A caminho de MÁLAGA, passando por Cádiz, São Roque, La Linea e GIBRALTAR

16/11/2019

Minha intenção era sair às 9h, atrasei só uns 10 minutos. Conversei com o recepcionista da manhã, que falou com as moças da limpeza, mas ninguém fez muito caso. Uma delas ficou genuinamente surpreendida. A outra ficou suspeitosamente calada demais. Mas não sou nenhum Sherlock Holmes. Calculei minha mperda em uns 3 euros. Considerando o celular que perdi na Inglaterra, é uma quantia ínfima. O que me incomoda é a atitude.

Fui até o bar mais próximo para tomar café, um croissant cortado ao meio, aquecido, e me ofereceram uma manteiga e geleia, além de um café com leite. Gastei 3,10 euros. Encontrei lá o recepcionista da noite, que me viu, mas tentou passar despercebido. Eu permiti e não me dirigi a ele. Eles não podiam se dignar pagar ao menos meu café da manhã? Fiquei decepcionada com o desfecho dessa situação.

Mas, deixa eu ir gastar ainda mais dinheirinho no estacionamento. Ficou pelos 75 euros que eu previra. L

Coloquei no Google para ir direto para Cádiz, cidade ao Sul da Espanha, vizinha de Gibraltar, que é parte do Reino Unido. Queria ir até lá, mas não de carro porque li que lá a mão é inglesa. Esta com o endereço de um estacionamento e fui parar lá, direitinho, passando por uma linda ponte estaiada junto ao Porto de Santa Maria, observando a intensidade do verde das águas abaixo. O estacionamento era do Shopping do El Corte Inglês. Finíssimo!

Ali aproveitei para usar o banheiro e sai para a rua. Estava mais frio do que eu esperava. Voltei buscar mais uma agasalho. Quando fui sair de novo, pergun tei ao segurança se ele sabia de algum passeio para Gibraltar? Ele sugeriu que eu visse na agência de viagens do segundo andar. E lá fui eu. E passeando pela loja, vendo todas aquelas coisas lindas... Mas a agência não fazia este tipo de passeios.

Resisti a tentação de parar para olhar as roupas, e quando cheguei na rua de novo, chovia... E eu não achava nada no Google para ajudar-me com o passeio. E sabia que era um passedio quase todo ao ar livre. A chuva talvez até inviabilizasse o passeio. Quer saber? São 13 horas. Vou é comer.

No próprio prédio encontrei uma cafeteria e pedi uma porção de almondegas, que vieram com umas batatas chips e pão, uma porção pequena, e um suco de laranja. Comprei uma meia calça com pé e uma sem pé, de fio grosso, para o inverno. Não quero mais passar frio. E rumei para o Hotel, em Rio Grande, vizinho de São Roque. E estou aqui para homenagear um amigo de minha irmã, o Eduardo, pois seus ancestrais são dessa região. E ele quase fez o percurso comigo. Não está fazendo porque não era a ocasião para ele. Mas será. Num futuro próximo.

Ainda viajei por mais uma hora, agora com chuvisco. E entrei no hotel e vim resolver alguns assuntos das próximas viagens. E só sai para jantar, na rua de trás, costeletas com batatas e pimentão, feiro à moda árabe. Lembrei-me de meu sogro, era como ele gostava de pimentão. Que dá para tirar a casca. Eu nem gosto, mas tirei a casca e comi.

Depois fui tomar banho e passei o maior perrengue com a cortina tarada. A água quentinha, gostosa. Mas o espaço, dentro da banheira, era pequeno, e a danada da cortina insistia em ficar avançando em mim e se colando em meu corpo. Eu dava uns ' chega pra lá' e ela nem aí. Não se tocou que eu não estava gostando. Pior que era rosa. Ou seja, nem é da cor que eu gosto, se é que vocês me entendem. Kkkk

Quando consegui, finalmente, terminar meu banho, sai da banheira e peguei aquela minúscula toalha. Parece mais uma toalha de rosto. Ainda bem que tem duas... Coloquei uma delas nas costas e, quando olho para a parede oposta do banheiro, lá estavam duas toalhas de banho. Kkk... ou seja, essas eram mesmo de rosto. Oh dó.

