha. E subiram também minha mãe e prima, loucas que estavam para desfrutar daquela maravilha.

Minha filha se aventurou pelo leito do rio, sumiu num salto de água que esconde uma bolsa de ar internamente. E deslizou num escorregas, se ralando também. As outras ficaram numa espécie de banheira de hidromassagem. E sorriam como crianças, apreciando a força da água nas costas e as borbulhas que a mesma fazia dentro do buraco, massageando suas pernas. Foi como um bálsamo para todas, que já reclamavam dos corpos doloridos por tantas andanças de viagem. E os meninos insistindo para que eu entrasse. Mas não estava no pique. Ainda assim gostei de vê-las se divertindo.

Na hora de descer era bem mais complicado. Minha mãe foi assistida por meia dúzia de rapazes. E tinha que colocar o pé no cano da proa da lancha para adentrá-la. E lá fomos nós por mais de uma hora de viagem, rumo a Ilha do Goió.

Depois fomos para o restaurante, onde já havíamos encomendado a comida. Comemos um Catado de Caranguejo. E elas uma picanha muito passada. O dono do estabelecimento acabou cobrando só a metade do valor no prato delas, já que a carne ficou dura e incomível. 

E depois de eu fazer umas fotos do lugar, encontrei uma moça carregando uma embalagem plástica, daquelas que sempre têm quitutes deliciosos. Perguntei:

- O que está vendendo aí?

- Pastel.

- Ah. Que pena. Estou louca por um docinho.

- Mas tenho sonhos.

- Qual é o recheio.

- Tradicional.

- Creme de confeiteiro.

- Não, tradicional: de goiabada.

Foi aí que descobrimos que as tradições diferem nas diversas regiões do país.

- Vamos até a barraca porque sei que mais gente vai querer.

E a Ariela, que estava com o namorado na mesma lancha que a gente, e que já tinham nos ajudado em várias ocasiões, se aproximou perguntando:

- Tem de doce-de-leite.

- Não, só tradicional. Quero dizer, de goiabada, já que vi que em outros lugares este não é o tradicional.

A Ariela e outra mineira que estavam no barco disseram que la´, o tradicional é o de doce-de-leite.

Elas não quiseram, mas nós fomos de goiabada mesmo.

Depois só tínhamos mais uma parada na Praia de Campinhos, onde a maré estava mais cheia e o povo aproveitou para mergulhar no mar a partir da proa da lancha. E depois de todo um dia juntos, estavam todos mais relaxados e amigáveis. Nossa lancha tinha três moças que viajavam sozinhas, se conheceram no dia anterior, e resolveram passear juntas, o casal formado pela Ariela e seu namorado, o Marcos - capitão, e nós quatro.

E encerramos no mesmo ponto de partida, esperando o Sorriso da Bahia nos buscar. Um dos homens que estava na pria ligou para ele a meu pedido. E lá veio ele, todo sorrisos.

E nos levou numa cafeteria 'top', bem acima dos padrões por mim esperados para o lugar. Tinha cada bolo e torta tão bonitos quanto gostosos, já que compramos um brownie e um bolo gelado para viagem. Minha mãe comprou um café com leite que foi colocado num copo com tampa para viagem. E fez o moço vir dirigindo feito uma lesma, com o maior cuidado para não derrubar o leite dela. Ela nem percebeu que causou esse desconforto. Apesar de eu até achar que ele fez com muito gosto. Mas é o tipo de exploração que acho inconveniente. Mas consegui me conter. No entanto é um dos aspectos que a solidão da viagem me impingiu. Não preciso brigar comigo mesma para eu ser como acho que devo. Kkkk

E naquela noite ninguém foi jantar. Nossa comida foi a comprada na cafeteria. Esqueci que pegamos também dois pedaços de torta de legumes, que não estava com tão boa aparência, mas que eu gostei bastante.

E depois de uma boa noite de sono, pelo menos para mim, fomos caminhando até o Obaê para pagar a dívida do almoço de dois dias antes. Tiramos fotos da praia, cuja maré ainda estava cheia, porém vazante. E quando entramos na Pousada Sítio dos Corais, minha prima foi tomar um banho de piscina enquanto eu acertava com o Alexandre o restante da estadia. Esta Pousada foi para mim uma ótima surpresa. Eles são muito atentos quanto aos detalhes do conforto do hóspede. Percebe-se logo que os proprietários são também viajantes, e adequaram sua propriedade de acordo com as necessidades que sentem na qualidade de turistas. E a praia onde estão localizados não perde em beleza para nenhuma outra da região.

No café da manhã deste último dia ocorreu um fato interessante. Minha mãe, observando que nos encontrávamos muito cômodas com relação ao serviço, se questionou: "Por que elas já estão conhecendo tudo e eu não?"

E nos perguntou:

- Por que eu ainda não tomei café aqui?

- Por causa da recomendação da Nilze.

- Mas por que?

- Esquecer que não tomou o café aqui está bem, afinal, passamos por tantos lugares nos últimos 12 dias. Mas não lembrar o poruqê não ter tomado já é demais.

Daí ela colocou os neurônios para funcionar e lembrou-se que era para não passar mal no passeio de lancha ou no transfer.

Saímos um pouco mais cedo do que o marcado: 10h30. Ainda bem. Fez toda a diferença para o restante do percurso.