Devo confessar, dormi melhor do que eu esperava. A cama estava confortável, o ambiente escuro e silencioso. Antes de dormir olhei minha programação e vi que não tinha planejado nada para Málaga na sexta feira, pois pensei em ir para Gibraltar neste dia e chegar tarde em Málaga. Então levantei na calma, fui ao carro, peguei o restante de malas e sacolas e levei para o quarto, rearranjei tudo para deixar no carro a mochila e a sacola com as roupas de frio que comprei na Decathlon e no El Corte Inglês.

Depois fui à recepção pegar algo para beber com os divinos bolinhos de massa folha recheados de cabelo de anjo e cobertos de mel que comprei na 'tienda' ao lado do restaurante. Eles tem máquina de café e peguei um chocolate quente por um euro.

Depois de preparar tudo e tomar café, tendo visto que o vento arrebatador que estava lá fora limpou o céu, resolvi olhar de novo a distância até Gibraltar. Por que aqui diz que está só a 21 km se andei mais de 100 para chegar aqui ontem à tarde?

Fui questionar a recepcionista e ela confirmou os 21 km, entrou no Google e foi me mostrar. Disse-me ainda que valeria muito a pena ir até Gibraltar hoje porque com o céu limpo assim, eu veria as montanhas africanas. Foi pegar com o Miguel o endereço do estacionamento mais próximo da Linea, mas disse-me que a mão de direção em Gibraltar é igual a de todo o continente. Mão esquerda, não direita como na Inglaterra. Enquanto ela foi verificar o endereço, olhei nos meus apontamentos, pois era o mesmo estacionamento que eu vi, na mesma rua... Aí perguntei o nome da cidade para ela, se seria São Roque.

_ " Não. É La Linea."

Aí mostrei para ela o que me levou ao local errado. Eu coloquei no Google Maps a cidade como Cádiz. Ela gentilmente foi me mostrar no mapa o que eu fiz. A Espanha é dividida em províncias. São Roque fica na província de Cádiz, cuja capital também se chama Cádiz, e fica lá do outro lado da província, mais de 100 km. Então está explicado. Comentei que em meus planos, na quinta eu queria ver o lado oposto à Baía, ela me disse:

_ " Não faz, falta, foi melhor conhecer Cádiz."

_ " Mas eu nem conheci, por incrível que pareça, o endereço do estacionamento me levou ao estacionamento do El Corte Inglês, e como estava chovendo, eu não fui passear. Só passei por aquela linda ponte e vi o oceano verdinho, lá de cima."

_ " Meu marido costuma dizer que não existe caminho errado, só novos lugares conhecidos."

E assim, acrescentei a capital de Cádiz às minhas passagens.

E fui para Gibraltar. Nem parece que ontem estava aquele tempo feio. Fui feliz, quase chorosa. Cheguei ao estacionamento Santa Bárbara, mas o Google me colocou após a porta de entrada. Quando percebi, estava na fila da passagem pela aduana. Estacionei o carro um pouco antes e fui pedir ajuda ao guarda da fronteira, explicando-lhe que eu queria entrar a pé. Sim, aduana. Sim, fronteira. Porque, como já disse, Gibraltar é um promontório e território ultramarino da Inglaterra desde 1713. Voltei ao solo inglês. O guarda me disse para pegar o carro e me aproximar. Ele iria avisar ao guarda inglês para permitir-me a passagem para retornar.

E assim fiz, dizendo ao guarda inglês.

_ " I want go back."

Ao voltar, seguindo a instrução do guarda que disse que a direita teria um estacionamento, vi uma placa do La Frontera, justo o que o Miguel recomendou. Era subterrâneo.

Olhei bem em volta, vi que havia um Burguer King e marquei bem o local onde estacionei. O lugar é enorme.

Passei feliz, e fácil, pela fronteira. E logo vi um estande de vendas de pacotes turísticos. Mas a mocinha me disse que não tinham carros disponíveis, para eu verificar no Centro da Cidade e me indicou o local dos ônibus para eu chegar até o Centro.

Peguei o primeiro ônibus que saia, paguei 3,30 numa passagem de ida e volta e desci no ponto final, ao lado do Cemitério Trafalgar, um pequeno e bonito cemitério que mais parece um jardim, ao sul das muralhas da cidade. Mas, e agora?

Andei um pouco, não cheguei em lugar nenhum. Já tinha visto que o 'Cable Car' que leva até o topo do Rochedo de Gibraltar estava inoperante. E como chego ao Farol, conhecido como 'Europa Point Lighthouse'? Entrei numa casa de câmbio para pedir ajuda e umas clientes me indicaram o ponto de táxi. Questionei sobre o preço, elas não sabiam dizer. Voltei pois o ponto de táxi era justo após a entrada da muralha, que por sinal, estava enfeitada para o Natal.

Não havia nenhum táxi. Soube que o ônibus 2 também vai até lá. Vi o ônibus e o motorista me disse que sim , mas no sentido contrário. Fui procurar o outro ponto de ônibus e vi um restaurante. Estava quase desistindo. Quer saber? Vou almoçar. Já são 13 horas e com fome eu não quero fazer mais nada.

Entrei já sabendo o que queria pois peguei o cardápio na entrada. Pedi espinafre com camarão. E quase como um escondidinho e estava muito saboroso. O atendimento muito bom, descubro que um dos garçons é português. Pergunto se podem chamar um táxi para mim, e no fim eles dizem que sim, mas me mostram onde é a parada do 2, bem perto, e eu opto pelo transporte coletivo. Tomei ainda um café e gastei 15 euros.

O ônibus não tarda muito a chegar, está cheio, justamente porque, com o Cable Car fechado por causa dos ventos, muitos turistas acabam mudando os trajetos. Quando entreguei meus 5 euros para pagar, o motorista mandou que eu entrasse e não cobrou.

O farol é o ponto final, junto dele uma mesquita, uma igreja, um campo de rúgbi e o campus da Universidade de Gibraltar.

O céu está limpinho, é impressionante observar, de um lado, as montanhas do Marrocos. Do outro, as montanhas espanholas, estando em solo inglês. E ainda aprendi com a recepcionista do Hostal Rio Grande que no lado africano, vizinho do Marrocos tem Ceuta, uma cidade autônoma espanhola. E também Melilla, ambas ficam incrustadas no Marrocos. Achei uma forma interessante, de repente, de iniciar uma viagem ao Marrocos. Ficando instalada em cidades espanholas e partindo dali em excursões...

Na última foto da sequência dá para ver o Estreito de Gibraltar. Ele tem 14 km de extensão.

Peguei o ônibus de volta e pedi para descer onde vi um monte de gente descendo, quando vim. Paguei 1,30 e vi que ele cobrou como sênior, porque não tinha troco para os meus 5 euros, então pegou as moedas que eu tinha. E me deu troco. O motorista disse que daquele ponto teria acesso as vistas das pedras... Desci do ônibus, mas comecei a subir o rochedo. Ao pé dele, uma porção de casas e até alguns prédios e sobrados, meio que aproveitando as reentrâncias do rochedo. Achei umas escadinhas que davam acesso a estes lugares e saiam mais acima na subida. 

E subi, subi, até que cheguei num local com uma guarita. O homem me disse que era 7 euros o valor para subir. Vi ali algumas Vans estacionadas. Tinha uma que já ia sair, mas estava cheia, e já havia outra encostada. Fiquei toda feliz. Sete euros bem gastos. O bilhete veio apontando o horário de 15h52. Paguei e perguntei como eu subia, e o bilheteiro me indicou o caminho.

_ " Mas a pé?", disse eu.

_ " Sim, porque para subir de carro custa 35 euros," e mostrou-me a tabela.

Ele falava só em inglês. Perguntei-lhe:

_ " Fairway?"

_ " One hour."

Uma hora de caminhada, subindo... Mas, já paguei né. Fazer o que? Agora tenho que subir. Estava muito sol, mas muito vento também, então fresco e iluminado. Mas minha língua começou a fazer gravata, e eu nem água trouxe. Um casal foi se aproximando e numa bifurcação do caminho, me disseram que podia ser pela direita, que pareia ser um caminho mais suave, por ali fui enquanto eles olhavam o mapa. O rapaz subiu até onde eu estava dizendo que se enganara. Voltei e fiquei para trás. Eles bem mais jovens que eu seguiram num ritmo mais acelerado.

No próximo cruzamento, vi que eles viraram para a direita, e quando lá cheguei, pensei em desistir e retornar. Foi quando vi o macaco de Gibraltar, ou macaco berbere. E ele me fez mudar de ideia e continuar. Ao longo do caminho avistei alguns. E como eles não são alimentados pelos turistas, são animais selvagens, mas pacíficos, passam por você sem avançar pedindo comida. Ainda assim, passei desconfiada.

E tome subida. Até que cheguei a uma lanchonete. Bom, pelo menos posso comprar água. E vi que ali era a entrada das cavernas de São Miguel. Mas esta era uma atração que não me interessou desde o princípio. Queria chegar ao topo e avistar o outro lado, porque a vista deste lado estava deslumbrantes, com o sol refletindo na água, muitas embarcações passando pelo Estreito de Gibraltar, as montanhas ao fundo, a vegetação da Reserva Natural, os macacos e as aves.

Perguntei ao garçom, após comprar uma água em caixinha de papelão e saber que, só Gibraltar faz 150 kg de lixo plástico diário, quanto ainda faltava para chegar ao topo.

_ " Uns 10 a 15 minutos."

E assim foi, mas foram os 15 minutos mais demorados dos últimos tempos. Não direi da minha vida porque está já é bem longa e tive muitos tempos retardados pelas dificuldades, como este. Chaguei ao topo às 16h29.  O nome do local é O hara's battery, e acabei de ver na internet que está localizada no ponto mais alto de Gibraltar. ÓÓÓÓÓ, 426 metros. E bateria por causa do canhão de 9,2" que está num prato giratório, de onde fiz um vídeo.

Mas a recompensa foi boa. Do outro lado se avista o mar aberto, e a outra face do Rochedo de Gibraltar. As praias daquela margem, e um canhão, no alto, apontado para o Estreito. Fiz fotos e registro de vídeo. Os vídeos deste passeio estão disponíveis no stories do Instagram, no Facebook e no Instagram (@lessa meyre, Meyre Lessa).

E você pensa que descer é mais fácil? Se na subida me falta folêgo, na descida me faltam joelhos. Chegou uma hora que o joelho direito começou a falhar. Até passei a andar do lado de dentro da estradinha, junto ao rochedo e não na beira do precipício, caso falhasse e eu caísse, preferia cair na escada do que rolar pelo maro e ali ficar perdida. Viu, faço passeios sozinha, mas minha mente de quem foi muito tempo Responsável pela Prevenção de Acidentes, trabalha de forma preventiva.

Falando em prevenção, lá no alto vi vários baldes para apagar incêndio caso ocorra. Lembrei-me de minha amiga argentina, Magdalena, que é bombeira voluntária em seu país. Orgulho de sua mãe e também minha amiga, Tereza.

Desci até a bilheteria em meia hora, e demorei mais meia hora para chegar ao ponto junto ao Trafalgar. E ainda perdi o primeiro ônibus porque fiquei em ponto errado. Eram dois, na sequência. E acabei voltando com o mesmo motorista com o qual vim na chegada a Gibraltar. A maior parte das pessoas aqui é espanhola, ou ao menos falam ambas as línguas, espanhol e inglês.

Na passagem de volta o guarda implicou que eu tinha entrado a última vez em Portugal só dia 31 de outubro, mas quando eu ia explicar que entrei na Espanha de caro, ele mandou eu seguir.

Saindo da aduana, parei no Burguer King para comer, meio hambúrguer de bacon, meia porção de anéis de cebola e meia garrafa de suco da fanta. As outras metades deixei para comer quando chegasse em Málaga. E quando sai da lanchonete já estava escuro, e eu me perdi. Um rapaz que passava me acompanhou até um estacionamento e me disse que seria aquele ou o ao lado. Era aquele.

Peguei o meu carro e sai, ou tentei. Você deve se dirigir a um 'cajero' pois ultrapassou o tempo de gratuidade. Movi o carro para uma vaga e fique procurando uma máquina automática. Fui até lá, tentei pagar. Voltei ao carro, tentei novamente sair... Nisso vi uma senhora entrando em seu carro. Perguntei a ela e me disse que o sistema estava com problemas e que ela também iria ao 'cajero'.

Eu fui atrás do carro dela. Quando lá chegamos ela me perguntou em que região de Portugal eu estava vivendo. Eu disse que no Baixo Alentejo, mas que sou brasileira. Sim, disse ela, nota-se pelo seu sotaque.

Ela me disse que adoraria morar em Portugal. E eu lhe disse que eu adoraria morar na Espanha, mas não posso. E em Portugal eu posso. Ela pagou e foi embora. Eu tive que acompanhar o rapaz até o local onde meu carro estava estacionado. Ele me disse que a máquina que tentei usar realmente não servia. E mostrou-me a correta, além de mostra-me o portão de saída. Antes de sair, liguei para a hospedagem avisando que me atrasara e que minha chegada estava prevista para às 21 horas. Ela me disse que bastava tocar a campainha.

E assim vim, pela Costa do Sol da Espanha, sob a lua. Sai de lá às 19 horas. A estrada é toda de pista dupla, ainda bem, e a maior parte iluminada. A velocidade máxima do maior trecho é de 80 km/hora, mas quem anda mais devagar está a 90km/hora. Eu que, normalmente sigo na pista da esquerda, fiquei na direita a maior parte do tempo, não ultrapassando os 90km. Se bem que, aqui, a pista da esquerda é mais utilizada para ultrapassagens. De um trecho para frente tanto em movimento quanto em estilo da estrada, parecia que eu estava descendo a Serra pela Via Anchieta numa sexta-feira à noite. Fiquei um pouco tensa, mas não muito, porque estava confiante no Google Maps, e nas condições da estrada e do carro. E, modéstia a parte, sou boa motorista.

Coloquei o endereço Calle Eugenio Gross 5ª. Não achei onde estacionar em frente pois é uma avenida larga, com bastante movimento e poucos locais para estacionamento. Passei e dei uma volta no quarteirão, ainda nada. Passei em frente novamente e fui uma quadra adiante. Ao entrar na paralela de trás, vejo uma luz de lanterna. Dei a ré e o veículo também, desocupando uma vaga a 190 metros da hospedagem.

Venho com minha mala, só ela, pela rua, procurando o 5ª. Mas o moço do mercadinho dia que não tem letras junto aos números. Decido colocar a localização do Booking, que me leva um pouco a frente. Daí vejo que o padrão de endereço é igual o americano, primeiro vem o número da casa, depois o nome da rua. Por sorte o número era 16. E o apartamento 5ª.

Uma senhora está saindo do prédio quando chego. Subo ao quinto e já estou sendo aguardada, porque toquei a campainha lá embaixo. Quase sufoco ao entrar na sala de um apartamento de fumantes. Mas o meu quarto é de não fumante. Mas o cheiro está até nas toalhas de banho. É uma casa particular, mas, a não ser por este detalhe do fumo, a recepção foi bem profissional. O quarto é chaveado, recebi junto com as chaves das portas de baixo e do apartamento. Orientação com relação ao aquecedor, TV no quarto, cobertas, tomadas, benjamim, cozinha. Tanto quarto quanto banheiro são bem espaçosos e o chuveiro é quentinho e funciona bem.

Comi o resto do lanche e vim aqui contar minha história. E agradecer por mais esta etapa cumprida.